A relação pode parecer estranha, mas pesquisadores afirmam que escovar os dentes regularmente ajuda a proteger contra ataques cardíacos e derrames. Isso porque a má higiene dental e o sangramento nas gengivas podem permitir que até 700 tipos de bactérias da boca entrem na corrente sanguínea e formem coágulos As informações são do Daily Mail.
Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Univerdade de Mailman fizeram o estudo por mais de três anos com 420 adultos. Os resultados mostram que a escovação e o uso de fio dental ajudam a combater bactérias na boca que poderiam causar enrijecimento das artérias. Isso significa que pessoas que escovam os dentes pelo menos duas vezes por dia são menos propendas a sofrer acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame.
"A eventual ligação entre o que se passa na sua boca e a saúde do seu coração tem sido um tema de intenso debate há algum tempo. Esta pesquisa mostra claramente quanto mais você melhorar e manter a saúde da gengiva, menos chances há de desenvolver um potencial de doença com risco de vida”, explica Nigel Carter, diretor executivo da British Dental Health Foundation
“Essa é a prova mais direta de que a modificação do perfil periodontal poderia desempenhar um papel importante na prevenção de ambas as doenças”, disse Moïse Desvarieux, da Universidade de Columbia, Nova York.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que os homens procurem um médico para fazer exames de diagnóstico precoce do câncer de próstata. No caso de pacientes de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar, ou seja, com maior risco da doença, a orientação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos. As novas recomendações serão anunciadas no 34º Congresso Brasileiro de Urologia, que começa no dia 16 deste mês e será realizado em Natal
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, nem sequer recomenda uma idade mínima para que o homem faça exames de rotina, o órgão é contra o rastreamento populacional e recomenda que o homem procure o médico somente quando tiver sintomas.
Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o “rastreamento oportunista” (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença. “Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal.”
Mudanças: De acordo com Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. “São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes”, explica. O professor Carlos D’Ancona, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente. “Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente”, diz. Nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos.
Diretrizes internacionais: Em maio deste ano, Sociedade Americana de Urologia redefiniu a faixa etária para a qual recomenda o exame PSA, aumentando a idade mínima, que antes era de 50 anos, para de 55 a 69 anos. O órgão manteve a orientação aos grupos de risco: continua valendo a recomendação do teste a partir dos 40 anos de idade.
A cárie dental é uma doença infectocontagiosa que atinge aproximadamente 90% da população mundial. A doença passa por quatro fases, mas nem todas são visíveis aos olhos de leigos. Mesmo antes de aparecer aquele pontinho preto, o dente já pode estar sendo lesionado pelas bactérias.
“Com visitas regulares ao cirurgião-dentista e um exame clínico e radiográfico minucioso é possível detectar as lesões iniciais de cárie como as manchas brancas”, diz o cirurgião-dentista, Hugo Roberto Lewgoy, professor da Anhanguera. Segundo ele, nestes casos, é possível promover a remineralização dos dentes para recuperá-los.
A coloração escura pode ocorrer tanto no início da lesão quanto em casos mais sérios. Quando a cárie progride e atinge a dentina, o dano é maior e indica um processo mais severo que altera a tonalidade do dente como um todo. O mais preocupante é que a cárie progride na forma de um cone ou pirâmide, com a ponta voltada para a superfície externa do dente. Isso quer dizer que a destruição interna pode ser muito maior do que a aparenta externamente. “Alguns pacientes acham que uma grande cavidade de cárie apareceu de repente, mas na realidade é como se o telhado sem suporte desmoronasse de uma só vez”, afirma o dentista.
A boa notícia é que, depois da restauração, o dente recupera sua forma, função e estética naturais. “Mesmo se for necessário a realização do tratamento endodôntico (canal) a recuperação é total”, diz Lewgoy.
Fases
Inicialmente, a cárie provoca modificações teciduais que são detectadas apenas microscopicamente. Somente com o aparecimento de uma mancha branca estas lesões podem ser percebidas macroscopicamente pelo dentista, até que se chegue a fase da cavitação (buraco no dente).
