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A farmacêutica norte-americana Pfizer disse nesta quinta-feira (29) que sua terapia genética experimental para o tratamento da hemofilia B, uma rara doença hereditária do sangue, atingiu seu principal objetivo em um estudo em estágio avançado.

Os dados do estudo mostraram que uma única dose da terapia foi superior ao padrão atual de tratamento para ajudar a reduzir a taxa de sangramento em pacientes com formas moderadamente graves a graves de hemofilia B.

O distúrbio dificulta a capacidade do corpo de produzir uma proteína de coagulação do sangue chamada fator IX.

A terapia da Pfizer, fidanacogene elaparvovec, é projetada para ajudar os pacientes a produzirem o fator IX após um tratamento único, ao contrário dos tratamentos atuais, que se concentram em infusões regulares da proteína. A farmacêutica licenciou sua terapia genética para hemofilia B em 2014 por um pagamento adiantado de US$ 20 milhões.

A Pfizer planeja discutir os dados do estágio final com autoridades reguladoras na Europa e nos Estados Unidos e compartilhar dados adicionais para a terapia experimental em uma conferência científica no início de 2023.

De acordo com dados do governo, a prevalência estimada de hemofilia nos Estados Unidos é de 12 casos por 100.000 homens para hemofilia A e 3,7 casos por 100.000 homens para hemofilia B. Em novembro , o regulador de saúde dos EUA aprovou a primeira terapia genética, CSL Ltd e uniQure's Hemgenix, para tratar a hemofilia B.

A Pfizer também está testando outras terapias genéticas experimentais em estágios finais como tratamentos potenciais para o distúrbio hemorrágico hemofilia A e o distúrbio muscular distrofia muscular de Duchenne.

Reuters

A Polícia Federal concluiu, em inquérito encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu incitação ao crime ao repassar informações falsas sobre a vacina contra a Covid-19, associando-a ao HIV, e por ter relacionado falsamente a gripe espanhola à pneumonia. Além disso, o presidente teria estimulado a população a não usar máscaras, medida que, à época, era obrigatória na maioria das unidades da Federação.

O inquérito apurou as falas do presidente durante uma transmissão ao vivo em 21 de outubro — vídeo que foi retirado do ar dias depois. Na ocasião, Bolsonaro associou a vacinação da Covid a um risco maior de contrair o HIV, vírus causador da Aids, o que é uma informação cientificamente falsa.

Segundo a PF, além desta associação, o presidente promoveu a desinformação de que "as vítimas da gripe espanhola, na verdade teriam morrido em decorrência de pneumonia bacteriana, causada pelo uso de máscara". 

No documento, a PF ainda aponta que, mesmo notificado para prestar depoimento no âmbito do inquérito, Bolsonaro não compareceu às oitivas. O relatório foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal chegou a pedir autorização de Moraes e do STF para indiciar Bolsonaro, mas como não obteve resposta, finalizou o relatório apenas sugerindo o indiciamento, mas sem efetivá-lo.

Além do crime, Bolsonaro teria cometido contravenção penal por, supostamente, provocar alarme "anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto".

Como não tem foro privilegiado, o ajudante de ordens Mauro Cid, que auxilia o presidente a produzir o material para as lives, foi indiciado pelo crime e pela contravenção penal. A conclusão da PF é que ele também cometeu os mesmos atos que o chefe.

Pelo inquérito, Bolsonaro teria "de forma direta, voluntária e consciente, disseminado as desinformações produzidas por Mauro Cid, causando verdadeiro potencial de provocar alarma junto aos expectadores ao propagar a desinformação".

O inquérito segue, agora, para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, ao deixar a Presidência, Bolsonaro perde o foro privilegiado e o caso pode ir para a primeira instância. A reportagem acionou o Palácio do Planalto, mas não obteve resposta até a última atualização.

R7

O Ministério da Saúde decidiu por ampliar o uso da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para todos os bebês e crianças entre 6 meses e 4 anos e 11 meses. Essa nova recomendação saiu em uma nota técnica que foi assinada em 23 de dezembro pela coordenação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

pfizer

Até então, o governo federal havia distribuído as primeiras doses da “Pfizer Baby” somente para as crianças de 6 meses a 2 anos e 11 meses que tivessem alguma comorbidade.

Tal imunizante foi aprovado pela Anvisa no mês de setembro para todas as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 11 meses, sem a restrição de aplicação.

Devido a essa atualização, o uso dessa vacina vai ser ampliado no Brasil.

De acordo com informações do “g1”, o assunto foi analisado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que deu parecer a favor para a vacina contra a doença pandêmica para todas as crianças de 6 meses a 4 anos, com ou sem comorbidades, no início do mês de dezembro.

Post sobre o assunto. (Reprodução/Twitter @AmazoniaSeguros)

Vacinação escalonada

Segundo a nova recomendação do Ministério da Saúde, essa ampliação da “Pfizer Baby” deve acontecer de forma gradual, dando prioridade para crianças com comorbidades.

No caso das crianças que não têm comorbidades, a vacina deve ser aplicada de acordo com a faixa etária, na seguinte ordem:

crianças de 6 meses a menores de 1 ano; crianças de 1 a 2 anos; crianças com 3 anos crianças com 4 anos.

