O Vasco confirmou que Alex Teixeira está de saída do clube. O contrato, que termina no dia 31 deste mês, não será renovado. O Cruz-Maltino postou nas redes sociais um vídeo agradecendo ao cria de São Januário pelos serviços prestados.
Alex Teixeira voltou ao Vasco em agosto do ano passado, após 13 anos jogando fora do Brasil. O atacante chegou com status de grande estrela, com direito a apresentação para a torcida no gramado de São Januário.
Na Série B, Alex Teixeira oscilou bastante e acabou terminou a competição no banco de reservas. Apesar disso, teve momentos de brilho, como na vitória de virada sobre o Operário-PR, por 3 a 2, quando marcou dois gols.
Neste ano começou como titular com o técnico Maurício Barbieri e até teve bons momentos, principalmente em clássicos, quando marcou gols no Botafogo e Flamengo. No entanto, caiu de produção no Brasileirão e sob o comando de Ramón Díaz ficou mais tempo no banco do que no campo.
Nesta segunda passagem Alex Teixeira disputou 50 jogos oficiais, marcou seis gols e deu sete assistências. Ao todo foram 147 partidas, 20 bolas na rede e 21 passes decisivos.
Alex Teixeira estreou nos profissionais em 2008, ano do primeiro rebaixamento do Vasco. No ano seguinte, foi um dos destaques do time que foi campeão da Série B, inclusive foi o atacante que marcou o gol do título, que foi conquistado na vitória sobre o América-RN, por 2 a 1, no Maracanã.
O Athletico decidiu por não renovar com o volante chileno Arturo Vidal. O contrato do jogador termina em dezembro. Ele tem o interesse do Boca Juniors.
Além de Vidal, o lateral-direito Bruno Peres e o atacante Thiago Andrade também estão de saída do Furacão. Eles deixam o clube na mesma situação, por ficarem fora dos planos após o fim do contrato.
Vidal está em reta final de recuperação de uma lesão no joelho que sofreu em setembro, quando estava defendendo o Chile nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.
O jogador foi contratado pelo Athletico em julho após sair antecipadamente do Flamengo. Ele aceitou 20% do salário que recebia na Gávea, de cerca de R$ 1 milhão. O volante fez ao todo nove jogos pelo Furacão, sendo oito como titular.
Nos últimos meses, Vidal chamou atenção por conta de declarações e postagens. Em outubro, ele revoltou torcedores atleticanos nas redes sociais ao celebrar um ano da conquista da Libertadores pelo Flamengo, em 2022, sendo que está contratado pelo Athletico, justamente o clube derrotado pelo Fla naquela final.
O chileno ainda “cavou” um lugar no Boca Juniors. Em agosto, Vidal revelou que iria torcer pelo Boca Juniors na sequência da Libertadores e que aguardava "Riquelme ligar". No fim de novembro, após o próprio Riquelme admitir interesse, o volante postou fotos usando roupas com as cores do time argentino.
Bruno Peres e Thiago Andrade Thiago Andrade foi anunciado como reforço do Athletico em abril. Ex-Fluminense e Bahia, ele foi emprestado pelo New York City, até o fim do Campeonato Brasileiro. Foram 16 jogos ao todo, três deles como titular, e não marcou gols.
Já Bruno Peres foi contratado pelo Athletico no fim de agosto. Aos 33 anos, o lateral ex-Santos e São Paulo foi contratado pela suprir a saída de Khellven, mas não conseguiu agradar nas oportunidades que teve em campo.
Ele fez cinco partidas no total, sendo uma como titular, contra o Coritiba. O desempenho no clássico fez com que Bruno Peres ficasse fora dos jogos para fazer um trabalho individual. O lateral voltou a ser relacionado após um mês e só foi utilizado novamente no começo de dezembro, nas rodadas finais do Brasileirão.
Endrick é a grande aposta da seleção brasileira para se garantir nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Após longa negociação para liberação, o atacante do Palmeiras foi convocado por Ramon Menezes nesta quinta-feira para defender o Brasil no Pré-Olímpico que será realizado entre janeiro e fevereiro, na Venezuela, e oferece duas vagas na Olimpíada.
A lista com 23 jogadores tem como outro destaque John Kennedy do Fluminense, que disputa a final do Mundial de Clubes nesta sexta-feira, na Arábia Saudita. No total, são 14 jogadores que atuam no Brasil e nove no exterior com a missão de classificar o país para a busca do tricampeonato olímpico consecutivo. Apenas Grã-Bretanha e Hungria somam três ouros no futebol, mas em anos alternados.
Foram semanas de muita negociação com os clubes para ter os jogadores à disposição em período de pré-temporada no futebol nacional e meio de temporada na Europa. Ramon priorizou aqueles que já conhecia e foram testados ao longo de 2023 no Sul-Americano e Mundial Sub-20, no Pan-Americano ou na única convocação olímpica que aconteceu em novembro para período de treinos no CT do Corinthians.
