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Pais e responsáveis cobram melhorias, atendimento especializado e individualizado para as crianças

Toda criança tem direito a se comunicar, socializar e desenvolver habilidades que colaborem para uma vida melhor. Até mesmo os pequenos que apresentem, desde a primeira infância, o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estima-se que no Brasil existam cerca de dois milhões de pessoas com TEA, de acordo com dados do Center of Deseases Control and Prevention (CDC). Mesmo com suas limitações, essas pessoas possuem capacidades incríveis para serem desenvolvidas.

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Na busca por dignidade e qualidade de vida para seus filhos, famílias lutam pelo direito à educação básica para essas crianças e reaprendem a olhar seu entorno com mais amorosidade e paciência. O analista de sistemas Érico Ribeiro é pai de duas meninas. A filha mais velha, Milena, 15 anos, foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista quando tinha quatro anos de idade. Ele procurou a Associação de Amigos do Autista (AMA), em Salvador, onde ele relata ter se sentido bem acolhido pelos profissionais.

Milena frequenta a AMA no turno matutino e, à tarde, vai para a escola estadual onde cursa a 8ª série do ensino fundamental. “Quando minha filha chegou na AMA tinha muita inquietação no seu comportamento. Lá, ela foi alfabetizada e hoje lê pequenas frases. A ajuda tem sido fundamental para o desenvolvimento dela”, diz o pai orgulhoso.

Érico observa que existe carência de profissionais capacitados para atender às demandas especializadas do indivíduo com o espectro autista. “A relação do professor com o aluno com TEA é de um para um, ou seja, um professor para cada aprendiz porque cada pessoa com o espectro exige atividades direcionadas para a sua necessidade. Infelizmente, hoje, onde a Milena foi alfabetizada está faltando profissionais para lidar com a demanda. São 91 seres humanos que dependem desse apoio na associação para continuar se desenvolvendo. Diante da falta de manutenção no quadro de professores da rede estadual que atende à AMA, a minha filha, assim como seus colegas, está com prejuízo na continuidade do seu aprendizado”, desabafa o pai. [Veja aqui o vídeo].

Assim como o analista, a Juíza do Trabalho Substituta, Zilah Ramires Ferreira, comunga desse sentimento de carência de apoio para oferecer melhor desenvolvimento educacional às pessoas com TEA. Ela é mãe do Caio, 15, e da Eduarda, 9. No primeiro ano de vida do filho mais velho, Zilah percebeu que o desenvolvimento dele era diferente. Atraso importante na fala, perda de habilidades já adquiridas, irritabilidade e dificuldades sensoriais foram sinais de alerta para a família. “Sinceramente, sou mais feliz depois que me tornei mãe do Caio e da Duda e isso não significa que temos uma vida fácil, sem altos e baixos”, pontua.

Até o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista foram seis longos anos acreditando tratar-se de um distúrbio específico da fala, assim como distúrbio específico motor e TDAH. “Logo após o segundo aniversário, iniciamos as pesquisas através de exames físicos e de imagens e todos sempre foram absolutamente normais. Assim é importante que se saiba que, em regra, o autismo é um diagnóstico clínico”, alerta a mãe.

Atualmente, Caio está no 7º ano do ensino fundamental, em uma escola particular na cidade de São Paulo, e acompanha as aulas de forma adaptada, conforme revela Zilah. “O ambiente escolar favorece a socialização e a independência, mas as atividades pedagógicas são complementadas por professoras particulares”, explica.

A juíza acredita que ainda não encontrou o modelo ideal de educação para o filho. Em sua visão, a cada etapa existe uma série de desafios, que nunca são enfrentados com um único recurso e em um só lugar. Dentre as dificuldades encontradas para promover um adequado desenvolvimento educacional de pessoas com TEA, Zilah cita a necessidade de atender as características individuais do indivíduo como as dificuldades sensoriais, de concentração e de socialização. Ela elenca, ainda, as questões relacionadas ao ambiente escolar: “salas de aula lotadas; material apostilado; barulho; multiplicidade de professores e de salas, o que exige o deslocamento entre os ambientes a cada aula; falta de profissionais especializados e de cuidadores”, enumera a mãe.

A metodologia de ensino, na visão da mãe do Caio, também é um dos problemas que podem ser superados. Nesse sentido, ela alerta para as aulas longas, utilização de poucos recursos visuais e critérios pouco individualizados de ensino que dificultam o processo de aprendizado dos estudantes com TEA.

