Foi presa na manhã desta quinta-feira, 07, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, em um posto de gasolina na zona Leste de Teresina. Ela foi denunciada por agredir uma empregada doméstica, que está grávida de cinco meses, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, no Maranhão.

ENTENDA O CASO
A empregada doméstica Samara Regina denunciou ter sido agredida pela própria patroa, a empresária Carolina Estela. O caso ocorreu no dia 17 de abril e só veio à tona após a vítima — grávida de quase seis meses — procurar um amigo delegado. Três semanas depois, ela ainda está abalada pelos traumas.
Segundo a polícia, o caso começou após o desaparecimento de um anel na casa da agressora, em Paço do Lumiar (MA). A vítima foi torturada física e psicologicamente após ser acusada de furtar um anel. Mesmo negando a acusação, ela foi agredida com socos, tapas e ameaçada com uma arma de fogo, que chegou a ser colocada em sua boca. A violência durou cerca de uma hora.
Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam, disse a vítima.
ANEL LOCALIZADO
A vítima foi acusada de roubar uma joia e passou horas procurando objeto que foi localizado dentro de um cesto de roupas sujas. Segundo o depoimento, mesmo após encontrar o objeto as agressões continuaram e a vítima afirma ter sido ameaçada de morte caso contasse o que houve.
A polícia informou que a empresária responde a mais de dez processos. Em um deles, de 2024, foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi substituída por serviços comunitários, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais.
O que diz a empresária sobre agressão contra doméstica
"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.
Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos" .
Com informações do meio news
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