A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que o zagueiro Rodrigo Caio se queixou de dores no joelho direito e não participou do treino da Seleção nesta segunda-feira. O defensor ficou sob os cuidados da fisioterapia, seguirá tratamento e será reavaliado antes da partida contra o Paraguai, nesta terça-feira.
Dúvida para o duelo da Seleção pela Eliminatórias, Rodrigo Caio também pode se tornar uma dor de cabeça para o Flamengo. Após um período sem jogos, o Rubro-Negro volta a campo na próxima quinta-feira, contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, e conta com a presença do zagueiro titular. A recuperação das dores nos próximos dias serão determinantes para o atleta entrar em campo.
Fora da lista inicial, Rodrigo Caio foi convocado por Tite para suprir a ausência de Thiago Silva nas duas rodadas das Eliminatórias.
Incomodados com a utilização da Seleção Brasileira enquanto ferramenta política e contrários à realização da Copa América no Brasil, jogadores e comissão técnica da Canarinho podem acabar testemunhando, na próxima semana, uma mudança radical de curso nos bastidores do futebol nacional, inimaginável para os dias atuais: de acordo com a apuração do jornalista André Rizek (Globo/SporTV), o atual presidente da CBF, Rogério Caboclo, prometeu ao Governo Federal a demissão de Tite após o compromisso contra o Paraguai pelas Eliminatórias.
A fonte citada revela que o mandatário da maior entidade do futebol brasileiro garantiu ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que Tite será substituído por Renato Gaúcho, um declarado apoiador e entusiasta do governo atual. O ex-comandante do Grêmio ficaria responsável por convocar uma "nova seleção" para a disputa da Copa América, sem os jogadores da atual convocação, grupo que surpreendeu a todos ao se posicionar de forma taxativa contra a realização do torneio.
Uma situação que não está clara, no entanto, é o destino do próprio presidente da CBF: formalmente acusado de assédio sexual e moral por uma funcionária da entidade, Rogério Caboclo está isolado nos bastidores da mesma. A grande maioria dos dirigentes da CBF quer o afastamento imediato do mandatário, que pode ter sua saída formalizada antes mesmo da terça-feira (8), quando a Canarinho visita o Paraguai pela 8ª rodada das Eliminatórias.
A Conmebol realizou neste sábado uma reunião que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Participaram integrantes do conselho da Confederação sul-americana, entre eles o mandatário da CBF, Rogério Caboclo. O encontro não foi considerado uma excepcionalidade, uma vez que é normal que os dirigentes se reúnam às vésperas de uma competição como a Copa América.
A reunião foi realizada por meio de teleconferência e durou pouco tempo. Novamente, o chefe do executivo brasileiro manifestou seu apoio à realização do evento no País. No entanto, há certo temor e desconfiança, principalmente com os indicativos dados pelo elenco da seleção brasileira sobre a contrariedade à celebração da Copa América. Integrantes de outras seleções também se mostram descontentes. Mas a preocupação maior se dá sobre o Brasil. O tema foi trazido ao encontro, buscando entender os motivos da insatisfação dos atletas e discutir os próximos passos.
O clima da reunião deste sábado não foi de total tranquilidade sobre a organização do evento. Porém, entende-se que é impossível mudar o local da Copa América novamente. Um novo encontro deve ocorrer neste domingo, contudo não há certeza sobre sua realização. Dessa vez, Bolsonaro não deve estar presente, devendo se limitar à participação dos presidentes das federações nacionais.
Não foi discutida a possibilidade de punição à seleção brasileira em caso de boicote de seus jogadores à competição. No entanto, admite-se que, caso se concretize alguma ação mais efetiva nesse sentido, o tema poderá voltar a ser discutido e avaliado futuramente. Sobre a situação do presidente Rogério Caboclo, fontes ouvidas junto à Conmebol negam que haja pressão da entidade para que ele deixe o cargo. Caboclo enfrenta grave crise política, associada a uma denúncia de assédio moral e sexual por parte de uma funcionária da CBF.
O clima entre jogadores e comissão técnica da seleção brasileira com o dirigente da entidade não é bom. Os atletas não gostaram de terem sido deixados fora da discussão sobre a vinda da Copa América para o Brasil. Rogério Caboclo tentou minimizar o desgaste, mas suas ações não repercutiram positivamente entre os jogadores. O elenco prepara um manifesto contra a realização da Copa América e devem divulgá-lo após o jogo diante do Paraguai, em Assunção, pelas Eliminatórias.
A Copa América tem início agendado para 13 de junho. Em Brasília, no estádio Mané Garrincha, às 18h, a seleção brasileira enfrenta a Venezuela, pelo Grupo B. No mesmo dia, às 21h, Colômbia e Equador duelarão na Arena Pantanal, em Cuiabá. Em 14 de junho, será a vez da Argentina começar sua jornada na competição, enfrentando o Chile, no Engenhão, às 18h. Mais tarde, às 21h, Paraguai e Bolívia jogam em Goiânia. A final do torneio está marcada para 10 de julho, no Maracanã.
Ocupando uma função que já é historicamente um alvo da ira nacional, as características do atual técnico do nosso selecionado não colabora muito para sua popularidade.
Mas, o treinador não parece muito preocupado com isso e decidiu piorar um pouco mais a própria imagem. Tite está liderando um levante de jogadores contra a decisão do governo brasileiro de aceitar sediar a Copa América.
Por várias vezes a hashtag #ForaTite apareceu nos assuntos mais comentados do Twitter nos últimos dias. Além disso, o treinador tem sido chamado de “PTite”, por sua simpatia pelo ex-presidente Lula.
Outra manifestação de descontentamento foram os pedidos da contratação do treinador Renato Gaúcho, ex-Fluminense e Grêmio, para seu lugar.
Encontros públicos do treinador com o ex-presidente Lula foram relembrados para relacionar sua postura de rejeitar a Copa América e aceitar as eliminatórias como um gesto de militância anti-Bolsonaro.