O documento diz: “Considerando o quantitativo de vacinas existentes, recomenda-se que todos os esforços sejam envidados para que seja garantida inicialmente a vacinação de crianças com comorbidades e a inclusão paulatina dos demais grupos etários, de acordo com a disponibilidade de vacinas nos estados, Distrito Federal e municípios, e que a vacinação vá avançando à medida que houver disponibilização de vacinas pelo Ministério da Saúde”.

Aquelas crianças, de 3 e 4 anos de idade, que receberam a primeira dose da Coronavac devem completar seu esquema vacinal (segunda dose) com a Coronavac, e não com a Pfizer Baby.

Além disso, o Ministério da Saúde fez mudanças na recomendação do intervalo de aplicação das três doses do imunizante Pfizer Baby.

O PNI, a partir de agora, orienta que as duas primeiras doses sejam aplicadas com um intervalo de quatro semanas e não de três, como é proposto pelo laboratório fabricante da vacina. No caso da terceira dose do imunizante, esta deve ser aplicada pelo menos oito semanas depois da segunda.

De acordo com o governo, “questões operacionais da vacinação” são a justificativa por trás da mudança. Conforme o “g1”, a vacina da Pfizer destinada a crianças de 6 meses a 4 anos tem a tampa de seu frasco com a cor vinho, diferente de outros imunizantes do laboratório. O imunizante da Pfizer para as crianças de 5 a 11 anos tem tampa de cor laranja. A vacina aplicada a partir dos 12 anos tem frasco com a cor roxa.

Foto: Reprodução/Adilson Silveira/Prefeitura de Limeira.

Cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, número que equivale a 11,5 milhões de casos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). O país perde apenas para os Estados Unidos entre os países da América Latina. O transtorno mental, no entanto, pode apresentar diferentes sintomas, variando de pessoa para pessoa e, é claro, da intensidade da doença em cada um.

depressao

De acordo com o Dr. Ariel Lipman, médico psiquiatra e diretor da SIG Residência Terapêutica diversos tipos de depressão e, além disso, cada pessoa reage de uma forma diferente, ou seja, os sintomas mudam. “Tristeza, desânimo, irritabilidade, angústia e ansiedade são os sintomas mais comuns”, mas vai muito além disso. Até mesmo dores físicas podem ser um sinal de alerta”, comenta o profissional.

Pensando nisso, o profissional falou um pouco sobre alguns dos sintomas menos comuns de depressão que podem aparecer. Confira:

Alteração no sono e apetite De acordo com o Dr. Ariel, é comum que uma pessoa com depressão durma muito, mas muitas pessoas que convivem com a doença também podem ter insônia. “As alterações no sono, seja porque a pessoa dorme muito ou não consegue dormir, devem ser investigadas por um especialista, pois é algo que muita gente julga ser comum, mas na verdade pode ser um sintoma do transtorno”, afirma ele.

Ainda segundo o especialista, o mesmo pode ocorrer com o apetite, que quando aumenta ou diminui demais também merecem atenção. “Muitas das pessoas que têm depressão também sofre com ansiedade, que está diretamente ligada com o apetite”, completa ele.

Mudança de peso

Com a possível alteração no apetite, o peso também sofrerá mudanças. “Se a pessoa passou a comer muito mais, notará que pode ter engordado e se ela passou a comer menos, pode emagrecer. É uma lógica, mas muitas pessoas podem não notar que deixou de comer ou aumentou a quantidade de alimentos e só reparam quando notam a diferença no espelho, nas roupas e na balança”, explica o médico.

Além disso, quem tem depressão deixa de praticar algumas atividades, incluindo exercícios físicos, contribuindo para essa mudança de peso.

Baixa imunidade

Muitos são os motivos que levam os depressivos a diminuírem a imunidade. “Isso pode ocorrer porque a liberação de hormônios é afetada com a doença, acarretando na queda de imunidade e consequentemente outras doenças, como infecções”, comenta o especialista.

É importante lembrar também que alterações no sono e até mesmo uma alimentação inadequada podem afetar a imunidade, ou seja, um sintoma acaba levando a outro.

Diminuição da libido

A libido está relacionada com a autoestima, que é muito afetada durante a depressão e, por isso, acaba sendo comum nessas pessoas, que muitas vezes podem nem ligar uma coisa à outra.

“Alguns medicamentos antidepressivos usados para controlar o transtorno mental também podem afetar a libido e é por isso que é importante sempre avisar o médico sobre as intercorrencias”, afirma o psiquiatra.

Dores frequentes

Além do fato dos problemas de saúde que a depressão pode acarretar, gerando problemas de saúde que causam dor, a doença também promove alterações fisiológicas que levam a sensação de dor.

“E como é de conhecimento da maioria das pessoas, o humor é muito afetado durante a doença, o que faz com que o depressivo sinta dores com mais intensidade!, explica. “Além disso, a pessoa com depressão transforma muitos problemas mentais em dores físicas, mais conhecido como somatizaão”.

É sempre importante lembrar que a depressão aparece com sintomas e intensidade diferentes em cada pessoa e nenhum sinal deve ser ignorado.

3 min de leitura R7

Foto: reprodução