O senador Ciro Nogueira (Progressistas) fez um apelo a todos os prefeitos piauienses para pedir que eles não cedam às pressões de afrouxar as medidas de prevenção ao Coronavírus, COVID-19.
Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (27), Ciro argumentou que liberar atividades econômicas não essenciais e permitir o fluxo desordenado e aglomeração de pessoas pode resultar em um aumento generalizado de novos casos e mortes no estado.
“Não podemos permitir que vidas humanas valham menos que a economia”, destacou o senador.
Ciro se comprometeu em continuar a busca por ajuda financeira para socorrer as micro, pequenas e médias empresas do Piauí e garantir que as prefeituras sejam compensadas pela sua perda de receitas devido à pandemia.
“Quero garantir que haja mais recursos para saúde e assistência social”, afirmou.
Uma chuva forte nessa quarta-feira isolou a cidade de Francisco do Piauí. Para o município são poucos os acessos por meio de rodovias com pavimentação asfáltica. Uma delas é a PI 217 que liga as regiões de Oeiras e Nazaré do Piaui àquela cidade.
Um açude na zona rural, com uma forte chuva nesta semana, transbordou e as águas passaram sobre a via de rolamento, pois o bueiro com manilhas não suportou a vasão.
Algumas manilhas foram arrastadas pela força das águas e um buraco se abriu por baixo da pavimentação asfáltica.
Com a atual situação a estrutura asfáltica e o aterro ficaram fragilizadas e nem mesmo um carro de passeio pode passar no local.
O secretário Diego, da administração de São Francisco, foi uma das autoridades que visitaram o local a pedido do prefeito Antonio de Lú.
No local, o secretário e populares colocaram alguns galhos de árvores para indicar o perigo.
"O prefeito Antonio de Lú já protocolou alguns documentos com imagens e as enviou ao Castro Neto, diretor do DER, que já confirmou que o mais breve possível vai tentar resolver o problema", disse Diego.
O prefeito (foto) também atendeu uma ligação do Piauí Notícias e, por telefone, disse que está fazendo de todos os esforços para que a via possa ter o tráfego regularizado o mais breve possível.
"Nós estamos ilhados, não há desvio no trecho", disse o gestor Antonio de Lú.
Três reuniões marcaram a manhã e o início da tarde desta sexta-feira (27), no pátio do Centro Administrativo de Floriano. Por volta das 8h30, o prefeito Joel Rodrigues e o secretário de Saúde, James Rodrigues, já estavam reunidos com os secretários municipais para avaliar os efeitos e resultados das medidas de prevenção contra o avanço do novo coronavírus e se novas determinações serão expedidas, para o funcionamento das secretarias e órgãos municipais, escolas e outro serviços. Atualmente só os considerados essenciais estão em atividade.
Em seguida o prefeito Joel Rodrigues conduziu a reunião do Comitê Gestor de Crise (CGC), formado por várias entidades, profissionais e instituições de saúde, secretaria de Saúde, Hospital Tibério Nunes, Polícia Militar, igrejas cristãs e outros especialistas, para avaliar as ações após o último Decreto Municipal, que tem validade até 30 de março, segunda-feira, os resultados e as dificuldades enfrentadas, e para colher de cada área as sugestões e opiniões que serão somadas para a composição de um novo decreto, que entrará em vigor na próxima terça-feira, 31 de março.
Uma das preocupações é com a reação de uma pequena parcela da população que desconsiderou a orientação de permanecer em casa, após o pronunciamento do presidente Bolsonaro, que considerou desnecessário o fechamento da maioria das empresas. Outra angústia é com o que poderá acontecer no futuro, já que o Hospital Tibério Nunes possui apenas 6 leitos de UTI e não teria capacidade de atender a um grande número de casos simultâneos de doentes com necessidade de respiradores artificiais. O HRTN atende a uma macrorregião, com uma população de aproximadamente 500 mil habitantes e a direção está preocupada com o descontrole da regulação de pacientes vindos de outros municípios.
A terceira reunião já envolveu representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Floriano, Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas, Sindicato dos Empregados no Comércio de Floriano e Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico. Os empresários pediram a reabertura das empresas, com escalas e horários diferenciados e com os cuidados de higienização necessários, porque temem um colapso financeiro em Floriano, cuja economia, em grande parte, é regida pelas micro e pequenas empresas, o que provocaria fechamento de estabelecimentos, demissões e outros problemas sociais, além dos trabalhadores informais que também perderam as suas rendas.
Por outro lado, os especialistas em epidemiologia e representantes da saúde pública defendem que o momento ainda é de isolamento social, que países e cidades que retomaram as suas vidas, estão pagando um preço muito alto agora. Eles lembraram que ainda estamos na fase mais crítica de contaminação comunitária e não há testes o suficiente para identificar a população que precisaria ser isolada por estar com o vírus, e que, somente aproximadamente a partir do 12º de contaminada, a pessoa poderá ter os sintomas mais graves. As autoridades de saúde preveem que o pico da doença no Brasil seja atingido a partir de abril.
A igreja católica, através do bispo da Diocese de Floriano, Dom Edivalter Andrade, manifestou a posição da igreja, que é de manter o isolamento social, com celebrações sem fieis, transmitidas pelos veículos de comunicação e com a Semana Santa com várias restrições, sem procissões e parte dos rituais, por entender que não seria possível atender aos critérios de higienização em todos os templos, mesmo com o decreto do presidente que inclui as igrejas como serviços essenciais, liberando as celebrações.
Ao final da reunião, o prefeito Joel Rodrigues, em acordo com integrantes do comitê e das representatividades do comércio e dos empregados, decidiu que até a próxima segunda-feira continua valendo o decreto atual que pede o fechamento das atividades, exceto as consideradas essenciais e a interrupção das aulas, além de outras medidas.
“Vamos aguardar novas medidas do Ministério da Saúde e as decisões do governador Wellington Dias para, ainda na segunda-feira, editarmos o novo Decreto Municipal que passará a vigor a partir do dia 31 de março”, disse o prefeito Joel Rodrigues, lembrando que as responsabilidades sobre as decisões a serem tomadas serão divididas entre o poder público e a sociedade.
A informação sobre como deve funcionar as empresas nessa quinta é da presidente da Classe Comerciária a líder Jocilena Falcão. Ela recebeu o repórter Ivan Nunes, do Piauí Notícias, para externar sobre como será o funcionamento das empresas no Dia de Corpus Christi.
Na entrevista, Jocilana informa que algumas empresas consideradas essências estarão em funcionamento, mas cumprindo o que determina a Lei e o acordo firmado entre as classes de patrôes e empregados do comércio local.
O Sindicato, ainda de acordo com ela, deve agir no caso de algum empreendedor descumprir o acordo. Veja a entrevista com a lider Jocilane Falcão.