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Mesmo com o fim da 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no dia 31 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) alerta aos municípios que ainda possuem estoques de vacinas contra a Influenza, que mantenham a vacinação, principalmente para o público-alvo, estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Até do dia 02 de junho, dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde mostram que 613.002 pessoas, do grupo prioritário, foram vacinadas. A meta para o estado do Piauí é imunizar 1.188.474.

“Pedimos aos municípios que ainda possuem estoque dessas vacinas, que possam continuar imunizando este público e que mantenham a campanha, com ações para que possamos alcançar a meta de 90% desse grupo vacinado”, alerta a superintendente de Atenção à Saúde de Municípios da Sesapi, Leila Santos.

Fazem parte do grupo prioritário crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos com 60 anos e mais, professores das escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

De acordo com os dados do ministério, a cobertura vacinal do Piauí contra a Influenza está em 52,66%, em gestantes, puérperas, trabalhadores de saúde e professores, já em povos indígenas está em 16,33%. “Lembramos ainda que a Sesapi está á disposição dos gestores municipais para ajudar a melhorar a cobertura de vacinas do nosso estado. E chamamos à população, principalmente aquelas que fazem parte do público prioritário, que procurem os postos de vacinação de suas cidades e se protejam” reforça a superintendente.

Sesapi

A ansiedade é uma emoção que gera uma série de alterações – coração acelerado, pensamentos rápidos e respiração ofegante são algumas das mais comuns – que podem até ser confundidas com problemas de saúde.

Mas esse auge do estresse também costuma ter sinais que nem sempre são associados ao estado emocional. Um deles uma vontade persistente de urinar.

De acordo com a psiquiatra Julia Trindade, membro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o pico de ansiedade pode provocar excesso de vontade de urinar, náuseas, suor excessivo, dores de barriga e desconfortos gastrointestinais, tremores, tensões musculares e dificuldade para dormir. Isso acontece porque há uma ativação do sistema nervoso simpático, comandado pelo sistema nervoso autônomo, que libera hormônios relacionados ao estresse – cortisol e adrenalina –, os quais afetam funções do corpo, como a regulação de sistemas digestivo, cardiovascular e urinário.

"Essas manifestações fisiológicas ocorrem porque o corpo reage à ansiedade como se estivesse enfrentando uma ameaça. A ativação do sistema nervoso simpático desencadeia uma cascata de reações físicas para preparar o corpo para a ação", complementa a psiquiatra Jessica Martani.

No caso do xixi, a ansiedade pode interferir na função da bexiga e na percepção do órgão quanto à sensação de urgência, além de maior sensibilidade. O psiquiatra Eduardo Perin explica que o controle do esfincter urinário (estrutura muscular que controla a passagem de substâncias no corpo) e do relaxamento da bexiga para urinar está ligado ao sistema nervoso autônomo e, por tal ativação, há também o aumento da vontade de ir ao banheiro.

Os especialistas alegam que essas reações fisiológicas podem desencadear mais ansiedade e virar um ciclo, até piorando a situação.

"Por exemplo, a sensação de urgência urinária pode aumentar a preocupação e o desconforto, intensificando ainda mais a ansiedade. A pessoa começa a ter medo de ter vontade de urinar, com 'gotículas' e sensação de não ser capaz de segurar a urina em situações de estresse, e esse medo ativa o sistema nervoso simpático", afirma Julia. Em alguns casos, a sensação provocada pela ansiedade pode ser de tanta urgência a ponto de provocar escapes de urina.

Para evitar e contornar tais situações, são recomendadas a adoção de técnicas de relaxamento e controle de ansiedade, prática de exercícios físicos, gerenciamento de estresse, exercícios de respiração, adoção de uma alimentação saudável, evitar o uso de álcool e caféina e ter um sono adequado.

Ainda, orienta-se a busca por auxílio psicológico, avaliando a necessidade medicamentosa e terapêutica.

R7

Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (1º), mostram aumento do número de casos de gripe em adultos. Os casos estão associados à influenza A, sendo a maioria por H1N1, vírus que pode ser combatido pela vacina contra a gripe. A análise considera registros até o dia 22 de maio.

hn1

O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, avalia que é significativo o crescimento de diagnósticos de gripe e por outro lado a queda de casos de Covid-19, na mesma faixa etária. "Nas últimas quatro semanas, essa atualização mais recente, 31% dos casos na população a partir de 15 anos estão associados ao influenza A", disse.

Crianças

Já em relação às crianças, Marcelo Gomes destaca o crescimento também importante de novos casos semanais e de internações por Vírus Sincicial Respiratório, que vem se mantendo desde o mês de abril. "Em diversos estados do país, a gente vem mantendo o ritmo de aumento no número de internações no público infantil até quatro anos de idade, especialmente nas crianças até dois anos", explicou. Das 27 unidades federativas, 19 apresentam tendência de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Entre as capitais, o número chega a 14. Campanha contra Gripe

Apenas 40% do público-alvo tomaram a vacina contra a gripe no país. Em função da baixa procura, a Campanha Nacional de Vacinação, que terminaria nessa quarta-feira, foi prorrogada em ao menos sete estados, entre eles Rio de Janeiro e São Paulo.

Todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem ser imunizadas contra a influenza.

Agência Brasil

Foto: Freepik

Enquanto os casos de Covid-19 apresentam queda desde o mês de abril, o país registra aumento de testes positivos para influenza A entre adultos, principalmente do vírus H1N1, e do VSR (vírus sincicial respiratório) em crianças. Os dados do Boletim Infogripe foram divulgados nesta quinta-feira (1º) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), referentes à semana de 14 a 20 de maio.

respiratoria

De acordo com a Fiocruz, em maio foi consolidado o cenário iniciado em abril. Entre as internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) na população a partir dos 15 anos, os casos de H1N1 passaram de 9% em março para 31% entre o fim de abril e maio. Por outro lado, os casos de Covid-19 caíram de 80% para 53% no mesmo período.

Houve aumento de casos de SRAG no Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Há sinais de crescimento do VSR nas crianças do Acre, Amazonas, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe.

Na tendência de longo prazo, o cenário epidemiológico indicado pela Fiocruz é de crescimento moderado de SRAG, enquanto a tendência é de estabilidade no curto prazo.

A análise aponta que nas quatro últimas semanas epidemiológicas a influenza A foi responsável por 20,9% do total de óbitos de pacientes internados que tiveram teste laboratorial positivo, a influenza B respondeu por 12,3%, o VSR vitimou 10,4% e o Sars-CoV-2/Covid-19 ainda é responsável por 51,7% dos óbitos provocados por vírus respiratórios.

Agência Brasil

Foto: Freepik