Uma descoberta genética pode ajudar a explicar por que a gripe faz com que algumas pessoas fiquem doentes em estado grave ou até morram, enquanto outras são capazes de se livrarem logo das dores, tosse e espirros. Pesquisadores britânicos e norte-americanos encontraram um gene humano que influencia no modo com as pessoas respondem às complicações da gripe. As informações são do site Daily Mail.
A conclusão ajuda a explicar por que durante a pandemia de 2009/2010 da H1N1 ou "gripe suína", a maioria das pessoas infectadas tiveram apenas sintomas leves, enquanto outras adoeceram e morreram.
No futuro, a descoberta genética pode ajudar os médicos a identificarem aqueles mais propensos a serem derrubados pela gripe, permitindo que eles sejam selecionados para a vacinação prioritária ou tratamento preventivo durante os surtos, disseram os pesquisadores.
O líder do estudo, o britânico Paul Kellam de Sanger, afirmou que o gene, chamado ITFITM3, parece ser uma "linha crucial de frente de defesa contra a gripe". A presença do IFITM3 em grandes quantidades prejudicou a propagação do vírus nos pulmões, explicou. Já as pessoas com baixos níveis do gene deram chances de o vírus se replicar e se espalhar mais facilmente, causando sintomas mais graves.
As uvas, ricas em potássio e antioxidantes, e a soja, em isoflavonas, podem ser armas eficazes para prevenir a hipertensão, importante fator de risco cardiovascular, segundo dois estudos publicados neste domingo, 25, durante uma grande conferência de cardiologia nos Estados Unidos.
Os trabalhos foram apresentados na 61ª conferência anual da American College of Cardiology, realizada em Chicago, Illinois, durante o fim de semana.
Com relação às uvas, este é o primeiro estudo controlado cientificamente a confirmar o efeito do consumo cotidiano desta fruta em baixar a pressão arterial de pessoas pré-hipertensivas.
O estudo levou 46 homens e mulheres a medir o consumo de uvas três vezes ao dia, comparando-o com o consumo de biscoitos e outros alimentos que não contêm frutas ou legumes.
Para a soja, os cientistas analisaram amostras de um estudo iniciado em 1985 para analisar o risco de doenças coronarianas nos jovens adultos americanos.
Esta pesquisa, financiada pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) contou com 5.115 americanos brancos e negros de 18 a 30 anos, que os examinou em diferentes intervalos de tempo.
O estudo apresentado neste domingo se concentrou nos efeitos das isoflavonas, que a soja contém em grande quantidade, para baixar a pressão arterial.
As isoflavonas são substâncias próximas ao estrogênio, hormônio feminino que contribui para a produção de ácido nítrico, conhecido por dilatar os vasos sanguíneos e reduzir a pressão arterial.
As pessoas com pré-hipertensão têm pressão arterial sistólica entre 120 e 139 mm/Hg e diastólica entre 80 e 89 mm/Hg.
Um em cada três americanos adultos se ajusta a esta definição, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Diabetes (CDC) dos Estados Unidos. O principal autor do estudo, doutor Harold Bays, diretor do Centro de Pesquisas de Louiseville (Kentucky), falou sobre arteriosclerose e metabolismo:
- Nosso estudo demonstra que se você pode optar entre comer uvas ou biscoito de chocolate, se sairá melhor se escolher as uvas, pelo menos servirá para reduzir a pressão arterial .
Os resultados mostram de fato que as pessoas que consumiram uvas tiveram uma clara baixa de sua pressão sistólica na quarta, oitava e décima segunda semanas (de -4,8% a -7,2% ou de menos 6 a menos 10,2 mm/Mg).
O doutor Bays não identificou como as uvas agem na pressão arterial, mas lembrou que as frutas são muito ricas em potássio e antioxidantes como os polifenóis.
- As uvas são ricas em potássio, conhecido por baixar a pressão arterial.
A pesquisa de Bays foi financiada por uma organização que incentiva o consumo desta fruta e é subvencionada por produtores californianos da mesma.
