• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

O cenário que hoje se apresenta em decorrência da pandemia da COVID-19 desvela as desigualdades estruturais históricas da sociedade brasileira. Em particular, é na educação escolar que essas desigualdades se aprofundam, de modo a evidenciar um sistema educacional que nunca cumpriu o princípio constitucional que garante igualdade de condições de acesso e permanência a todos.

No campo das políticas educacionais, os prejuízos ao processo de ensino e aprendizagem são muito significativos, em especial para os estudantes das Escolas Públicas, considerando as dificuldades que estes já enfrentam dadas as suas condições materiais de vulnerabilidade social. Como parte dessas dificuldades, convém destacar as diferenças existentes em relação às condições de acesso ao mundo digital por parte dos estudantes e de suas famílias, para a realização de atividades escolares por meio virtuais. Tal fator não pode, em hipótese alguma, ser desconsiderado, já que grande parte dos jovens brasileiros não dispõe desta possibilidade nem das condições necessárias para acesso e aprendizagem dos conteúdos e competências exigidos nas avaliações para o ingresso e consequente prosseguimento dos estudos em nível superior, uma vez que, no Brasil, 87,5% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em escolas públicas.

Para além dos danos educacionais, outros agravamentos econômicos e sociais resultarão dos impactos da COVID-19 para a sociedade brasileira. Todos esses aspectos e determinantes demandam, neste momento, propostas e ações de garantia dos direitos e objetivos de ensino- aprendizagem, a fim de se minimizarem os impactos da pandemia na educação. É necessário, portanto, considerarem-se propostas que não aumentem a desigualdade de acesso ao aprendizado e ao prosseguimento dos estudos dos jovens brasileiros.

Assim, considerando a importância do Instituto Federal do Piauí- IFPI no cumprimento de sua função social, acadêmica e científica, é nosso compromisso que nenhum estudante tenha o seu ingresso no Ensino Superior prejudicado pela crise da COVID-19.

Dessa forma, o IFPI manifesta-se pelo adiamento da realização do Enem 2020, com expressa solicitação ao Ministério da Educação que postergue as datas de realização das provas, como solicitado, inclusive, pelo CONIF(OFÍCIO nº 100/2020, 12 de maio de 2020); pelo CNE/Conselho Nacional de Educação; Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed); União Estadual dos Estudantes (Une); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e o Conselho dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), somados aos inúmeros projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, que consideram descabida a manutenção da data de realização do ENEM, em face da emergência epidemiológica que levou o Brasil a suspender as atividades escolares presenciais em todo o seu território.

Assim sendo, o IFPI, por acreditarem os seus gestores ser a decisão mais legítima e democrática a ser tomada neste momento inédito, expressamente solicita que o Ministério da Educação suspenda o calendário previsto para o ENEM e aguarde o retorno às atividades escolares presenciais para redefinir sua realização.

Teresina-PI, 14 de maio de 2020.

Confira a nota pública

 

Ifpi

O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) terá novo edital publicado em julho. A prova será aplicada em 11 de outubro.

A divulgação das datas, feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta quinta-feira, 14 de maio, finda uma espera que afeta milhares de pessoas há três anos.

Como é de praxe, são duas etapas: teórica e prática. A primeira é dividida em duas etapas: 100 questões objetivas, no turno da manhã, e 5 discursivas, à tarde. Prevista para dezembro, a segunda etapa é realizada em uma estação clínica, com edital próprio, e só poderá realizá-la quem for aprovado na primeira. O candidato fará 10 anamneses — "entrevistas" para diagnóstico inicial da doença — em "pacientes" com diversos sintomas simulados.

Quem reprovar na segunda fase pode refazê-la por mais duas vezes em edições consecutivas — anteriormente, era necessário realizar todo o processo desde o início.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e responsável pela aplicação do exame, já selecionou os profissionais que formarão a comissão avaliadora do Revalida. As questões sairão do banco nacional de itens do Revalida. Composta por 10 integrantes, a comissão ficará responsável por selecioná-los.

Nota de corte – A nota de corte do Revalida é calculada pelo método Angoff modificado. Uma comissão independente e formada por professores não responsáveis pela seleção dos itens analisará uma a uma as questões para estimar a chance de acerto dos participantes.

A média de acertos para cada item é computada e utilizada no cálculo de uma média geral de acertos, que se converte nos pontos de corte. Estes variam a cada edição, a depender do nível de dificuldade da prova. O método permite informar, com antecedência, as notas de corte. Todos os detalhes estarão disponíveis no edital.

Revalida – O exame tem o objetivo de verificar a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências requeridas para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no país.

O Revalida foi estabelecido em 2011 e é fruto de parceria entre os ministérios da Educação e da Saúde. Foram sete edições até 2017, com um total de 24.327 inscrições. A maioria dos participantes nas sete edições era de nacionalidade brasileira — no último exame, aproximadamente 60%. A Bolívia lidera a quantidade de tentativas de revalidação de diploma.

