No mundo de hoje e no futuro, só prevalece e prevalecerá a injustiça. As máscaras de vidro escondem, em cada face, a vergonha do encanto da existência, da vida que se resume a festas e fantasias: uma mentira cantada e encantada pela própria população, que vive em uma ilusão mantida por gerações que ainda acreditam no sistema de “pão e circo”.

As mentiras se perdem em cada olhar, entre muros de vento e medo; nem a família nem a escola conseguem educar. No sistema falido, tudo é paliativo, e a grande maioria não enxerga: são cegos e mudos, não entendem nada e sequer sabem interpretar ou pensar; nada percebem em cada gesto “de falar”.
No palco das sombras que o tempo montou, o véu da mentira é mantido como verdade e lealdade. Mas, mesmo assim, neste mundo de crueldade e vaidade, poucos justos que ainda restam escrevem sua história por meio de um véu que alcança o céu.
Na existência falsa de quem vive de utopia, vendendo ilusão, a maioria se curva diante da própria lama; o véu que o sistema carrega da impureza é a regra que mais se proclama. Diante de um espelho quebrado, alguns veem um passado e um presente atrasados, aguardando o início de promessas vazias, e assim esperam um novo dia que possa acabar com as fantasias de um circo da vida, que ilude as pessoas todos “os dias”.
Da redação