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Atendendo solicitação da Associação de Prefeitos Piauienses (APPM), o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, convocou reunião para tratar do complexo regulador de leitos hospitalares, procedimentos e consultas especializadas. A Secretaria quer dar mais transparência ao processo a partir do compartilhamento de informações entre os gestores municipais, a Regulação e Auditoria da SESAPI e os gestores do sistema onde os serviços são ofertados.

 

A adoção de um único sistema de regulação no estado com acesso irrestrito para todos os gestores é uma das propostas discutidas entre as instituições, o que vai atender as reivindicações dos municípios, que pedem mais acesso e clareza sobre a oferta de serviços e de vagas destinadas para cada cidade.

 

Florentino Neto também alertou para a necessidade de implementar uma revisão no instrumento que trata da divisão de cotas de serviços ofertados pelo SUS no estado do Piauí. “A nossa Programação Pactuada Integrada(PPI) sofreu grande alteração em virtude da oferta de novos serviços no interior do estado e por diversos prestadores do Sistema Único de Saúde, portanto precisamos estabelecer as referências e contrarreferências dentro do sistema para que nossos gestores tenham conhecimento e assim, atender melhor a população de todos os municípios”, afirma.

 

Na reunião, que também contou com a participação de técnicos da Secretaria, da presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde(COSEMS), Leopoldina Cipriano, e representante da APPM, Júlio Carvalho, foram tratadas ações que serão realizadas devem m conjunto, como os mutirões de cirurgias pediátricas e de catarata, projetos que devem reduzir as filas de pacientes que esperam por estes procedimentos.

 

Sesapi

A relatora especial das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas com Lepra, Alice Cruz, denunciou nesta quinta-feira que a hanseníase é uma "doença esquecida" apesar de, segundo as estatísticas, surgirem mais de 200 mil casos por ano.

 

Cruz pediu que sejam erradicados os estigmas sociais que rodeiam as pessoas com essa doença, pois ainda hoje sofrem discriminação e, em muitos casos, não têm acesso aos medicamentos.

 

Em um comunicado, a especialista destacou que o maior número de casos são registrados na Índia, no Brasil e na Indonésia.

 

Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Madagascar, Moçambique, Mianmar, Nepal, Nigéria e Filipinas são alguns dos 22 países identificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) onde a ação médica é prioritária.

 

Em 2016, surgiram 214.783 casos de hanseníase ou lepra, como a doença é conhecida popularmente, dos quais 12.437 sofreram sérias incapacidades. "Esse nível de incapacidade é alarmante e completamente desnecessário", disse Cruz, para lembrar o Dia Mundial da Lepra, em 28 de janeiro.

 

"Ninguém com esta patologia deveria chegar à incapacidade", defendeu a relatora, que explicou que a doença pode ser curada por meio de tratamento com vários medicamentos "se for detectada e se tratada suficientemente cedo", pois, em caso contrário, "pode causar reações imunológicas severas" como incapacidade ou dor crônica.

 

"O fato de que isso ainda ocorra em 2018 mostra que há deficiências no diagnóstico e na falta de acesso a um tratamento de alta qualidade", acrescentou.

 

Além disso, Cruz apontou que "a discriminação perpetua de forma desnecessária o sofrimento dessas pessoas" e que "é fundamental" abordar as causas desde a raiz.

 

"A discriminação está vinculada a velhos estigmas que conduzem à segregação e às violações dos direitos humanos das pessoas afetadas. Esse conceito errôneo deve ser abordado com informação e educação", manifestou Cruz.

 

A especialista advertiu que esse estigma é só "a ponta do iceberg" e denunciou que essas pessoas continuam tendo seus diretos humanos mais básicos negados.

 

EFE

Uma pesquisa da Universidade de Sheffield publicada hoje (25) no periódico European Journal of Clinical Nutrition descobriu que os suplementos de vitamina D podem ajudar a aliviar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII), condição que afeta até 11% da população mundial.

 

Os cientistas do departamento de oncologia e metabolismo revisaram todas as pesquisas disponíveis sobre vitamina D e a doença, e descobriram que havia uma alta prevalência de deficiência de vitamina D em pacientes com a SII, independentemente da etnia.

 

A equipe de pesquisadores também avaliou os possíveis benefícios dos suplementos e, embora acreditem que mais estudos sejam necessários, as descobertas sugerem que a vitamina D pode ajudar a aliviar os sintomas que variam entre dor abdominal, inchaço, diarreia e constipação.

