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O Brasil pode assegurar, de forma antecipada, a presença na final da Copa Libertadores da América. Basta o Grêmio eliminar o Libertad nesta quinta-feira, na cidade de Assunção, no Paraguai. O triunfo gaúcho garantiria quatro representantes nacionais do mesmo lado da chave nas quartas de final da competição continental.

Na próxima etapa do torneio, o vencedor de Grêmio e Libertad enfrenta o Palmeiras. No mesmo lado da chave estão Flamengo e Internacional, que se classificaram nesta quarta-feira ao baterem, respectivamente, Emelec, do Equador, e Nacional, do Uruguai.

Do outro lado da chave, apenas equipes estrangeiras. O Boca Juniors eliminou o Cruzeiro e enfrenta o Cerro Porteño, do Paraguai. Por fim, LDU, do Equador, irá desafiar o poderoso Boca Juniors, da Argentina.

Em 2019, a Libertadores apresenta uma novidade na decisão do título. A final será disputada em jogo único, no dia 23 de novembro, na cidade de Santiago, no Chile.

 

Gazetaesportiva

Para contar a história de Flamengo 2 x 0 Emelec é necessário voltar algumas horas antes do jogo. Toda a atmosfera criada ao longo desse 31 de julho influenciou no que aconteceu em campo. A torcida foi ao Ninho do Urubu apoiar a equipe à tarde. Horas depois, “corredor de fogo” na chegada ao estádio, sinalizadores... O Maracanã é acostumado com festa. Mas nessa quarta-feira foi especial. Impossível o time não se contagiar. E o Rubro-Negro deve muito a sua torcida o fato de estar classificado, após nove anos, para as quartas de final da Libertadores.

Dentro do estádio, com quase 70 mil vozes gritando e cantando sem parar, o Flamengo correspondeu. Foram 25, 30 minutos de intensidade total, em que o time praticamente não deixou o Emelec respirar. Tempo necessário para o Flamengo marcar duas vezes com Gabigol e acabar com a vantagem dos equatorianos.
Fora a incrível chance perdida pelo próprio Gabigol com apenas três minutos de jogo, tudo deu muito certo para o Flamengo no primeiro tempo. Pelo lado direito, Rafinha, Gabigol e Everton Ribeiro – apesar de nitidamente ainda não estar em seu melhor ritmo – envolveram os equatorianos. Na esquerda, Gerson, cada vez mais à vontade, se entendeu com Bruno Henrique.

flalibertEm 19 minutos o Flamengo já vencia por 2 a 0 e passava a impressão de que poderia resolver a classificação no primeiro tempo. Mas não resolveu... e acabou sofrendo por isso.


Falta gás, sobra tensão
Logo nos primeiros minutos deu para perceber que o segundo tempo teria outro roteiro. O combustível queimado em excesso no primeiro tempo fez falta. Faltou gás, intensidade, e o Emelec cresceu. E assustou.

- É impossível uma equipe jogar como o Flamengo fez por 45 minutos, quando o Emelec não fez um arremate. Foram 70% de posse de bola, como que você quer que uma equipe seja, no Brasil, China ou Europa, como o Flamengo foi por 105 metros pressionando o portador da bola e chegue na segunda parte com a mesma intensidade? Sabe onde isso acontece? No PlayStation. Quero agradecer aos jogadores por fazerem tudo que deviam fazer - analisou Jorge Jesus.

Foi um segundo tempo de poucas chances e muita tensão. O Flamengo teve uma excelente chance com Thuler, outra boa oportunidade em arrancada de Bruno Henrique e só. Valente, o Emelec não se limitou a defender e tentava encaixar contra-ataques.


Nesse ponto, vale destacar a atuação da defesa rubro-negra. Pablo Marí e Thuler, reservas até semana passada, foram impecáveis. Em seu segundo jogo, o espanhol vai mostrando até aqui que o Flamengo fez uma aposta certeira. O jovem Thuler, de 20 anos, parecia um veterano. Que partida do garoto.

Se a defesa era sólida, o ataque perdeu força. As substituições não incendiaram o time. Faltou ritmo a Arrascaeta, que voltava de lesão. O estreante Reinier e Berrío não conseguiram manter o nível de Gabigol e Gerson, que pediram para sair. Bruno Henrique até tentava, mas estava exausto. Rafinha já não subia com a mesma frequência. O sistema ofensivo estava sem combustível. A disputa por pênaltis foi o caminho natural.

Sobriedade que faltou na Copa do Brasil sobra nos pênaltis
Nas penalidades, a tranquilidade que faltou na Copa do Brasil sobrou diante do Emelec. Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha cobraram com sobriedade, calma e categoria que faltaram contra o Athletico, há duas semanas.

Coube a Diego Alves, vaiado domingo contra o Botafogo, defender a cobrança de Dixon Arroyo. Queiróz acertou o travessão, e o Maracanã explodiu. Ufa! Foi sofrido, mas após nove anos o Flamengo está de volta às quartas de final da Libertadores.

