O Piauí voltou a ficar em estabilidade no número de casos de covid-19, em virtude do represamento de dados em alguns municípios, que só agora foram colocados no sistema.
Alguns municípios só encerraram as notificações de janeiro a setembro de 2022 agora. Isso gerou uma variação negativa, em relação aos últimos 14 dias, de -9%. A média móvel de 7 dias contabilizou 264 casos, contra 224 da semana anterior.
Dos novos casos registrados, 73,3% são referentes ao período de janeiro a setembro de 2022.
Já a variação de óbitos por covid nos últimos 14 dias teve uma queda de 37%.
O represamento impacta também na taxa de transmissibilidade que passou a ser de 0,94. Na semana anterior o índice era de 0,89.
Leitos
O número de pacientes internados em UTIs teve queda e agora chegou a 08. Na semana anterior eram 09 leitos ocupados. A ocupação de leitos clínicos caiu de 15 para 12.
Os casos de COVID seguem se agravando ao redor do mundo e principalmente na China. Na última semana o vasto pais asiático registrou um alarmante e preocupante número de 13 mil novos casos de mortes envolvendo a doença apenas na última semana.
O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças da China, que monitora a COVID no país, informou que cerca de 13 mil pessoas morreram em decorrência (direta ou indireta) da doença entre os dias 13 e 19 de janeiro. As autoridades ainda salientaram que boa parte da população chinesa já contraiu ou teve contato com o vírus (estima-se que o percentual seja algo em torno de 80% da população que já foi infectada), o que pode aumentar devido ao fato da China comemorar o Ano Novo Lunar, que é quando muitos locais viajam para outras partes do país para estarem com seus entes.
O comunicado das autoridades que monitoram a doença informaram que 681 pacientes morreram de insuficiência respiratória enquanto que outros 11.977 faleceram de forma direta devido ao vírus. Os números podem ser ainda maiores já que as autoridades não precisaram quantas pessoas morreram devido a doença ainda em suas respectivas casas. Um dos motivos para o novo crescimento da COVID na China se dá por conta da flexibilização das restrições sanitárias (com isso cerca de 60 mil mortes já foram confirmadas entre 08 de dezembro de 2022 e 12 de janeiro de 2023).
Uma das mais importantes tradições do país, o Ano Novo Lunar (ou Festa da Primavera) simboliza não só um período de união familiar como também reforça os votos de boa fortuna para o ano que está começando. Além da China, países como Tailândia, Vietnã, Tibete, Coreia e Japão também celebram a data (que se desenrola por longos 40 dias) que é conhecida como uma das maiores migrações humanas anuais do mundo. O ano de 2023 no calendário lunissolar éo ano de 4721, o ano do coelho.
As gêmeas Elis e Eloá Lima Carneiro, de 1 ano e 7 meses, foram diagnosticadas com a rara síndrome de Hutchinson-Gilford, que causa envelhecimento precoce e afeta o desenvolvimento, esse pode ser o primeiro caso em gêmeas do mundo.
Elas são o primeiro caso da síndrome atendido pela rede pública de saúde de Roraima e segundo o Instituto americano Progeria Research Foundation (PRF), a dupla pode ser o primeiro caso da síndrome em gêmeos no mundo. Atualmente, existem 400 pessoas que vivem com a condição no mundo e que são estudadas pelo Instituto.
Já no Brasil, além de Elis e Eloá, há outros sete casos. O Ministério da Saúde foi questionado sobre os dados da síndrome, mas não deram uma resposta e não há dados públicos disponíveis.
Elis e Eloá nasceram de parto normal em maio de 2021, em Boa Vista. Elas são as filhas caçulas de Elismar Lima Carneiro, de 39 anos, que teve 10 filhos. Já o pai das meninas abandou a família assim que surgiu a suspeita da condição rara – ele sequer registrou as meninas. As gêmeas moram com a mãe e dois irmãos: o estudante de Marketing, Guilherme Lago, de 20 anos, que é o braço direito da mãe nos cuidados com as meninas, e a jovem, Maria Lima, de 14 anos, em apartamento nos fundos do quintal da avó no bairro Asa Branca, na Zona Oeste de Boa Vista. A família sobrevive com o salário de Guilherme, que começou a pouco tempo um trabalho com carteira assinada. A mãe concerta roupas para ajudar na renda.
As gêmeas foram diagnosticadas quando completaram nove meses de vida, no momento as características da progéria começaram a ficarem mais visíveis. O laudo foi dado no dia 28 de dezembro de 2022, no Centro de Referência de Saúde da Mulher, uma unidade pública do governo, onde são acompanhadas pela neuropediatra, Charlote Briglia.
