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Exagerar no álcool tem um preço alto para muita gente no dia seguinte. É aí que começam as buscas por alimentos e bebidas que poderiam aliviar a sensação de ter sido atropelado por um caminhão. Embora não haja uma cura definitiva para a ressaca, é preciso saber o que pode ajudar e o que pode piorar o quadro.

Primeiramente, é preciso entender que o excesso de álcool causa uma intoxicação no organismo, desidratação e hipoglicemia (queda do nível de açúcar no sangue). Além disso, no processo de metabolização é liberada uma substância chamada acetaldeído, que é muito prejudicial.

Água - SiM

Então, o seu primeiro desafio vai ser manter-se hidratado. A água é, sem sombra de dúvidas, a melhor aliada, tanto durante a bebedeira quanto depois dela. O mesmo vale para água de coco e bebidas isotônicas — estas possuem eletrólitos e podem ser úteis.

Café — NÃO

Se você acordar sonolento, com ressaca e tiver algum compromisso, pode ser que instintivamente recorra ao café ou a alguma bebida rica em cafeína, como energético. Essa não seria uma boa ideia, segundo o médico James Roach, da Cleveland Clinic, nos EUA.

"Beber café na verdade poderia retardar o seu processo de reidratação", disse ele no site da instituição. O café vai fazer você urinar mais, pode causar irritação no estômago, além de aumentar a dor de cabeça, porque a cafeína eleva a pressão arterial.

Ovos — SIM

Se existe um café da manhã para quem está de ressaca, especialistas recomendam que ele contenha ovos. Eles possuem cisteína, um aminoácido conhecido por quebrar o acetaldeído. Também são ricos em vitaminas do complexo B, importantes para dar energia ao sistema nervoso central. Obviamente, os ovos não vão resolver todo o problema, mas darão alguma ajuda ao corpo, principalmente se combinados com uma hidratação adequada.

Alimentos gordurosos — NÃO

Você já deve ter ouvido de alguém que mandar um hamburgão para dentro logo após acordar é a solução para rebater uma ressaca. Certamente, essa pessoa está errada. Comidas ricas em gordura, especialmente alimentos ultraprocessados, podem irritar ainda mais o estômago, sobrecarregar o fígado e, como consequência, aumentar o mal-estar.

Bananas — SIM

As frutas, de modo geral, podem ajudar a eliminar o álcool do organismo com mais rapidez. Porém, a banana tem um benefício adicional, ela é rica em potássio e uma boa fonte de magnésio, dois eletrólitos que você perdeu ao exagerar na bebida.

Chá de boldo — TALVEZ

Muito famoso no Brasil, o chá de boldo é uma aposta por quem tem problemas estomacais. Pode ser uma opção para quem está sofrendo com o enjoo pós-bebedeira, mas não há evidências científicas de que ele ajude a curar a ressaca. Se for consumi-lo, faça-o com moderação.

Caldos e sopas — SIM

Além de serem alimentos leves — portanto não vão irritar o estômago —, caldos e sopas ajudam a reidratar e a repor eletrólitos. Além disso, possuem carboidratos leves, o que vai contribuir para elevar de maneira saudável os níveis de açúcar no sangue, reduzindo sensações de fraqueza e tontura, associadas à ressaca.

R7

Chegar a uma farmácia, pedir um medicamento pelo nome do princípio ativo — por exemplo, losartana, metformina ou sinvastatina — e optar pelo mais barato faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Poucas são as pessoas que compram o remédio sempre da mesma marca. Mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que não se deve trocar o fabricante de medicamentos genéricos e similares durante tratamentos. Para entender por que a agência reguladora de medicamentos do Brasil dá essa orientação, é preciso, primeiro, saber como funciona o processo de aprovação de genéricos e similares.

generico

Boa parte dos medicamentos mais consumidos no país já tem a patente expirada, o que significa que um ou mais laboratórios podem produzi-los sob a forma de genérico ou similar (veja a diferença no infográfico abaixo).

