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Em entrevista à CNN Rádio, o psiquiatra Vitor Crestani Calegaro afirmou que terapia é uma boa aliada para aprender a lidar com a ansiedade. Durante o durante o quadro Correspondente Médico, ele destacou que a ausência de atividades físicas deixa “o corpo propenso a sensações de ansiedade.” De acordo com Vitor, as sensações de ansiedade se manifestam pela “angústia, respiração ofegante, irritabilidade, insônia e outros sintomas físicos, como batimento cardíaco acelerado.”

atividade

Ao mesmo tempo em o psiquiatra destaca a importância da atividade, ele também reforça que a ansiedade é uma situação normal e bem recorrente e que em algum momento todas as pessoas se veem diante dela em determinadas situações, o especialista trouxe como exemplo as sensações e sintomas que são apresentados antes de uma apresentação ou prova. Esse tipo de ansiedade do dia a dia está ligado a situações do cotidiano, entretanto o maior problema é quando ela se torna crônica, com preocupações exageradas com coisas corriqueiras, de forma intermitente.

“A hesitação, quando a pessoa tem ataques de pânico, evita contato com pessoas, esse hesitar em oposto ao enfrentar que vai ‘cronificar’ a ansiedade”, destacou Vitor complementando em seguida: “Enfrentar situações é o que nos torna capazes de lidar com ansiedade.”

O especialista reforçou que a psicoterapia também é uma importante aliada para “a pessoa trabalhar medos” e ficar mais capaz de lidar com as situações da vida. “A medicação também é importante, mas não para todos os casos”, completou.

Doenças como ansiedade e depressão estão além apenas do cuidado mental, o condicionamento físico de quem passa por esses transtornos interfere diretamente na qualidade de vida. É de amplo conhecimento que a atividade física faz muito bem e nos auxilia na melhoria de diversos problemas do nosso corpo, seja ela aliada a fisioterapia para tratamento de doenças musculares, ela aliada a um acompanhamento com psicólogo/psiquiatra ou até mesmos apenas pra adotar um estilo de vida.

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Foto: Getty Images

O período de férias é o momento em que as crianças têm mais tempo livre para ficar na frente da televisão, celular, tablet ou computador. Já é de ciência dos pais que isso não deve acontecer em excesso, mas pesquisadores trouxeram mais um motivo para evitar essa situação: o desenvolvimento precoce de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).

Um estudo publicado no Journal of Adolescent Health por cientistas da UCSF (Universidade da Califórnia em São Francisco) constatou que, a cada hora que as crianças passam assistindo a vídeos, o risco de desenvolvimento de TOC aumenta 13%. Quando elas ficam o mesmo período jogando videogame, esse risco passa para 11%.

"Os vícios em telas estão associados à compulsividade e à perda do controle comportamental, que são os principais sintomas do TOC", disse o principal autor do estudo e professor assistente de pediatria na UCSF, Jason Nagata, em comunicado. No caso do videogame, Nagata adverte que as crianças que passam "muito tempo jogando relatam sentir a necessidade de jogar cada vez mais e não conseguem parar apesar de tentarem".

Devido a isso, "pensamentos intrusivos sobre o conteúdo do videogame podem se transformar em obsessões ou compulsões", segundo ele.

Os vídeos, por sua vez, podem causar uma visualização compulsiva de conteúdos semelhantes, que é fortemente impulsionada pelos algoritmos e anúncios das principais plataformas de consumo.

Para chegarem a essa conclusão, os cientistas perguntaram a 9.204 crianças de 9 e 10 anos quanto tempo elas gastavam nas mais variadas plataformas, exceto as que eram utilizadas para fins educacionais. A média foi de 3,9 horas por dia.

Dois anos após esse primeiro contato, os pesquisadores perguntaram aos pais ou responsáveis se a criança apresentou sintomas ou obteve o diagnóstico de TOC. Do total de entrevistados, 4,4% desenvolveram transtorno obsessivo-compulsivo.

A troca de mensagens de texto, participação em chamadas de vídeo e as mídias sociais não tiveram relação direta com os casos de TOC, porém isso pode ter acontecido porque as crianças que participaram da pesquisa não faziam uso contínuo dessas ferramentas.

"Embora o tempo de tela possa trazer benefícios importantes, como educação e maior socialização, os pais devem estar cientes dos riscos potenciais, especialmente para a saúde mental", alerta Nagata.

Vale ressaltar que o TOC afeta diretamente a saúde mental e causa, por exemplo, comportamentos repetitivos e pensamentos recorrentes e indesejados — também chamados de obsessões. Esses sintomas podem causar angústia e ansiedade, além de se tornarem incapacitantes em alguns casos.

R7

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan obteve 79,6% de eficácia nos ensaios clínicos. De acordo com a instituição, o acompanhamento de um grupo de 16 mil participantes por dois anos não registrou ainda nenhum caso grave da doença naqueles receberam o imunizante.

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A fase de estudos clínicos da vacina contra a dengue começou em 2016, com a administração do imunizante a 10 mil voluntários com idade entre 2 e 59 anos. Mais 6.000 pessoas receberam um placebo. A incidência de dengue sintomática entre os participantes foi avaliada a partir dos 28 dias da imunização e continuou por dois anos.

A pesquisa prosseguirá o acompanhamento por cinco anos e será encerrada em 2024. A eficácia da vacina foi ainda maior nas pessoas que haviam contraído a doença antes do estudo, tendo chegado a 89,2%. Entre as que nunca tiveram contato com o vírus, a efetividade ficou em 73,5%.

A vacina protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. No entanto, no período da pesquisa, apenas os tipos 1 e 2 estavam em circulação no Brasil. A eficácia para evitar a infecção por essas variedades ficou em 89,5% e 69,6%, respectivamente.

Efeitos adversos

Entre os mais de 10 mil imunizados, apenas três pessoas apresentaram eventos adversos considerados graves até 21 dias após aplicação da vacina, sendo que todas se recuperaram totalmente. Anos de pesquisa

A vacina do Butantan contra a dengue usa tecnologia do Instituto Nacional de Saúde americano, licenciada em 2009.

A primeira fase dos ensaios clínicos foi realizada nos Estados Unidos, entre 2010 e 2012, e a segunda, no Brasil, entre 2013 e 2015. Os testes mostraram que a vacina é segura e protege contra os quatro sorotipos do vírus, o que era uma das maiores dificuldades para o desenvolvimento de um imunizante contra a doença.

Agência Brasil

Foto: divulgação