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dengO Piauí notificou 173 casos suspeitos de dengue, em 2018, e no mesmo período do ano passado, foram 274 notificações, o que representa uma redução de 37% dos casos. Foi o que apontou o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, apresentado hoje, 23.

 

Apesar da constante queda nas notificações( no último boletim a redução foi de 34,5%), a Secretaria de Saúde chama atenção do fator que pode contribuir para uma “aparente” queda nos indicadores: a subnotificação dos casos, aliada ao autodiagnóstico, quando o paciente, ao se considerar doente com dengue, não procura o serviço de saúde e, portanto, não é notificado como suspeito da doença. Isso faz da doença uma preocupação contínua dos órgãos de vigilância em saúde no estado.

 

O técnico de Vigilância em Saúde, da Secretaria, Antônio Manoel, explica qual o impacto dessa subnotificação. “Ela pode sim camuflar uma situação real do agravo, seja por falta de alimentação do próprio sistema pelos municípios, seja por que o paciente se autodiagnostica e não procura mais o serviço de saúde. Então, é importante que os municípios alimentem o sistema”, pede.

 

O período chuvoso também é um momento que exige atenção por parte da população e serviços de vigilâncias. “Estamos num período chuvoso, o que propicia o aumento de possíveis criadouros dos mosquitos, por isso mesmo a população não pode relaxar em fazer sua parte”, alerta.

 

Chikungunya e Febre Amarela

Também houve redução nos casos de febre chikungunya, de 29% em relação ao mesmo período de 2017. Em 2018, foram 54 casos foram notificados e no passado, 76.

 

Os casos de febre amarela, foram três casos notificados e descartados no ano passado. Este ano, foi notificado e descartado um caso.

 

Mais informações no Boletim.

 

Sesapi

Foto: divulgação

A morte de uma gestante no interior de São Paulo causada por um problema no coração trouxe à tona uma importante discussão sobre gestações de risco. Giseli Cristina Sanches, de 39 anos, grávida de trigêmeos, faleceu após sofrer uma parada cardíaca no dia em que comemorava o chá de bebê de seus filhos.

 

Grávida morre após parada cardíaca

Segundo informações do site de notícias G1, Giseli estava no sétimo mês de gestação e desde o quinto fazia acompanhamento pré-natal no Hospital de Base, em São José do Rio Preto, São Paulo, por conta da idade avançada e da gestação múltipla.

 

Ela sofreu parada cardíaca dentro de uma ambulância a caminho do hospital, depois de passar mal e vomitar muito na noite em que realizou seu chá de bebê, conforme contaram os familiares.Com a morte de Sanches, uma cirurgia de emergência foi feita para tentar salvar os bebês. Infelizmente, nenhum deles resistiu.

 

Ao G1, o hospital afirmou que demais informações sobre a paciente ou o atendimento "não podem ser divulgadas para não infringir o sigilo médico e em respeito à privacidade da paciente".

 

Relação entre parada cardíaca e gravidez de risco

 

A idade avançada e a gestação múltipla caracterizavam a gravidez de Giseli como sendo de risco, o que levantou dúvidas sobre a relação deste tipo de caso com o perigo de uma parada cardíaca.

 

Para Jairo Iavelberg, ginecologista do Hospital BP, unidade hospitalar da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, que não acompanhou o caso, é extremamente raro que gestantes sofram paradas cardíacas. Por isso, o médico é taxativo ao afirmar: parada cardíaca não pode ser relacionada aos eventos gestacionais.

 

"Falar que ela teve parada cardíaca ou embolia pulmonar por estar grávida de trigêmeos não é verdade", garante.

 

Ele ainda ressalta que a classificação de uma gestação como "de risco" é um alerta para que os cuidados com a gestante e o bebê sejam redobrados, e não uma sentença de que algo irá dar errado.

