Há um novo papamóvel no Vaticano. E desta vez não é um veículo luxuoso com vidros blindados para garantir a segurança do pontífice, mas um Renault 4 fabricado em 1984, com mais de 300.000 quilômetros rodados. O carro foi um presente oferecido por um padre da paróquia de Verona, no norte da Itália, ao papa Francisco.
Ao receber o presente, no sábado, Francisco pegou as chaves e dirigiu o pequeno e velho veículo popular pelas ruas do Vaticano. O modelo Renault 4 saiu de linha nos anos 90.
Segundo o site da rede BBC, o presente foi dado pelo padre Renzo Zocca, que antes de presentear o papa disse em uma entrevista para a revista italiana Famiglia Cristiana estar emocionado com os esforços de Francisco para criar uma "igreja dos pobres". Por isso, o padre queria muito presentear o papa. "O que poderia ser melhor do que o meu velho Renault 4?", disse ele na ocasião.
Depois disso, Zocca escreveu ao papa perguntando se ele aceitava o presente. Segundo Zocca, o próprio Francisco ligou para ele em agosto para dizer que aceitava o presente, mas antes perguntou se o veículo não faria falta. Francisco disse que costumava dirigir um carro do mesmo modelo quando morava na Argentina.
Os bancários do Piauí, juntamente com a categoria em todo o país, podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir da zero hora do próximo dia 19. Amanhã, está marcada uma Assembleia Geral Extraordinária na sede do Sindicato dos Bancários do Piauí, a partir das 18:00h, quando a categoria vai discutir e deliberar pela aprovação da greve. Os banqueiros ofereceram uma proposta de 6,1% de reajuste.
Dentre outros pontos, os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%); PLR: três salários mais R$ 5.553,15; piso de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese); Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Segundo informa o presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, José Arimatea Passos , “os bancos fizeram a última proposta e, segundo eles, não há mais o que negociar agora. Só se pode negociar depois da greve, então, estamos com tudo preparado, as equipes de diretores estão visitando as agências do interior do Estado e levando material para greve”, frisa, acrescentando que está esperando acontecer uma grande assembleia para rejeitar a proposta apresentada de 6,1%, que não cobre nem a inflação do período.
A programação, de acordo com o sindicalista, é dia 12, assembleia geral da categoria para rejeitar a proposta; dia 18, haverá uma nova assembleia organizativa para preparar o movimento, e dia 19, greve geral por tempo indeterminado.
Desde já, pondera Arimatea Passos, a direção do Sindicato dos Bancários do Piauí esclarece à população em geral “que antecipe os pagamentos que serão feitos junto às agências bancárias, se for possível, e caso não possa, e o banco estiver fechado durante a greve, o cliente pode pagar um dia após o fim da greve, sem nenhuma punição ou pagamento de juros e tarifa a mais”, esclarece.
Sobre a proposta de aumento de 6,1% apresentada pelos banqueiros na campanha deste ano, Arimatea falou que a categoria considerou como um afronta. “Como é que os bancos cresceram, num semestre, em média 20% a 30% nos seus patrimônios, e oferecem uma proposta inferior à inflação?”, questiona, argumentando que os bancários receberam tal proposta com indignação e desprezo dos banqueiros por essa categoria que na verdade é quem faz esse lucro crescer.
A categoria entende que foi muito desprestigiada com essa proposta de aumento salarial e, por este motivo, “acredito que a indignação vai fazer um grande movimento no Brasil e também no Piauí”, pondera Arimatea Passos, comentando que a greve – marcada para o dia 19 - pode ser evitada, se até este dia os banqueiros reverem suas posições, a paralisação pode não acontecer. “É tão fácil, pois estamos pedindo apenas 5% acima da inflação e tudo isso é negociável”, diz.
Dois empresários, a esposa de um advogado e o ex-secretário de Finanças e parente do ex-prefeito de Jatobá do Piauí foram presos na região de Campo Maior com carros que estariam com documentações falsas.
Os supostos envolvidos em um esquema de clonagem de documentação de veículos foram levados à delegacia após investigação da Polícia Civil de Campo Maior. A operação denominada "Cegonha" ocorreu na tarde desta terça-feira, 10, e terminou por volta da 0h de hoje.
De acordo com o chefe de cartório, Baker Martins, os documentos são em papel moeda original e o esquema foi descoberto após consulta ao chassi dos veículos. "Todos os veículos estavam com o licenciamento em dia. O documento é idêntico ao original, mas quando checamos o chassi percebemos a fraude. Na verdade, cada carro clonado tinha outro original, com as mesmas características para não levantar suspeitas", destaca Martins.
Foram aprendidos veículos modelos Celta, Honda Fit, HB20 e um Montana. Ainda de acordo com o chefe de cartório do 1º DP, o esquema de clonagem de documentos é bem articulado e há suspeitas de mais envolvidos, inclusive do Detran.
"Será apurado como estão conseguindo o papel moeda original. Os carros são 'esquentados', termo utilizado para caracterizar veículos roubados que são postos em circulação com a documentação de um veículo perfeito", reitera.
Os suspeitos de envolvimento no esquema de falsificação de documentos negaram conhecer a procedência dos veículos e foram liberados após pagamento de fiança de R$ 4 mil cada. A operação foi comandada pela delegada Alexandra Santos e policiais civis Giuliano Alencar, José de Arimateia Melo, Ferdinand, Bayker Martins, Alberto Sales e Roquel Silva.
Auditoria da Secretaria Estadual de Saúde constatou que um médico recebeu R$ 46 mil somente com plantões em um único mês. A investigação levou a suspensão de pagamentos no Hospital Dirceu Arcoverde em Parnaíba. A crise levou a greve dos médicos e prestadores de serviço.
A inspeção, que contou com a parceria da Controladoria do Estado, revelou outras irregularidades. Uma das mais graves é a do médico que recebeu R$ 46 mil por ter realizado 30 plantões de 24h, uma clara demonstração de pagamento irregular a "plantão fantasma”.
Ontem, o governador Wilson Martins (PSB) nomeou uma interventora no hospital. A escolhida foi a enfermeira Clara Leal, ex-diretora do Hospital de Urgência de Teresina. A enfermeira tomará posse somente amanhã.
O Ministério Público do Estado encaminhou os dados da auditoria a Polícia Federal para uma investigação mais rigorosa. Os policiais também vão investigar a omissão de socorro no hospital. As denúncias foram feitas pelo promotor Antenor Filgueiras que acompanha o caso.