Uma a cada 4 mulheres tem cisto no ovário e, se esses cistos aparecem em maior quantidade, ocorre a síndrome dos ovários policísticos, um problema que pode causar alterações no ciclo menstrual e até dificultar a gravidez, como explicou o ginecologista José Bento no Bem Estar desta sexta-feira, 8.
Entre as mudanças na menstruação, o médico explicou que a síndrome não altera a quantidade de sangramento, mas sim a quantidade de ciclos, que podem ser mais espaçados ou a mulher ter menos fluxos durante o ano. Isso acontece porque o folículo que cresce dentro do ovário não cresce muito e não recebe o óvulo, tornando-se um cisto – ou seja, se não há ovulação, não há menstruação.
Por isso, em alguns casos, as pacientes podem tomar remédios para estimular a ovulação e voltar a menstruar normalmente. Além disso, elas podem também fazer a cauterização dos cistos para tratar a infertilidade. Fora esses dois sintomas, a síndrome pode ainda levar à obesidade, acne, oleosidade da pele, queda de cabelo, e aumento dos pelos no rosto, seios e abdômen da mulher. Por isso, quem tem o problema deve se preocupar em perder peso, em tratar a acne e pode também usar as pílulas anticoncepcionais para controlar os sintomas.
Se houver casos na família, as chances da paciente desenvolver a síndroma é maior já que ela tem fator genético. No caso da família da estudante Laís da Silva Carlos, a hereditariedade da doença é visível.
Ela e a mãe sofrem da síndrome dos ovários policísticos e, além de todos os sintomas da doença, elas têm também mais vontade de comer doces, como mostrou a reportagem da Natália Ariede.
Hanseníase
A hanseníase é uma doença causada por uma infecção bacteriana, que afeta a pele e os nervos e pode dar manchas em qualquer parte do corpo, como mostrou a reportagem do Erikson Rezende, de Cuiabá, no Mato Grosso.
Porém, como explicou a pediatra Ana Escobar, normalmente, essas manchas se localizam nas extremidades, como braços, mãos, coxas, pernas e pés, além do rosto. Fora esses sintomas, a doença pode dar ainda formigamento, falta de sensibilidade na pele, fraqueza muscular nas mãos, pés e rosto e queda de pelos na região das manchas.
No entanto, a hanseníase pode ser curada e tem chances ainda maiores se for diagnosticada cedo - se não for tratada, pode provocar deformidades, especialmente nas mãos e pés.
O tratamento é feito com 2 ou 3 medicamentos e pode durar de 6 a 12 meses.
No entanto, como lembrou o ginecologista José Bento, é importante lembrar que os antibióticos podem cortar o efeito dos anticoncepcionais e, por isso, é preciso redobrar os cuidados com os métodos contraceptivos.
Bemestar
Cirurgiões belgas afirmam ter feito uma descoberta que acrescenta uma nova peça ao atlas do corpo humano e pode revolucionar o tratamento de lesões do joelho. Em artigo publicado no periódico Journal of Anatomy, os médicos descrevem um novo ligamento, que recebeu o nome de anterolateral, ou ALL, na sigla em inglês. Os médicos sugerem que o ALL tem um papel importante no rompimento do ligamento cruzado anterior, uma das lesões de joelho mais comuns entre praticantes de esporte.
Pode até parecer falta de preparo, mas há uma explicação genética para que as mulheres fiquem mais cansadas que os homens durante a prática de exercícios. Um novo estudo mostra que as mulheres tem “maior ativação elétrica” dos músculos do tórax, responsáveis por controlar a respiração, o que torna uma corrida mais exaustiva. As informações são do Daily Mail.