A prevenção é sempre o melhor remédio e sua alimentação é um fator primordial neste caso, agindo nos dois lados. Uma alimentação saudável e coerente com suas necessidades vai melhorar sua saúde e qualidade de vida, ao mesmo tempo que uma alimentação de má qualidade com muitos produtos processador acabará te causando problemas.
Com a circulação sanguínea não seria diferente, confira os 5 alimentos aconselhados por médicos e nutricionistas para melhor a qualidade do seu sangue, suas veias e artérias e, claro da circulação sanguínea em geral e do seu coração.
Alho
Rico em alicina que é um vaso dilatador, ajudando na boa circulação do sangue, além de ser hipotensor, melhorando a pressão arterial.
Beterraba
Ela é rica em óxido nítrico que promove um relaxamento dos vasos, regula a pressão arterial, proporcionando um melhor fluxo do sangue, do oxigênio e de nutriente pelo corpo.
Dê preferência para consumi-la crua para evitar os picos de índice glicêmico.
Nozes
As nozes são ricas em arginina, um aminoácido que auxilia na vaso dilatação, além de ser rica em ômega 3, muito importante para a corrente sanguínea e circulação.
Tomates
O tomate é rico em licopeno, um poderoso antioxidante que impede a oxidação do colesterol ruim, o que diminui o risco de aterosclerose e, consequentemente, de doenças cardiovasculares. Ele também é rico em potássio que ajuda a eliminar o sódio pela urina, sendo, então, um excelente diurético.
A ser consumido preferencialmente cru!
Gengibre
O gengibre é um potente anti-inflamatório e um grande auxiliar para a circulação sanguínea, isso se deve à presença de uma enzima que auxilia na dissoução da fibrina, uma proteína que se acumula nas veias e é responsável pela coagulação do sangue.
As campanhas de vacinação contra a gripe (Influenza) e o sarampo começam nesta terça-feira, 5 de abril. Na primeira etapa da imunização que previne a gripe, o público-alvo serão os trabalhadores da saúde. Nas próximas semanas, a campanha se estende para os demais grupos prioritários.
Diferente da vacinação contra a Covid-19, que está disponível para todas as pessoas acima dos cinco anos de idade, a campanha contra a gripe tem foco nas pessoas que correm maior risco de desenvolver casos graves e ir a óbito quando infectadas com o vírus Influenza, como os idosos, pessoas com comorbidades (doenças crônicas) e crianças menores de 5 anos, ou aquelas mais expostas (trabalhadores da saúde e professores, por exemplo).
A vacinação contra o sarampo terá como público-alvo, nesta primeira etapa, a partir de 5 de abril, os trabalhadores da saúde. Em seguida, a estratégia deverá abrir a imunização para as crianças entre 6 meses a menores de 5 anos e idosos.
Vacina da gripe trivalente
A vacina Influenza trivalente, utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é produzida pelo Instituto Butantan. A formulação é constantemente atualizada para que a dose seja efetiva na proteção contra as novas cepas do vírus (neste ano, H1N1, H3N2 e tipo B).
Homens na faixa dos 60 anos têm mais risco de infartar ou sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) se precisam dormir em ambientes quentes durante o verão. Essa é a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, e publicado recentemente na revista científica BMJ Open.
O grupo de cientistas analisou mortes ocorridas entre 2001 e 2015 na Inglaterra e no País de Gales, onde as ondas de calor são frequentes e intensas durante os meses de junho e julho (verão no Hemisfério Norte). Também foram acrescentados dados do condado de King, no estado americano de Washington, região que tem características similares às das outras localidades do estudo.
Todas as três regiões tinham baixa prevalência de aparelhos de ar condicionado nas residências.
Durante o período analisado, houve 39.912 mortes por doenças cardiovasculares na Inglaterra e no País de Gales, quase 70% delas de homens. No condado de King, onde foram estudados somente dados de indivíduos do sexo masculino, foram registrados 488 óbitos por infarto ou AVC no período. Ao se debruçarem sobre os dados, os autores do estudo constataram que, a cada 1°C a mais na temperatura média do verão, aumentou em 3,1% o risco de mortalidade por doença cardiovascular entre homens de 60 a 64 anos, mas não de homens de outras faixas etárias nem de mulheres.
Já no condado de King, a mesma elevação de temperatura fez aumentar em 4,8% o risco de homens com 65 anos ou menos morrerem do coração ou de derrame.
