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A gordura no fígado se tornou uma das condições de saúde mais comuns do mundo, afetando cerca de uma em cada quatro pessoas adultas. Embora muita gente associe o problema apenas ao consumo de álcool, a verdade é que a maioria dos casos está ligada a hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e excesso de peso. O mais preocupante é que essa condição costuma evoluir sem sintomas por anos, podendo progredir para inflamação, fibrose e até cirrose quando não é identificada e tratada a tempo.

O que está por trás do aumento de casos no mundo? O crescimento acelerado da gordura no fígado nas últimas décadas acompanha diretamente as mudanças no estilo de vida da população. O consumo cada vez maior de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar adicionado e gorduras de baixa qualidade, somado à redução da atividade física diária, criou o cenário ideal para o acúmulo de gordura nas células do fígado.

A frutose, presente em grande quantidade em refrigerantes, sucos industrializados e diversos produtos processados, merece atenção especial. Diferente da glicose, a frutose em excesso é processada quase exclusivamente pelo fígado, que a converte em gordura quando recebe mais do que consegue utilizar. Esse mecanismo explica por que pessoas que não bebem álcool e não estão acima do peso também podem desenvolver o problema.

Fatores de risco que favorecem o acúmulo de gordura no fígado A gordura hepática resulta da combinação de diversos fatores, alguns mais conhecidos e outros que costumam passar despercebidos. Veja os principais elementos que aumentam o risco:

ULTRAPROCESSADOS

Alimentos industrializados sobrecarregam o metabolismo do fígado e favorecem o acúmulo de gordura.

FRUTOSE

O excesso de açúcares adicionados é convertido em gordura pelo fígado.

SEDENTARISMO

A falta de atividade física reduz a queima de gordura e favorece o acúmulo hepático.

INSULINA

A resistência à insulina estimula o fígado a armazenar mais gordura.

GORDURA ABDOMINAL

O acúmulo na região da cintura está ligado ao aumento de gordura no fígado.

Metanálise confirma a dimensão global da gordura no fígado A proporção de pessoas afetadas pela gordura no fígado é alarmante e continua crescendo. Segundo a metanálise Global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease — Meta-analytic assessment of prevalence, incidence, and outcomes, conduzida por Younossi e colaboradores e publicada na revista Hepatology, a prevalência global da doença hepática gordurosa não alcoólica foi estimada em aproximadamente 25% da população adulta. A pesquisa, que reuniu dados de estudos realizados entre 1989 e 2015 e indexados no PubMed, também demonstrou que a condição está fortemente associada à obesidade, ao diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica, reforçando que a epidemia de gordura no fígado caminha lado a lado com os hábitos modernos de vida.

Recomendações baseadas em evidências para proteger o fígado A ciência mostra que a gordura no fígado pode ser revertida em seus estágios iniciais com mudanças no estilo de vida. As medidas mais eficazes incluem:

Reduzir o consumo de açúcar e ultraprocessados: diminuir a ingestão de refrigerantes, sucos industrializados e produtos com açúcar adicionado alivia diretamente a carga sobre o fígado. Praticar exercícios físicos regularmente: pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada ajudam a reduzir a gordura hepática, mesmo sem perda significativa de peso. Perder de 5% a 10% do peso corporal: estudos mostram que essa faixa de redução já é suficiente para diminuir a gordura no fígado e melhorar os marcadores de inflamação. Priorizar alimentos naturais e ricos em fibras: frutas inteiras, verduras, legumes, grãos integrais e peixes contribuem para um metabolismo hepático mais saudável. Para entender melhor o que é a gordura no fígado, seus graus e formas de tratamento, consulte o guia completo sobre esteatose hepática do Tua Saúde.

Quando procurar um médico e quais exames realizar? Como a gordura no fígado raramente causa sintomas nas fases iniciais, pessoas com fatores de risco como excesso de peso, diabetes ou histórico familiar devem realizar exames periódicos. A ultrassonografia abdominal é o exame mais utilizado para detectar o acúmulo de gordura, e exames de sangue como as transaminases hepáticas ajudam a avaliar se já existe inflamação. O acompanhamento com gastroenterologista ou hepatologista é fundamental para definir a melhor conduta e evitar a progressão do quadro.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para orientações sobre a saúde do fígado.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.

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Com mais de 15 milhões de doses de vacina já distribuídas, a estratégia prioriza públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes, e busca reduzir casos graves, internações e mortes associadas à influenza.

A seguir, entenda o que é influenza, como ela se manifesta e por que a vacinação anual é recomendada.

O que é a influenza?

A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente os tipos A e B, responsáveis pelos quadros em humanos.

Na prática, é o que se convencionou chamar de gripe —diferente do resfriado comum, provocado por outros vírus respiratórios, como rinovírus e adenovírus.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?

Embora possam começar de forma parecida, gripe e resfriado não têm o mesmo impacto no organismo. A influenza costuma provocar febre mais alta, dor no corpo, cansaço intenso e uma queda mais evidente do estado geral.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Flávia Bravo, esse comprometimento sistêmico mais marcado é o que diferencia a gripe das infecções respiratórias leves, geralmente associadas a outros vírus.

