Vinicius Junior foi mais uma vez vítima de ataques racistas na Espanha. O jogo deste domingo entre Valencia e Real Madrid, pela 35ª rodada de La Liga, foi interrompido no segundo tempo após parte da torcida chamar o brasileiro de "macaco". A atitude da torcida presente no estádio Mestalla foi repudiada por diversos atletas e representantes do futebol. Quem também se manifestou diante da sequencia de ofensas raciais dirigidas ao atacante brasileiro, foi o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
O comandante máximo do futebol brasileiro questionou a postura da torcida em pleno século XXI. “Até quando ainda vamos vivenciar, em pleno século XXI, episódios como o que acabamos de presenciar, mais uma vez, em La Liga? Até quando a humanidade ainda será apenas espectadora e cúmplice de atos cruéis de racismo? Até quando vamos precisar lembrar que racismo é crime? Até quando vamos ter que lutar por atitudes concretas e eficazes dentro e fora dos campos?”, iniciou o mandatário que vem desenvolvendo ações no futebol brasileiro para coibir ofensas raciais e a violência no esporte em competições nacionais.
O presidente prosseguiu prestando solidariedade a Vinicius Júnior. “Não há alegria onde há racismo. Você tem todo o nosso carinho e de todos os brasileiros, Vinícius. Não só você, mas todos que sofreram e sofrem com essa doença mundial, que é o racismo. A cor da pele não pode mais incomodar.”, declarou.
A gravidade da situação chamou atenção também do governo brasileiro que através do Ministério do Esporte emitiu uma nota de repúdio e exigiu punição para os autores de atos racistas. “O governo brasileiro repudia, nos mais fortes termos, os ataques racistas que o atleta brasileiro Vinícius Júnior vem sofrendo reiteradamente na Espanha. Tendo em conta a gravidade dos fatos e a ocorrência de mais um inadmissível episódio, em jogo realizado ontem, naquele país, o Governo Brasileiro lamenta profundamente que, até o momento, não tenham sido tomadas providências efetivas para prevenir e evitar a repetição desses atos de racismo. Insta as autoridades governamentais e esportivas da Espanha a tomarem as providências necessárias, a fim de punir os perpetradores e evitar a recorrência desses atos. Apela, igualmente, à FIFA e à Liga a aplicar as medidas cabíveis.”, diz trecho da nota oficial assinada pelos Ministérios do Esporte, da Igualdade Racial, das Relações Exteriores, da Justiça e Segurança Pública, e dos Direitos Humanos e da Cidadania.
O jornal catalão "Sport" afirmou, na manhã desta segunda-feira, que o Paris Saint-Germain pode estar interessado na contratação de Vinícius Jr junto ao Real Madrid. Após novo caso de racismo contra o brasileiro pela La Liga, o clube francês está atento à situação do atacante e, caso Vini seja colocado no mercado e não queira continuar na Espanha, o PSG tentará sua contratação.
A diretoria parisiense enxerga o camisa 20 merengue como o substituto perfeito para Neymar e Messi, que podem deixar a França na próxima janela de transferências. O mesmo interesse já havia sido levantado antes, quando Neymar quis rumar ao Real, e o PSG pediu Vini e Modric em troca para a liberação. O negócio não se concretizou, mas caso Vinícius manifeste interesse em sair do futebol espanhol, o clube de Mbappé pode ser seu próximo destino.
Um possível motivo para que Vini entregue o pedido de transferência aos mandatários madridistas é a recorrência de casos de racismo dos quais tem sido alvo. No último domingo, o atacante brasileiro foi ofendido pelos torcedores do Valencia na derrota por 1 a 0 no Mestalla e acabou sendo expulso após uma confusão com Hugo Duro, já nos acréscimos do duelo. O Real fez a nona denúncia na temporada devido a situações de injúrias raciais dentro de estádios, mas não imagina um futuro sem o jogador.
Vinícius renovou no último verão europeu até junho de 2027 e é o jogador de maior valor de mercado dos merengues. Florentino Pérez, presidente dos Blancos, tem traçado uma estratégia para não perder o jogador e espera sanções duras nos estádios para que Vini se sinta mais protegido. Porém, com pouco apoio da organização da liga espanhola, o PSG observa de perto a situação e pode avançar para ter o jogador.
O Corinthians saiu derrotado por 1 a 0 para o Flamengo no último domingo e chegou a sete jogos sem vencer somando todas as competições, é verdade. Mas é preciso ser justo e reconhecer que o time não jogou mal no Maracanã.
A estratégia dos últimos jogos se repetiu: marcação em bloco baixo e aposta em transições rápidas. A diferença é que a equipe se portou em um 4-4-2 com Maycon aberto na esquerda, dando menos responsabilidade defensiva para Róger Guedes.
Mesma estratégia, postura diferente. O Corinthians foi mais agressivo na marcação, roubou bolas e teve contragolpes para castigar a equipe carioca. Os espaços apareceram diante do Flamengo, mas faltou capricho técnico para converter as chances em gol.
Além da parte coletiva, individualmente algumas observações precisam ser feitas. Bruno Méndez e Matheus Bidu, hoje, entregam mais que Fagner e Fábio Santos, defensivamente e ofensivamente. A dupla foi bem no Maracanã e merece ter continuidade na equipe titular. Paulinho também precisa ser destacado. Jogando como primeiro volante, o atleta de 34 anos vem dando conta do recado na posição, sendo agressivo na marcação e com boa taxa de acerto de passe. O jogador ainda peca quando precisa verticalizar as jogadas, mas o saldo é positivo até o momento.
Nem tudo está perfeito, lógico. A fase de Yuri Alberto preocupa e isso ficou claro no Maracanã. O jogador não consegue dar sequência às jogadas e está impreciso perto do gol. Sua falta de confiança é nítida e, neste momento, a equipe não conta com a melhor versão do seu atacante mais avançado.
