A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na última segunda-feira (21) a ampliação do uso do medicamento remdesivir, vendido no Brasil pelo nome comercial Veklury, para tratamento pediátrico contra a Covid-19.
Agora, o medicamento poderá ser usado por bebês e crianças a partir de 28 dias e peso igual ou superior a 3 kg, que tenham pneumonia e requerem administração suplementar de oxigênio (oxigênio de baixo ou alto fluxo ou outra ventilação não invasiva no início do tratamento).
Crianças pesando 40 kg ou menos, sem necessidade de administração suplementar de oxigênio, mas que apresentam risco aumentado de progredir para Covid-19 grave, também poderão fazer o tratamento com o remdesivir. O produto é um antiviral injetável, de uso hospitalar, produzido no formato de pó para diluição, em frascos de 100 mg, segundo a Anvisa. O antiviral recebeu registro da Anvisa em março de 2021 e, desde então, vem tendo seu uso expandido entre pacientes adultos e adolescentes em casos de Covid-19.
A substância age impedindo a replicação do coronavírus no organismo, diminuindo o processo de infecção. Cerca de 50 países já autorizam o uso do medicamento.
Levantamento do Plano Nacional de Imunizações (PNI) aponta que no Piauí 936 mil pessoas não retornaram ao posto para tomar a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19. Preocupada com este número alto de indivíduos, que ainda não completaram o seu esquema vacinal, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) faz um alerta à população piauiense, para que volte aos pontos de vacinação e tomem todas as doses necessárias para a proteção contra as gravidades da doença.
“Essa nova subvariante da Omicron deixou as autoridades de saúde em alerta e com a Sesapi não foi diferente, por isso estamos aqui para pedir a nossa população, principalmente aqueles que não tomaram as doses essenciais para a sua proteção, que retornem aos postos de saúde e completem o seu esquema vacinal contra a Covid”, lembra o secretário de Estado da Saúde, Néris Júnior.
As vacinas recomendadas para as doses de reforço são da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, que podem ser utilizadas para pessoas com 18 anos de idade ou mais. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, deve ser utilizada preferencialmente a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina CoronaVac na dose de reforço.
Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é a seguinte: três reforços para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos; e dois reforços para pessoas de 18 a 39 anos. O primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo; e os outros devem obedecer ao intervalo de quatro meses. A orientação é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou a própria Janssen para as doses de reforço. “As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Os imunizantes estão disponíveis nos postos de saúde de nosso estado”, reforça o gestor.
O colesterol HDL, chamado também de colesterol 'bom', tem sido descrito há muito tempo como um preditor do risco de doença cardiovascular na população geral. No entanto, agora um grupo de cientistas descobriu que essa não é uma regra que vale para todos.
Em um artigo publicado nesta segunda-feira (21) no Journal of the American College of Cardiology, os pesquisadores verificaram que é possível prever risco maior de infarto e morte, por exemplo, somente em pessoas brancas que apresentem baixos níveis de colesterol HDL. Os estudos que moldaram a percepção sobre níveis "bons" de colesterol e a saúde do coração foram conduzidos na década de 1970, com pesquisas que envolviam basicamente adultos brancos.
No presente trabalho, a equipe da pesquisadora Nathalie Pamir, professora da Oregon Health & Science University, analisou dados de 23.901 adultos dos Estados Unidos, negros e brancos, na meia-idade e sem histórico de doenças cardíacas.
Todos os participantes tinham características semelhantes, incluindo idade, níveis de colesterol e fatores de risco subjacentes para doenças cardíacas, como diabetes, pressão alta ou tabagismo.
As informações coletadas foram analisadas ao longo de mais de uma década, período em que 664 negros e 951 brancos sofreram um infarto ou morreram em decorrência de um.
Os níveis aumentados de colesterol LDL e triglicerídeos contribuíram para o desfecho, confirmando o que já se observara em estudos anteriores.
A novidade foi justamente o fato de pessoas negras com níveis altos de colesterol 'bom' não apresentarem risco menor de infarto. O estudo ainda expande achados de outros trabalhos que mostram que altos níveis de colesterol HDL, na verdade, nem sempre estão associados a risco reduzido de problemas cardiovasculares no futuro.
Dessa forma, os autores entendem que esse medidor pode ser inespecífico ao se analisar o risco de infarto.
"Isso pode significar que, no futuro, não receberemos um tapinha nas costas de nossos médicos por termos níveis de colesterol HDL mais altos", afirma Nathalie em comunicado.
Segundo a professora, o papel do colesterol HDL na saúde do coração precisa ser revisado, levando em consideração não apenas a quantidade, mas a qualidade — na coleta e transporte do excesso de colesterol do corpo.
"O colesterol HDL tem sido um fator de risco enigmático para doenças cardiovasculares. As descobertas sugerem que é necessário um mergulho mais profundo na epidemiologia do metabolismo lipídico, especialmente em termos de como a raça pode modificar ou mediar essas relações", complementa o vice-chefe de epidemiologia da Divisão de Ciências Cardiovasculares do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos EUA, Sean Coady.
Por fim, os autores ressaltam a necessidade de se pensar em uma recalibragem das calculadoras de risco de doença cardiovascular que utilizam o colesterol HDL como item.
"Quando se trata de fatores de risco para doenças cardíacas, eles não podem ser limitados a uma raça ou etnia. Eles precisam se aplicar a todos", ressalta Nathalie.
Chamado de colesterol "ruim", o LDL é um tipo de gordura que se deposita na parede de vasos sanguíneos. Com o tempo, forma-se um quadro chamado aterosclerose.
Essas placas de gordura podem se soltar e causar infarto e AVC (acidente vascular cerebral).
Já o colesterol HDL "carrega o acúmulo de colesterol e placas das artérias para o fígado, para que possa ser eliminado do corpo", segundo o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue.
Por mais uma vez, enormes filas se formaram na Praça Dr. Sebastião Martins, centro de Floriano, por pessoas que estavam interessadas em tomar as doses de reforços contra o novo coronavírus.
Nessa tarde/noite de segunda-feira, 21, houve mais um mutirão de vacinas promovidos pela gestão da Saúde Municipal.
O evento foi realizado com presenças de vários profissionais em saúde que estavam atendendo em barracas montadas no centro da Praça. Cerca de 1.800 doses foram disponibilizadas. Veja as imagens do local com o Ivan Nunes.