O Piauí contabilizou, entre a 1ª a 4 Semana Epidemiológica de 2024, 166 casos confirmados de dengue. O número corresponde a 33,8% a menos que os 251 casos registrados em todo o estado no mesmo período do ano passado.
Considerado os casos prováveis, que também engloba pacientes com diagnósticos inconclusivos, ignorados/brancos e com sintomas de alarme e grave de dengue, o Informe Epidemiológico revela que a queda foi de 6,5%.
Teresina lidera a lista de municípios piauienses com o maior número de casos prováveis de dengue em 2024, com 123 notificações. Em seguida aparece a cidade de Currais (58), Bom Jesus (48), Ribeiro Gonçalves (11) e Parnaíba (10).
Além da redução dos casos confirmados e prováveis, 201 cidades não tiveram notificação de casos suspeitos de dengue e nenhum óbito em decorrência da doença foi registrado no estado durante as quatro primeiras semanas epidemiológicas de 2024.
Sobre a Febre Chikungunya, o Boletim Epidemiológico mostra uma redução de 87% quando levado em consideração os 122 casos confirmados em 2023 com 15 deste ano. Até o momento, não há mortes causadas pela doença.
De acordo com dados da Pesquisa Entomológica do Aedes aegypti e do Aedes albopictus (LIRAa/LIA),195 cidades piauienses atingiram índice satisfatório para a doença e não há situação de risco para ocorrência de surto/epidemia de arboviroses no estado.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto Bio-Manguinhos, negocia a produção de uma vacina brasileira contra a dengue com a farmacêutica japonesa Takeda, produtora do imunizante Qdenga. As primeiras 750 mil doses chegaram ao Brasil no último sábado (20) e serão destinadas a pessoas de 10 a 14 anos em 521 municípios do país.
O Instituto afirma que teve "conversas iniciais" com o laboratório japonês sobre uma "possível transferência de tecnologia", mas que nenhuma decisão foi formalizada até o momento.
Por meio de nota, a Takeda informa que a empresa "está comprometida em buscar parcerias com laboratórios públicos nacionais para acelerar a capacidade de produção da vacina" e que possui um plano estratégico para atingir a meta de 100 milhões de doses por ano até 2030.
O Instituto afirma que teve "conversas iniciais" com o laboratório japonês sobre uma "possível transferência de tecnologia", mas que nenhuma decisão foi formalizada até o momento.
Por meio de nota, a Takeda informa que a empresa "está comprometida em buscar parcerias com laboratórios públicos nacionais para acelerar a capacidade de produção da vacina" e que possui um plano estratégico para atingir a meta de 100 milhões de doses por ano até 2030.
O Brasil adquiriu 6,5 milhões de doses da vacina Qdenga, que devem ser entregues ao longo do ano. A previsão é que 3,2 milhões de pessoas sejam imunizadas a partir de fevereiro, considerando que a vacina precisa de duas doses com intervalo de, no mínimo, três meses. Imunização de 1,5% dos brasileiros Segundo o Censo de 2022, a população do Brasil é de 203 milhões de pessoas. Ou seja, a previsão é que aproximadamente 1,5% de brasileiros seja vacinado contra a dengue este ano. O governo federal afirma que outras 9 milhões de doses da Qdenga estão garantidas para 2025.
A escolha do público-alvo de crianças e adolescentes se deve ao fato de que esse é o grupo com maior quantidade de hospitalizações, atrás somente dos idosos. A vacina, porém, não foi autorizada para este público pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela está aprovada apenas para quem tem entre 4 e 60 anos de idade.
Outras vacinas O Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina tetravalente contra a dengue. A "Butantan-DV" está na fase 3 dos ensaios clínicos, e a previsão é terminar o estudo em 2024. Resultados preliminares apontam 79,6% de eficácia geral para prevenir casos da doença.
Dengue no Brasil O Brasil registrou 305.190 casos prováveis de dengue entre julho de 2023 e o início de janeiro deste ano, segundo o Ministério da Saúde. O índice representa um aumento de 38,2% em relação ao mesmo período do ano anterior (julho de 2022 a janeiro de 2023), quando esse número foi de 220.846. As unidades da federação com a maior incidência da doença são: • Distrito Federal (863 casos por 100 mil habitantes); • Acre (633 por 100 mil); • Espírito Santo (660 por 100 mil); • Goiás (329 por 100 mil); e • Minas Gerais (325 por 100 mil).
O boletim da pasta aponta que durante esse período aconteceram 127 mortes por dengue e outras 164 estão em investigação. Em relação aos casos graves, o Brasil registrou quase 4 mil ocorrências com sinais de alarme e uma taxa de letalidade de 3,3%.
Segundo estimativa do Ministério da Saúde em parceria com o InfoDengue, da Fiocruz, o número de casos da doença no Brasil pode chegar a 5 milhões este ano.
A depressão é um transtorno complexo que engloba uma série de manifestações, geralmente associadas ao humor e comportamento.
Pessoas que possuem essa condição passam por alterações químicas no cérebro, que afetam principalmente os neurotransmissores, como a serotonina, ligada à felicidade e ao bem-estar.
O tratamento envolve medidas diversas, como a psicoterapia e a adoção de hábitos saudáveis. Porém, o uso de medicamentos é a parte mais importante deste processo, já que eles têm a capacidade de corrigir as alterações cerebrais que ocorreram previamente.
Existem inúmeros antidepressivos no mercado, que abrangem os diferentes graus da doença. O cloridrato de escetamina é um deles, e é sobre ele que iremos falar neste artigo. Acompanhe a leitura!