O Pré-Olímpico será disputado entre os dias 20 de janeiro e 11 de fevereiro nas cidades de Caracas, Valencia e Barquisimeto, na Venezuela. O Brasil está no Grupo A ao lado de Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia, adversária da estreia, no dia 23 de janeiro. Os dois primeiros colocados de cada chave se classificam para o quadrangular final, que garantirá campeão e vice nos Jogos de Paris.
Veja a lista:
Goleiros:
Mycael (Athletico-PR), Andrew (Gil Vicente) e Matheus Donelli (Corinthians)
Laterais:
]Vinicius Tobias (Real Madrid), Matheus Dias (Internacional), Luan Cândido (Bragantino) e Patryck (São Paulo)
Zagueiros:
Kaiky Fernandes (Almería), Arthur Chaves (Académico de Viseu), Robert Renan (Zenit) e Michel (Palmeiras)
Meio-campistas:
Andrey Santos (Nottingham Forest), Danilo (Nottingham Forest), Alexsander (Fluminense), Marlon Gomes (Vasco), Ronald (Grêmio) e Gabriel Pirani (DC United)
Atacantes:
Marquinhos (Nantes), Giovane (Corinthians), Endrick (Palmeiras), John Kennedy (Fluminense), Gabriel Pec (Vasco), Guilherme Biro (Corinthians)
As duas grandes potências do futebol em nível de clubes e seleções, Europa e América do Sul, viverão na sexta-feira (22) um novo duelo pela hegemonia mundial, entre Fluminense e Manchester City, apenas um ano depois da Argentina derrotar a França na Copa do Mundo.
No âmbito das seleções, a 'Albiceleste' pôs fim em dezembro de 2022 a um jejum de 20 anos (desde o penta do Brasil em 2002) sem um representante da Conmebol como campeão do mundo. Agora, na Arábia Saudita, que recebe o Mundial de Clubes, é o tricolor carioca quem tem a chance de repetir o feito se derrotar o campeão europeu, o todo poderoso City, de Pep Guardiola.
Mas se nos 20 anos de domínio europeu nos Mundiais da Alemanha-2006, África do Sul-2010, Brasil-2014 e Rússia-2018 os torneios foram realizados em uma periodicidade quadrienal, a competição de clubes se realiza – até 2023 – numa base anual. São dez edições consecutivas sem vitória de um time não europeu, das quais apenas em cinco o vice-campeão foi um sul-americano.
Parcial de 10-0
O Fluminense pode agora suceder o Corinthians, que em 2012 derrotou outro time inglês, o Chelsea, por 1 a 0, com um gol do peruano Paolo Guerrero.
Com essa vitória do Timão, as equipes da Conmebol haviam ficado com apenas um título a menos (5 a 4) no torneio que substituiu desde 2000, e após um hiato de 4 anos (até 2005) a Copa Intercontinental entre o vencedor da Libertadores e o campeão europeu, em que a vantagem foi de 22 títulos a 21 para os times da América do Sul.
Mas a parcial de dez títulos para os europeus e nenhum para os sul-americanos desde o triunfo do Corinthians abriu a distância a tal ponto que uma vitória na sexta-feira do Fluminense pouco mudará em termos de equilíbrio da balança, e levantou o debate sobre a esmagadora superioridade econômica dos clubes europeus, que contratam cada vez mais - e mais cedo - jogadores que se destacam no resto do mundo.
"As equipes europeias, em geral, acabam contratando, cada vez mais cedo os jogadores que se destacam no Brasil, na Argentina, no Uruguai... e também aqueles que consideram os melhores treinadores. Quando isso acontece por muito tempo acaba criando um desnível (...) O que se explica pelo desnível financeiro", argumentou esta semana o técnico do Fluminense, Fernando Diniz, em Jidá.
Mas a diferença parece ainda maior se compararmos os times das principais ligas europeias com os asiáticos, africanos, da América Central e do Norte ou da Oceania, que nunca foram campeões mundiais, nem de clubes e nem de seleções.
Finais entre ingleses e brasileiros
"Muitos dos nossos jogadores sabem agora qual é a diferença de nível entre uma equipe da Premier League e a nossa", afirmou o treinador polonês do Urawa Reds, Maciej Skorza, depois de perder por 3 a 0 na terça-feira para os 'Citizens' nas semifinais.
As finais do Mundial de Clubes entre uma equipe brasileira e outra do campeonato inglês são precisamente as que mais se repetiram nas 20 edições de uma competição que, a partir de 2025, será realizada a cada quatro anos e com 32 equipes.
Os times brasileiros somam quatro títulos, um a mais que os ingleses, mas o vencedor desta sexta-feira quebrará o equilíbrio nos duelos diretos anglo-brasileiros nas finais (atualmente empatado em 2 a 2)
O São Paulo derrotou o Liverpool por 1 a 0 em 2005 na primeira edição com o formato atual que reúne os campeões de cada confederação (em 2000 a participação foi por convite).
Em 2012, o Corinthians conquistou o título contra o Chelsea (1 a 0), mas desde então os clubes da poderosa Premier League sempre ergueram o troféu, com a derrota do Flamengo para o Liverpool em 2019 (1 a 0 na prorrogação) e do Palmeiras contra Chelsea dois anos depois (2-1 também no tempo extra).