Carros incendiados, prédios vandalizados e tentativa de invasão da sede da Polícia Federal em Brasília na noite desta segunda-feira (12) foram algumas das ações registradas por manifestantes bolsonaristas após a diplomação de Lula (PT) e Alckmin como Presidente da República e vice pela justiça eleitoral.
Porém, pelo Twitter, o Ministro da Casa Civil, tenta desviar do bolsonarismo os atos de vandalismo. Para Ciro Nogueira (PP-PI) as ações seriam de outro grupo virulento que provocou manifestações violentas em várias partes do mundo e, no Brasil, de forma mais presente a partir de 2013.
“Eles tem cara de Black Blocs, jeito de Black Blocs, fúria de Black Blocs, cheiro de Black Blocs e violência dos Black Blocs, que não existiram durante todo o governo Bolsonaro. Será coincidência ou a volta deles?”, tuitou Ciro Nogueira.
Em 2020, Jair Bolsonaro (PL-RJ) chamou de “terroristas” integrantes de movimento que se dizia antifascista que entrou em confronto com seus apoiadores em São Paulo. Por outro lado, após a derrota do Presidente nas urnas militantes bolsonaristas fecharam estradas e, de forma violenta, impediram o deslocamento de pessoas, inclusive doentes.
O caso desta segunda-feira envolve a prisão de um índio, José Acácio Serere Xavante. O Ministro Alexandre de Moraes (STF) atendeu pedido da Procuradoria Geral da República, onde afirma que ele teria encabeçado protestos bolsonaristas com incitação a violência e apoiadores a pegarem em armas para impedir a diplomação dos eleitos. Após esse fato teve início a série de vandalismos.
Para tentar tirar o foco do Presidente, nas redes sociais apoiadores falam que os protestos foram praticados por “infiltrados”. A Polícia Federal está em poder de imagens e promete identificar os autores dos ataques. O futuro Ministro da Justiça, Flávio Dino, garante que os culpados serão responsabilizados.