O ala Caça, do Cascavel, recebeu alta na manhã desta sexta-feira. O jogador, que bateu a cabeça durante o duelo das quartas de final da Liga Futsal, contra o Orlândia, estava internado no Hospital São Lucas e chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Destaque do time paranaense, ele será reavaliado na semana que vem para voltar saber quando poderá voltar aos treinos. Neste sábado, o Cascavel faz a partida de volta das quartas contra o Orlândia (SP), na casa do adversário. No jogo de ida, vitória dos paranaenses por 4 a 1.
"Quero agradecer todo o carinho que recebi de todo o mundo, minha família, que está aqui comigo, colegas, comissão técnica e torcedores. Serei sempre grato e agora vou repousar para na próxima semana ser reavaliado e poder voltar a fazer o que eu amo, jogar futsal. Ainda estou um pouco tonto, mas feliz por estar me recuperando", disse o jogador, que irá ao ginásio acompanhar o duelo contra o Orlândia.
O lance em que Caça bateu a cabeça aconteceu na última segunda-feira. Após dividida com o fixo Vinícius, ele acabou indo ao chão e bateu a cabeça no chão e banco de reservas do próprio time. Prontamente atendido, Caça deixou o ginásio em uma ambulância e chegou a ficar desacordado por alguns instantes durante o trajeto.
Os exames, porém, não detectaram nenhuma lesão e o jogador foi transferido para o quarto após ficar algumas horas na UTI.
Caio é um teresinense de 5 anos e há três luta contra uma Leucemia Linfoide Aguda (LLA), descoberta quando ele tinha dois anos e meio. Há nove meses, ele fez um Transplante de Medula Óssea (TMO), mas em agosto, em um exame de rotina, foi detectado o retorno da doença, e Caio teve que fazer novo tratamento de quimioterapia. Nessa quinta-feira, Caio recebeu a visita da atleta olímpica Sarah Menezes.
A cidade foi envolvida na campanha #AjudeCaio que ganhou notoriedade e apoio nas redes sociais. Após o último diagnóstico, uma nova campanha para incentivar a doação de medula foi feita e agora ganha o reforço dos atletas de judô. A piauiense Sarah Menezes visitou Caio em São Paulo, onde ele faz tratamento para receber um novo transplante.
- O Caio está fortão e cheio de energia aguardando o transplante. Fiquei muito feliz em conhecê-lo pessoalmente e sentir o quanto ele é especial – disse a judoca.
Nas redes sociais, foram divulgadas fotos do encontro entre os conterrâneos. A intenção da judoca é reforçar a campanha que acontece hemocentros do Piauí, Petrópolis e Brasília, neste sábado, 28, a partir das 10:00h.
Os atletas da Associação de Judô Expedito Falcão (AJEF) e os apoiadores do CT Sarah Menezes vão se mobilizar na data com distribuição de camisetas para aqueles que comparecerem no Hemocentro do Piauí (HEMOPI).
Demorou 24 anos para o Bahia voltar a disputar uma partida fora do território nacional. E o desfecho não foi o que o torcedor tricolor desejava. Na noite dessa quinta-feira, 26, o Bahia foi até o estádio Atanasio Girardot, em Medellín (COL), enfrentar o Atlético Nacional, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-americana, e perdeu pelo placar de 1 a 0. O único gol da partida foi marcado pelo volante Diones, que jogou contra o próprio gol e selou o revés do time brasileiro.
Com a derrota, o Bahia vai precisar de uma vitória por dois gols de diferença no jogo de volta, que será disputado na Fonte Nova, no dia 24 de outubro, às 19:30h (de Brasília), para se classificar às quartas de final. Triunfo do Tricolor por um gol de vantagem leva a partida para os pênaltis. Já o Atlético Nacional precisa somente de um empate.
Quem avançar do confronto entre Bahia e Atlético Nacional enfrenta o vencedor do duelo entre São Paulo e Universidad Católica-CHI nas quartas. Na primeira partida, também disputada nesta quinta-feira, no estádio do Morumbi, o São Paulo não passou de um empate por 1 a 1 com a equipe chilena.
O brasileiro Guilherme Augusto Terra Rosa, de 23 anos, está preso há 39 dias em Barcelona. Acusado de abuso sexual, o piloto de avião e skatista estava na cidade espanhola desde 31 de maio deste ano para conhecer a região e gravar vídeos de manobras.Terra Rosa estava hospedado em um apartamento no centro de Barcelona. Ele pretendia voltar ao Brasil na segunda quinzena de agosto, mas acabou preso antes disso.
Quem acusa o brasileiro de abuso sexual é a colombiana Ginna Paola Pineda, que vive em Barcelona. Ela foi levada ao apartamento em que Terra Rosa estava hospedado por Ícaro Ricardo Correia, um amigo do skatista.No apartamento, a colombiana manteve relações sexuais com Ícaro Ricardo Correia e Guilherme Augusto Terra Rosa. A divergência entre as partes começa, contudo, no relato desses atos.Segundo a família do brasileiro, as relações foram consensuais. A colombiana contesta essa versão.
Havia mais pessoas no apartamento, e um grupo de amigos de Guilherme e Ícaro teria assediado Ginna. Segundo a família do skatista, isso revoltou a colombiana, que trocou ofensas com os rapazes e deixou o apartamento.
"Um dia depois, dois oficiais apareceram por lá. Como era de manhã, meu irmão foi o primeiro a acordar e atendeu. Eles perguntaram se ele era o Guilherme e o prenderam", relatou Luis Henrique Terra Rosa, irmão do skatista.
Guilherme, Ícaro e os outros rapazes que estavam no apartamento já prestaram depoimento. A responsável pela acusação também foi ouvida na penitenciária La Modelo, onde o brasileiro está sob custódia.
Neste mês, Luis Henrique usou a rede social Facebook para organizar um protesto contra a situação de Guilherme. Ele agendou um evento para a Embaixada da Espanha no Brasil, em São Paulo. O grupo se reuniu no Cemitério da Consolação e marchou até o local.
"O protesto não teve tanta gente por ter sido feito de manhã e no meio da semana, mas quem foi fez algo bem organizado. Um assistente da embaixada me recebeu, disse que estava ciente e explicou que não podia ajudar porque a função deles é cuidar dos espanhóis que estão no Brasil", disse Luis Henrique.
Depois disso, a família de Guilherme interpelou o Itamaraty em busca de informações sobre o caso. Um representante da Embaixada do Brasil na Espanha visitou o brasileiro, mas disse que não podia acelerar o caso.Há cerca de 20 dias, a mãe de Guilherme, Isabel Batista Terra Rosa, viajou para Barcelona a fim de dar suporte ao brasileiro.
"Segundo a minha mãe, ele está mais calmo. Um pouco depressivo e angustiado, mas mais calmo. Minha mãe disse que um juiz vai se posicionar até segunda-feira", completou o irmão do skatista.
O UOL Esporte tentou contato com o Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, órgão ligado ao Itamaraty, mas não teve sucesso nas ligações.