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Quando a gente se matricula na academia tem uma expectativa, mas depois de um tempo, dá preguiça de fazer exercícios e a dificuldade espanta a vontade. É a famosa 'expectativa x realidade'. Para o preparador físico Márcio Atalla, é preciso unir prazer, rotina e companhia para não abandonar os exercícios e chegar aos resultados desejados.

Estudos já mostraram que mais de metade das pessoas que se matriculam em uma academia desistem depois de três meses. A culpa é do cérebro, ele quer economizar energia e sempre vai para o caminho mais fácil, para isso cria hábitos que encurtam o caminho. Ou seja, se você tem o hábito de ficar no sofá ao invés de ir para academia, seu cérebro fará de tudo para continuar com esse hábito.
A boa notícia é que isso pode ser mudado, basta criar um novo hábito. Os cientistas falam que é preciso repetir 70 vezes num espaço de três meses, ou seja, cinco vezes na semana.

COMO CRIAR UM NOVO HÁBITO:

Escolher bem a atividade física: pode ser uma coisa banal como subir alguns lances de escada, não tem problema. O importante é criar o hábito e, com o tempo, a atividade fica mais fácil e o exercício será intensificado. Um erro clássico é que as pessoas se matriculam na academia da moda, ou se inscrevem numa aula de muito gasto calórico, mas não consegue adaptar à rotina e aí desistem. Então, escolher uma atividade que se encaixe à rotina é essencial.

Prazer ao fazer atividade física: tenha prazer naquela atividade. Se você odeia musculação, não vá para uma academia de musculação achando que vai "criar gosto". Procure alternativas: dança, corrida, aulas, funcional, lutas etc.

Envolver outras pessoas: levar a amiga, namorado, esposa, vizinho, qualquer pessoa que te anime quando a preguiça bate para não desistir fácil.

CINCO RAZÕES PARA LEVANTAR DA CAMA E COMEÇAR A SE EXERCITAR

Aspecto social: faz mais amigos e se relaciona com pessoas.
Aspecto emocional: liberação de neurotransmissores responsáveis por melhorar o humor, sensação de bem estar.
Aspecto cognitivo: melhora concentração, memória e aprendizagem.
Saúde: melhora sua saúde, ajudando a prevenir doenças crônicas como diabetes, hipertensão, depressão, câncer e etc.
Sono: vai dormir melhor, ajudando a controlar o estresse, ficando menos irritado e ainda regulando os hormônios da fome e saciedade.

 

G1

Muita gente quando sente tontura logo relaciona o problema com labirintite. Em pronto-socorros e até consultórios médicos, acaba-se confirmando (erroneamente) esse diagnóstico. Mas, na maioria dos casos, o nome é outro: vertigem posicional paroxística benigna.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), um terço da população em todo o mundo sofre de algum tipo de tontura. As causas são as mais diversas.

O médico neurologista Saulo Nader, do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, também conhecido como Doutor Tontura, explica que "a labirintite real quase não acontece".

"É uma infecção grave do labirinto por bactéria ou vírus, muitas vezes ligadas a complicações de meningite grave", afirma.

Ele explica que cerca de 70% dos casos de vertigem (subtipo de tontura em que a pessoa sente que está girando ou balançando) são, na verdade, vertigem posicional paroxística benigna, ou VPPB. "Eu brinco que é a labirintite dos cristais soltos."

O neurologista Daniel Ciampi, do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta que o equilíbrio de uma pessoa depende do sistema vestibular, conjunto de órgãos do ouvido interno. Quando há uma disfunção, ocorre a vertigem.

"Um dos sistemas nas orelhas responsável pela sensação de movimento — para cima, para baixo, para os lados — é composto por microcristais de cálcio. Pode acontecer de eles se soltarem e caírem em em outro sistema, que dá informações sobre movimentos angulares e funciona como um gel que encosta nas células para existir a percepção de angulação."

Segundo ele, quando isso ocorre, "um simples movimento com a cabeça pode fazer a pessoa sentir que está dando uma cambalhota".

O diagnóstico é feito com base nos sintomas descritos pela pessoa e o tratamento não requer o uso de medicamentos, explica Nader, que também integra o Departamento Clínico de Distúrbios Vestibulares e do Equilíbrio da Academia Brasileira de Neurologia.

"Costumo falar que é a única situação em que o médico, literalmente, cura o paciente com a mão. São feitas manobras no consultório com a cabeça para reposicionar esses cristais. Mais de 90% das pessoas melhoram no primeiro atendimento."

Quando não tratada, a VPPB vai persistir, alternando entre crises e períodos de melhora.
Outras causas de tontura
Não diagnosticar corretamente a causa da tontura faz com que pacientes tenham que conviver com esse problema por muito tempo ou até permanentemente.

