Nesta segunda-feira, o técnico Ramón Díaz rechaçou a possibilidade do Corinthians contratar o atacante Mario Balotelli. O centroavante italiano de 33 anos era um grande alvo do Timão nesta janela de transferências, mas não assinará com a equipe.
“Desde que chegamos, em nenhum momento se falou de Balotelli com o presidente. O que ouvi veio de fora, se fala muito, mas não a nível institucional. Para nós, Balotelli não está nos planos do futuro. É simples”, disse o treinador argentino durante a coletiva de imprensa de sua apresentação.
Dessa forma, o Corinthians irá seguir apenas com Yuri Alberto e Pedro Raul para a posição. Os atacantes somam juntos 20 gols na atual temporada, sendo 15 de Yuri Alberto e cinco de Pedro Raul.
Relembre o caso
A Gazeta Esportiva havia apurado anteriormente que havia divergência dentro do clube sobre a contratação de Balotelli e a decisão final seria tomada pelo presidente Augusto Melo.
O diretor das categorias de base, Claudinei Alves, e o empresário Matheus Borghi, estavam à frente das negociações com Balotelli, e apoiavam o investimento. Além da dupla, membros do Conselho Vitalício que apoiam Augusto Melo também eram a favor.
Por outro lado, Pedro Silveira, novo diretor financeiro do clube, Fred Luz, o CEO, e outros membros da diretoria não se mostraram a favor da contratação. Alguns deles, inclusive, ameaçaram deixar o Timão caso a operação se concretizasse.
A Gazeta Esportiva também soube que para fechar com o Corinthians, Balotelli pedia um salário de R$ 1,5 milhão por mês, além de luvas (bônus por assinatura do contrato) de 2 milhões de euros por temporada.
O negócio seria bancado por uma casa de apostas que negocia para assumir o máster do clube e teria se mostrado disposta a arcar com os custos do italiano.
Porém, para o negócio avançar, era fundamental que o técnico Ramón Diaz desse o seu aval para a chegada de Balotelli. Além disso, a diretoria do Corinthians ainda observava a reação das redes sociais com a possível contratação do jogador.
Conhecido no futebol mundial, Balotelli atuou por grandes clubes da Europa durante sua carreira. Ele começou a sua trajetória na Inter de Milão, mas também defendeu o Milan, da Itália, o Manchester City e o Liverpool, da Inglaterra.
Nas últimas temporadas, o jogador passou a vestir camisas de times mais modestos, como Nice, da França, o Brescia e o Monza, da Itália, além do Sion, da Suíça. Na temporada passada, no Adana Demirspor, da Turquia, ele anotou sete gols em 16 partidas disputadas.
Para a próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo e o Fluminense terão retorno de atletas importantes do elenco após o fim da Copa América, na qual a Argentina se sagrou campeã sobre a Colômbia ao vencer por 1 a 0.
Do lado rubro-negro, ficam à disposição do técnico Tite os seguintes atletas uruguaios: o lateral direito Guillermo Varela, o lateral esquerdo Matías Viña e os meias Nicolás De la Cruz e Giorgian De Arrascaeta. Eles ficaram com o terceiro lugar do torneio ao vencer o Canadá nos pênaltis (4 a 3), após empate em 2 a 2.
Já pelo Tricolor das Laranjeiras, o treinador Mano Menezes terá o meia colombiano Jhon Arias disponível pela primeira vez. No período que o atleta esteve com sua seleção, houve uma troca no comando e Fernando Diniz deixou o clube após mau início no Brasileirão.
Além disso, o Fluminense também poderá utilizar o zagueiro Thiago Silva. O defensor, que atuou pelo Chelsea na última temporada, foi regularizado no BID da CBF e está apto para reestrear pelo time carioca.
Na liga nacional, as equipes vivem situações distintas. Apesar de ambos virem de tropeços, o Flamengo ocupa a terceira colocação, com 31 pontos, dois a menos que o líder Botafogo e o vice-líder Palmeiras. Enquanto o Fluminense está na lanterna, com apenas oito pontos, sete a menos que o Vitória, primeiro clube fora da zona de rebaixamento.
O Mengão entra em campo no próximo sábado, às 16h (de Brasília), contra o Criciúma, na Arena BRB Mané Garrincha, no Distrito Federal, pelo Campeonato Brasileiro. Já o Tricolor Carioca visita o Cuiabá no domingo, às 20h.
