A diretoria de Gestão de Pessoas do IFPI divulgou retificação do edital de remoção interna com 93 vagas de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico em 16 campi da Instituição.
As inscrições serão prorrogadas até as 18h desta segunda-feira(12) exclusivamente via internet, através da plataforma eletrônica REMOV, em virtude de instabilidade nos sistemas.
Estão abertas as inscrições para o IV Congresso Internacional Nós Propomos!, maior encontro latino-ibero-americano sobre Geografia, Educação e Cidadania Territorial. O evento será realizado de 30 de junho a 4 de julho de 2026, na Universidade Federal Delta do Parnaíba (UFDPar), em Parnaíba, Piauí. A Universidade Federal do Piauí (UFPI) é uma das parceiras do evento.
O IV Congresso Internacional Nós Propomos! é realizado por uma rede de instituições parceiras, entre elas a Universidade Federal do Piauí, a Universidade Federal do Delta do Parnaíba, o Instituto Federal do Piauí e a Universidade de Lisboa, reforçando a cooperação acadêmica internacional.
O evento é uma oportunidade para pesquisadores, docentes, estudantes da educação básica, graduação e pós-graduação, além de profissionais das áreas de Geografia, Educação e áreas afins, participarem de uma programação acadêmica que inclui palestras, mesas-redondas, grupos de discussão, lançamentos de livros, atividades culturais, dentre outras ações da programação.
Paralelamente, está aberta a submissão de trabalhos científicos até o dia 31 de janeiro de 2026. Podem ser submetidos artigos científicos completos ou resumos expandidos, com apresentações em formato oral ou pôster, fortalecendo o diálogo entre teoria, prática educacional e cidadania territorial.
O IV CINP busca estimular e divulgar pesquisas inovadoras ligadas aos eixos temáticos do Projeto Nós Propomos!, tais como fundamentos teórico-metodológicos, educação geográfica e cidadania territorial, formação docente e experiências didáticas, bem como outras experiências no ensino de Geografia no Brasil e no mundo.
Para o coordenador geral internacional do evento, professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e docente dos Programas de Pós-Graduação em Geografia e em Políticas Públicas, Raimundo Lenilde, a expectativa é fortalecer redes de colaboração e ampliar as discussões sobre cidadania ativa, educação crítica e práticas inovadoras de ensino, reunindo participantes de vários países interessados em compartilhar saberes e experiências.
A Pró Reitora de Ensino de Graduação da Universidade Estadual do Piauí, UESPI, considerando o Edital nº 020/2025, referente ao Processo Seletivo para Portador de Curso Superior para o período letivo 2026.1, torna público o presente edital de convocação dos candidatos aprovados no citado processo seletivo, conforme Anexo I, bem como os procedimentos para a realização das Matrículas Institucionais e Curriculares dos candidatos.
O historiador Francisco Gleison da Costa Monteiro, professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), acaba de lançar o livro Terra, trabalho e disciplina aos homens livres e pobres na Província do Piauí (1850–1888), obra que investiga as experiências sociais, econômicas e políticas da população livre e pobre no Piauí do século XIX. O livro, publicado pela editora Cancioneiro, destaca-se pela relevância historiográfica ao enfrentar um tema pouco explorado da história piauiense.
De acordo com o professor do curso de História de Picos, Ronyere Ferreira, o livro, que é resultado da pesquisa de doutoramento do professor Gleison Monteiro, analisa as condições de vida, trabalho e controle social da população livre e pobre no Piauí oitocentista, em um contexto marcado pela crise do sistema escravista, pela consolidação do Estado Imperial e pela imposição de projetos de ordem e modernização. "A obra desloca o olhar tradicional da historiografia, centrada nas elites, e coloca no centro da análise sujeitos historicamente silenciados: agregados, posseiros, roceiros, vaqueiros, jornaleiros e migrantes pobres", explica.
Com base em vasta documentação, o autor reconstrói as múltiplas experiências desses sujeitos, evidenciando suas práticas de trabalho, formas de ocupação da terra, estratégias de sobrevivência e resistências às tentativas de disciplinamento impostas pelas autoridades e pela elites. O livro demonstra como categorias como “vadiagem”, “desordem” e “indisciplina” foram mobilizadas como instrumentos discursivos e políticos para justificar a coerção, o recrutamento militar forçado e a criminalização da pobreza.
Johny Santana de Araújo, prefaciador da obra, destaca a relevância da obra, que ilumina “uma história cujos sujeitos encontram-se imersos em um monturo do esquecimento”, ressaltando que o livro descortina “a trajetória dos sujeitos cuja história fora silenciada”. Para o prefaciador, a obra contribui para a compreensão do mundo do trabalho e da vida rural a partir daqueles que raramente aparecem como protagonistas nos relatos tradicionais.