Na manhã desta quarta-feira, o zagueiro Gustavo Henrique chegou ao Brasil para assinar com o Corinthians. O zagueiro passará por exames médicos para ser anunciado pelo Timão.
No desembarque, o defensor se mostrou ansioso para resolver as últimas questões contratuais e falou sobre a oportunidade de reeditar a parceria com Lucas Veríssimo, com quem foi companheiro no Santos.
"A expectativa é boa, vamos ver o que vai acontecer. Muito feliz e espero que possa se resolver o quanto antes e se der tudo certo a gente possa estar junto nessa", iniciou em entrevista ao Meu Timão.
"Bom, um amigo (Veríssimo) que eu tenho no futebol, fizemos um grande sucesso e espero repetir denovo", acrescentou.
Durante a carreira, Gustavo Henrique passou por Santos, Flamengo e Fenerbahce. Atualmente, está no Valladolid, da Espanha.
Em busca de reformular o elenco, o Corinthians confirmou quatro reforços (Hugo, Raniele, Diego Palácios e Rodrigo Garro). Félix Torres, por sua vez, tem um acerto e deve ser anunciado oficialmente em breve.
Sob comando de Mano Menezes, o Timão disputará quatro competições: Paulistão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileirão. A estreia oficial está marcada para o dia 21, contra o Guarani, às 18h (de Brasília), na Neo Química Arena, pela primeira rodada do torneio estadual.
Filipe Luís, que recentemente encerrou a carreira de jogador, recusou o convite da CBF para ser o coordenador de seleções.
Ele era o preferido do presidente da confederação, Ednaldo Rodrigues, que nesta semana anunciou a contratação de Dorival Júnior como técnico da seleção.
Filipe Luís afirmou a interlocutores que "extremamente honrado" com o convite, mas deixou claro que pretende seguir a carreira de treinador – e que este momento é muito relevante "para a sequência desta etapa profissional".
O cargo de coordenador técnico da seleção brasileira está vago há mais de um ano, desde que Ednaldo Rodrigues demitiu Juninho Paulista, que fazia parte da comissão técnica de Tite.
O próprio Ednaldo resolveu acumular as funções e despachar diretamente com o técnico da seleção – foi assim com Ramon Menezes e com Fernando Diniz, os dois interinos que dirigiram a Seleção em 2023.
Agora, com Dorival Júnior anunciado como treinador, o presidente da CBF quer a volta de um coordenador técnico para a Seleção. Sem Filipe Luís, a entidade vai para um plano B.
Ednaldo Rodrigues voltou à presidência da CBF na última quinta-feira, após liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF. No dia 7 de dezembro, o dirigente havia sido destituído por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O presente de Natal dos rubro-negros chegou ao Rio de Janeiro. Anunciado pelo Flamengo no dia 24 de dezembro, Nicolás De La Cruz desembarcou na Cidade Maravilhosa no início da tarde desta terça-feira para se apresentar ao seu novo clube. Ainda no aeroporto do Galeão, deu sua primeira entrevista no Brasil para a "FlaTV", canal oficial do clube no YouTube:
Muitas expectativas, muito contente de chegar ao Brasil, tinha muita gana de vir, encontrar as pessoas, o corpo técnico, os companheiros. Estou muito feliz. Tinha outras propostas, mas decidimos chegar aqui com a família, um novo projeto de vida muito importante para nós também, passar a uma equipe tão grande como Flamengo. Estamos muito contentes - afirmou, confirmando que o lobby dos companheiros uruguaios pesou:
Falei com Giorgian (Arrascaeta) e com Gui (Varela), me falaram tudo do clube. Creio que isso foi o pontapé final para tomar a decisão de vir.
Cerca de 20 torcedores do Flamengo estiveram na área de desembarque aguardando o De La Cruz. O meia veio direto do Uruguai em voo fretado pelo clube, que pousou por volta de 13h50, e recebeu a camisa 12 em homenagem à torcida, mas ainda não há definição do número que irá usar. Na saída do aeroporto, só repetiu que estava feliz diante da imprensa e seguiu direto para o Ninho do Urubu, onde será integrado ao grupo que se reapresentou na última segunda, e iniciará a pré-temporada.
Marcos Braz (vice-presidente de futebol) e Bruno Spindel (diretor executivo) chegaram ao Aeroporto do Galeão por volta de 13h10. A dupla ficou acompanhada do empresário de De La Cruz, que já aguardava o jogador há horas no aeroporto. À "FlaTV", Braz comentou sobre a negociação:
As pessoas acham que como o Flamengo pagou pela multa, que não precisa conversar com o River Plate, isso é um facilitador. Teoricamente até é, mas se não tiver a ponta do jogador, o engajamento do jogador, não adianta nada pagar a multa e não acertar a vida com o jogador. Isso é básico. Vi algumas coisas na internet: "Ah, o Braz é burro, por que não pagou a multa ano passado?" Se a gente entendesse que houvesse um acerto com o jogador, a gente poderia até fazer isso. Mas entendia que estava um pouquinho longe ainda, jogador disputando vários campeonatos, Libertadores, nós tivemos que respeitar essa parte esportiva. Lógico que ele sempre sinalizou o carinho, respeito e grandeza do Flamengo para vir jogar aqui, só que isso tem um momento, e o momento certo foi esse.