 

"O que pode ocorrer é uma parada cardiorrespiratória em pacientes que possuem alterações clínicas cardiológicas-pulmonar e não foram diagnosticadas na gravidez, mas não em decorrência da gestação em si", difere.

 

Gravidez de risco: o que é?

Conforme Jairo Iavelberg explicou ao VIX, gravidez de risco é o nome dado para classificar todas as gestações que, por algum motivo, demandam cuidados mais específicos, seja pela idade da gestante ou presença de alguma doença que pode comprometer o desenvolvimento da gravidez.

 

Nesses casos, o acompanhamento da gestante durante o período é fundamental porque, caso alguma alteração séria aconteça, o risco durante a própria gravidez ou o parto podem aumentar.

 

Fatores que tornam a gestação de risco

 

Somente um especialista será apto a decidir se a gestação oferece ou não risco aumentado. Por isso, é fundamental que a gestante faça os exames pré-natal assim que souber da gravidez.

 

O médico, junto com os resultados dos exames feitos periodicamente pela paciente, poderá identificar alguns sinais de alerta, como grande variação de peso ou do tamanho do útero em pouco tempo.

 

Abaixo, estão listados 3 dos fatores mais comuns na classificação de uma gravidez de risco:

 

Doenças

A presença de doenças, como diabetes, pressão alta, lúpus, entre outras, sejam elas existentes antes da gravidez ou desenvolvidas durante, está entre os principais fatores para classificar uma gestação como de alto risco.

 

"Hipertensão arterial e diabetes gestacional são importantes porque, a partir do momento em que são diagnosticadas, devem ser acompanhadas como fatores de risco para a mãe e o bebê", afirma o especialista.

 

Segundo ele, é preciso ficar de olho, sobretudo, na hipertensão, porque pode levar ao descolamento da placenta, causando a morte do bebê. Já a diabetes gestacional promove alterações placentárias e que comprometem a troca de nutrientes e oxigenação entre a mãe e o bebê.

 

Gestação múltipla

"Toda gestação gemelar (gêmeos) vai ser tratada em pré-natal como de alto risco", explica Iavelberg. Segundo ele, isso acontece porque algumas pesquisas mostram que a incidência de doenças gestacionais e até mesmo a ocorrência de partos prematuros são mais comuns em grávidas de gêmeos.

 

Idade avançada

Grávidas com mais de 40 anos passam a ser tratadas como pacientes de risco porque, pela idade, são mais propensas a desenvolverem alterações, como grandes variações de peso ou de pressão.

 

Entretanto, conforme contou o especialista, isso não irá definir a gestação. "Será necessário um acompanhamento mais aproximado dessa gestação, mas é possível que ela chegue ao fim sem problema algum", relatou o médico.

 

O que fazer?

Como cada gestação é única, somente o médico poderá dizer qual o tratamento mais indicado, no caso de uma gestação de risco. De modo geral, o acompanhamento irá definir se a gestante necessita de repouso, complementação alimentar, dietas ou exercícios.

 

"Gravidez não é doença, eu sempre brinco com isso", afirma o médico ao defender que não é necessário estar presa a uma cama para ter uma gravidez segura e saudável, pelo contrário. Segundo ele, até mesmo atividades físicas, como caminhada ou hidroginástica, que são de baixo impacto, são recomendadas às gestantes.

 

Vix/Msn

iogurteUma nova pesquisa publicada no American Journal of Hypertension traz um belo motivo para colocarmos o iogurte no carrinho na próxima visita ao supermercado. De acordo com ela, o alimento é aliado na prevenção de problemas cardiovasculares entre indivíduos com pressão alta.

 

Para traçar essa relação, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, analisaram os hábitos de 55 898 mulheres e 18 232 homens. Todos foram seguidos por aproximadamente 30 anos.

 

Ao avaliar os dados, os estudiosos notaram que a ingestão de iogurte foi inversamente associada ao risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Para sermos mais exatos, consumir o alimento duas ou mais vezes na semana diminuiu em 17% a probabilidade de males cardíacos nelas e 21% neles – isso em comparação com quem degustava uma porção do produto menos de uma vez ao mês.