Nos quadros iniciais, a distinção nem sempre é clara, mas a evolução dos sintomas, sobretudo a piora progressiva, é o principal sinal de alerta.

Quando a gripe deixa de ser leve e exige atenção?

O alerta está na progressão dos sintomas.

Falta de ar, febre persistente ou muito alta, cansaço intenso e piora do quadro respiratório indicam necessidade de avaliação médica.

Casos mais graves podem evoluir para comprometimento do trato respiratório inferior, como pneumonia —seja pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.

Quem deve se vacinar na campanha?

A vacinação pelo SUS é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de complicações. Entre eles:

crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e educação, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde. A priorização leva em conta o maior risco de hospitalização e morte nesses públicos.

Por que a vacina precisa ser tomada todos os anos?

Dois fatores explicam a recomendação anual segundo a infectologista Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O primeiro é a capacidade de mutação do vírus influenza, que muda de um ano para outro —o que exige atualização da fórmula da vacina com base nos vírus mais circulantes no mundo. O segundo é a duração da proteção, que diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

A vacina pode causar gripe?

Não. As vacinas disponíveis são feitas com fragmentos do vírus, incapazes de se multiplicar no organismo. O objetivo é estimular a produção de anticorpos sem provocar a doença.

Mesmo vacinado, posso pegar gripe?

Sim, nenhuma vacina tem eficácia de 100% para impedir infecção.

Ainda assim, a principal função da vacina é evitar formas graves da doença, reduzindo internações e mortes, especialmente entre os mais vulneráveis.

Quem não está nos grupos prioritários pode se vacinar?

Pessoas fora do público-alvo do SUS podem receber a vacina na rede privada.

Eventualmente, doses remanescentes podem ser liberadas ao restante da população ao fim da campanha, mas isso depende de estoque e não deve ser aguardado como estratégia.

Posso me vacinar gripado?

Depende da intensidade dos sintomas. Quadros leves, como coriza e mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Já em casos com febre ou sintomas mais intensos, a recomendação é adiar até a recuperação.

Quem teve Covid ou gripe recentemente pode tomar a vacina?

Sim, desde que já tenha se recuperado da fase aguda e esteja sem sintomas importantes.

Por que é importante se vacinar agora?

Segundo as especialistas, a campanha ocorre antes do pico de circulação do vírus, justamente para garantir que a população esteja protegida no momento de maior risco.

"Adiar a vacinação aumenta a chance de infecção em um período em que a influenza tende a se espalhar com mais intensidade", afirma Ballalai.

G1

Foto: Leo Munhoz/Secom/Divulgação

Uma infecção grave por Covid-19 pode deixar marcas duradouras no organismo e aumentar o risco de câncer de pulmão anos depois. É o que indica um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, que começa a esclarecer como doenças respiratórias severas podem ter efeitos que vão além da fase aguda.

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A análise identificou que pessoas que precisaram ser hospitalizadas por causa da doença tiveram um risco 1,24 vez maior de desenvolver câncer de pulmão em comparação com aquelas que não passaram por quadros graves.

Mas o que isso significa, na prática? Segundo o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, esse número pode ser traduzido de forma mais concreta.

Em um grupo de pessoas com características semelhantes, seria esperado, por exemplo, cerca de 100 casos de câncer de pulmão ao longo do tempo.

Entre aqueles que tiveram Covid grave, esse número sobe para aproximadamente 124 casos. Ou seja, são 24 casos a mais em um mesmo grupo comparável.

“Quando a gente leva esse aumento para uma escala populacional, se torna significativo”, afirma Stefani.

Ao mesmo tempo, ele pondera que o dado não significa que a maioria dessas pessoas vá desenvolver câncer. Trata-se de um aumento de risco, e não de uma certeza de que a doença vai acontecer.

O que o estudo encontrou Os pesquisadores analisaram dados de pacientes e também realizaram experimentos em modelos animais. Em ambos os casos, o padrão foi semelhante: infecções respiratórias graves parecem alterar o ambiente do pulmão de forma persistente.

Nos dados populacionais, o aumento de risco apareceu mesmo após o controle de fatores clássicos, como tabagismo e outras doenças associadas —o que reforça que o efeito está ligado à própria infecção.

O que acontece no pulmão A explicação está na resposta inflamatória desencadeada pela doença. Casos graves de Covid-19 já eram conhecidos por provocar uma reação intensa do sistema imunológico, a chamada “tempestade inflamatória”.

O novo estudo sugere que esse processo pode deixar sequelas. Após a infecção, células de defesa passam a funcionar de forma alterada e mantêm um estado inflamatório crônico no pulmão.

Esse ambiente é descrito pelos cientistas como “pró-tumoral”, ou seja, favorável ao desenvolvimento de câncer.

Além disso, foram observadas alterações nas células que revestem o pulmão, indicando um dano estrutural persistente.