Não dá para dizer que a atuação do Corinthians contra o Flamengo animou e fazer projeções positivas não parece o caso. O contexto geral ainda é muito negativo e o calendário é cruel. Mas é fato que o corintiano pela primeira vez viu uma evolução no time desde que Luxemburgo assumiu o comando do Timão.
O Cruzeiro disparou contra o América-MG e a CBF sobre a inviabilidade de realizar o jogo contra o Cuiabá, na próxima segunda, no Independência, e ter de passar a partida para a Arena do Jacaré. O clube, em nota oficial, informou que "o Cruzeiro grande e competitivo incomoda muita gente" e criticou as posturas do rival mineiro e da Confederação.
De acordo com o Cruzeiro, em 03 de maio, "conforme estabelecido em contrato para uso da Arena Independência", houve comunicação ao Coelho sobre as datas dos jogos que o time mineiro gostaria de mandar no Horto, incluindo a do Cuiabá. Segundo a Raposa, a comunicação não teve objeção do América. A versão do América-MG, ao ge, há dois dias é diferente. De acordo com o Coelho, também em 03 de maio, "o América informou ao Cruzeiro que a Arena Independência não poderia receber a partida deles contra o Cuiabá" por causa da "sequência forte de jogos" e do plantio da grama de inverno no Independência.
A situação abriu um racha entre Cruzeiro e América-MG, que vinham, até então, tendo bom relacionamento, inclusive com o acordo de a Raposa atuar no Independência, em virtude dos problemas que teve com a administração do Mineirão.
Para tirar o jogo do Cuiabá do Independência, o Cruzeiro tinha um prazo de cinco dias úteis se fosse para mesma cidade ou 10 dias de úteis para locais acima de 50 km de Belo Horizonte. Entretanto, o Mineirão estava impossibilitado de receber a partida, porque vai sediar um evento de música no gramado do estádio neste sábado.
O prazo regulamentar para a mudança do local de jogo já havia passado, mas a CBF aceitou a mudança do local, superando o que está determinado no Regulamento Geral de Competições. O clube mineiro informou que, apenas na última quarta-feira, o América-MG informou à CBF que Cruzeiro x Cuiabá não poderia ser no Independência
Por causa disso, o Cruzeiro criticou o Coelho e a CBF. Segundo a nota cruzeirense, houve desrespeito ao contrato entre os clubes para uso do Independência e também da Confederação sobre o prazo regulamentar. O Cruzeiro chamou a entidade de "conivente".
Nos causa muita estranheza que o América não somente ignore o contrato válido com o Cruzeiro pelo uso da Arena Independência, como também o Regulamento da CBF a respeito de mudança de jogos. Mas nos espanta mais ainda a conivência da CBF nesse processo. A entidade acatou o pedido, mesmo fora de hora, e determinou que a partida entre Cruzeiro e Cuiabá não poderia ser realizada naquele estádio. Não entendemos a razão pela qual a CBF não fez valer o seu poder superior e permitiu – a nosso ver – a adulteração da competição - disse o Cruzeiro em nota.
"Incomoda muita gente"
Na finalização da nota oficial, o Cruzeiro ainda afirmou que o clube "grande e competitivo incomoda muita gente". Mas, segundo o clube, nada disso irá atrapalhar.
Percebemos, sim, que o Cruzeiro grande e competitivo incomoda muita gente. E essa força ninguém tira de nós. Nossa Nação Azul estará presente e impulsionando o Cruzeiro em qualquer estádio de qualquer canto deste planeta Na Arena do Jacaré não será diferente. Teremos 15 mil ingressos disponíveis para esta batalha e praticaremos um preço reduzido para ver o estádio lotado apoiando do início ao fim o Cabuloso na busca por esses importantíssimos 3 pontos.
O América foi procurado para comentar as críticas, mas ainda não respondeu à reportagem. A CBF também ainda não se pronunciou.
Veja a nota oficial do Cruzeiro:
O Cruzeiro vem a público dar luz aos fatos que levaram à decisão de mandar a partida contra o Cuiabá – válida pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro 2023 – na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
No dia 3 de maio, conforme estabelecido em contrato para uso da Arena Independência, comunicamos à administração do América-MG as datas de jogos que gostaríamos de mandar no estádio no mês de maio – incluindo o jogo do dia 22 de maio contra o Cuiabá. Comunicado este recebido sem objeções.
No dia 17 de maio, já fora do prazo limite de cinco dias úteis para o jogo (conforme determinado pelo Regulamento Geral de Competições da CBF), o América comunicou à CBF que não poderia receber a partida em seu estádio.
Nos causa muita estranheza que o América não somente ignore o contrato válido com o Cruzeiro pelo uso da Arena Independência, como também o Regulamento da CBF a respeito de mudança de jogos. Mas nos espanta mais ainda a conivência da CBF nesse processo. A entidade acatou o pedido, mesmo fora de hora, e determinou que a partida entre Cruzeiro e Cuiabá não poderia ser realizada naquele estádio.
Não entendemos a razão pela qual a CBF não fez valer o seu poder superior e permitiu – a nosso ver – a adulteração da competição
Percebemos, sim, que o Cruzeiro grande e competitivo incomoda muita gente. E essa força ninguém tira de nós. Nossa Nação Azul estará presente e impulsionando o Cruzeiro em qualquer estádio de qualquer canto deste planeta
Na Arena do Jacaré não será diferente. Teremos 15 mil ingressos disponíveis para esta batalha e praticaremos um preço reduzido para ver o estádio lotado apoiando do início ao fim o Cabuloso na busca por esses importantíssimos 3 pontos.