 

Em comunicado à imprensa, um dos autores da investigação comentou que estudos menores já haviam sugerido que o iogurte faz bem ao coração por se tratar de um produto fermentado por bactérias. Independentemente dos benefícios ligados a esse derivado lácteo – que incluem ajuda na perda de peso e manutenção da saúde óssea, por exemplo –, é bom lembrar que um alimento não faz milagre sozinho.

 

Complementos que casam muito bem com o iogurte

 

Cereais, sementes e oleaginosas: abastecidas de fibras, aveia, granola e chia enriquecem o iogurte. Já duas nozes ou castanhas fornecem teores significativos de selênio, zinco, vitamina E…

 

 

Mel: incluí-lo pode ser a solução para mascarar o azedinho do iogurte natural – o que mais vale a pena para a saúde. Mas não abuse. Ele é lotado de frutose, um tipo de açúcar.

 

Frutas: o iogurte não é fonte exemplar de muitas vitaminas. Para suprir essa deficiência, basta acrescentar frutas ao pote. Morango, uva e banana são ótimas pedidas.

 

Saudeévital

Em 15 de fevereiro de 2018, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou 56 novas recomendações para estabelecer padrões de atendimento às gestantes que reduzam as intervenções médicas desnecessárias, que podem ocasionar uma experiência de parto desagradável e até mesmo prejudicial para a gestante e para o bebê.

 

O parto é um processo fisiológico natural que pode ser realizado sem complicações pelas mulheres na maioria dos casos, entretanto, de acordo com o documento, nos últimos 20 anos, os profissionais aumentaram o uso de intervenções que antes eram praticadas apenas para evitar riscos ou tratar complicações, como a aplicação intravenosa do hormônio ocitocina na gestante para acelerar o parto.

 

"A crescente medicalização dos processos naturais de parto está prejudicando a capacidade da mulher de dar à luz e impacta negativamente a experiência do nascimento. Se o trabalho de parto está progredindo normalmente e a mulher e seu bebê estão em boas condições, eles não precisam de intervenções adicionais para acelerá-lo", diz a Dra. Princess Nothemba Simelela, representante da OMS.

 

Veja abaixo quatro pontos em destaque das novas recomendações da OMS para um parto positivo tanto para a mãe quanto para o bebê:

 

Recomendações da OMS para parto normal

 

1. A gestante tem direito a um acompanhante de sua escolha durante o parto;

 

2. Tratamento e cuidados respeitosos e boa comunicação entre a gestante e os profissionais da saúde que a estão atendendo;

 

3. Garantir a privacidade da gestante neste momento tão importante;

 

4. Permitir que as mulheres tomem as próprias decisões sobre o gerenciamento da dor, as posições de parto e o desejo de empurrar.

Respeitar a vontade da mãe durante o parto

 

Em muitos casos, a nível mundial, a unidade de saúde é quem controla o processo do parto, o que expõe ainda mais as gestantes às intervenções médicas desnecessárias que interferem no processo natural do nascimento.

 

Dentre as novas diretrizes da OMS, uma delas reconhece que cada trabalho de parto é ÚNICO e que a duração de cada um deles varia em cada caso, geralmente entre 10 e 12 horas.

 

Além disso, o documento afirma que o índice de referência anterior para a taxa de dilatação cervical em 1 cm por hora, durante o primeiro estágio de trabalho de parto ativo, não se aplica a todas as mulheres, assim, uma taxa de dilatação cervical mais lenta por si só não deve ser um motivo para uma intervenção que acelere o nascimento.

 

"Mesmo quando uma intervenção médica é desejada ou necessária, a inclusão das mulheres na tomada de decisões sobre os cuidados que recebem é importante para garantir que atinjam o objetivo de uma experiência positiva de parto", diz Ian Askew, Diretor do Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da OMS.

 

msn