Contudo, apesar dos percalços, a relação com o filho Caio a inspirou a escrever o livro O Menino Azul e a Família Colorida, que surgiu com objetivo de ser um recurso de comunicação entre mãe e filho. “Quando mostrei para a família, tive a grata surpresa de descobrir que esse recurso poderia ser aproveitado por outras famílias que viveram, vivem ou viverão essa mesma história e podem contar com um final feliz, não como resultado, mas como aceitação, pois a moral da estória é que a vida e o amor que nos une nos tornou perfeitos um para o outro”, justifica a juíza.

ONG Autonomia ajuda quem precisa de apoio

Em Santa Catarina, a professora e mestre em desenvolvimento humano Andrea Monteiro, 54 anos, se disponibiliza como pode para ajudar àqueles que necessitam de amparo. À frente da ONG Autonomia, um dos seus projetos, o Artistas Autistas, ajuda a dar visibilidade aos talentos artísticos de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista.

Mãe de um menino adotivo, indígena, de 2 anos, Andrea não possui relação familiar com o autismo, mas abraçou a missão de buscar melhorias no acesso à educação e qualidade de vida para pessoas com o diagnóstico. 

“Não vejo mais corpo, vejo almas caminhando numa força extraordinária que nenhum físico suporta”, diz Andrea ao se referir à força daqueles que cuidam de pessoas com necessidades especiais. Para ela, a união é o caminho para ajudar quem precisa de apoio e transformar a sociedade.

Consciente do seu papel, Andrea guia sua vida com foco no coletivo. “Não consigo ver o mundo só para um, vejo para todos. Infelizmente, a sociedade criou microgrupos, cada um defendendo uma causa e ninguém consegue dialogar, cada grupo se torna um individual e não se relaciona. Precisamos ser uma sociedade com voz uníssona, o direito é de todos, somos todos filhos da terra!”, ressalta.

Juntamente com o escritor Rodrigo Tramonte, diagnosticado com TEA, Andrea produziu em 2015 o livro “Humor Azul - o lado engraçado do autismo”, que ganhou a admiração de famosos como o escritor e cartunista Maurício de Sousa. Pelo seu conteúdo didático, o livro se tornou um “best seller” e é recomendado às escolas e famílias por médicos considerados referências no assunto. Tamanha aceitação, rendeu um belo fruto: o livro vai virar filme.

Andrea conta que o sonho do escritor Rodrigo era conhecer o Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica. Para quem não sabe, em 2003 a Turma da Mônica apresentou André, personagem que chegou às histórias em quadrinhos para representar as pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

“Entramos em contato com Maurício para apresentar sugestões para o personagem comunicar melhor o que é o autismo. Simplesmente, ele falou que precisava nos ouvir. Foi um papo maravilhoso entre nós e a equipe dele. O Maurício é incrível, tem muita escuta, é um cidadão brasileiro de valor, que merece muito respeito”, relembra a professora sobre os momentos de encontro que teve com o cartunista.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

A Prefeitura Municipal de Barão de Grajaú, através da Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com o Conselho Municipal de Saúde, estará realizando a VIII Conferência Municipal de Saúde. 

O projeto estará sendo colocado em prática no dia 25 de fevereiro, a partir das 07:30 horas da manhã, no Auditório Municipal (antiga SEMED).

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Com o tema: "O impacto da pandemia na saúde em geral", a comunidade local terá mais uma oportunidade de dar sua opinião com o objetivo de fortalecer e colaborar com a saúde pública do  município.

O evento também será transmitido pela plataforma Zoom com link que será disponibilizado mais próximo ao evento.

Com informações da ASCOM

Estão abertas as inscrições gratuitas para Laive Acadêmica - Ciclo de Palestras (Edição 2022.1), iniciativa do projeto de extensão LPT Acadêmico do Laboratório de Leitura e Produção Textual (LPT/CNPq) do Colégio Técnico de Floriano/UFPI. A atividade será realizada de forma on-line, no canal da TV Radiotec no YouTube.

As inscrições poderão ser realizadas até 30 de maio de 2022 pelo SIGAA. A Laive Acadêmica, com vagas limitadas, é destinada para estudantes de ensino básico, técnico e tecnológico, de graduação, de pós-graduação, técnicos, professores(as), pesquisadores(as) de todas as áreas de conhecimento da esfera acadêmica.

Mais informações e orientações para inscrições estão disponíveis aqui.

Acompanhe o projeto LPT Acadêmico no Instagram @lptacademico e no canal do Telegram.

Ufpi

A incerteza nas notas pode afetar o desempenho no Sisu

No último dia 9, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou as notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. Logo após a liberação do resultado, parte dos candidatos utilizou as redes sociais para apontar incoerências nas pontuações. Os estudantes reclamam de possíveis erros na correção e pressionam para que o Inep faça uma revisão.

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Através da hashtag #RevisaInep, é possível acompanhar diferentes reclamações. Os estudantes comparam os resultados anteriores e apontam discrepâncias nas notas atuais, mesmo tendo melhor se preparado para a edição 2021.