Índice — Neste artigo você verá:
O que é o spray nasal de escetamina e para que ele serve? Ação no organismo Quanto tempo dura o tratamento? Preço do spray nasal de escetamina O que é o spray nasal de escetamina e para que ele serve? O princípio ativo Cloridrato de Escetamina (ou Esketamina), oferecido como um spray nasal e registrado dessa forma inicialmente com o nome comercial Spravato, é um medicamento utilizado para o tratamento de adultos com transtorno depressivo em níveis moderados ou graves.
A terapia que se utiliza deste fármaco é relativamente nova, a substância foi registrada no Brasil no ano de 2020, quando começou a ser utilizada no país.
Um de seus principais usos é no caso de pacientes que já realizaram tratamento com outros medicamentos e não obtiveram o resultado esperado. Ele pode ser aplicado em casos com maior gravidade e sempre em conjunto com outros antidepressivos.
Ele também pode ser usado de forma emergencial em pacientes que apresentam risco de vida, com comportamento suicida.
Ação no organismo Após sua aplicação nas vias nasais, a escetamina é absorvida pela mucosa presente nesta região, e o tempo até chegar em sua concentração plasmática máxima é de 20 a 40 minutos. A concentração plasmática está relacionada com a absorção do medicamento.
Por isso, oferece uma ação rápida, alcançando os receptores cerebrais e estimulando a melhoria da conexão entre neurônios — e, consequentemente, reduzindo os sintomas da depressão.
A aplicação do remédio, seja de forma emergencial ou a longo prazo, deve ser feita por médicos e ter o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras. Isso porque ele pode causar efeitos colaterais, como qualquer outro medicamento.
Por exemplo, a pressão arterial deve ser monitorada antes e depois do uso. A bula da escetamina indica que, se a pressão estiver elevada, o fármaco não deve ser utilizado.
Independente disso, é necessário manter o(a) paciente sob observação por um tempo até que haja a certeza de que o organismo está estabilizado.
Quanto tempo dura o tratamento? O tratamento que utiliza o cloridrato de escetamina em pacientes com o transtorno depressivo resistente a outras terapias medicamentosas tem um tempo de duração muito variável.
Isso porque ele depende de como o corpo reage a seu efeito e do tempo necessário para a remissão.
As primeiras 4 semanas de tratamento são chamadas de fase de indução, e ao fim dela deve ser avaliado o estado do(a) paciente para analisar se o medicamento deve ser mantido.
Depois, se inicia a fase de manutenção, com doses que podem ser semanais ou quinzenais. Nesse período também devem ocorrer as avaliações médicas periódicas para entender o comportamento do corpo e examinar a necessidade do tratamento.
Quando se entende que já houve a melhora dos sintomas da depressão, é recomendado ainda que o tratamento se mantenha por mais 6 meses, pelo menos.
Tudo isso é indicado pela bula do cloridrato de escetamina, e a equipe médica é responsável pela definição das doses e pela avaliação do tratamento, assim como de seus riscos e efeitos colaterais.
Preço do spray nasal de escetamina A escetamina é um medicamento de custo elevado. No ano de 2024, o spray nasal é encontrado na Consulta Remédios por valores a partir de 2 mil reais*.
Ele é uma opção de tratamento para pessoas que precisam dele de forma emergencial ou que já realizaram a terapia com outros antidepressivos mas não obtiveram a resposta ideal.
Por esses fatores, a administração deve ser avaliada cuidadosamente pelos médicos, e o medicamento nunca deve ser utilizado sem indicação.
*Preços sujeitos a alteração.
A depressão é uma condição séria que deve ser tratada adequadamente. Ainda que a psicoterapia e outras formas de tratamento sejam necessárias, elas não dispensam o uso de medicamentos.
O spray nasal de cloridrato escetamina é um fármaco que pode ajudar muito nesse processo e ainda salvar vidas.
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O Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), realiza o I Congresso da Rede de Urgência e Emergência (RUE) entre os dias 29 de fevereiro e 02 de março, no Centro de Convenções de Teresina. Durante o evento também acontecerá o I Simpósio de Responsabilidade Social no Atendimento Pré-Hospitalar e o I Simpósio Multiprofissional de Urgências Pediátricas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Estadual e a Sociedade de Pediatria do Piauí (Sopepi) também são parceiras do evento.
“Esperamos que esse encontro resulte na construção de um espaço colaborativo para a produção de conhecimento e diálogos que, por sua vez, se transformarão em sabedoria para o cenário das urgências e para a vida da comunidade, promovendo mudanças sustentáveis em nosso sistema único de saúde”, destaca Telmo Mesquita, coordenador do RUE.
Com palestrantes do Piauí e outros seis estados do país, o evento propõe uma profunda reflexão científica sobre os desafios e avanços nos serviços de urgência e emergência no estado. A programação também conta conferências, talk-shows, painéis, relatos de experiência, apresentações de trabalhos científicos e trilhas com simulação realística.
“É um congresso multiprofissional, portanto, atende não somente aos profissionais que atuam na área de emergência, mas também em unidades básicas de saúde, consultórios, ambulatórios e gestores hospitalares que devem trabalhar em parceria com profissionais especializados em emergência, além de estudantes, que são muito bem-vindos”, afirma Cristiane Rocha, coordenadora do SAMU estadual.
Todos os profissionais e estudantes da área de saúde podem participar do congresso e simpósios. Já para receber o certificado do evento e ter acesso aos minicursos, os interessados deverão fazer obrigatoriamente a inscrição no congresso por meio do site oficial do evento: www.congressorue.com.br.