A última edição teve 7.380 inscritos, dos quais 393 foram aprovados.

 

Mec

Abertas as inscrições para a I Jornada de Seminários Online do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais (PPGCM) a ser realizada todas às quintas-feiras, às 18h, via webconferência.

A palestra inaugural ministrada pelo Prof. Dr. Anderson de Oliveira Lobo intitulada “Desenvolvimento de materiais biomiméticos no BioMatLab – UFPI”, deve acontecer na próxima quinta-feira, 21 de maio.

O evento será realizado na plataforma do Google Meet e a duração diária será em torno de uma hora com apresentação e perguntas, ambas a serem ministradas por discentes e professores do PPGCM interessados em temas de sua livre escolha.

O link para acesso será disponibilizado por e-mail no dia anterior ao evento. A equipe de organização informa que os seminários serão disponibilizados posteriormente no canal do PPGCM, no YouTube.

link para inscrição até o dia 20 de maio de 2020: https://forms.gle/8USdgQgqayd7H7rdA

jornadaseminario

Ufpi

O grupo de pesquisadores da Universidade Estadual do Piauí, que compõem o Observatório de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, Núcleo Multidisciplinar e Interinstitucional, traz a publico um manisfesto com base em pesquisas acadêmicas sobre o Coronavírus no Piauí, afim de fazer recomendações para o combate à disseminação do vírus para os órgãos competentes e alerta a população em geral.

Segundo o documento, as pesquisas produzidas destacam para necessidade maior de medidas urgentes e rigorosas. A recomendação busca evitar o caos completo no sistema de saúde do Estado, o que já acontece em Estados vizinhos como Ceará e Maranhão.

Os 16 professores, de diferentes áreas de atuação na UESPI, apontam estudos em uma nota técnica que destacam e comprovam a importância do isolamento social e a desaceleração do ritmo de contágio, assim como medidas mais eficazes para a interiorização de casos confirmados e óbitos, monitoramento de pacientes crônicas e formação continuada dos profissionais de saúde, sobretudo os da Residência Multiprofissional.

Segundo a nota, as ações governamentais de estabelecimento de medidas preventivas têm sido eficazes para a validação do isolamento social. “Esse aspecto está retratado na pesquisa de modelagem matemática, em que é possível inferir que após assinatura e divulgação dos Decretos estaduais que intensificaram a restrição à mobilidade social, houve a desaceleração da disseminação da doença, com o decréscimo do número de casos comprovados em comparação com o que havia sido previsto em momento anterior da pesquisa. Não é possível deixar de citar que o Decreto estadual Nº 18.947, de 22 de abril de 2020, relativo ao uso obrigatório de máscaras de proteção facial foi de substancial importância nesse processo”, diz o documento.

Além disso, a Nota aponta que o processo de interiorização das ações de combate a Covid-19 devem ser mais intensificadas com campanhas de conscientização a favor do isolamento social . “A tendência à interiorização coloca um grande desafio ao enfrentamento da pandemia por parte do Governo do Estado, em se tratando do sistema de saúde, já que a rede de assistência com leitos clínicos, de estabilização e de UTI apresenta um padrão de concentração espacial que indica a existência de áreas bastante vulneráveis a essa expansão no interior do estado”, aponta.

Outro ponto destacado é a necessidade do atendimento de pacientes com doenças crônicas que tem tendências a agravar a situação. “As evidências científicas demonstram que os pacientes com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver complicações e as medidas de isolamento sem monitoramento podem agravar a situação de doentes crônicos devido às doenças de base.”

A nota técnica também ressalta o trabalho das Residências Multiprofissionais, com ações preventivas e de promoção da saúde para fortalecer práticas de cuidados mais seguras diante da pandemia da Covid-19.

A equipe de residentes atuam na Fundação Municipal de Saúde de Teresina, com foco nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais municipais. Além de estarem presentes nas instituições do Governo do Estado, como no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, Hospital Dirceu Arcoverde da Policia Militar, Hospital Regional de Piripiri e Hospital Getúlio Vargas

O documento registra que um “levantamento feito pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) apontou que 35 profissionais de saúde de Teresina testaram positivo para o novo coronavírus”, por isso os pesquisadores defendem a necessidade de mais “ações de capacitação, baseadas nos protocolos mais atuais, de entidades e de órgãos de referência, nacional e internacional, sejam realizados para os profissionais de todo o Estado”.

A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UESPI e coordenadora do Observatório, Ailma do Nascimento, reitera que o manifesto defende, de maneira assertiva, que o isolamento social tem sido a melhor medida para o combate à disseminação da Covid-19. “Sugerimos ações a serem implementadas de forma imediata pelo do Governo do Estado, para que tal isolamento tenha ainda mais eficácia”, finaliza.

 

Uespi