Em períodos de festas, feriados prolongados ou férias os hemocentros de todo o Brasil já esperam e se preparam para uma redução no número de doações de sangue, que pode chegar a 30%. Com o retorno das festas após um período pandêmico, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) preparou uma programação especial de Carnaval com o objetivo de reforçar o estoque de sangue.
“Buscamos parcerias com instituições públicas e privadas, além da sociedade civil para reforçar o estoque de sangue durante o carnaval e garantir o fornecimento de hemocomponentes aos hospitais públicos do Estado e parte da rede privada”, explica a supervisora de captação de doadores, Susanne Rocha.
A programação inicia nesta quinta-feira, 09 de fevereiro, com o Bloquinho da Solidariedade, uma iniciativa da vereadora Pollyana Rocha, que se inicia às 8h, na sede do Hemopi em Teresina. Paralelo a esta ação, também haverá uma campanha de doação de sangue em parceria com o Curso Grau Técnico Unidade Dirceu, das 8h às 17h aberta à comunidade.
No dia 11 de fevereiro, sábado, dois grupos devem reforçar as doações. São eles: Grupo Pulsando Vidas no Carnaval e Igreja Adventista.
Na semana que antecede o Carnaval, o Hemopi recebe a visita animada dos Reis e a Rainhas do Carnaval de Teresina, no dia 16 de fevereiro, à partir das 9h. Nesse mesmo dia, haverá também a colaboração dos servidores da Secretaria Municipal de Saúde do município de Palmeirais, que se mobilizaram para vir doar aqui na capital e também o hemoaniversário da doadora Adne Thaís. Na sexta-feira, 17 de fevereiro, o Hemopi recebe a torcida organizada do River.
Durante o Carnaval, de 18 a 21 de fevereiro, o Hemopi em Teresina vai funcionar para a doação de sangue, porém com horário diferenciado na segunda-feira (20) e terça-feira (21), de 7h15 às 16h. Os hemocentros regionais de Picos, Parnaíba e Floriano estarão fechados para a doação de sangue nesse período (20 a 22 de fevereiro). Na quarta-feira de Cinzas, o Hemopi funciona de 7h15 às 17h e o grupo da 1ª Igreja Batista encerra as parcerias do período carnavalesco.
A recente disseminação da gripe H5N1 para mamíferos – comumente conhecida como gripe aviária – deve ser observada, mas o risco para humanos permanece baixo, disse a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quarta-feira (8).
O vírus H5N1 tem se espalhado entre aves domésticas e selvagens há 25 anos, disse o diretor-geral da pasta, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a repórteres em uma coletiva de imprensa virtual, mas relatos recentes de infecções em martas, lontras e leões marinhos "devem ser observados de perto". Ele afirmou que o risco para os humanos continua baixo, observando que os casos humanos são raros desde que a cepa da gripe surgiu em 1996.
"Mas não podemos dar como certo que esse continuará sendo o caso e devemos nos preparar para qualquer mudança no status quo", disse Tedros.
O diretor disse que as pessoas foram aconselhadas a não tocar em animais selvagens mortos ou doentes e, em vez disso, denunciá-los às autoridades locais e nacionais, que estão monitorando a situação.
A OMS também recomendou o fortalecimento da vigilância em ambientes onde humanos e animais interagem, disse ele.
"A OMS também continua a se envolver com os fabricantes para garantir que, se necessário, suprimentos de vacinas e antivirais estejam disponíveis para uso global", concluiu.
A construção de hábitos saudáveis está entre os fatores determinantes para uma vida longeva de qualidade. Uma alimentação equilibrada promove o bem-estar e a prevenção de diversas doenças, como os cânceres de estômago e intestino. Alinhada ao objetivo de fomentar a conscientização sobre o tema, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, do Grupo Bradesco Seguros, alerta sobre a importância da prevenção e os cuidados necessários para o funcionamento adequado do aparelho digestivo.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), os tumores malignos de intestino (cólon e reto) e de estômago, que comprometem o funcionamento do aparelho digestivo, estão entre os de maior incidência no Brasil. Esses dois tipos de câncer ocupam, respectivamente, a quarta e a sexta posição na lista dos mais frequentes no país.
A gastroenterologista Julia Campos, da rede de clínicas Meu Doutor Novamed, destaca o papel da dieta equilibrada e de um estilo de vida ativo para a prevenção. “É muito importante ter hábitos saudáveis, com uma dieta rica em fibras, com frutas e vegetais, e de baixo teor de gorduras. Entre os principais aliados, também estão praticar atividade física regularmente, eliminando o sedentarismo e controlando a obesidade, assim como abandonar o tabagismo e evitar o excesso na ingestão de bebidas alcoólicas”.
As projeções do INCA são de que o Brasil registre 704 mil novos casos de câncer para cada ano no triênio de 2023-2025, considerando mais de 20 tipos da doença. A estimativa representa um acréscimo de 79 mil novos casos anuais na comparação à projeção anterior do instituto -- de 625 mil por ano para o período de 2020 a 2022. Como saber se existe algum problema de digestão
A Dra. Julia Campos ressalta a importância de reconhecer os sintomas de que algo não está bem no estômago e no intestino, prejudicando o bom desempenho dos órgãos e, consequentemente, o funcionamento do aparelho digestivo. Os quatro principais indícios de que algo está em desordem no processo de digestão são:
Presença de azia e enjoo;
Dor no abdome e/ou abdome distendido;
Dificuldade na digestão com sensação de estufamento;
Mudanças no hábito do intestino (como diarreia ou constipação).