 

GE

Foto: André Durão

De forma unânime, o Conselho da Fifa aprovou o aumento de seleções de 24 para 32 na Copa do Mundo Feminina de 2023. Como o processo de concorrência para a sede do torneio está em andamento, com o Brasil entre as nove candidaturas, a decisão foi tomada remotamente, antes da próxima reunião, marcada para 23 e 24 de outubro, em Xangai, na China.

  • O surpreendente sucesso da Copa do Mundo Feminina da FIFA deste ano na França deixou claro que é hora de manter o ritmo do futebol feminino. Fico feliz em ver essa proposta - a primeira de várias - se tornando uma realidade - disse o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

  • O aumento alterou os requisitos de hospedagem e cronograma das candidaturas a sede. Assim, se algum país quiser sair ou entrar na eleição, tem o mês agosto para fazer isso. O envio das propostas foi mudado para dezembro. O relatório de avaliação delas será em abril do ano que vem, com o anúncio do vencedor em maio. Além do Brasil, concorrem Argentina, Austrália, Bolívia, Colômbia, Japão, Coreias do Sul e Norte juntas, Nova Zelândia e África do Sul.

  • A mudança na quantidade de seleções da Copa faz parte de uma das cinco propostas para o futebol feminino apresentadas por Infantino durante a disputa da última edição do torneio, no início de julho, na França.

- A expansão alcançou além das oito equipes participantes adicionais. Isso significa que, a partir de agora, dezenas de outras associações membros organizarão o programa de futebol feminino sabendo que têm uma chance realista de se classificar - disse Infantino, complementando em seguida:

"A Copa do Mundo Feminina da FIFA é o gatilho mais poderoso para a profissionalização do futebol feminino, mas acontece apenas uma vez a cada quatro anos e é apenas o topo da pirâmide muito maior".

  • Enquanto isso, temos o dever de estabelecer as bases e fortalecer a infra-estrutura de desenvolvimento do futebol feminino em todas as confederações.

GE

titeindicdA Fifa divulgou nesta quarta-feira as listas de indicados para a premiação “The Best”. O evento vai homenagear os melhores treinadores e atletas das categorias masculina e feminina. Entre os nomes, o único brasileiro é Tite, que recentemente comandou a Seleção Brasileira na conquista da Copa América.

Entre os 10 melhores jogadores do mundo, de acordo com a Fifa, destaque para as ausências de Neymar, que novamente não aparece na lista, e Luka Modric, atual vencedor do prêmio.

Jogadores indicados ao prêmio “The Best”:
Eden Hazard (Real Madrid)
Kylian Mbappé (PSG)
Cristiano Ronaldo (Juventus)
Matthijs de Ligt (Juventus)
Frenkie de Jong (Barcelona)
Lionel Messi (Barcelona)
Virgil van Dijk (Liverpool)
Sadio Mané (Liverpool)
Mohamed Salah (Liverpool)
Harry Kane (Tottenham)

Na lista dos melhores treinadores do futebol masculino, Tite aparece ao lado de outros nomes de Seleções e clubes importantes da Europa. Uma das novidades é Djamel Belmadi, da Argélia.

Treinadores do futebol masculino indicados:
Tite (Seleção Brasileira)
Djamel Belmadi (Seleção Argelina)
Didier Deschamps (Seleção Francesa)
Marcelo Gallardo (River Plate)
Ricardo Gareca (Seleção Peruana)
Pep Guardiola (Manchester City)
Jurgen Klopp (Liverpool)
Mauricio Pochettino (Tottenham)
Fernando Santos (Seleção Portuguesa)
Erik ten Hag (Ajax)

Uma ausência sentida pelos brasileiros na lista das melhores jogadoras do mundo é a de Marta, que venceu o prêmio seis vezes, sendo cinco consecutivas. Entre nomes os presentes, há uma grande quantidade de atletas dos Estados Unidos, atual campeão da Copa do Mundo.

Jogadoras indicadas:
Lucy Bronze (Lyon)
Caroline Graham Hansen (Barcelona)
Amandine Henry (Lyon)
Sam Kerr (Chicago Red Stars)
Rose Lavelle (Washington Spirit)
Vivianne Miedema (Arsenal)
Alex Morgan (Orlando Pride)
Megan Rapinoe (Reign FC)
Wendie Renard (Lyon)
Ellen White (Birmingham)
Julie Ertz (Chicago Red Stars)
Ada Hegerberg (Lyon)

Entre os treinadores e treinadoras do futebol feminino, o destaque é para Antonia Is e Futoshi Ikeda, que comandam equipes de base da Espanha e Japão, respectivamente.

Treinadores do futebol feminino indicados:
Milena Bertolini (Seleção Italiana)
Jill Ellis (Seleção dos Estados Unidos)
Peter Gerhardsson (Seleção da Suécia)
Futoshi Ikeda (Seleção sub-20 do Japão)
Antonia Is (Seleção sub-17 da Espanha)
Joe Montemurro (Arsenal)
Phil Neville (Seleção Inglesa)
Reynald Pedros (Lyon)
Paul Riley (North Carolina Courage)
Sarina Wiegman (Seleção Holandesa)

 

gazetqesportiva

Foto: Lucas Figueiredo/CBF