O Grêmio está nas oitavas de final da Copa do Brasil. O time gaúcho evitou um vexame na terceira fase do torneio e aliviou a pressão sobre o técnico Renato Gaúcho ao derrotar o Operário por 3 a 1, neste domingo, no estádio Centenário, em Caxias do Sul, pela partida de volta da segunda fase. No jogo de ida, em Ponta Grossa, haviam empatado por 0 a 0.
Com a classificação, o Grêmio se junta a Athletico-PR, Atlético-GO, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corinthians, CRB, Flamengo, Fluminense, Goiás, Juventude, Palmeiras, Red Bull Bragantino, São Paulo e Vasco. Os confrontos das oitavas de final serão definidos através de sorteio, a ser realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
SUSTO! O técnico Renato Gaúcho surpreendeu ao revelar a escalação com Soteldo. O venezuelano se reapresentou com atraso, após disputar a Copa América, e causou incômodo ao ser visto em uma praia após ter pedido dispensa para resolver problemas particulares. Mesmo com a expectativa de ser multado, foi bancado pelo treinador entre os titulares.
Os primeiros 20 minutos da partida, no entanto, foram mornos, talvez pela influência do horário. O Operário se mostrava mais perigoso, enquanto que o Grêmio insistia em jogadas pela esquerda com Pavón. Mas foi o time gaúcho quem aproveitou melhor as oportunidades.
Aos 21, Pavón abriu o placar em cobrança de pênalti, após Kannemann ser derrubado dentro da área pelo zagueiro Joseph. O Operário não se intimidou e chegou ao empate, aos 29, com Ronaldo, que aproveitou o cruzamento de Sávio para acertar uma bela cabeçada.
Mas o Grêmio reagiu imediatamente e conseguiu levar uma vantagem mínima para o intervalo. Aos 31, após grande jogada de Soteldo, Everton Galdino apareceu livre dentro da área. Ele dominou e chutou com força para fazer 2 a 1.
DEU GRÊMIO! O Grêmio voltou ligado e levou perigo rápido com Soteldo, que parou em Rafael Santos. O time gaúcho era melhor e ampliou o marcador aos oitos. Gustavo Nunes recebeu de Villasanti, fez grande jogada individual e marcou um golaço.
No fim, o Operário passou a tentar pressionar e Ronaldo obrigou Marchesín a fazer boa defesa. O jogo se desenhou com o Grêmio na busca por contra-ataques e para aproveitar espaços deixados. A reta final foi amarrada pelos gremistas, que controlaram as tentativas do rival e conseguiram confirmar a classificação.
Passada a Copa do Brasil, o Grêmio volta a focar no Brasileirão. O time gaúcho enfrenta o São Paulo na quarta-feira, às 20h, no Morumbi, buscando deixar a zona de rebaixamento.
Confrontos de peso agitam a Libertadores 2024 A Copa Libertadores 2024 trouxe uma série de duelos imprevisíveis para a fase de oitavas de final. Além do choque entre brasileiros, temos favoritos em campo tentando seguir até o final.
Que tal repassar cada um dos jogos que abrem a segunda fase do torneio sul-americano?
Favoritos e desafios Como em todos os anos, algumas equipes contam com maior favoritismo após a fase de grupos. Nesta temporada, River Plate, Atlético Mineiro e Palmeiras são os que mais se diferenciam dos demais, portanto, contam com mais chances.
Mas não se pode descartar o Flamengo e o São Paulo, que têm tradição na competição e estão em busca do tetracampeonato da América. Dentre os confrontos de oitavas, o Palmeiras é o que tem adversário mais complicado, enfrentando o Botafogo, com quem disputou o título brasileiro em 2023.
Resta saber como pesará para cada equipe o desgaste da temporada e de múltiplas competições. Para os brasileiros, ainda há a Copa do Brasil e o próprio Brasileirão em paralelo, o que complica a rotação de elenco.
Desempenho dos times A julgar pela temporada e pelo desempenho nos grupos, o Palmeiras desponta juntamente com o Flamengo como grande candidato. Os dois, juntamente com o Botafogo, estão lutando pela liderança do Brasileiro e devem mostrar força.
Corre por fora o Atlético Mineiro, que oscilou bastante durante a Copa América, sem alguns de seus jogadores. Além disso, o São Paulo também é capaz de grandes partidas e a Libertadores 2024 é um grande palco para a sua melhor história.