Agora que tivemos um sinal verde para que pudéssemos acertar nossa vida com o jogador e depois efetivamente pagar a multa rescisória. Jogador de seleção, de Copa do Mundo, o Mundo Árabe poderia ter pago essa multa também. Outros times poderiam, lógico que não são tantos, mas teve a apresentação de todo um conteúdo da carreira dele esportiva, para continuar perto da seleção. Isso valeu, tenho que agradecer a todas as pessoas engajadas nesse processo: ele, os empresários, enfim... O River Plate não queria negociar com a gente. Há quatro anos ganhamos aquela final, é um adversário nosso no continente, e eles sabem disso e não queriam reforçar um rival. É justo, mas graças a Deus a gente passou por esse obstáculo. Um sonho antigo dele e nosso.
O uruguaio é o único reforço do Flamengo até o momento. O clube pagou US$ 16 milhões de dólares (R$ 77,7 milhões na cotação da época) à vista ao River Plate (Argentina) para ter o jogador. Pelo clube argentino, De La Cruz disputou 211 jogos, marcou 36 gols e conquistou 10 títulos, entre eles a Conmebol Libertadores de 2018.
Apesar de ter retornado à presidência da CBF por conta de uma liminar concedida por Gilmar Mendes, Ministro do STF, o baiano Ednaldo Rodrigues vai ter que usar muita habilidade política para conseguir ‘administrar’ a entidade. O clima é de visível instabilidade política e de fragilidade do comandante da entidade. Nesta segunda-feira ele já tomou um ‘aperto’ dos presidentes das Federações e na terça-feira deve sofrer mais pressão por parte dos 40 clubes, que compões as Séries A e B do Brasileiro e que têm direito a voto.
Esta é uma tentativa de Ednaldo Rodrigues ‘sobreviver’ no cargo. De um lado, pressionado por seus próprios aliados, que cobraram uma postura bem diferente e que parece ser algo bem distante e quase impossível. Os presidentes de Federações, cobraram uma administração aberta e não centralizadora como foi até agora.
Esta cobrança foi bem definida pelo presidente da Federação de Alagoas, Gustavo Feijó, que lutou muito na Justiça – Esportiva e Comum – para anular a eleição que levou Ednaldo Rodrigues ao cargo.
A reunião durou quatro horas e meia foi bastante tensa. Mesmo porque é evidente que Ednaldo Rodrigues está enfraquecido pela incapacidade demonstrada na sua administração e também no atendimento às Federações.
OPOSIÇÃO COM AFASTADOS O seu objetivo é tentar unir as Federações para tentar inviabilizar o crescimento da oposição, que tem por trás figuras nefastas ao futebol brasileiro: os ex-presidentes afastados Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero. Eles formam o grupo de outros ex-presidentes afastados da CBF, como José Maria Marin, que ficou até preso nos Estados Unidos, e Rogério Caboclo, que renunciou após sofrer várias denúncias de assédio moral e sexual (que depois foram encerradas).
O candidato deste grupo seria Flávio Zveiter, ex-presidente do STJD – Superior Tribunal de Justiça Desportiva – e ex-diretor da CBF. Zveiter, porém, não mostrou condições de formatar uma chapa para concorrer a uma nova eleição, que, em princípio, seria realizada até o final do mês de janeiro.
APOIO IMPORTANTE O destaque da reunião, porém, ficou para a postura do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneio Bastos, com um discurso bastante ponderado. Mesmo porque se houvesse uma nova eleição da CBF, neste momento, com certeza ele teria amplas chances de vitória, principalmente por contar com apoio maciço dos clubes.
Ele já teria apoio de cerca de 35 clubes, começando pelos quatro paulistas que compõem a Série A – Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Red Bull Bragantino – e os sete clubes da Série B – Santos, Guarani, Ponte Preta, Ituano, Botafogo, Mirassol e Novorizontino.
Considerada uma reunião de ‘lavagem de roupa suja’, Reinaldo Carneiro foi conciliador.
“Nós tivemos uma conversa muito franca e leal, que abriu horizontes para que possamos olhar para a frente e para o futuro. É preciso modernizar o futebol brasileiro e, para tanto, é fundamental estarmos unidos e coesos”, afirmou o dirigente, que recebeu apoio de todos os presentes.
O presidente da Federação Paulista deixou a reunião com um semblante tranqüilo e na certeza de que tudo vai caminhar dentro da normalidade.
“O Ednaldo vai manter um diálogo constante com todos os presidentes (de Federações), o que é um bom sinal e deixa aberto a todos o espaço para apresentar sugestões e para participar mais de perto da própria administração da CBF”, concluiu.