"Por trás do que os médicos chamam de labirintite, existem mais de 30 doenças com nomes e tratamentos totalmente diferentes. Isso é perigoso, porque muita gente que tem essa doença apelidada de labirinte está com outra doença que não é diagnosticada", observa Nader.

"Existe uma outra família de problemas que são tonturas ou instabilidades de equilíbrio relacionada a doenças de outras áreas do corpo. A sensação de tontura pode vir de uma queda de pressão, por exemplo. Às vezes a pessoa se refere como tontura e está tendo algo até mais grave, pode ser algo como um derrame, que pode ter uma lesão no cérebro", afirma o Daniel Ciampi, com a recomendação para que as pessoas sempre procurem um médico em casos de tontura.

Além disso, também podem provocar tonturas a queda do nível de glicemia no sangue, anemia, desidratação, uso de determinados medicamentos, ou até mesmo doenças neurológicas.

Pacientes que sofrem de ansiedade costumam relatar tonturas durante as crises. Mas ela pode ser permanente em um caso chamado de tontura perceptual ou vertigem fóbica.

"É um distúrbio químico no cerebelo e isso leva a pessoa a ter muita tontura e desequilíbrio. E aí a tontura piora muito a ansiedade e a ansiedade piora a tontura", complementa Saulo Nader.

Um estudo de 2015 da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) relacionou a ansiedade à tontura.

Em entrevista à Agência Fapesp, a coordenadora da pesquisa, professora Roseli Saraiva Moreira Bittar, afirmou que esses são casos em que a doença labiríntica funciona como um gatilho para um distúrbio do equilíbrio impossível de ser diagnosticado e tratado pelos métodos convencionais.

Segundo ela, quando o gatilho é acionado, qualquer estimulo, seja motor, emocional ou situacional pode gerar ansiedade e medo e causar tontura.

A sensação de estar flutuando pode ocorrer em qualquer posição. O tratamento para esses casos é feito com antidepressivos, conclui Nader.

"O diagnóstico, obviamente, não é definitivo. É preciso um atendimento médico presencial, exames neurológicos e muitas vezes até exames complementares para um diagnóstico preciso", alerta.

 

R7

tumorBactérias programadas em laboratório podem destruir tumores em camundongos, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (3) na revista britânica Nature Medicine.

De acordo com o estudo, os pesquisadores programaram a bactéria não patogênica Escherichia coli para liberar um nano-organismo (CD47nb) antagonista à proteína CD47, encontrada em alguns tipos de câncer, ou seja, uma bactéria que não causa doenças solta um corpo menor que um micro-organismo que ajuda a combater a proteína encontrada em alguns tumores.


Os pesquisadores observaram que os nano-organismos CD47nb colonizaram o tumor e estimulararam a regressão da célula cancerígena, preveniram a metástase — disseminação do câncer no corpo — e, à longo prazo, levaram à sobrevivência dos camundongos.

Outra constatação feita no estudo foi a de que a injeção local dos nano-organismos CD47nb nos tumores estimulou a resposta imunológica de antígenos — moléculas que estimulam a ação de defesa do corpo —, levando à redução do crescimento tumoral.


Para os pesquisadores, o avanço proporcionado pela descoberta pode originar novos tratamentos para o câncer, como uma imunoterapia à base de bactérias modificadas.

 

R7

Foto: Freepikj

As vendas de zolpidem, um poderoso medicamento para dormir, cresceram 560% entre 2011 e 2018 no Brasil, país com 73 milhões de pessoas que sofrem de insônia, segundo a Associação Brasileira do Sono.

Foram compradas 11,4 milhões de caixas de zolpidem no ano passado, um recorde.

Apenas de 2017 para 2018, a alta foi de 33,5%. Os dados são de um levantamento exclusivo feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a pedido do R7.
O zolpidem aparece como o terceiro medicamento mais vendido em 2018 no levantamento, que inclui oito drogas psicotrópicas.

O aumento do consumo do zolpidem ocorre em meio a uma queda de outros medicamentos tradicionalmente usados, incorretamente, por quem tem problemas para dormir: os benzodiazepínicos, ou ansiolíticos.

"Os benzodiazepínicos não são hipnóticos, não induzem ao sono. São relaxantes musculares, ansiolíticos, amnésicos e geram dependência", explica a presidente da Associação Brasileira do Sono, a médica neurologista Andrea Bacelar.

Diretriz da AMB (Associação Médica Brasileira) alerta que "os benzodiazepínicos costumam perder o efeito sobre o sono ao longo do tempo, sendo ineficazes para o tratamento da insônia crônica, além de levar a alterações da arquitetura do sono".

