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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), por meio da Coordenação de Epidemiologia, vai capacitar os municípios piauienses sobre inclusão da doença de Chagas Crônica na lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. A primeira capacitação vai acontecer no dia 30 para municípios que compõem o território de saúde do Entre Rios.

A capacitação acontecerá no prédio do DATASUS, no centro de Teresina. Serão capacitados profissionais de 31 municípios que fazem parte do território de saúde. Os profissionais serão divididos em duas turmas que irão trabalhar a forma correta de notificar os casos no novo sistema de notificação definido pelo Ministério da Saúde, o E-SUS Notifica.

“A definição pela inclusão da doença de chagas crônica na lista de notificação compulsória vem após o reconhecimento de uma taxa considerável de mortalidade, ocasionada por comprometimentos vasculares, cardíacos entre outros, problemas estes gerados pelos casos crônicos da doença, o que leva a uma necessidade de atenção maior para esses casos”, explica Cíntia Ramos, enfermeira e técnica da coordenação de epidemiologia da Sesapi.

A primeira capacitação será feita de 30 de outubro à 01 de novembro, já a segunda turma de municípios será capacitada nos dias 13 e 14 de novembro. Os trabalhos de capacitação também serão levados a todos os demais territórios de saúde do estado, com o cronograma ainda a ser definido.

“Ter esses casos como elementos de notificação compulsória permitirá a secretaria ter um acompanhamento real da situação do estado em relação a esses casos crônicos da doença de chagas. Ter esse conhecimento permite a secretaria como órgão responsável pela saúde do estado a elaborar políticas públicas, desenvolvimento de novos serviços de saúde e tomada de ações para enfrentamento da doença”, explica a coordenadora de epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa.

Sesapi

Manter uma dieta saudável e uma rotina de atividade física pode melhorar de forma significativa o resultado da quimioterapia feita antes da cirurgia para tratar do câncer de mama. O dado é de um novo estudo feito por cientistas americanos da Universidade Yale, publicado no Journal of Clinical Oncology, que mostra que se manter ativa aumenta as chances de o tumor desaparecer após o tratamento.

cancermama

Sabe-se que uma boa alimentação e exercícios são parte essencial do tratamento contra a doença. No entanto, ainda há poucos estudos sobre o efeito dos bons hábitos na resposta da terapia neoadjuvante, aquela que é administrada antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor — normalmente a quimioterapia sozinha ou associada à imunoterapia ou terapia-alvo. Uma das formas de testar sua eficácia é avaliar a presença de células ativas do tumor no tecido removido.

Para isso, os autores dividiram em dois grupos 173 mulheres com câncer de mama em diversos estágios. Enquanto metade seguiu sua rotina habitual, as demais foram encaminhadas para um plano específico de alimentação rica em frutas, verduras e fibras, e com baixo consumo de açúcar, carne vermelha, alimentos processados e álcool. Elas também foram orientadas a praticar 150 minutos semanais ou mais de atividade física moderada a intensa — ou 75 minutos de atividade intensa — e mais duas sessões de treino de resistência.

Após a cirurgia, mais da metade das pacientes desse grupo (53%) não apresentou vestígios da doença no tecido extraído, ante 28% das demais. Os bons resultados foram observados naquelas que estavam em estágio inicial, inclusive nas portadoras de tumor triplo negativo, um tipo agressivo e difícil de tratar.

“O fato de a doença desaparecer completamente após a quimioterapia é um indício de maiores chances de cura”, diz a oncologista Heloísa Veasey Rodrigues, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Outro benefício observado pelos pesquisadores foi o aumento da adesão a uma rotina de hábitos saudáveis. Enquanto no início do estudo apenas 10% das pacientes faziam musculação, no fim a enorme maioria (71%) adotou a prática. O consumo de vegetais também aumentou. “A dieta saudável e a atividade física são importantes em todas as fases, desde a prevenção da doença até o aumento da chance de cura e diminuição da mortalidade. Sempre recomendamos uma boa alimentação e exercícios para pacientes em qualquer momento do diagnóstico e durante todo o tratamento”, explica a especialista.

Além de melhorar o estado geral do paciente, ajudando a manter o condicionamento cardiovascular, a força e a massa muscular, os exercícios também podem ajudar a aliviar efeitos do tratamento, como a fadiga. Rodrigues explica que o médico deverá orientar a melhor prática em cada caso.

