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A sensação de queimação nos pés ao deitar é mais comum do que se imagina e nem sempre está ligada ao cansaço do dia. Quando os pés começam a arder, esquentar ou formigar justamente na hora de dormir, o corpo pode estar sinalizando problemas no sistema nervoso, na circulação ou até uma deficiência nutricional que já se instalou silenciosamente. Identificar a causa correta faz toda a diferença para recuperar noites de sono tranquilas e evitar complicações.

queimaçao

Por que a queimação nos pés piora durante a noite? Durante o dia, o cérebro recebe uma grande quantidade de estímulos sensoriais, como o contato dos calçados, o movimento ao caminhar e as variações de temperatura do ambiente. Esses estímulos competem com eventuais sinais de dor ou desconforto nos pés, tornando a queimação menos perceptível.

Além disso, a posição deitada altera a distribuição do fluxo sanguíneo nos membros inferiores. Essa mudança pode intensificar processos inflamatórios locais e contribuir para que a sensação de calor, ardência ou formigamento se torne o principal incômodo no momento de dormir.

Principais causas da sensação de pés ardentes Diversas condições de saúde podem provocar essa queimação persistente. Conhecer as mais frequentes ajuda a entender quando o sintoma merece atenção médica. Entre as causas mais comuns estão:

Neuropatia diabética, que ocorre quando os níveis elevados de açúcar no sangue danificam os nervos dos pés ao longo do tempo, provocando ardência, dormência e formigamento que pioram à noite

Deficiência de vitamina B12, essencial para a proteção das fibras nervosas, cuja falta compromete a condução dos impulsos e gera sensações de calor e picadas nas extremidades.

Insuficiência venosa crônica, na qual o sangue tem dificuldade para retornar ao coração e se acumula nos pés e pernas, causando peso, inchaço e uma sensação persistente de calor.

Consumo excessivo de álcool, que pode lesar diretamente os nervos periféricos e agravar deficiências nutricionais que afetam a saúde dos pés.

Revisão clínica confirma a relação entre doenças ocultas e pés ardentes

A associação entre a queimação nos pés e condições de saúde que muitas vezes passam despercebidas é respaldada pela ciência. Segundo a revisão clínica “Síndrome da queimação nos pés: uma revisão clínica”, publicada no Australian Family Physician e indexada no PubMed, a síndrome dos pés ardentes é uma condição frequente, especialmente entre idosos, e pode surgir de forma isolada ou como parte de um conjunto de sintomas relacionados a diabetes, deficiências vitamínicas e problemas circulatórios. O estudo destaca ainda que, apesar do desconforto intenso relatado pelos pacientes, os exames físicos muitas vezes apresentam poucos sinais visíveis, o que torna o diagnóstico mais desafiador e reforça a necessidade de investigação detalhada.

Sinais de alerta que pedem avaliação médica Nem toda queimação nos pés indica um problema grave. Usar calçados apertados, meias de tecido sintético ou permanecer muitas horas em pé pode provocar desconforto temporário que desaparece com o repouso. No entanto, alguns sinais indicam que o sintoma precisa de investigação. Fique atento quando:

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Nesses casos, o clínico geral pode solicitar exames de sangue para avaliar a glicemia e os níveis de vitamina B12, além de encaminhar para especialistas como o neurologista ou o angiologista conforme a suspeita.

O que fazer para aliviar e quando buscar ajuda profissional? Algumas medidas simples podem trazer alívio temporário, como mergulhar os pés em água fresca por alguns minutos antes de dormir, usar meias de algodão, manter os pés elevados ao deitar e evitar calçados fechados de material sintético durante o dia. Manter uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas do complexo B, também contribui para a saúde dos nervos.

Porém, quando a queimação é frequente, intensa ou acompanhada de outros sintomas, essas medidas não substituem uma avaliação médica. O tratamento correto depende inteiramente da causa e pode envolver desde o controle da glicemia e a suplementação vitamínica até o uso de meias de compressão e medicamentos específicos para dor nos nervos.

Aviso: este conteúdo é meramente informativo e não substitui, em nenhuma hipótese, a consulta, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure orientação médica profissional.

Tua Saúde

O magnésio saiu das prateleiras de suplementação esportiva e ganhou espaço na cabeceira de quem tem dificuldade para dormir e convive com ansiedade. Não é modismo: é um mineral que participa diretamente da regulação do sistema nervoso, da produção de melatonina e do controle do cortisol, o hormônio do estresse. Entender por que ele age assim ajuda a separar o que a ciência confirma do que ainda está sendo investigado e a tomar decisões mais informadas sobre sua saúde.