Em artigo publicado no site gov.br, o Inep diz que não existe a possibilidade de entrar com pedidos administrativos para reavaliação das notas. O órgão justifica que a produção das questões é feita por um conjunto de especialistas, sendo testadas por meses ou, até mesmo, anos antes de serem selecionadas para o Exame.

“Por isso, não existe recurso administrativo para contestar as questões do Enem, uma vez que o gabarito das provas objetivas é analisado e revisado por um grupo de especialistas previamente. Para a redação também não há possibilidade de recurso, pois esse procedimento já está previsto no processo de correção. A prova de todos os participantes é corrigida por dois professores e, quando há discrepância na nota, um terceiro especialista também corrige a prova”, defende trecho do artigo.

Desempenho preocupa os estudantes

A vestibulanda Fernanda Machado, de 19 anos, sonha em fazer a graduação de Medicina e é uma das pessoas que estão se sentindo prejudicadas. Na edição passada do Enem, ela tirou 960 pontos na redação, mas ficou abaixo do esperado nas outras disciplinas. Voltou para o cursinho preparatório, reforçou os estudos e com a pontuação em diferentes simulados pôde prever uma melhora. A nota do Enem 2021, para ela, no entanto, não condiz com a realidade.

“De acordo com os simulados que fiz durante o ano de 2021, consegui subir minha média nas outras matérias, mas fiquei surpresa quando vi que minha redação foi avaliada em 880 pontos. Com certeza, discordei da nota. Achei que não era possível. Pedi para a corretora do meu cursinho preparatório corrigir para mim e ela me avaliou em 960 pontos e ainda disse que 880 seria uma nota muito baixa para o meu texto e que eu tentasse, sim, pedir uma revisão”, conta.

Fernanda, desde então, tem usado as redes sociais para pedir, ao menos, um posicionamento do Inep. Até o momento, o órgão segue sem dar um retorno. Além das inúmeras reclamações de estudantes nas redes sociais, um abaixo-assinado pedindo a revisão das notas foi criado. Até o fechamento deste texto, 4.875 pessoas já haviam assinado. Em apoio ao documento, na página da ação, a estudante Aryna Meirelles comentou: “Notas muito diferentes. É discrepante e o descaso do Inep de não se pronunciar deixa a gente triste. Tenho redações passadas de 800 e agora 540 [pontos]? Impossível”.

É possível pedir ao Inep a revisão das notas do Enem?

A advogada Janaína Neves, que integra o escritório Cerqueira, Tanajura, Teixeira e Advogados, explica que em situações em que o estudante se sinta lesado é possível recorrer a medidas judiciais. “Contra um ato que seja considerado ilegal proferido por alguma autoridade vinculada a administração pública, é cabível mandado de segurança, que pode ser coletivo – com diversos autores. É cabível também o ajuizamento de ação através de alguma entidade, a exemplo das estudantis. O candidato individualmente também pode mover algo do tipo, caso se sinta lesado de alguma forma”, esclarece.

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Apesar da pressão pública dos estudantes, o caminho ideal, reafirma a advogada, é buscar o meio legal para se assegurar em relação à postura do Inep. “A princípio, o ideal seria buscar recorreção das provas através do próprio Inep, de forma administrativa. Não havendo êxito, como o que tem acontecido no momento, os candidatos que se sentiram lesados devem procurar um advogado e avaliar a pertinência do ajuizamento de um mandado de segurança ou outra ação cabível”, aconselha a profissional.

Em nota, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmaram que estão avaliando as melhores formas de pedir explicações. Até o momento, não houve um posicionamento do Inep ou do próprio Ministério da Educação.

Preocupação com o Sisu

Enquanto espera por respostas, a vestibulanda Fernanda Machado segue apreensiva com o desempenho no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa que utiliza as notas do Enem para selecionar estudantes em universidades públicas. Para ela, que tenta cursar medicina, “cada ponto faz uma diferença absurda para a aprovação”. “Infelizmente o Inep não respondeu aos estudantes e sei que não serei aprovada porque redação tem um peso muito alto para o meu curso”, lamenta.

O último dia para as inscrições no programa vai até hoje (18), conforme calendário anunciado. Mesmo com as inúmeras reclamações, não há previsão de prorrogação do prazo. “Todos nós estamos frustrados, esperávamos ao menos um posicionamento dos órgãos responsáveis, estamos vendo nosso ano de dedicação e esforço sendo desperdiçado. Quando não conseguimos determinada nota por nossa culpa, dá para entender, o problema é saber que estamos perdendo a chance de ingressar na universidade por um erro do Inep”, desabafa Fernanda.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil