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A saúde íntima feminina depende de muitos fatores, entre eles, o equilíbrio da flora vaginal. Mas afinal, o que isso significa? A ginecologista Fabiana Bernardi explicou em uma live realizada pela AMCR (Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil), no início de outubro.

ginecologista

“A vagina é um órgão que possui um ecossistema dinâmico e complexo, com mais de 200 tipos de bactérias residentes na secreção vaginal”, disse ela. A flora vaginal normal é composta principalmente por bactérias do tipo lactobacillus. “Quando ocorre um desequilíbrio dela, basicamente, é porque houve uma diminuição considerável do número de lactobacilos. As principais causas dessa diminuição são situações como estresse, alguma infecção sistêmica, uso de medicamentos como corticóides, antibióticos e diminuição da imunidade”, explica a médica.

Entre os principais sintomas de desequilíbrio, estão as vulvovaginites, infecções da vulva (parte externa da vagina) e da cavidade vaginal, normalmente percebidas pelo corrimento de odor desagradável, prurido e desconforto nas relações sexuais. “A preservação do equilíbrio da flora vaginal é importante para manter a nossa saúde em ordem”, diz Dra. Fabiana. 1 - Evitar fumar e beber álcool

O cigarro abriga quase 5 mil substâncias consideradas tóxicas. Segunda a médica, é sabido que algumas delas causam alterações na população de bactérias saudáveis dentro do organismo da mulher. “Estudos mostram que o tabagismo está associado tanto ao diagnóstico de vaginose bacteriana quanto a uma microbiota vaginal sem Lactobacillus spp, que tem ação protetora”. Portanto, a primeira dica da médica é se manter longe do cigarro, e também da bebida alcoólica.

2 - Dormir sem calcinha

Essa é uma dica simples e que funciona muito bem. A calcinha, além de apertar e reduzir a vascularização da vulva, aumenta o suor - o que é ruim para os lactobacilos da região. Por isso, aproveite o período do sono para ficar livre da peça.

3 - Realizar uma ducha depois de evacuar

Seja com o uso de uma ducha ou de um bidê, é fundamental fazer uma higiene com água e sabão depois de evacuar porque no intestino existem bactérias diferentes da vagina. Caso elas permaneçam ali, podem ser espalhadas e causar infecções urinárias e também vaginais.

Mas a médica alerta que a limpeza não deve ser realizada dentro da vagina. “Este tipo de limpeza é desnecessária porque remove a camada de gordura e também a secreção fisiológica que é natural da mulher e está ali para protegê-la”, avisa a especialista.

4 - Cuidado com as relações sexuais anais e vaginais combinadas

O ideal é praticar ambos com camisinha, para que as bactérias do intestino não sejam transmitidas para a região vaginal. Sempre, priorizar a relação vaginal e depois a anal, nunca o contrário. “Esse cuidado evita infecções urinárias e vaginais”.

5 - Reduza ao máximo o número de parceiros sexuais

Ao manter relações sexuais com vários parceiros, a mulher se expõe a muitos tipos de secreções e bactérias. “Seu corpo pode não estar preparado para lidar com tantos micro-organismos, sua imunidade pode cair e há risco da flora vaginal ficar comprometida”, finaliza a médica.

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Foto: Reprodução

Lidar com o fluxo dos hormônios femininos durante todo o mês não é fácil. Somente isso é suficiente para que muitas mulheres sofram com cansaço e outras mudanças no organismo. Porém, existe uma época em que essa ‘luta’ com o próprio corpo aumenta: o período menstrual. Às vezes, nesse momento, o esgotamento é tanto a ponto de a mulher não ter energia para trabalhar ou fazer as atividades cotidianas. Esta sensação é chamada de fadiga menstrual.

Juntamente com mau humor, inchaço e dores de cabeça, a fadiga menstrual é um dos sintomas que vêm com a menstruação. O ginecologista Patrick Bellelis, colaborador do setor de endometriose do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, explica que o cansaço excessivo é comum e ocorre por uma série de razões ligadas ao organismo.

Segundo Bellelis, algumas causas para a fadiga menstrual não são controláveis, mas outras podem ser evitadas ou amortecidas. “Nosso corpo costuma reagir à forma como o tratamos. Se não ingerimos as vitaminas necessárias e não damos a ele o devido descanso, ele irá reclamar. Uma alimentação rica em nutrientes é recomendável para qualquer pessoa durante todo o mês, mas para as mulheres é ainda mais importante, especialmente durante a menstruação”, afirma o médico. Ele defende, ainda, o acompanhamento médico.