Pelo que jogou nos grupos e sua tradição na competição, o River Plate é sempre candidato, haja vista que também se reforçou para a segunda fase e deve colher os frutos de um elenco entrosado há algum tempo.
Análise das equipes Confira um breve resumo de cada um dos jogos das oitavas de final, baseado em desempenho recente e histórico na Libertadores:
San Lorenzo x Atlético Mineiro: Atlético com mais chances por qualificação do elenco Nacional x São Paulo: Tricolor enfrentou mais dificuldade nos grupos e chega mais preparado Flamengo x Bolívar: O Fla de Tite já conhece bem o Bolívar e leva vantagem em casa. O perigo é na altitude.
Colo-Colo x Junior Barranquilla: Duas das piores campanhas da primeira fase, duelo imprevisível, mas pesa a favor do Colo-Colo pelo histórico
Talleres x River Plate: O favoritismo é todo do River Plate por ser multicampeão e ter um elenco caro comparado ao modesto Talleres. Peñarol x Strongest: Uruguaios estão entre os maiores campeões da Libertadores e são favoritos, mas não classificavam há 13 anos para a segunda fase. Devem tomar cuidado com a partida em La Paz, porém.
Botafogo x Palmeiras: Candidato a novo clássico nacional, este duelo tem o Palmeiras como favorito pela experiência sul-americana. Mas o Fogão tem time e joga de maneira ofensiva, podendo surpreender.
Grêmio x Fluminense: Péssima hora para um jogo entre tricolores. Os dois estão muito mal na temporada e devem usar o confronto como divisor de águas. Grêmio tem mais chances pelo momento que vive.
Ter um goleador em grande fase é uma arma poderosa para um mata-mata continental. Nesse quesito, Flamengo, River Plate e Atlético Mineiro despontam bem com Pedro, Miguel Borja e Paulinho, respectivamente. São eles os artilheiros da competição até agora. Será que balançaram as redes das oitavas em diante?
Não esqueça do Palmeiras! O Verdão de Abel Ferreira chega quieto, mas com muitas estratégias mirabolantes. Melhor ainda quando um jovem talento rouba a cena: Estêvão está desequilibrando partidas e pode ajudar nessa caminhada.
Estratégias para avançar A tática conta muito para um mata-mata. Quem sabe se defender melhor, corre menos riscos e leva menos gols. Essa vantagem competitiva facilita na hora de decidir em casa um confronto.
Porém, não há nada que garanta mais que um bom ataque. Equipes com alta produção ofensiva encurtam o caminho até a vitória. Palmeiras e Atlético entendem bem disso, com 14 gols cada na fase de grupos. O River, por outro lado, defendeu-se com muita competência e deve manter esse estilo até o fim.
Táticas para os azarões Quem enfrenta o Palmeiras, sabe que um ponto de fragilidade é o contragolpe rápido. A defesa alviverde mostrou alguma dificuldade para acompanhar e se recompor nesse tipo de lance. E a desatenção no início das partidas também foi uma marca do Verdão nos grupos.
O Flamengo vive algo parecido, mas com outras implicações. Falta agressividade em alguns momentos, o que faz do Mengão uma presa fácil para as defesas fechadas. O time demora a engrenar na partida, mas se encaixar bons ataques, pode golear.
Uma questão que preocupa o Atlético Mineiro é a defesa. O esquema de Gabriel Milito ainda não ficou claro e o Galo tem sido punido por equipes com mais meias armadores na faixa central. Por isso, os atleticanos têm sofrido muitos gols. O ponto de atenção pode custar caro no mata-mata.
Pontos fortes e fracos A bola parada com certeza é um artifício bastante utilizado pelo Palmeiras. Seja em faltas diretas ou cruzamentos pelo alto, o time alviverde é um perigo. O zagueiro Murilo costuma chegar muito forte na área, assim como o capitão Gustavo Gómez. No ataque, Flaco López se provou exímio cabeceador.
O Flamengo povoa bem a área adversária e, quando não está criando chances, está abrindo espaço e chamando uma falta. Por esse motivo, a equipe de Tite sofre muitos pênaltis e está sempre na boca do gol, sendo um oponente duríssimo.
Fechamos com o River Plate de Martín Demichelis, que assim como o São Paulo, levou apenas três gols na fase de grupos. Os dois são muito bem organizados no plano defensivo, permitindo poucas chances e fechando espaços no último terço de campo. A ideia é sempre dificultar a finalização e sofrer pouco quando está sem a bola. Tanto River quanto São Paulo são bastante compactos quando atacados.