Chamados de Z-hipnóticos, medicamentos como o zolpidem surgiram nos anos de 1990 para tratar quadros de insônia, como uma alternativa aos benzodiazepínicos. A grande vantagem divulgada pelos fabricantes sempre foi o menor efeito rebote e o baixo risco de dependência.

O zolpidem foi criado na França em 1988 e ganhou notoriedade em meados da década de 1990, quando foi aprovado nos Estados Unidos com nome comercial de Ambien.

No Brasil, o medicamento tem a venda autorizada desde 2007, com nome de referência de Stilnox, produzido pelo laboratório Sanofi-Aventis.

O clonazepam, vendido sob o nome de referência Rivotril, é até hoje o medicamento mais consumido entre os ansiolíticos. Por ter como efeito colateral a sonolência, é usado de forma incorreta para pegar no sono.

Mas as vendas de clonazepam e outros ansiolíticos têm caído ano após ano desde 2015, enquanto as de zolpidem aumentam.

"Eu vejo uma migração quase que direta do clonazepam [benzodiazepínico] para o zolpidem. Isso é positivo por um lado, mas não significa dizer que a gente precise utilizar tanto zolpidem assim", diz Andrea.
Abuso
Até mesmo o zolpidem não é indicado como solução para o tratamento da insônia. Acreditava-se, na comunidade médica, que ele não causaria dependência, mas hoje já se observa o contrário, relata a neurologista.

"Já temos muitas publicações mostrando o abuso dessa substância [zolpidem], que nos preocupa muito. Aumenta a chance de depressão, de ideias suicidas..."

O medicamento está associado, ainda que em casos mais raros, com parassonia, que são comportamentos anormais, como sonambulismo, ou pesadelos.
A própria bula do Stilnox alerta para os riscos.

"Caminhar enquanto dorme e outros comportamentos associados como: dormir enquanto dirige, prepara e come alimentos, fala ao telefone ou no ato sexual, acompanhado de amnésia (diminuição temporária ou perda total da memória) para estes eventos, foi observado em pacientes que utilizaram zolpidem e não estavam totalmente acordados. O uso concomitante de zolpidem e álcool ou outros depressores do SNC (sistema nervoso central) parece aumentar o risco desses comportamentos assim como o uso de zolpidem acima da dose máxima recomendada."

"A gente já está observando nos consultórios pessoas com dependência de zolpidem, inclusive dependências graves, de pessoas fazendo doses altíssimas, de 20 comprimidos por dia", relata o psiquiatra Rodrigo Martins Leite, diretor dos ambulatórios do IPq (Instituto de Psiquiatria) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

O laboratório também informa na bula do zolpidem que seu "uso repetido por algumas semanas pode resultar em perda de eficácia", e fala em desenvolvimento de dependência em caso de aumento da dose acima do recomendado, em pacientes com distúrbios psiquiátricos, história de alcoolismo ou abuso de drogas.
O psiquiatra do IPq observa ainda a facilidade dos médicos para prescrever o zolpidem.

"Enquanto os benzodiazepínicos precisam de receituário especial, que é aquele receituário azul que precisa ser retirado na Anvisa, o zolpidem não. Ou seja, qualquer médico pode receitar."

A receita azul para o zolpidem só é exigida para a versão de 12,5 mg, que é tarja preta. Apresentações até 10 mg, de tarja vermelha, podem ser compradas com receita simples em duas vias, mesma regra exigida para antibióticos, por exemplo.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration, agência responsável pela regulação de medicamentos no país, notificou o público sobre os riscos do zolpidem.

A recomendação foi de que se reduzisse a dose tomada ao deitar devido a um novo estudo que identificou em alguns pacientes níveis sanguíneos da substância altos o suficiente na manhã após o uso, e prejudicarem atividades que requeiram estado de alerta, incluindo dirigir.

Medicamento não é solução para insônia
A médica da Associação Brasileira do Sono reforça que "o tratamento para insônia não é farmacológico".

"O que chega para o especialista em medicina do sono são pessoas completamente dependentes, usando cinco, dez medicamentos por noite. Aí temos que tratar dois problemas: o que levou a insônia e a dependência."

As terapias para insônia incluem acompanhamento psicológico e podem levar pelo menos dois meses para surtirem efeito. Na prática, o indivíduo vai precisar "reaprender a dormir", explica a médica,

"Com a diminuição do abuso dessas substâncias, a pessoa vai ter tempo de sono e percepção de tempo de sono."

Segundo Andrea, "o mais importante nos casos de insônia é não se automedicar".

"Não pode ter aquilo de 'eu vou tomar esse remédio aqui porque meu marido ou minha mãe tomam', e muito menos o uso diferente daquilo que foi prescrito pelo médico."

 

R7