Na avaliação de Stefani, o processo combina dois fatores: inflamação prolongada e desregulação do sistema imunológico, o que pode facilitar o surgimento de tumores ao longo do tempo.

Não é qualquer caso Um ponto importante é que o aumento de risco foi observado principalmente em casos graves, que exigiram hospitalização. Pessoas que tiveram infecções leves não apresentaram esse padrão.

“Não foi todo paciente com Covid que teve esse efeito. Estamos falando de quadros graves”, explica Stefani.

O que muda na prática Por enquanto, não há recomendação formal para rastreamento de câncer de pulmão apenas com base no histórico de Covid grave.

Hoje, a triagem com tomografia de baixa dose é indicada principalmente para pessoas com alta carga tabágica. Mas o novo estudo pode influenciar futuras diretrizes.

Na prática, especialistas recomendam atenção individualizada: quem foi hospitalizado por Covid-19 deve conversar com um médico para avaliar a necessidade de acompanhamento mais próximo da saúde pulmonar.

Isso pode incluir avaliação clínica periódica, investigação de sintomas persistentes —como falta de ar e tosse crônica— e, em alguns casos, exames de imagem.

Para quem já tem fatores de risco, como histórico de tabagismo, esse cuidado tende a ser ainda mais importante.

A lógica é antecipar possíveis problemas. Quanto mais cedo um câncer é identificado, maiores são as chances de tratamento eficaz e menos agressivo.

O papel da vacinação O estudo também trouxe um dado considerado encorajador: a vacinação parece reduzir significativamente os danos pulmonares associados às infecções graves, bloqueando parte das alterações que favorecem o desenvolvimento de câncer .

Isso reforça um efeito indireto das vacinas: além de prevenir formas graves da doença, elas podem também reduzir consequências de longo prazo.

O que ainda falta saber Apesar dos achados consistentes, os pesquisadores destacam que ainda são necessários mais estudos para entender a duração desse risco e quais pacientes são mais vulneráveis.

A pandemia ainda é recente do ponto de vista científico —e os efeitos de longo prazo seguem em investigação. Para Stefani, esse é o ponto central.

Segundo ele, a medicina ainda está aprendendo a lidar com as consequências tardias da Covid-19, o que exige cautela antes de transformar evidências em recomendações amplas.

G1

Foto: Divulgação/SES

Uma nova variante da Covid-19 voltou a chamar a atenção de autoridades de saúde. Identificada como BA.3.2, ela tem apresentado aumento de casos nos últimos meses, especialmente nos Estados Unidos, e já foi detectada em diversos países.

De acordo com informações divulgadas pela Fox News, ao menos 23 países registraram casos da variante até fevereiro. Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que a BA.3.2 possui entre 70 e 75 mutações na proteína spike, estrutura do vírus responsável por sua entrada nas células humanas.

O que se sabe sobre a nova variante

A BA.3.2 foi inicialmente identificada em amostras de águas residuais e também em resíduos coletados em aeronaves, em diferentes regiões dos Estados Unidos. A presença da variante foi confirmada no país ainda no verão passado.

Na Europa, países como Dinamarca, Holanda e Alemanha registraram crescimento expressivo de casos entre novembro e janeiro, com aumento semanal de cerca de 30%.

Apesar da rápida disseminação, autoridades de saúde afirmam que, até o momento, não há indícios de maior gravidade associada à variante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o risco como baixo.

Ainda assim, especialistas alertam para o número elevado de mutações, que pode, em tese, impactar a eficácia das vacinas atuais. Por isso, o monitoramento da evolução da variante segue em curso.

Sintomas seguem padrão conhecido

Os sintomas associados à BA.3.2 são semelhantes aos já observados em outras variantes da Covid-19. Entre os mais comuns estão dor de cabeça, dores musculares, tosse, falta de ar, além de náuseas e diarreia.

“No passado, sempre que surgiam novas variantes, havia dúvidas sobre sintomas diferentes, mas com o tempo e mais dados, percebe-se que não há mudanças significativas. Esses sintomas já foram observados antes”, explicou o médico William Schaffner ao HuffPost.

Prevenção continua a mesma

As recomendações de prevenção não mudaram. Especialistas reforçam a importância de medidas já conhecidas, como evitar ambientes fechados e com aglomeração, especialmente para pessoas mais vulneráveis.

“As mesmas precauções discutidas durante toda a pandemia continuam válidas. Trata-se de um vírus respiratório que se transmite pelo ar, então é preciso cautela, principalmente em locais fechados”, afirmou a médica Leana Wen.

Ela também recomenda que pessoas com maior risco de complicações priorizem o uso de máscara e evitem exposições desnecessárias, como forma de reduzir não apenas o risco de Covid-19, mas também de outras doenças respiratórias.

Cansaço repentino pode ser sinal de alerta entenda o que está por trás Fadiga intensa que surge de forma inesperada pode indicar desde estresse até problemas de saúde. Especialistas apontam sintomas, causas e quando é hora de procurar ajuda médica para evitar complicações.

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