Ele destacou que é necessário fazer testes clínicos mais aprofundados para confirmar seus resultados.
No grupo de estudo sobre as isoflavonas, aqueles que consumiram mais quantidade desta substância diariamente (mais de 2,5 miligramas) tiveram uma pressão arterial sistólica claramente mais baixa (-5,5 mm/Mg, em média) do que os indivíduos que ingeriram menos de 0,33mg.
Basta tomar um copo de leite de soja, que contém 22 mg de isoflavonas, explicou Safiya Richardson, principal autora deste estudo e que está concluindo o doutorado em medicina da Universidade de Columbia (Nova York).
Esta pesquisa também demonstrou que os afroamericanos, grupo étnico com forte tendência à hipertensão, eram beneficiados pelos efeitos das isoflavonas, disse Richardson.
De acordo com a cientista, este estudo facilitaria os testes clínicos para provar cientificamente a ação das isoflavonas na pressão arterial.
Chocolate diet, ao leite, branco, meio amargo... São tantos tipos que fica impossível resistir. Veja os benefícios do consumo do chocolate e os malefícios causados pelo excesso.
Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, não há problema em consumir chocolate diariamente, desde que seja em pequena quantidade. Ele recomenda um chocolate de 13 gramas ou um com poucas calorias e, nessa quantidade, o doce pode fazer bem para o coração e para a saúde.
Estudos mostram que os chocolates amargos (meio amargo e com 70% ou 90% de cacau) ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. Porém, para isso acontecer, os voluntários dos estudos tiveram que consumir diariamente cerca de 30 a 100 gramas de chocolate amargo por 20 anos.
Para o cardiologista Daniel Magnoni, com a chegada da Páscoa, o chocolate está liberado, mas no dia a dia é melhor se controlar porque com o prazer, vêm também as calorias. O chocolate é rico em gordura saturada, açúcar e cacau, substâncias que podem trazer benefícios, mas que também oferecem efeitos nocivos, como obesidade e aumento da glicemia. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, consumir chocolate não dá espinhas nem enxaqueca.
Pode parecer doença do passado, mas não é. Só no Brasil, a tuberculose mata quase 5.000 pessoas por ano, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). A doença infectocontagiosa causada por uma bactéria afeta principalmente os pulmões, mas, também pode atingir outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Nos últimos anos, a doença vem caindo no País – atualmente é 37,7 casos para 100 mil habitantes –, mas muitas mortes continuam a acontecer porque os pacientes não concluem todo o tratamento, que é longo e pode durar seis meses.
Segundo o médico patologista e membro da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), Rimarcs Gomes Ferreira, 80% dos casos de tuberculose no mundo estão localizados nos países em desenvolvimento e são atribuídos a fatores como a falta de infraestrutura das grandes cidades e de saneamento básico.
- O transmissor da tuberculose, o bacilo de koch, tem uma facilidade maior de se disseminar em ambientes escuros porque é sensível a luz. Por isso ele costuma se multiplicar nas periferias das grandes cidades, onde há grande concentração de favelas.
Segundo o médico, o contágio, que é feito pela respiração, depende das variações do transmissor e do organismo de seu portador.
- O bacilo é "preguiçoso", então, nem sempre ele manifesta a doença no corpo onde ele está alojado. Isso varia de acordo com o organismo e o instante imunológico do indivíduo.
Ainda de acordo com Ferreira, a única vacina existente contra a tuberculose para prevenir os casos mais graves da doença e só pode ser ministrada em crianças até cinco anos de idade.
Crianças com tuberculose
Dados da OMS mostraram na última quarta-feira, 21, que 70 mil crianças morrem todos os anos de tuberculose em todo o mundo. Isso acontece devido à dificuldade dos profissionais de saúde reconhecer os sintomas. De acordo com o coordenador do departamento de tuberculose da OMS, Malgosia Grzemska, a tuberculose costuma ser subnotificada em crianças porque os sintomas nelas não são muito específicos.