Agência Einstein

Foto: Freepik

Um estudo realizado por pesquisadores da SAHMRI (South Australian Health and Medical Research Institute) e da Flinders University constatou que o líquido cefalorraquidiano, responsável pela proteção cerebral, torna o câncer no órgão mais resistente ao tratamento.

Para entender a ação do líquido para dificultar o tratamento, os pesquisadores testaram o efeito da substância no crescimento de células tumorais coletadas de 25 pacientes locais com glioblastoma, o tipo de câncer cerebral mais letal.

As descobertas, publicadas no jornal científico Science Advances, relatam que as células tumorais se adaptaram mais rapidamente e se tornaram mais resistentes aos tratamentos do glioblastoma (radiação e o medicamento temozolomida).

“Este estudo nos ajuda a compreender as limitações das quimioterapias atuais e oferece uma nova esperança para o reaproveitamento de uma classe de medicamentos que poderia ser adicionada ao padrão de tratamento. Estamos trabalhando duro agora para testar isso em pacientes em um ensaio clínico”, finaliza o professor associado Cedric Bardy.

R7

Uma em cada quatro pessoas com mais de 35 anos vai sofrer um AVC (acidente vascular cerebral), popularmente conhecido como derrame, em algum momento da vida — e 90% desses derrames poderiam ser prevenidos por meio do cuidado com um pequeno número de fatores de risco, incluindo hipertensão ou pressão alta, tabagismo, dieta e falta de atividade física. O alerta é da Organização Mundial do AVC.

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No Dia Mundial do AVC, lembrado neste domingo (29), a entidade destaca que a doença é uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo, pode acontecer com qualquer um, em qualquer idade, e é algo que afeta a todos: sobreviventes, familiares e amigos, além de ambientes de trabalho e comunidades.

A estimativa é que mais de 12 milhões de pessoas no mundo tenham um AVC neste ano e que 6,5 milhões morram como resultado disso. Os dados mostram ainda que mais de 110 milhões de pessoas vivem com sequelas de um AVC. A incidência aumenta significativamente com a idade — mais de 60% dos casos acontece em pessoas com menos de 70 anos e 16%, em pessoas com menos de 50 anos.

“Mais da metade das pessoas que sofrem um derrame morrerá como resultado. Para os sobreviventes, o impacto pode ser devastador, afetando a mobilidade física, a alimentação, a fala e a linguagem, as emoções e os processos de pensamento. Essas necessidades complexas podem resultar em desafios financeiros e cuidados para o indivíduo e para os seus cuidadores”, alerta a organização.

Entenda De acordo com o neurologista e coordenador do serviço de AVC do Hospital Albert Einstein, Marco Túlio Araújo Pedatella, o derrame acontece quando há uma obstrução do fluxo de sangue para o cérebro. Ele pode ser isquêmico (quando há obstrução de vasos sanguíneos) ou hemorrágico (quando os vasos se rompem). Em ambos os casos, células do cérebro podem ser lesionadas ou morrer.

“Os principais fatores de risco que temos hoje para o AVC são pressão alta, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, fumo, uso excessivo de bebida alcoólica, além de outros fatores que a gente não consegue interferir muito, como idade, já que acaba sendo mais comum em pacientes mais idosos, do sexo masculino, pessoas da raça negra e orientais e com histórico familiar, que também é um fator de risco importante.”

Jovens Apesar de o AVC ser mais frequente entre a população com idade acima de 60 anos, os relatos de casos entre jovens têm se tornado cada vez mais comuns. Pedatella lembra que, nesses casos, os impactos são enormes, uma vez que a doença pode gerar incapacidades importantes, a depender do local e do tamanho da lesão no cérebro.

“Acometendo um paciente jovem, uma pessoa que, muitas vezes, vai deixar de trabalhar, vai precisar fazer reabilitação, gerando enorme gastos. Em vários casos, dependendo da sequela, esse paciente precisa de ajuda até para andar, então, vai tirar um familiar do trabalho para poder auxiliá-lo. Então acabam aumentando muitos os gastos de seguridade social, além dos gastos com tratamento e reabilitação.”

R7

Foto: FREEPIK/BRGFX