“Esses sintomas estão presentes em patologias benignas do sistema digestivo, mas também podem estar relacionados ao câncer. Além deles, é importante observar a presença concomitante de perda inexplicada de peso, bem como dificuldade de se alimentar, vômitos persistentes ou sangue nas fezes. Esses sintomas são como um alerta para a necessidade da avaliação com um gastroenterologista, para se afastar a possibilidade de câncer nesses órgãos”, reforça a médica, que atua na unidade do bairro Caminho das Árvores da Meu Doutor Novamed, em Salvador (BA).
Importância da qualidade da digestão
A digestão é um processo fundamental para a absorção de nutrientes presentes nos alimentos e bebidas, garantindo que o corpo humano possa funcionar corretamente, de forma saudável. Considerando que os sinais de um desempenho inadequado podem estar presentes em enfermidades distintas, a gastroenterologista enfatiza: “Os cânceres de estômago e de intestino só desenvolvem sintomas em fase avançada. Quando ainda estão pequenos e assintomáticos, a diferenciação entre as diversas patologias do sistema digestivo exige a avaliação específica de cada órgão, muitas vezes com exames de endoscopia digestiva ou de colonoscopia, quando for indicado”.
Idade e histórico familiar
Historicamente, o risco de desenvolvimento dos cânceres de estômago e intestino aumenta com a idade. Mas a incidência tem sido cada vez maior em pessoas mais jovens. De acordo com recente estudo da Universidade Harvard (EUA), publicado no fim de 2022 pela revista científica Nature Reviews Clinical Oncology, as últimas décadas apresentam uma mudança na faixa etária dos pacientes com neoplasia maligna. Cânceres como os de intestino, mama, estômago e pâncreas têm crescido entre pessoas com menos de 50 anos.
A Dra. Julia Campos alerta, ainda, para questões ligadas ao histórico familiar. “Temos que considerar a história familiar pessoal, pois a presença de parentes de primeiro grau com esses tipos de neoplasia maligna, pólipos ou síndromes genéticas aumenta essa chance de desenvolvimento da doença”.
Diagnóstico precoce e tratamento
O cuidado preventivo, com acompanhamento constante para um possível diagnóstico precoce, contribui para mitigar o desenvolvimento do câncer e tornar o tratamento mais eficaz. “A realização dos exames de rastreio, como a colonoscopia a partir dos 45 anos, é fundamental para reduzir a chance de aparecimento desse tipo de câncer. Nesse exame é possível detectar os pólipos -- a grande maioria dos tipos de câncer de intestino, por exemplo, se desenvolve a partir do crescimento desse tipo de tecido anormal em uma membrana mucosa -- e realizar a sua retirada por completo no mesmo procedimento. Essa retirada deixa o paciente livre da possibilidade de que esse pólipo continue crescendo e que se torne o câncer”, comenta.
A gastroenterologista da Meu Doutor Novamed ressalta que o tratamento depende de cada caso e, após um diagnóstico, o médico e o paciente irão alinhar as ações necessárias. “Quando o diagnóstico é realizado em um estágio inicial e sem acometer outros órgãos com metástases, é possível realizar a remoção do câncer por completo, por endoscopia ou por cirurgia, e complementando o tratamento com quimioterapia/radioterapia quando necessário”.
Engenheiros da Universidade de Waterloo (EUA) desenvolveram uma nova ferramente de inteligência artificial (IA) capaz de prever a eficiência do tratamento quimioterápico antes da realização da cirurgia. O uso do algoritmo ajudaria a determinar as melhores opções de tratamento, evitando efeitos colaterais desnecessários de terapias que não seriam efetivas naquele caso, e melhorando os resultados cirúrgicos conforme as indicações.
"Determinar o tratamento certo para cada caso de com câncer de mama ainda é muito difícil , e é crucial evitar efeitos colaterais desnecessários do uso de tratamentos que provavelmente não trarão benefícios reais para esse paciente", afirma o líder de desenvolvimento do código da iniciativa Cancer-Net, Alexander Wong, professor de engenharia de design de sistemas.
Ele ressalta que a criação de um sistema de inteligência artificial que ajuda na previsão da efetividade de um tratamento poderá auxiliar médicos em sua prescrição, de modo a melhorar taxas de recuperação e de sobrevivência de pacientes.
Em um projeto liderado por Amy Tai, uma estudante de pós-graduação do Laboratório de Visão e Processamento de Imagens de Waterloo, o software de IA foi treinado com imagens de câncer de mama feitas com uma nova modalidade de ressonância magnética de imagem, inventada por Wong e sua equipe, chamada sintética imagem de difusão correlacionada (CDI, na sigla em inglês).
Com o conhecimento obtido de imagens CDI de casos antigos de câncer de mama e informações sobre seus resultados, a IA pode prever se o tratamento quimioterápico pré-operatório beneficiaria novos pacientes com base em suas imagens.
Conhecido como quimioterapia neoadjuvante, o tratamento pré-cirúrgico pode encolher os tumores para tornar a cirurgia possível ou mais fácil e reduzir a necessidade de grandes cirurgias, como mastectomias.
“Estou bastante otimista com essa tecnologia, pois a IA de aprendizado profundo tem o potencial de ver e descobrir padrões relacionados e se um paciente se beneficiará de um determinado tratamento”, disse Wong.