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Como o magnésio age no cérebro para promover relaxamento O magnésio é o quarto mineral mais abundante no organismo e atua como cofator em mais de 300 reações bioquímicas, incluindo processos fundamentais para o sistema nervoso. Sua ação mais relevante para o sono e a ansiedade ocorre em dois mecanismos simultâneos: ele funciona como antagonista natural dos receptores NMDA, que são responsáveis pela excitação neuronal, e como agonista do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do cérebro. Na prática, isso significa que o magnésio reduz a atividade dos neurônios que mantêm o sistema nervoso em estado de alerta e favorece os que induzem calma e sonolência. Quando os níveis do mineral estão baixos, o equilíbrio entre excitação e inibição se rompe, tornando o organismo mais reativo ao estresse e mais suscetível à insônia.

Um estudo confirma que a suplementação melhora o sono e reduz o cortisol em pessoas com insônia Os efeitos do magnésio sobre o sono foram avaliados de forma rigorosa em um ensaio clínico randomizado e duplo-cego conduzido por pesquisadores da Universidade Shahid Beheshti, no Irã. O estudo The effect of magnesium supplementation on primary insomnia in elderly: a double-blind placebo-controlled clinical trial, publicado no Journal of Research in Medical Sciences, acompanhou 46 idosos com insônia primária durante oito semanas. O grupo que recebeu suplementação diária com 500 mg de magnésio apresentou melhora significativa no tempo total de sono, na eficiência do sono e no tempo para adormecer em comparação ao grupo placebo. Além disso, os pesquisadores registraram aumento nos níveis de melatonina e queda nos níveis de cortisol sérico, dois biomarcadores diretamente ligados à qualidade do descanso noturno. Acesse o estudo na íntegra: The effect of magnesium supplementation on primary insomnia in elderly — PubMed, Journal of Research in Medical Sciences, 2012.

O papel do magnésio no controle da ansiedade A relação entre magnésio e ansiedade passa pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, o sistema que regula a resposta do organismo ao estresse. Quando os níveis do mineral estão insuficientes, esse eixo tende a se tornar hiperativo, elevando a produção de cortisol e amplificando a sensação de alerta constante, irritabilidade e tensão muscular. Revisões científicas indicam que a suplementação pode reduzir esses sintomas em casos de ansiedade leve, especialmente em pessoas com deficiência confirmada do mineral. É importante ressaltar, no entanto, que os benefícios documentados se concentram em formas mais brandas de ansiedade. Transtorno de ansiedade generalizada e transtorno do pânico requerem avaliação e tratamento médico especializado, e o magnésio não substitui essa abordagem.

Quais formas de magnésio têm mais evidência para o sono Nem todos os tipos de magnésio disponíveis no mercado têm a mesma biodisponibilidade nem os mesmos efeitos no sistema nervoso. As formas mais estudadas para insônia e ansiedade são as seguintes:

Bisglicinato de magnésio: é a combinação do mineral com o aminoácido glicina, que por si só tem efeito calmante no sistema nervoso. Apresenta boa absorção intestinal e menor risco de efeitos laxativos em comparação com outras formas. Um ensaio clínico randomizado e duplo-cego publicado em 2025 observou redução significativa nas pontuações do Índice de Gravidade da Insônia em adultos que usaram 250 mg de magnésio elementar nessa forma por quatro semanas. Óxido de magnésio: é a forma mais comum em suplementos de baixo custo. Tem menor biodisponibilidade oral, mas estudos indicam que pode elevar os níveis intracelulares do mineral de forma mais eficiente em comparação ao citrato. Citrato de magnésio: tem boa absorção e é amplamente utilizado, mas pode ter efeito laxativo em doses mais altas. É uma opção razoável para reposição geral do mineral. Taurato de magnésio: combina o mineral com taurina, um aminoácido com efeito modulador sobre o sistema nervoso. Ainda há poucos ensaios clínicos específicos para sono, mas o perfil farmacológico é promissor para ansiedade.

O magnésio é eficaz, mas não é substituto de um tratamento adequado O interesse crescente pelo magnésio como aliado do sono é respaldado por evidências reais, ainda que os estudos disponíveis sejam considerados de qualidade baixa a moderada pelos revisores científicos, o que limita recomendações clínicas definitivas. O mineral funciona melhor como parte de uma rotina estruturada de higiene do sono e de uma alimentação que inclua fontes naturais como sementes de abóbora, amêndoas, espinafre, cacau e grãos integrais. A suplementação pode ser necessária quando a dieta não garante o aporte suficiente, mas a dose e a forma devem ser definidas por um médico ou nutricionista, especialmente em pessoas com doenças renais ou que tomam medicamentos para pressão arterial ou diabetes, pois o excesso do mineral pode causar efeitos indesejados. Saiba mais sobre distúrbios do sono e quando buscar ajuda especializada em magnésio para insônia e ansiedade no Tua Saúde. Quando a insônia ou a ansiedade persistem por mais de três semanas ou interferem nas atividades do dia a dia, a avaliação médica é indispensável.

