O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) começou a atualizar as notas do Enem 2019 de alunas que haviam sido prejudicadas por uma falha na correção, que lhes tirou pontos.
Alunas que fizeram a prova na Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde o problema foi identificado originalmente, confirmaram ao Globo que suas notas foram aumentadas no sistema do Inep.
— Mandaram no grupo do Whatsapp que haviam atualizado, fui conferir. Eu tinha acertado 36 de 45 questões de Matemática e tirado 376,3 pontos. Passou para 833,2. A de Ciências da Natureza também aumentaram 300 pontos — disse a estudante Lívia Fialho, de 19 anos, de Viçosa.
Candidata à Medicina na UFV e na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), ela se diz aliviada após a angústia causada pelo erro.
— Antes dessa correção, estava todo mundo desesperado, por não saber se a nota seria corrigida antes do Sisu. Agora foi um alívio. Mas espero que o Inep se prepare melhor para que isso não aconteça de novo, tira a credibilidade do exame e afeta muito o psicológico dos estudantes.
Moradora de Martim Soares (MG), Maria Esthér Sanches, de 18 anos, também fez a prova num prédio da Universidade Federal de Viçosa e foi vítima do erro na correção — que o Inep atribuiu a uma falha da gráfica responsável pela impressão do exame, a Valid S.A.
Ela também viu que o sistema atualizou suas notas nas duas provas do segundo dia — ela havia acertado 39 de 45 questões em Matemática e 30 de 45 em Ciências da Natureza, e tirado 431,3 e 402,6, respectivamente. Agora, suas notas passaram para 917 (Matemática) e 690 (Ciências da Natureza)
— Estou num grupo de Whatsapp com 243 pessoas, um menino avisou que a nota dele havia mudado, todo mundo foi checar e começaram falar que havia mudado também — diz Maria Esthér. — Senti só alívio. A gente estava meio desesperado com isso. Agora acho que a nota está correta.
A Pró-reitoria de Ensino e Graduação da Universidade Estadual do Piauí torna público a homologação das inscrições do Edital de seleção para coordenador geral e coordenador adjunto da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Na última sexta-feira (17), o Ministério da Educação divulgou as notas do Exame Nacional do Ensino Médio 2019 (Enem). A partir de agora, com os resultados individuais, os estudantes poderão concorrer às vagas em universidades públicas e privadas que optaram pelo programa. Um desses métodos ocorre através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
De acordo com o balanço divulgado pelo MEC, 128 instituições irão ofertar mais de 240 mil vagas em 2020. As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, através do sistema exclusivo Sisu, na página do Inep, no período de 21 a 24 de janeiro. A classificação final será divulgada no dia 28 do mesmo mês.
Bruno Santos, estudante de 25 anos, discente de ciências contábeis em universidade pública, relata que se dedicou aos estudos por dois anos para ser assertivo no exame.
“Já sabendo que não teria renda suficiente para bancar uma faculdade particular, porque os custos são elevados, eu resolvi me dedicar antes de fazer a prova e deu resultado. Fui aprovado na primeira vez que prestei a prova e hoje consigo estudar com tranquilidade”, diz.
Sisu
Para todos os alunos que obtiveram nota maior que zero na redação, é possível escolher até duas opções de vagas, por ordem de preferência, acessando o formulário de inscrição, com a indicação do curso, a instituição, o local de oferta e o turno.
Subdivido por períodos de inscrições, o sistema fica disponível durante todo o dia e encerra, posteriormente, exibindo a classificação parcial dos candidatos aos cursos pretendidos, assim como a nota de corte. Nesse caso, é necessário acompanhar dia a dia a menor nota de corte para o curso escolhido, fazendo alterações caso seja necessário.
Democratização no ensino
Instituído pelo Ministério da Educação (MEC), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) tem como principal objetivo o acesso de estudantes às instituições de ensino superior públicas, com uma metodologia mais democrática de inserção.
Além do Sisu, outro mecanismo de democratização da educação no país é o Educa Mais Brasil. Assim como os programas educacionais, este oferece aos estudantes uma facilidade de acessar o ensino superior. De iniciativa privada, o Educa possui parcerias com diversas instituições de ensino, ofertando, em universidades particulares, a oportunidades de milhares de pessoas terem a possibilidade de estudar, por meio de bolsas de estudo.