A seguir, o especialista traz os principais motivos que levam à fadiga menstrual. Entenda:

Baixos níveis de estrogênio -- Nesse período, ocorre a diminuição do estrogênio, o hormônio sexual feminino. Essa alteração provoca parte dos sintomas da síndrome pré-menstrual, ou tensão pré-menstrual, a TPM. Os sintomas podem durar até que os níveis comecem a subir novamente, já no final da menstruação.

Sangramento intenso - O sangramento uterino anormal, ou até mesmo um sangramento mais intenso, também pode provocar fadiga. Suas causas podem ser miomas, pólipos ou desequilíbrio hormonal. Este último pode levar a um desenvolvimento excessivo do endométrio (tecido que reveste o útero e se desprende durante a menstruação), resultando em sangramentos menstruais mais fortes.

Anemia - É uma condição na qual o corpo carece de glóbulos vermelhos saudáveis ​​que ajudam a transportar oxigênio para outros tecidos do corpo. A anemia pode ser causada por sangramento excessivo ou ingestão inadequada de ferro.

Dieta pouco saudável - Comer alimentos pobres em nutrientes também pode levar à fadiga menstrual. É melhor ingerir comidas ricas em ferro, proteína, ômega-3, magnésio e cálcio, com propriedades anti-inflamatórias.

Dormir mal - Tendemos a subestimar o quanto o sono afeta nossa saúde. Dormir mal pode contribuir para a fadiga menstrual e aumentar o risco de doenças cardíacas, pressão alta, diabetes, derrame, obesidade e depressão. Embora a dor e as mudanças de humor possam atrapalhar o horário de sono, é importante tentar tirar uma soneca sempre que possível.

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A diminuição do tempo de sono tem se tornado uma condição característica na sociedade moderna, pesquisadores tem encontrado importantes associações epidemiológicas entre o prejuízo no padrão habitual do sono e a obesidade. Várias pesquisas mostram que as pessoas que não conseguem dormir o suficiente tendem a se tornar obesas, pois o sono curto aumenta o nível de grelina (hormônio que aumenta a fome) e reduz a de leptina (hormônio que desacelera o apetite), aumentando também o apetite e a fome. Isso pode causar um aumento do consumo calórico e consequentemente a obesidade.

Não é segredo que o sono é importante para a saúde. Mas, recentemente, pesquisadores descobriram que a duração do tempo de sono pode estar diretamente ligada ao aumento do índice da massa corporal (IMC). Em outras palavras, quanto mais curto for o tempo de sono, maior será o risco de ganhar peso. Então, se você quer manter um peso saudável, certifique-se de dormir pelo menos 7-8 horas por noite.

O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo esclarece que dormir pouco prejudica a queima de gordura. Mas a privação de sono também pode desregular os níveis de açúcar no sangue e levar o corpo a produzir menos leptina e mais grelina. Isso significa que quem não dorme o suficiente tende a sentir mais fome e ter vontade de comer alimentos calóricos e pouco saudáveis.

Além disso, o cansaço crônico causado pelo mau descanso também pode afetar o humor e a produtividade, impactando negativamente a qualidade de vida. “No entanto, para garantir que o sono influencie positivamente no processo de emagrecimento, é importante que a pessoa tenha bons hábitos alimentares e pratique atividade física de forma regular. Dormir bem e ter um bom descanso noturno são fundamentais para manter o metabolismo funcionando adequadamente, o que auxilia diretamente na perda de peso. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de cafeína e outras substâncias estimulantes, pois isso pode prejudicar o sono e causar alterações no ritmo do metabolismo.” afirma o Dr. Ronan Araujo.

A alteração dos níveis da leptina e da grelina é considerada um importante mecanismo capaz de alterar o padrão da ingestão alimentar e levar a desajustes nutricionais. A ritmicidade e o sincronismo no fluxo da leptina e grelina são importantes para o padrão diário das refeições. Entendendo melhor como funciona a grelina e a leptina e sua importância

Grelina A grelina é um peptídeo composto por 28 aminoácidos produzidos principalmente pelas células endócrinas do estômago, duodeno e em uma série de estruturas cerebrais. Esse hormônio aumenta nos períodos de jejum, desencadeando a sensação de fome no núcleo arqueado, estimulando a motilidade gastrointestinal e promovendo a deposição de gordura.