Aviso: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um profissional de saúde qualificado. Em caso de insônia, ansiedade ou qualquer distúrbio do sono persistente, procure um médico.

A dor nos rins é sentida na região lateral das costas, logo abaixo das costelas, e não no centro da coluna como muitas pessoas imaginam. Essa localização faz com que problemas renais como infecções, pedras nos rins e inflamações sejam frequentemente confundidos com uma simples dor muscular lombar, o que pode atrasar o diagnóstico e agravar o quadro de saúde.

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Onde exatamente se localiza a dor nos rins? Os rins ficam posicionados nas laterais da coluna, na parte de trás do corpo, entre as últimas costelas e o início do quadril. Essa área é chamada de região do flanco. Quando há algum problema renal, a dor geralmente aparece em apenas um dos lados, com uma sensação profunda que pode irradiar para a parte baixa do abdômen ou até para a virilha.

Diferente da dor muscular nas costas, que costuma ser mais superficial e centrada na coluna, a dor renal não melhora com mudanças de posição nem piora com movimentos como girar o tronco ou se abaixar. Ela tende a ser constante ou surgir em ondas, especialmente quando há pedras se movimentando pelo trato urinário.

Sinais que ajudam a diferenciar dor nos rins de dor nas costas Identificar a origem da dor pode evitar que um problema renal passe despercebido. Alguns sinais apontam para uma causa nos rins e não nos músculos ou na coluna:

FEBRE E MAL-ESTAR Febre, calafrios ou sensação de mal-estar geral junto com dor lateral nas costas podem indicar origem renal.

ALTERAÇÕES NA URINA Urina escura, presença de sangue, odor forte ou ardência ao urinar são sinais importantes.

NÁUSEAS Náuseas ou vômitos associados à dor no flanco podem indicar envolvimento dos rins.

TIPO DE DOR Dor renal costuma ser profunda e constante, sem melhora significativa com movimento do corpo.

Quando a dor nas costas está ligada a tensão muscular, ela geralmente piora ao se movimentar, melhora com repouso e pode ser reproduzida ao pressionar a região. Já a dor renal raramente apresenta essas características.

Revisão médica do NCBI confirma como a dor no flanco indica problemas renais Segundo a revisão “Acute Pyelonephritis”, publicada no StatPearls (NCBI/PubMed), a infecção renal se manifesta principalmente por febre e dor no flanco, podendo incluir náuseas, vômitos e sintomas urinários. A revisão destaca que o diagnóstico diferencial deve ser amplo, pois a dor no flanco pode ser confundida com causas musculares, gastrointestinais e até vasculares, tornando a avaliação médica essencial para identificar corretamente o problema.

Principais problemas renais que causam dor no flanco Diferentes condições que afetam os rins podem gerar dor na região lateral das costas. As mais comuns incluem:

Pedras nos rins — provocam dor intensa em ondas que pode irradiar para o abdômen e a virilha, geralmente acompanhada de sangue na urina. Infecção renal — causa dor constante no flanco com febre alta, calafrios e ardência ao urinar. Infecção urinária avançada — quando não tratada, pode subir dos canais urinários até os rins e provocar inflamação e dor. Obstrução do trato urinário — qualquer bloqueio que impeça o fluxo normal da urina pode causar inchaço no rim e desconforto persistente. Quando a dor nas costas merece investigação renal? Nem toda dor nas costas é motivo de alarme, mas alguns contextos exigem atenção. Quando a dor surge de forma repentina em apenas um dos lados, vem acompanhada de febre ou alterações urinárias, é importante procurar atendimento médico para descartar causas renais. A demora no diagnóstico de uma infecção ou obstrução pode comprometer a função do rim de forma permanente.

Cada quadro de dor possui particularidades que apenas um profissional de saúde consegue avaliar com precisão. Diante de qualquer dúvida sobre a origem do desconforto, é fundamental buscar orientação médica para realizar os exames adequados e receber o tratamento correto.

Tua Saúde

Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação.

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país.

Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

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A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose.

"Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos", afirmou.

Crianças e idosos A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante.

Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças.

Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos.

"Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço", explicou a diretora médica do Butantan.

Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem.

"O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina", explicou.

O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo.

"Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização", complementa.

O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na quarta-feira (4), na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo."

Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação.

"Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países", destaca o diretor da SBIM.

A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença.

Agência Brasil

Foto: © Walterson Rosa/MS