Outra vantagem do programa é que não há a necessidade de aguardar um período específico para inscrição. Os estudantes podem fazer o cadastro no site em qualquer em período. Basta acessar a página na internet e garantir uma das bolsas disponíveis.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre amanhã (21) o calendário dos processos seletivos federais que usam o Enem como critério de seleção. Neste semestre, o Sisu vai ofertar 237 mil vagas em 128 instituições de ensino superior públicas. O prazo para se inscrever vai até sexta-feira (24).
Para participar do Sisu, é preciso ter feito o Enem 2019 e ter tirado nota acima de zero na prova de redação. Na hora da inscrição no processo seletivo é preciso informar o número de inscrição do Enem e a senha atual cadastrada na Página do Participante.
A nota do Enem está disponível desde sexta-feira (17) tanto no aplicativo, quanto na própria Página do Participante. É preciso informar o CPF e a senha cadastrada na hora da inscrição. Caso o candidato tenha esquecido a senha, pelo próprio sistema é possível recuperá-la.
É essa senha que deve ser usada na hora da inscrição no Sisu. O número de inscrição, que é solicitado também para participar da seleção, está disponível para cada estudante na Página do Participante.
Cálculo da nota
Na hora da inscrição, é possível escolher até duas opções de curso, de acordo com a ordem de preferência.
Alguns cursos, no entanto, têm certas restrições. O Sisu dá liberdade para as instituições de ensino definirem como usarão o Enem. Assim, determinado curso pode exigir, por exemplo, uma média mínima no Enem - que é a soma de todas as notas obtidas nas provas do exame, dividida por cinco - ou mesmo uma nota mínima em determinada prova. Isso faz com que, dependendo da nota obtida, estudantes não sejam classificados para determinados cursos.
É possível também conferir pesos diferenciados para as provas. A nota em ciências da natureza ou em matemática pode valer mais para um curso de física ou química, por exemplo. Dessa forma, a nota do estudante pode variar dependendo do curso para o qual ele está concorrendo.
Nota de corte
Uma vez por dia, o Ministério da Educação (MEC) divulga na página do Sisu as notas de corte, que são as menores para os candidatos ficarem entre os selecionados na modalidade escolhida. A nota de corte é calculada com base no número de vagas e no total de candidatos inscritos.
A nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento de sua inscrição. Ela não garante que o estudante seja selecionado.
É possível alterar as opções de curso feitas até o final do período de inscrição. O Sisu considera válida a última opção registrada pelos estudantes.
Reservas de vagas
Todas as universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica participantes do Sisu oferecem vagas reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Há instituições participantes do Sisu que disponibilizam ainda uma parte de suas vagas para políticas afirmativas próprias.
No momento da inscrição, o participante deve optar por uma dessas modalidades, de acordo com o seu perfil. Os estudantes concorrem apenas com os demais candidatos que fazem a mesma opção, seja pela ampla concorrência ou por alguma política afirmativa. O sistema selecionará, entre eles, os que obtiveram as melhores notas no Enem de 2019.
Cronograma
As inscrições para o Sisu podem ser feitas de 21 a 24 de janeiro. No dia 28 de janeiro será divulgado o resultado da seleção. Os estudantes que forem aprovados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro.
Aqueles que não forem selecionados poderão ainda participar da lista de espera. O prazo para se candidatar é de 29 de janeiro a 4 de fevereiro. Os candidatos em lista de espera serão convocados pelas próprias instituições de ensino, entre 7 de fevereiro e 30 de abril.
Próximos processos seletivos
Além de participar do Sisu, os estudantes podem usar as notas do Enem para concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). As inscrições poderão ser feitas de 28 a 31 de janeiro. Podem também se inscrever no Programa de Financiamento Estudantil (Fies), de 5 a 12 de fevereiro.
Os estudantes podem ainda usar as notas para cursar o ensino superior em Portugal. O Inep tem convênio com mais de 40 instituições portuguesas.
Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem como forma de seleção independente dos programas de âmbito nacional. Os estudantes podem, portanto, consultar diretamente as instituições nas quais têm interesse em estudar.