Leptina A ação da leptina no sistema nervoso central (hipotálamo), promove a redução da ingestão alimentar e o aumento do gasto energético, além de regular a função neuroendócrina e o metabolismo da glicose e de gorduras.

Mais alguns dos problemas que são agravados por noites maldormidas:

  • Maior risco de problemas no coração;
  • O cansaço aumenta a dificuldade de se concentrar e tomar decisões;
  • Sensibilidade e irritabilidade frequente;
  • Grande queda na imunidade;
  • Falta de coordenação motora;
  • Recuperação mais lenta;
  • Depressão e ansiedade.

“Perder mais de duas horas de sono por noite durante períodos prolongados, é considerado um problema crônico. Isto pode afetar a produtividade no trabalho, relações interpessoais e até a saúde física, não deixe de buscar ajuda profissional para te auxiliar no processo de enfrentar esse problema. Dormir é fundamental para o bom funcionamento do organismo, e quando este não acontece, o corpo sofre consequências. Por isso, é importante tomar medidas para melhorar o hábito de dormir, como estabelecer uma rotina diária de hábitos que influenciem positivamente para noites melhores de sono.” finaliza o Dr. Ronan Araujo.

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A vitamina D é essencial para o bom funcionamento de diversas funções do nosso organismo, incluindo a imunidade e a saúde óssea. Agora, pesquisadores dos Estados Unidos sugerem que ela pode ter um papel ainda mais fundamental: melhorar o desempenho do cérebro.

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Em um estudo publicado no jornal científico da Associação de Alzheimer dos EUA, a equipe de cientistas da Universidade Tufts, em Massachusetts, mostra indícios de que indivíduos com taxas mais elevadas de vitamina D no tecido cerebral tinham melhor desempenho cognitivo do que aqueles com níveis menores. O grupo, conduzido pela pesquisadora Kyla Shea, estudou os dados de 209 indivíduos que faziam parte de um estudo sobre a doença de Alzheimer desde 1997. Quando eles morreram, analisaram também o tecido cerebral em busca da presença de vitamina D.

"Queríamos saber se a vitamina D está presente no cérebro e, se estiver, como essas concentrações estão ligadas ao declínio cognitivo”, afirma Kyla em comunicado.

Eles buscaram pelo nutriente em quatro regiões cerebrais, duas delas ligadas à doença de Alzheimer, outra que tem associação a um tipo de demência por fluxo sanguíneo e a quarta sem qualquer relação conhecida com os dois problemas. Os autores do estudo perceberam que indivíduos com altos níveis de vitamina D em todas as quatro áreas eram justamente os que apresentavam uma função cerebral melhor antes de morrer.

Todavia, o estudo não conseguiu relacionar o nutriente – ou a falta dele – à doença de Alzheimer.

"A demência é multifatorial, e muitos dos mecanismos patológicos subjacentes a ela não foram bem caracterizados. A vitamina D pode estar relacionada a resultados que ainda não examinamos, mas planejamos estudar no futuro", complementa a autora.

Os cientistas esperam conduzir novos estudos para determinar qual papel a vitamina D pode ter na prevenção da demência.

Uso da vitamina D

O nosso organismo produz vitamina D naturalmente por meio da exposição à radiação solar — cerca de 20 minutos diários sem protetor, preferencialmente no sol do início da manhã.

Obviamente, a maioria das pessoas não consegue atingir níveis desse nutriente de forma natural — alguns estudos brasileiros estimam uma prevalência entre 40% e 60% de deficiência de vitamina D.

A hipovitaminose, como é chamada, pode vir acompanhada de sintomas como cansaço, dores nos ossos, fraqueza e dores musculares ou cãibras e mudanças de humor, especialmente depressão.

Nesses casos, é necessário fazer um exame de sangue para identificar qual é o grau de deficiência e fazer a suplementação, com vitamina D3, sob supervisão médica.

Segundo a Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, a dose diária recomendada é de 600 UI (unidades internacionais) para pessoas de até 70 anos; acima dessa idade, são 800 UI.

A vitamina D não é inofensiva. Doses acima de 4.000 UI em adultos podem causar problemas de saúde. Os principais sintomas do excesso desse nutriente incluem anorexia, perda de peso, arritmia cardíaca, endurecimento dos vasos sanguíneos devido ao aumento do cálcio no sangue, possíveis danos no coração e formação de pedras nos rins.

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Foto: Freepik