Até chegar no diagnóstico, Elis e Eloá fizeram uma série de exames para descartar outros problemas de saúde. O caso delas chegou a ser tratado como subnutrição, já que o baixo peso é uma das características da síndrome, o que foi descartado mais à frente.
Quando a família recebeu a primeira suspeita que poderia ser progéria, Guilherme buscou as famílias brasileiras que lidam com crianças com a condição e conseguiu contactar o Progeria Research Foundation pela internet. O instituto sem fins lucrativos, está aguardando o material genético das irmãs para estudá-los e confirmar se de fato é o primeiro caso de progéria identificado em Roraima e o único em gêmeas no mundo.
De acordo com a organização americana, a intenção é ajudá-las a obter “tratamentos adequados que comprovadamente proporciona a essas crianças uma vida mais longa e saudável”.
A mãe, Elismar, conta que engravidou em um garimpo ilegal, onde conheceu o pai das meninas, e ficou por lá até os 5 meses de gestação. Elis e Eloá nasceram prematuras, quando a mãe estava completando 7 meses de gestação. “Tive uma gestação de 7 meses. Então, pequenos detalhes como o narizinho, a orelha, eu achava que era por conta da prematuridade. Só com 4 meses que os médicos notaram que tinha alguma síndrome. Elas não estavam ganhando peso, começou a cair os cabelos”, lembra Elismar.
A médica que cuida das gêmeas tem orientado a família a buscar atendimento para prevenir doenças comuns a pessoas mais velhas, tendo em vista que a síndrome acelera o processo de envelhecimento em cerca de sete vezes, em relação à taxa normal. Uma dificuldade da família é manter a frequência das consultas. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça serviços gratuitamente, os hospitais ficam distantes da residência e eles não tem dinheiro para manter essa rotina, já que por conta da doença, as gêmeas não conseguem usar o transporte público devido ao calor e para levá-las, o custo seria em torno de R$200 por mês.
Com isso, amigos da família publicaram um vídeo nas redes sociais contando a história das meninas para pedir ajuda. A mãe afirma que está recebendo auxílio de muitas pessoas desde a postagem do vídeo e que agora, a intenção deles é colocar as meninas como pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Medicamentos antidepressivos de uma das classes mais usadas, os ISRSs (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), também podem provocar em um grande percentual de pacientes um efeito chamado de "embotamento" ou "adormecimento" emocional. Agora, cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, conseguiram explicar por que esse comportamento acontece.
Essa categoria de remédios inclui sertralina, escitalopram, citalopram, fluoxetina, fluvoxamina e paroxetina. São drogas que têm como alvo a serotonina, um importante neurotransmissor cerebral. O objetivo é melhorar a conexão entre os neurônios. Não é de hoje que esse tema é motivo de estudos científicos. Em 2004 o psiquiatra e pesquisador William Jason Barnhart, publicou um artigo sobre síndrome da apatia induzida por ISRS no Journal of Psychiatric Practice.
"Sem dúvida, se por um lado os ISRSs são muito eficazes na melhoria de alguns sintomas negativos e debilitantes da depressão, por outro, parecem amortecer algumas emoções gratificantes e alegres", escreveu.
O que se tenta entender é o mecanismo por trás dessa apatia, que pode afetar entre 40% e 60% dos indivíduos em uso dessa classe de antidepressivos.
Para o estudo, publicado neste domingo (22) na revista científica Neuropsychopharmacology, os pesquisadores da Inglaterra e da Dinamarca recrutaram 66 indivíduos saudáveis, sendo que 32 deles tomaram escitalopram e outros 34 receberam placebo, sem que ninguém soubesse o que estava tomando.
Passadas cerca de três semanas, os voluntários tiveram que responder a questionários de autorrelato, além de fazerem testes para avaliar funções cognitivas, como aprendizado, inibição, função executiva, comportamento de reforço e tomada de decisão.
Os pesquisadores não acharam diferenças significativas entre os dois grupos no quesito cognição "fria", que envolve atenção e memória. Também não houve alterações e na cognição "quente", que envolve emoções.
Por outro lado, eles perceberam que o grupo que tomou escitalopram teve redução da sensibilidade ao reforço, que é a forma como aprendemos com o feedback de nossas ações e do ambiente.
No teste realizado, o grupo do escitalopram se mostrou menos propenso a usar o feedback positivo e negativo para orientar o aprendizado da tarefa.
Os autores do estudo entendem que isso sugere que a droga afetou a sensibilidade dos voluntários às recompensas e a capacidade deles de responderem de acordo.
Os questionários de autorrelato também evidenciaram que os participantes que tomaram o antidepressivo tiveram mais dificuldade em atingir o orgasmo durante o sexo, um efeito colateral frequentemente descrito por quem toma antidepressivos da classe dos ISRS.