As primeiras manifestações clínicas visíveis da cárie são caracterizadas pela perda da translucidez do esmalte e a presença de uma superfície esbranquiçada, rugosa e sem brilho. Essa mancha branca ocorre pela ação do biofilme oral (placa bacteriana) sobre a superfície dos dentes. Esse processo mostra que está ocorrendo a perda mineral do dente. Nesse início, em que não há cavidade, o tratamento é feito com aplicação de flúor e/ou de algum produto que estimule a remineralização da lesão.
A progressão da cárie pode ocorrer de uma forma aguda ou crônica, dependendo de uma série de fatores relacionados com o biofilme oral como, por exemplo, constituição da estrutura dental, qualidade da saliva e quantidade do fluxo salivar, tipo de dieta mais ou menos cariogênica, flora bacteriana e pela higiene oral realizada. “A desorganização do biofilme oral feita com escovação, uso de fio dental, utilização de escovas interdentais e do tipo unitufo é a forma mais simples e eficaz no combate a cárie dental”, afirma Hugo Lewgoy.
A necessidade de criar uma legislação específica que ampare os pacientes renais crônicos é um dos temas centrais do I Fórum Nacional dos Pacientes Renais Crônicos e Transplantados. O evento, que terá início nesta quinta-feira, 7, no auditório da Associação Industrial do Piauí, traz a Teresina entidades dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Maranhão, Amapá e Rondônia, além do Distrito Federal.
O coordenador da Comissão Nacional dos Pacientes Renais, Renato Padilha, afirma que as dificuldades enfrentadas são maximizadas pela falta de uma atenção maior do poder público. “Precisamos de leis que assegurem direitos a essa parcela da população que já é tão fragilizada pela doença”, destaca.O presidente da Associação Piauiense de Doentes Renais, Ozias Lima, acredita que discussões como essa podem ajudar a combater descasos, como o recorrente atraso na entrega de medicamentos excepcionais aos 1.600 pacientes renais do Piauí. “A falta deles pode levar ao óbito”, denuncia.
O evento segue durante toda a sexta-feira, abrindo espaço para temas como prevenção das doenças renais, transplantes e doações de órgãos, diálise peritoneal, importância do tratamento psicológico para pacientes e familiares, hemodiálise e seus avanços, vida social do paciente, tipos de alimentação dos pacientes renais crônicos e riscos da desobediência à dieta.
Para a presidente da Associação dos Renais Crônicos de Caxias do Sul (RS), Isoldi Chies, o maior objetivo do evento é fomentar o surgimento de lideranças que somem esforços nessa luta. “No Brasil existem cerca de 100 mil pessoas em hemodiálise, sem falar nos transplantados. Imagine do que seriam capazes se estivessem unidos. Organizados, terão mais força para reivindicar direitos”, afirma.
PROGRAMAÇÃO
Dia 07/11/13 – Quinta-feira
18h – Coffee Break e credenciamento
18h30 – Abertura oficial do evento
19h10 – Painel 1 - “Criação de legislação específica”
19h50 – Painel 2 - “Situação atual dos transplantes no estado”
20h30 – Painel 3 - “Prevenção das doenças renais”
21h10 – Encerramento.
Dia 08/11/13 – Sexta-feira (manhã)
8h – Café da manhã
8h40 – Painel 1 - “Planejamento de novos desafios”
9h20 – Painel 2 - “Transplantes e doações de órgãos: desafios”
10h – Painel 3 - “Diálise Peritoneal”
10h40 – Painel 4 - “A importância do tratamento psicológico para pacientes e familiares”
11h20 – Encerramento
Dia 08/11/13 – Sexta-feira (tarde)
14h – Painel 1 - “Direitos e benefícios”
14h40 – Painel 2 - “Hemodiálise e seus avanços, benefícios e prevenção da doença renal”
15h20 – Coffee Break
15h40 – Painel 3 - “Vida social do paciente após adquirida a insuficiência renal crônica”
16h20 – Painel 4 - “Tipos de alimentação dos pacientes renais crônicos e riscos da desobediência à dieta”