 

O autor principal do estudo, Bernard Corfe, disse que a pesquisa fornece uma visão sobre a condição e, mais importante ainda, uma nova forma de manejo.

 

“É evidente, a partir dos achados, que todas as pessoas com SII precisam ter seus níveis de vitamina D testados, e que uma grande maioria se beneficiaria de suplementos.”

 

O pesquisador diz ainda que a síndrome é uma condição mal compreendida, mas que afeta muito a qualidade de vida dos portadores. “Não existe uma causa conhecida, tampouco uma cura conhecida”, explicou.

 

Sabe-se, porém, que a dieta e o estresse podem piorar os sintomas. Muitos, no entanto, se sentem constrangidos com a condição, além de outros não terem recebido diagnóstico.

 

Nesse ponto, a vitamina D poderia entrar como um alívio para os sintomas, já que também é conhecida por manter a saúde óssea e mental, além da função imunológica e a saúde intestinal.

 

Os baixos níveis já foram, inclusive, associados ao risco de câncer colorretal, e têm sido apontados como agravantes da doença inflamatória intestinal.

 

coraçao&vida

coraçaõUm estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia mostrou que quatro em cada dez casos de cardiomiopatias – uma das principais causas de morte súbita e insuficiência cardíaca em jovens – são genéticas.

 

A pesquisa, publicada nesta quarta-feira (24) no periódico European Heart Journal, mostra que a triagem familiar é de extrema importância para prevenir a morte precoce em pessoas aparentemente saudáveis.

 

O estudo incluiu 3.208 pacientes inscritos em 69 centros de 18 países europeus. Os dados foram coletados de acordo com as características e tratamento do paciente.

 

A cardiomiopatia acontece quando o músculo cardíaco se torna mais ampliado, rígido ou espesso. À medida em que a condição piora, o coração fica mais fraco, menos capaz de bombear sangue para o corpo e de manter um ritmo elétrico normal.

 

“Ficamos surpresos ao ver a frequência com que a doença é herdada”, disse Philippe Charron, professor de cardiologia e principal autor do estudo. “Cerca de 40% dos pacientes apresentaram a condição genética. Como consequência, é muito importante melhorar o rastreio para detectar a doença nos familiares aparentemente saudáveis.”

 

Dois terços dos parentes que participaram do estudo foram diagnosticados por meio de triagem familiar, que inclui ecocardiograma e eletrocardiograma.

 

Em muitos casos, a doença era tão grave quanto no primeiro membro da família que já havia sido diagnosticado, com a mesma frequência de sintomas e até mesmo com a necessidade de uso de um cardiodesfibrilador implantável para controlar as arritmias que podem chegar até a tirar a vida.

 

O estudo também sugere que as recomendações devem ser alteradas para que a triagem comece antes de dez anos de idade e se estenda além do limite atual, de 60 anos. A pesquisa descobriu que alguns parentes foram diagnosticados abaixo dos 10 anos, enquanto outros tinham mais de 70 anos.

 

Um teste genético foi feito em 36% dos pacientes no estudo – um aumento em relação à última década, mas ainda longe do ideal. Quando a mutação é identificada, o teste genético pode então ser feito em parentes de primeiro grau. Aqueles que apresentarem a mutação devem ter acompanhamento regular com cardiologista, incluindo exames como o Ecocardiograma e Eletrocardiograma para investigar as mudanças no músculo e função cardíaca.

 

“O quanto antes identificarmos parentes com a mutação, melhor conseguiremos lidar para prevenir as complicações, incluindo morte súbita”, disse Charron.

 

As mortes súbitas por causa de cardiomiopatias são causadas pelo ritmo cardíaco desordenado, também conhecido por arritmia, por isso é importante que pacientes com cardiomiopatias recebam o diagnóstico o quanto antes. No entanto, o estudo descobriu que uma a cada três pessoas não recebeu os testes diagnósticos necessários.

 

A gravidade das irregularidades nos batimentos cardíacos, porém, foi preocupante.

 

“A frequência de arritmias no estudo foi alta. Em um subtipo de cardiomiopatia, 39% dos pacientes tiveram arritmias potencialmente fatais”, alertou Charron.

 

 

Coração & Vida

Foto: Shutterstock