"Ao longo do período de 15 anos observado, as taxas de DCV [doença cardiovascular] em geral diminuíram substancialmente em ambas as regiões anualmente e notavelmente durante os meses de verão, em linha com a maior aceitação da população de terapias preventivas primárias e secundárias eficazes ao longo do tempo", salientam os autores em comunicado.
Todavia, eles chamam atenção para o risco residual "considerável" que persistiu na Inglaterra e no País de Gales, países que têm experimentado ondas de calor mais intensas no verão.
Por ser um estudo observacional, os autores ressaltam que há limitações para estabelecer a causalidade das mortes, já que não são levados em conta outros fatores associados.
“Considerando a crescente probabilidade de verões extremos no oeste dos EUA e no Reino Unido, nossos resultados convidam a iniciativas preventivas de saúde pela população e novas políticas urbanas destinadas a reduzir o risco futuro de eventos cardiovasculares”, concluem os pesquisadores.
Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) trabalham no desenvolvimento de uma vacina terapêutica que se mostrou, em camundongos, capaz de eliminar tumores associados ao papilomavírus humano (HPV), o principal agente causador do câncer do colo do útero. O estudo, divulgado no International Journal of Biological Sciences, mostrou que, quando associado à quimioterapia baseada em cisplatina, o imunizante induziu uma resposta capaz de eliminar tumores em estágio avançado de desenvolvimento, sem causar danos ao fígado e aos rins nem induzir perda de peso em animais, ou seja, sem toxicidade.
Os pesquisadores fazem agora a prova de conceito clínica em humanos. A investigação é conduzida em dois laboratórios do ICB-USP, coordenados pelos professores José Alexandre Marzagão Barbuto e Luís Carlos de Souza Ferreira. Conta com a participação de pesquisadores da ImunoTera Soluções Terapêuticas e o apoio da Divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP. O grupo recebeu financiamento da Fapesp por meio de sete projetos. Prova de conceito
O trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos anos em um modelo experimental de roedores. Atualmente, uma prova de conceito clínica está sendo conduzida no HC com pacientes diagnosticadas com neoplasia intraepitelial cervical (NIC) de alto grau, um estágio anterior ao câncer do colo do útero.
“Conseguimos fazer a prova de conceito em camundongos e agora estamos validando os resultados em humanos, acompanhando um grupo pequeno de pacientes por um período de seis meses a um ano. A publicação dos novos resultados deverá ser feita em meados de 2023 e, então, partiremos para testes clínicos mais abrangentes, visando avaliar a segurança e a eficácia do imunizante. Os resultados iniciais são muito animadores”, conta Bruna Porchia, pós-doutoranda no ICB-USP e primeira autora do artigo.
A aplicação do imunizante em humanos é feita de forma indireta. Uma amostra de sangue é retirada da paciente e, em laboratório, as células dendríticas (que fazem parte do sistema imune) são isoladas e ativadas in vitro com o imunizante.
Ao retornarem à paciente por meio de uma injeção, as células dendríticas "ensinam" o sistema imune a reconhecer e eliminar as células tumorais ou neoplásicas (precursoras dos tumores) presentes no colo uterino.
Devido ao longo caminho regulatório que deve ser percorrido até que o imunizante seja aplicado em larga escala nas pacientes, o método indireto possibilitou a realização da prova de conceito clínica e a validação dos resultados alcançados nas duas últimas décadas de pesquisa.
Tecnologia pioneira
O imunizante é feito com base em uma proteína recombinante que possibilita a ativação do sistema imune. “Trata-se de uma vacina capaz de induzir uma resposta altamente específica a um alvo terapêutico e que, ao contrário de métodos como a quimioterapia e a radioterapia, não afeta células saudáveis do organismo. Com isso, é possível eliminar as neoplasias do colo uterino com baixa toxicidade”, afirma a pesquisadora.
Os testes já realizados sugerem que a tecnologia pode ser aplicada no combate a outras doenças crônicas ou infecciosas. “As possibilidades são muitas. Podemos desenvolver, por exemplo, vacinas para câncer de mama, câncer de próstata, tuberculose, hepatite, Covid-19, zika e HIV”, destaca a pesquisadora.
Aplicado em duas doses, o imunizante poderá tratar tumores em estágios iniciais, pois é nesse momento que se consegue melhor resposta do organismo.
“Quando um câncer evolui, criam-se mecanismos de evasão que muitas vezes superam a capacidade do sistema imune de eliminá-lo. Nesse caso, a associação da vacina com outras terapias pode trazer bons resultados”, completa.