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Problemas da tireoide são mais comuns do que se imagina e, muitas vezes, passam despercebidos.

tireoide

Distúrbios como hipotireoidismo, hipertireoidismo e nódulos tireoidianos podem causar sintomas inespecíficos — cansaço persistente, ganho ou perda de peso, alterações de humor, queda de cabelo e intolerância ao frio ou ao calor — que nem sempre são reconhecidos na atenção primária.

Por isso, conhecer os exames da tireoide, quando solicitá-los e o que cada um revela é essencial para diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Por que os exames da tireoide são importantes A tireoide é uma pequena glândula na base do pescoço, responsável por regular o metabolismo, a energia, o sistema cardiovascular, a saúde óssea e o eixo neuropsíquico.

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Quando suas funções estão alteradas, o impacto pode ser sério, especialmente em idosos ou pessoas com doenças cardiovasculares e autoimunes.

Segundo o endocrinologista Dr. Adriano Cury, do Alta Diagnósticos, “o olhar atento do médico generalista, aliado à solicitação adequada de exames, é crucial para confirmar a suspeita diagnóstica de doenças da tireoide.”

Principais exames da tireoide TSH e T4 livre

O TSH é o exame inicial para avaliar a função tireoidiana.

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O T4 livre complementa o TSH, ajudando a identificar se a disfunção é hipo ou hipertireoidismo, inclusive em suas formas subclínicas.

Em casos específicos, o T3 também pode ser solicitado.

Anticorpos antitireoidianos

Anti-TPO e anti-Tg: indicados para investigar tireoidite autoimune (como Hashimoto).

TRAb: fundamental para diagnosticar a doença de Graves, principal causa de hipertireoidismo em adultos e crianças.

Ultrassonografia de alta resolução

Avalia a anatomia da glândula, textura do parênquima e presença de nódulos.

Permite estratificar o risco de malignidade usando sistemas padronizados (TI-RADS/ATA).

Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

Indicada quando há nódulos suspeitos ou acima de certos tamanhos.

Ajuda a diferenciar nódulos benignos de malignos e definir necessidade de intervenção cirúrgica.

Quando solicitar os exames Alguns grupos merecem atenção especial:

Gestantes e mulheres em idade reprodutiva: alterações tireoidianas podem afetar desfechos obstétricos e o desenvolvimento fetal.

Pessoas com doenças autoimunes: diabetes tipo 1, lúpus, artrite reumatoide e outras condições aumentam o risco de tireoidite.

Pacientes com sintomas persistentes e inespecíficos: fadiga intensa, instabilidade de peso, alterações de humor, palpitações, constipação ou queda de cabelo acentuada.

O rastreamento direcionado nesses casos não é apenas preventivo, mas uma oportunidade de diagnóstico precoce e manejo eficaz.

Estratégias práticas para médicos e pacientes Solicitar TSH (com T4 livre quando indicado) em queixas inespecíficas ou histórico de doenças autoimunes.

Realizar avaliação tireoidiana em gestantes de risco conforme diretrizes da SBEM.

Investigar bócio, nódulos palpáveis ou linfonodomegalias com ultrassonografia, encaminhando para PAAF se necessário.

Incentivar hábitos saudáveis que protejam o risco cardiovascular, como controle de peso, cessação do tabagismo e manejo de hipertensão e dislipidemia.

“O caminho diagnóstico está bem estruturado, permitindo um planejamento terapêutico adequado para a maioria dos pacientes, com impacto mínimo no cotidiano”, conclui o Dr. Cury.

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