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A OMS (Organização Mundial da Saúde) encerrou nesta quinta-feira (11) a ESPII (Emergência Sanitária de Importância Internacional) da mpox (anteriormente chamada de varíola do macaco).

O nível mais alto de alerta da agência estava em vigor desde 23 de julho de 2022, quando a doença já se espalhava em dezenas de países.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que desde o primeiro caso, em maio do ano passado, mais de 87 mil pessoas tiveram mpox em 111 países. Desse total, 140 morreram.

"Agora, vemos um progresso constante no controle do surto com base nas lições do HIV e trabalhando de perto com as comunidades mais afetadas. Quase 90% menos casos foram relatados nos últimos três meses em comparação com os três meses anteriores", afirmou.

O Brasil foi o segundo país mais afetado pela doença, com 10.920 infecções e 16 mortes. Os Estados Unidos lideram a lista.

Segundo o chefe da organização, assim como ocorreu com a Covid-19, na semana passada, que deixou de ser uma emergência, o vírus causador da mpox continua circulando.

"O vírus continua afetando comunidades em todas as regiões, inclusive na África, onde a transmissão ainda não é bem compreendida. Casos relacionados a viagens em todas as regiões destacam a ameaça contínua", declarou.

A ESPII da mpox foi a sexta vez em dez anos que a OMS usou o nível máximo de alerta.

As demais foram: ebola na África Ocidental (2014), poliomielite (2014), zika (2016), ebola na República Democrática do Congo (2019) e Covid-19 (2020).

No auge do surto, a média diária de novos casos chegou a mais de mil. O último boletim da OMS mostra que esse número atualmente é inferior a 20.

"Após duas semanas com menos de cem casos por semana, observou-se um ligeiro aumento globalmente na última semana. A maioria dos novos casos é da região das Américas da OMS, seguida pela região do Pacífico Ocidental. Um ligeiro aumento de casos também foi observado na região europeia."

A reação de governos e comunidades afetadas, especialmente gays e bissexuais, foi fundamental para frear o surto, na avaliação de Nicola Low, vice-presidente do Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional sobre Mpox.

"A queda no número de pessoas infectadas foi impressionante, como resultado de ações de saúde pública, intervenções, cooperação internacional e intensa atividade principalmente das comunidades envolvidas."

Ela ressaltou, porém, que "há uma incerteza compreensível sobre a probabilidade de um grande ressurgimento das infecções".

"Existem lacunas no conhecimento, que admitimos, inclusive, sobre os modos de transmissão em alguns países, sobre a eficácia das vacinas e a contínua falta de contramedidas eficientes, principalmente em países africanos, onde a transmissão e os casos de mpox ocorrem regularmente", disse.

O surto de 2022 ganhou dimensões internacionais por viajantes, e as viagens continuam a ser uma preocupação quando se fala de mpox, segundo a líder do Comitê de Mpox da OMS, Rosamund Lewis.

"Gostaria apenas de salientar um ponto também em relação não apenas à África, mas a outros países: as viagens continuam sendo uma característica crítica desse surto. Continuamos monitorando nossos dados, continuamos vendo que todos os casos estão relatando informações detalhadas, e a maioria deles, e muitos deles mostram, ligações com viagens."

R7

  Pessoas que vivem com apneia do sono – condição em que a respiração é interrompida por alguns segundos no meio da noite – estão mais suscetíveis a uma série de problemas relacionados ao cérebro, como derrame, doença de Alzheimer e declínio cognitivo, revelou um estudo publicado na quarta-feira (10), na revista científica Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Os pesquisadores analisaram 140 indivíduos com apneia obstrutiva do sono. A idade média deles era de 73 anos – 32% tinham quadro considerado moderado e 34%, grave. Todos também foram submetidos a uma varredura cerebral e a um estudo noturno em laboratório do sono.

Verificou-se que nenhum deles tinha problema cognitivo no início e também não desenvolveram demência até o final do estudo.

A verificação da tendência de desenvolver problemas cerebrais se deu por meio da análise de biomarcadores da substância branca do cérebro que sugerem essa relação.

O fato de os pacientes terem menos tempo em sono profundo tem uma relação com a predisposição a doenças cerebrovasculares.

"Esses biomarcadores são sinais sensíveis de doença cerebrovascular precoce. [...] Descobrir que a apneia do sono grave e uma redução no sono de ondas lentas estão associadas a esses biomarcadores é importante, pois não há tratamento para essas alterações no cérebro, por isso precisamos encontrar maneiras de impedir que elas aconteçam ou piorem", afirma o autor do estudo, Diego Z. Carvalho, da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos.

Na análise laboratorial noturna, os pesquisadores examinaram quanto tempo os pacientes permaneciam no sono de ondas lentas, também chamado de profundo ou não REM.

Este é considerado um dos melhores marcadores de qualidade do sono.

Os autores do estudo descobriram que para cada 10 pontos na diminuição da porcentagem de sono profundo, aumentou a quantidade de hiperintensidades da substância branca, algo que na praia significa ser 2,3 anos mais velho.

O efeito foi ainda mais evidente em quem tinha apneia do sono severa.

Os pesquisadores ressaltam que o estudo não estabelece uma relação direta entre a apneia do sono e uma piora da saúde cerebral, mas deixam claro que se constatou uma associação.

“Mais pesquisas são necessárias para determinar se os problemas de sono afetam esses biomarcadores cerebrais ou vice-versa. [...] Também precisamos verificar se as estratégias para melhorar a qualidade do sono ou o tratamento da apneia do sono podem afetar a trajetória desses biomarcadores", finaliza Carvalho.

A apneia do sono é uma condição bastante comum, especialmente em adultos mais velhos e em pessoas com certos fatores de risco, como obesidade e histórico familiar da doença.

Estimativas sugerem que a apneia do sono afeta cerca de 3% a 9% das mulheres e 10% a 25% dos homens adultos em todo o mundo.

Muitas pessoas não têm o diagnóstico da doença, que é associada a outros problemas de saúde, como hipertensão arterial, por exemplo.

R7

Nesta quarta-feira (10), a Secretaria de Meio Ambiente de Floriano recebeu a visita técnica de agentes de endemias que integram o “Programa Saúde com Agente”, um programa desenvolvido pelo Ministério da Saúde e executado no município pela Secretaria de Saúde, através de um curso de formação.

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O programa tem por meta fortalecer a política de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da formação ampla dos agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE), sob a coordenação da enfermeira e diretora do Programa Estratégia Saúde da Família (ESF), Kívia Resende.

A visita dos agentes à SEMAN ocorreu devido à disciplina de Saúde Ambiental, que é um dos assuntos da formação, momento em que decidiram dialogar com a pasta. Eles foram recebidos pela secretária de Meio Ambiente, Haila Leana Cavalcante e diretora de Educação Ambiental, Gracianny Félix.

Na oportunidade, conversaram sobre a disciplina e abordaram temas relacionados aos problemas ambientais locais que interferem na qualidade de vida e saúde da população. “Foi um prazer receber as equipes e abrir um diálogo sobre as nossas políticas públicas, discutindo os problemas ambientais que merecem atenção e um olhar mais apurado em benefício da saúde de todos”, disse Haila.

Secom