Para aprovar um medicamento novo (referência), o desenvolvedor precisa seguir um longo e custoso roteiro de estudos clínicos que comprovem a segurança e a eficácia daquele fármaco. Os resultados são submetidos à Anvisa, que defere o registro. O laboratório detentor dessa patente tem exclusividade no mercado por um período que varia de 15 a 20 anos.

Passado esse prazo, a fórmula do medicamento é então liberada para as empresas interessadas em produzi-lo.

A farmacêutica que desejar fabricar um genérico ou similar vai precisar demonstrar à Anvisa, por meio de novos estudos científicos, que o produto dela é intercambiável com o da empresa detentora da patente do primeiro remédio desenvolvido para aquela doença, o chamado medicamento de referência.

"A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico, é comprovada por testes de equivalência terapêutica, que incluem comparação in vitro, através dos estudos de equivalência farmacêutica e in vivo, com os estudos de bioequivalência apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária", explica o órgão regulador em seu site. O mesmo vale para os similares.

Com mais medicamentos disponíveis, existe a concorrência, e os preços baixam.

A losartana, por exemplo, um dos remédios mais prescritos para pessoas com hipertensão, é produzida por 22 laboratórios no país, a maioria em versões genérica e similar, que não devem ser trocadas entre si durante um tratamento.

"Os medicamentos genéricos não podem ser considerados intercambiáveis com os similares, nem os genéricos podem ser intercambiáveis entre si, nem os similares podem ser considerados intercambiáveis entre si, porque eles não fizeram essa demonstração experimental", diz a Anvisa em nota enviada ao R7.

A agência ressalta que, como há diversos genéricos e similares no mercado, é inviável fazer testes de intercambialidade de um com o outro, pois seriam centenas de possibilidades.

Apesar de os medicamentos terem o mesmo princípio ativo, fabricantes de genéricos e similares têm diferentes fornecedores de matérias-primas e os processos de produção e controle de qualidade também podem ser distintos, além de haver variações na tecnologia usada na produção e nos excipientes (substâncias sem efeito farmacológico, mas necessárias para a fabricação, estabilidade e administração do medicamento).

Essas diferenças podem afetar a absorção, o metabolismo ou a eliminação do medicamento no organismo, com eventuais alterações na eficácia e na segurança da terapia. Tratamentos que envolvam o uso de remédios biológicos (produzidos a partir de organismos vivos), por exemplo, podem ser mais sensíveis à troca, observa a farmacêutica clínica Daniani Baldani da Costa Wilson, da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

"No caso de medicamentos biológicos ou biossimilares, em que o processo é o produto, apesar de terem as mesmas indicações, pelo fato de o processo de fabricação ser diferente, não se recomenda intercambiar, visto que cada paciente pode responder de diferentes formas."

Pacientes que façam reposições hormonais — como é o caso de quem tem hipotireoidismo e toma levotiroxina — precisam estar atentos, explica o endocrinologista Rodrigo de Oliveira Moreira, diretor do Departamento de Diabetes Mellitus da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

"Teoricamente, a discussão com hormônio, principalmente o da tireoide, é que a dose do hormônio da tireoide é em micrograma, não é em miligrama. [...] Ficar trocando de um genérico para outro e de um similar para outro, mesmo sabendo que são pequenas as diferenças, quando a gente fala de microgramas, essas diferenças podem ser significativas."

O especialista cita outro exemplo ainda mais comum, no caso das mulheres.

"Você às vezes tem anticoncepcionais similares, com a mesma quantidade de hormônio, também em doses muito baixinhas, em microgramas. Se resolve trocar de um para outro, não pode afirmar que está com a mesma dose do anticoncepcional, a mesma dose do hormônio. Também é uma troca que a gente não recomenda, ou, quando faz a troca, você avisa para esperar pelo menos dois meses para ter certeza de que está adequada aquela dose."

