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Altos níveis de testosterona, hormônio responsável por características masculinas como a formação de músculos, são associados a um enfraquecimento do sistema imunológico. Para a medicina, essa relação ainda não era clara. Agora, um estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, pode explicar a ligação entre a testosterona e o sistema imunológico.

 

Segundo a pesquisa, a testosterona ativa um grupo de genes presentes nas células de defesa que enfraquecem a resposta do sistema imunológico diante de um antígeno (substância estranha ao organismo que pode causar doenças).

 

 

A conclusão foi publicada na segunda-feira, 23, no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Para realizar o estudo, os pesquisadores acompanharam 53 mulheres e 34 homens com idades entre 20 e 89 anos que haviam tomado a dose anual da vacina contra a gripe. Os voluntários foram submetidos a exames de sangue antes e depois de serem imunizados para a medição dos níveis de proteínas relacionadas à imunidade, bem como a expressão dos genes envolvidos no sistema de defesa.

 

De maneira geral, as mulheres tiveram uma resposta imunológica melhor do que os homens após a vacinação, já que produziram mais anticorpos. Porém, quando os pesquisadores as compararam apenas com os homens com níveis baixos de testosterona, a resposta do sistema de defesa foi semelhante. A produção de anticorpos foi mais fraca apenas entre os homens que tinham os maiores níveis do hormônio.

 

Os autores, então, buscaram alguma explicação para esses achados. Eles descobriram que um conjunto de genes presentes nas células de defesa do corpo e capazes de enfraquecer a imunidade parece ser regulado pela testosterona. Assim, os pesquisadores concluíram que altos níveis do hormônio interferem na atividade de tais genes.

 

 

Para os autores do trabalho, é preciso entender o motivo pelo qual a seleção natural criou um hormônio capaz de dar origem a traços ligados à força e, simultaneamente, a um sistema imunológico precário.

 

Veja

cancerA mortalidade por câncer no mundo cresceu 8% entre 2008 e 2012, passando de 7,6 milhões para 8,2 milhões de óbitos anuais. O aumento mais acentuado aconteceu no número de mortes causadas pelo câncer de mama, que foi 14% maior no ano passado. Esses dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Agência Internacional para a Pesquisa em Câncer (Iarc, sigla em inglês), órgão vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

A agência estima que 14,1 milhões de pessoas no mundo tenham desenvolvido câncer em 2012, 11% a mais do que em 2008. Além disso, houve 1,7 milhão de diagnósticos de câncer de mama no ano passado, um número 20% maior do que o registrado quatro anos antes. Essa doença causou 522 000 mortes de mulheres no ano passado.

 

Segundo a Iarc, embora o crescimento da mortalidade por câncer no mundo reflita principalmente a expansão da doença nos países em desenvolvimento, os tumores na mama também são uma importante causa de morte em regiões mais pobres. Para David Forman, diretor do Departamento de Informação sobre o Câncer do órgão, tal aumento se deve em parte a uma mudança no estilo de vida da população desses países, e em parte porque os avanços para o combate à doença não estão chegando às mulheres dessas nações.

 

 

Tipos comuns — O relatório da Iarc, chamado Globocan 2012, oferece estimativas sobre 28 tipos de câncer em 184 países. Os tipos da doença mais comuns entre a população são os de pulmão, mama e colorretal. Já os mais letais são os de pulmão, fígado e estômago. A agência prevê um "aumento substancial" nos casos mundiais de câncer, que podem chegar a 19,3 milhões em 2025, acompanhando a expansão e envelhecimento da população.

 

 

Reuters

 

 

surdezUm estudo que analisou 70 mil mulheres ao longo de 20 anos concluiu que o excesso de peso pode aumentar as chances de surdez. A pesquisa foi realizada pela Brigham and Women’s Hospital, em Boston, e as informações são do Daily Mail.

 

 

Para chegar a este resultado, a cada dois anos durante duas décadas, as participantes do estudo foram questionadas sobre a saúde e o estilo de vida, incluindo hábitos de alimentação, peso e audição. A partir das respostas, os pesquisadores descobriram que as que estavam muito acima do peso, com IMC (Índice de Massa Corporal) a partir de 40 eram 25% mais propensas a ter problemas de audição do que as que apresentavam um índice abaixo de 25. Também foi descoberto que as mulheres que tinham mais de 87 cm de cintura apresentavam 27% mais riscos de sofrer sintomas de surdez do que aquelas cujas cinturas mediam menos de 71 cm.

 

 

Apesar dos resultados, os pesquisadores não sabem ainda precisar por que as mulheres com mais sobrepeso estão mais propensas a ter problemas de audição. No entanto, acreditam que o acúmulo de gordura poderia obstruir áreas dos ouvidos, limitando a circulação do sangue e, consequentemente, causando danos às células. “O ouvido é altamente ativo metabolicamente, o que significa que é muito dependente de um fluxo sanguíneo adequado”, explica a pesquisadora Sharon Curhan.

 

 

O novo estudo mostrou também que atividade física regular, como 2 horas de caminhada por semana, poderia reduzir o risco de surdez em até 15%. Embora a pesquisa tenha sido focada em mulheres, os resultados se estendem também às pessoas do sexo masculino.

 

 

 

Terra

Exposição frequente a solventes exalados pela gasolina pode provocar danos neurológicos em frentistas de postos de combustível. É o que mostra uma pesquisa do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) com 25 trabalhadores da capital. Foram feitos testes visuais para identificar alterações em grupos de células do cérebro. O pesquisador Thiago Leiros Costa destaca que houve alterações significativas em todas as tarefas sugeridas.

 

"Usamos a visão para entender se o cérebro tinha sido alterado pela exposição ao solvente. E vimos que a atividade cerebral pode ser afetada de maneira maléfica", disse Costa. Os testes mediram a discriminação de cores, sensibilidade ao contraste e sensibilidade em diferentes pontos do campo visual. "Na maioria dos testes, o participante tinha que discriminar o estímulo, de um fundo. O estímulo ia se misturando com o fundo até um ponto em que o participante não consegue mais diferenciar. Conseguimos entender como está a sensibilidade para esse tipo de estímulo", explicou.

 

Os voluntários passaram por exames oftalmológicos que descartaram qualquer alteração estrutural na córnea, no cristalino ou no fundo do olho. Mesmo assim, eles tiveram um desempenho inferior na comparação com o grupo controle. Em quatro frentistas, a perda de sensibilidade para cores foi tão significativa que foi necessário fazer um exame genético para descartar a possibilidade de daltonismo congênito.

 

"Não é uma alteração na lente do olho. É uma alteração do nível cerebral, seja na retina ou em outras áreas. O fato de a gente ter encontrado alteração em todos os testes, que mediam atividades em diferentes grupos de células do cérebro, podemos dizer que é uma perda difusa e que provavelmente não se limita exclusivamente ao sistema visual", declarou o pesquisador.

 

Thiago Costa destaca que, quanto maior o tempo de exposição aos solventes, maiores são os danos neurológicos. "O tipo de perda que encontramos progrediu com o tempo", apontou. De acordo com ele, os principais meios de contato dos trabalhadores com os químicos são as vias aéreas. "Mas também é possível que haja certo nível de intoxicação pelo contato com a pele e das mucosas", acrescentou.

 

 

Embora os resultados da pesquisa sirvam de alerta para os riscos da profissão de frentista, o pesquisador esclarece que seria necessário ampliar os estudos no campo da medicina do trabalho para definir se equipamentos de segurança seriam eficazes na proteção aos trabalhadores.

 

Agência Brasil