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“O próximo treinador do Sport precisa chegar consciente que vai ser obrigado a recomeçar o trabalho da temporada.” A frase do comentarista Cabral Neto resume o cenário deixado pelo técnico Roger Silva, demitido nesta semana: há pouco ou quase nada a ser reaproveitado do que foi construído até aqui.

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A crítica ganha peso ao se observar que, após 16 jogos disputados pelo Leão no ano, o time não conseguiu apresentar sinais claros de evolução coletiva. Algo preocupante para as exigências que o clube terá na Série B.

Um dos pontos mais enfatizados por Cabral Neto é a ausência de identidade tática. Segundo ele, o Sport não conseguiu se firmar em nenhum dos pilares básicos do jogo:

Não foi sólido defensivamente Não apresentou criatividade no meio-campo Não foi eficiente no ataque “O Sport atual nem se mostrou uma equipe sólida na defesa, nem rica em criatividade no meio-campo, nem tampouco se tornou eficiente no jogo ofensivo”, afirma o comentarista.

Essa indefinição também se reflete no modelo de jogo. O time não se destacou em nenhuma proposta clara - seja pressão alta, bloco baixo, contra-ataque ou posse de bola.

  • Roger não consolidou, nem sequer apresentou um modelo de jogo bem definido - reforça.

Dentro desse cenário de fragilidade coletiva, um único aspecto foi mais contundente em termos de regularidade: a bola parada. O problema é a limitação que isso impõe. Em uma competição longa e exigente como a Série B, depender quase exclusivamente desse recurso reduz drasticamente o potencial competitivo da equipe.

Divisor de águas Se o diagnóstico é de reconstrução, a solução passa diretamente pela escolha do novo comandante. Para Cabral Neto, essa decisão será determinante para o rumo do Sport na Série B.

“A escolha pelo novo comandante técnico é que vai indicar o caminho que o clube vai adotar na competição", diz o comentarista. O perfil desejado, segundo Cabral Neto, tem que passar pelos seguintes critérios:

Experiência e bom histórico na Série B Ideias modernas de jogo Capacidade de ousar nas escalações Leitura de jogo para mudanças rápidas Coragem para propor um futebol ofensivo

Mais do que isso, o treinador precisará acelerar processos.

“Coragem pra buscar um jogo ofensivo, mas também para buscar soluções criativas e para acelerar o processo de uma equipe atrasada em sua própria jornada”, avalia Cabral Neto.

A saída de Roger, na visão do comentarista, foi uma decisão correta diante do cenário apresentado. No entanto, ela abre um novo capítulo — talvez ainda mais importante.

“O Sport, com razão, escolheu interromper o trabalho de Roger. Agora, chegou a vez de decidir o tamanho de sua ambição no ano.” O clube tentou contratar o técnico Eduardo Baptista, do Criciúma, mas não obteve sucesso. O plano B é Claudio Tencati, do Botafogo-SP.

Mais do que contratar um técnico, o Sport precisa definir qual projeto pretende executar na Série B. Entre reconstruir com ousadia ou apenas competir, a escolha feita agora determinará o restante da temporada.

GE

Foto: Marlon Costa/AGIF