Pacientes em tratamento psiquiátrico também costumam ser instruídos a comprar medicamentos sempre do mesmo laboratório e marca (se for um similar), a fim de manter os níveis sanguíneos de determinado princípio ativo sem alterações.

Entretanto, há casos em que os médicos orientam os pacientes a comprar medicamentos de referência (mais caros), um tema que divide opiniões entre a categoria.

Profissionais ouvidos reservadamente pela reportagem dizem que não faz sentido esse tipo de prescrição, uma vez que genéricos e similares são validados pela Anvisa justamente como uma alternativa mais barata.

O Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico, divulgado pela SCMED (Secretaria-Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) no começo do mês, mostra que 70% de todos os remédios consumidos no Brasil são genéricos (41%) ou similares (29%).

O preço menor é normalmente a razão pela qual as pessoas optam por genéricos e similares.

Também existe a questão da disponibilidade, já que não é sempre que se vai encontrar o mesmo medicamento.

O que fazer, então, se você não conseguir manter o tratamento com os mesmos fabricantes e marcas?

"A recomendação é que o paciente fique atento a sinais e sintomas, com respeito ao tratamento da doença. Se o medicamento está fazendo o efeito esperado, se o paciente tem percebido algum sintoma que não sentia antes, e relatar qualquer evento que tenha percebido. Além disso, manter o acompanhamento médico é fundamental", orienta Daniani.

R7

Foto: Reprodução/Prógenéicos

Dr. Ricardo, de Itaueira, Dr. Rômulo e Dr. Pedro Atem, de Floriano, bem como o Dr. Bigman Barbosa, foram alguns dos profissionais da área da saúde que estavam presentes na solenidade de inauguração do Centro Cirúrgico do Hospital Clinicor, em Floriano, nessa manhã de sábado, 26 de agosto.

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Esse, conforme o médico Marcus Vinícius que está como diretor do Hospital, foi apenas mais um investimento da Clinicor que, certamente, estará ajudando no tratamento dos pacientes.

Nos últimos anos, o empreendimento em saúde tem tido inúmeros avanços. O que colocou o Dr. Bigman Barbosa.  

Da redação

Você sabia que a gordura corporal em excesso pode se infiltrar nos músculos, tanto entre as fibras musculares quanto dentro delas? Essa doença, ainda pouco difundida, é chamada de mioesteatose. Um estudo recentemente publicado na revista Radiology aponta que adultos com acúmulo de gordura nos músculos têm um risco aumentado de morte, similar ao relacionado a tabagismo ou diabetes. Por isso, os especialistas estão adotando uma nova abordagem em relação à adiposidade nos músculos, assim como já acontece com o monitoramento do excesso de gordura no fígado.

Segundo o endocrinologista Clayton Macedo, que coordena o Núcleo de Endocrinologia do Exercício e do Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein e do ambulatório de Endocrinologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a mioesteatose é uma infiltração gordurosa intramuscular que cada vez mais tem aparecido em trabalhos científicos que a correlacionam com obesidade, com diabetes, com sarcopenia (que é a diminuição da massa muscular) e também com doenças cardiovasculares. “O nosso músculo é composto de fibras musculares e, quando temos depósitos ectópicos [de uma gordura que não deveria estar ali], nós temos a mioesteatose”, explica.

A obesidade, o sedentarismo, o envelhecimento, o diabetes e a síndrome metabólica podem levar ao acúmulo de gordura nos músculos da mesma forma que ocorre com o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). Quando a gordura começa a ocupar o espaço dentro da fibra muscular, o músculo fica doente, inflamado e começa a perder a qualidade, a força e a mobilidade. A doença não costuma dar sintomas inicialmente, mas, com o tempo, o músculo vai perdendo a função e passa a ser substituído pela gordura.

“Isso é algo que devemos olhar com cuidado porque o músculo é considerado o nosso maior patrimônio. Quando o músculo contrai, ele libera uma série de substâncias (miocinas) que regulam toda nossa saúde óssea, cardiovascular, metabólica e até nossa neuroplasticidade. Um músculo com muita gordura não funciona direito e, perdendo função, não vai executar as tarefas motoras e secretora de hormônios de forma adequada”, alertou Macedo.

Como a mioesteatose não costuma dar sintomas, normalmente a identificação da doença acontece por causa de exames como ressonância magnética e tomografia que são feitos para investigar outras doenças. “Os dois métodos de diagnóstico são considerados padrão ouro e conseguem definir o conteúdo de gordura no músculo. Essa gordura pode ser subcutânea (debaixo da pele, entre as fibras musculares) ou intramuscular (dentro da fibra muscular – essa que é a mioesteatose)”, explicou.

Um perigo silencioso Na pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Experimental e Clínica da Universidade Católica de Lovania, em Bruxelas, os cientistas constataram que pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) semelhantes poderiam ter problemas de saúde distintos, entre eles, o acúmulo de gordura nos músculos (a mioesteatose), o que aumenta o risco de morte.

Para chegar aos resultados, eles avaliaram tomografias abdominais feitas em adultos submetidos a exames de rotina para câncer colorretal entre 2004 e 2016. Ao todo, foram analisados exames de 8.982 pacientes – 507 morreram no período por problemas cardíacos, AVC, aneurisma, entre outros. Segundo os pesquisadores, o acúmulo de gordura nos músculos estava presente em 55% dos falecidos e foi associado a uma maior vulnerabilidade para problemas de saúde graves.

O estudo aponta que o risco absoluto de mortalidade entre aqueles adultos com mioesteatose foi de 15,5% - um valor maior do que o risco associado à obesidade (7,6%) e à esteatose hepática (8,5%). O risco também foi equiparado ao tabagismo e diabetes tipo 2. Os pesquisadores também observaram que a relação entre a mioesteatose e o aumento da mortalidade se deu independentemente do IMC ou do diagnóstico de obesidade nos participantes. Por isso, para eles, a mioesteatose é um preditor chave do risco de mortalidade, independentemente da obesidade.

“O resultado desse trabalho é bem interessante porque avaliou a mortalidade e encontrou a mioesteatose como um preditor melhor de risco. A musculatura é um determinante de saúde e o excesso de gordura reflete negativamente na qualidade da musculatura. Isso mostra o quanto o músculo é importante e o quanto ele ser substituído por gordura vai impactar num desfecho ruim, que é a morte”, disse Macedo.

Segundo os pesquisadores, o diagnóstico da mioesteatose ainda enfrenta dificuldades porque os médicos focam no excesso de gordura visceral e no fígado, enquanto a mioesteatose age silenciosamente e só é descoberta em pacientes que se submetem a exames para investigar outras patologias.

Para Macedo, isso acontece porque esse é um assunto ainda muito novo, com poucos trabalhos mostrando essa correlação com mortalidade. “É mais fácil medir a esteatose hepática e até hoje não tínhamos dirigido o olhar para a mioesteatose. A ciência vai evoluir e acredito muito nesse modelo de abordagem, onde enxergamos o músculo como órgão vital para nosso organismo e nossa saúde cardiovascular e metabólica.”

Como prevenir? A prevenção da mioesteatose acontece principalmente através do exercício físico e de uma dieta equilibrada. Uma alimentação inadequada e o sedentarismo acabam favorecendo o acúmulo de gordura em locais onde normalmente não acumularia – entre eles, no músculo, no fígado (esteatose hepática), em volta do coração (gordura epicárdica) e entre as vísceras no abdômen (gordura visceral).

Segundo Macedo, o ideal é fazer uma combinação dos dois tipos de exercício físico: o aeróbio, que atua na queima da gordura, e o resistido (de força), que ajuda na manutenção da massa muscular e da força. Ambos contribuem para a manutenção do músculo saudável e também para prevenir a sarcopenia. A ingestão adequada de carboidratos e proteínas, além do sono reparador, também são determinantes para uma melhor qualidade e quantidade de músculos.

Agência Einstein