• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

Apesar de diversas pesquisas relacionarem a menopausa a um declínio cognitivo e à maior probabilidade de desenvolver demência, a terapia de reposição hormonal nesse período não altera o risco dessa condição para mulheres.

reposiçaohormonal

A conclusão é de uma revisão de dez estudos envolvendo mais de um milhão de participantes publicada na revista científica "The Lancet Healthy Longevity". (veja mais abaixo)

"A revisão não encontrou evidências de que o uso de THM [terapia hormonal da menopausa] aumenta ou reduza o risco de demência em mulheres na pós-menopausa", analisam os pesquisadores. A pesquisa lembra que estudos observacionais iniciais sugeriam que a terapia poderia reduzir o risco de demência, especialmente quando iniciada precocemente e utilizada por longos períodos.

É o que mostrou um estudo publicado em 2021 na revista científica da Alzheimer's Association, "Alzheimer's & Dementia", por exemplo. Na época, os resultados indicaram que a terapia hormonal foi associada à redução do risco de todas as doenças neurodegenerativas, incluindo a demência.

Mas a revisão publicada na Lancet ressalta a limitação desses estudos observacionais e destaca que os efeitos cognitivos da reposição hormonal não foram reproduzidos em ensaios clínicos randomizados.

O que os pesquisadores observaram, a partir da análise de trabalhos já publicados, é que "as evidências disponíveis não confirmam se a terapia hormonal na menopausa tem efeito positivo, negativo ou nulo sobre o risco de demência ou de comprometimento cognitivo leve".

"De modo geral, as evidências disponíveis até o momento não sustentam o uso da THM exclusivamente para redução do risco de demência", concluem os pesquisadores.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não traz orientações sobre a terapia hormonal e seus impactos cognitivos. A revisão deve servir como base para o processo de atualização das diretrizes da OMS sobre redução do risco de declínio cognitivo e demência.

Eles ainda ponderam que são necessárias mais pesquisas para esclarecer o papel da reposição hormonal em relação à demência.

Mais de 1 milhão de participantes Para a revisão, os pesquisadores identificaram quase seis mil registros e selecionaram dez estudos – um estudo clínico randomizado e nove estudos observacionais. No total, 1.016.055 participantes foram incluídos.

Foram analisadas pesquisas publicadas entre 1 de janeiro de 2000 e 20 de outubro de 2025.

Nenhum dos estudos incluídos examinou o uso de testosterona ou o uso em insuficiência ovariana prematura.

Menopausa e demência A menopausa faz parte do climatério, o momento de transição da vida reprodutiva da mulher para a vida não reprodutiva. Nesse período, acontece a queda e interrupção da produção dos principais hormônios do corpo feminino: o estrogênio e a progesterona.

Além dos sintomas físicos que esse processo acarreta – como ondas de calor, secura vaginal, perda da qualidade do sono e diminuição da libido – ele também gera consequências cognitivas.

Entre os principais sintomas cognitivos estão:

Perda de memória Dificuldade de concentração Problemas com foco Isso acontece porque os receptores desses hormônios femininos atuam no sistema nervoso central (SNC) e a falta dessas substâncias modifica os neurotransmissores.

Nesse contexto, algumas pesquisas associam alguns sintomas da menopausa ao risco de desenvolvimento futuro de demência.

Um estudo publicado em 2025 na revista científica "PLOS One" mostrou que uma maior carga de sintomas da menopausa está relacionada a uma função cognitiva mais precária e, consequentemente, a uma maior tendência de enfrentar demência ao longo do envelhecimento.

Uma pesquisa publicada em 2024 na revista científica "Age and Ageing", da Oxford Academic, também concluiu que mulheres que entram na menopausa antes dos 40 anos apresentam maior risco de demência – ou seja, a menopausa precoce também pode ser um fator que contribui para o desenvolvimento da condição cognitiva. Reposição hormonal na menopausa Apesar da pesquisa mostrar que não há efeitos comprovados da reposição hormonal na menopausa no risco de demência, a terapia é recomendada para amenizar sintomas do climatério e melhorar a qualidade de vida.

G1

Foto: Freepik

Em muitas situações do dia a dia, pequenas fontes de som, como o mastigar de alguém, o clique repetido de uma caneta ou o barulho de mensagens chegando no celular, passam despercebidas pela maioria das pessoas, mas em alguns casos esses ruídos menores começam a causar irritação intensa, desconforto e até vontade de sair imediatamente do ambiente, levantando dúvidas sobre o que está acontecendo e se há algo de errado com a saúde emocional ou com a audição.

barulho

O que significa sentir irritação com barulhos pequenos?

Quando a irritação com sons discretos se torna frequente, isso pode indicar uma alteração na forma como o cérebro está processando os estímulos sonoros. Em vez de filtrar o ruído de fundo, a mente destaca certos sons e passa a interpretá-los como ameaçadores ou extremamente desagradáveis, gerando tensão e impaciência.

Nesse contexto, a sensibilidade a barulhos costuma estar ligada a estresse crônico, ansiedade, sobrecarga sensorial, cansaço extremo ou dificuldade em relaxar. Em algumas pessoas, ruídos pequenos disparam pensamentos repetitivos e sensação de falta de controle, o que não é “frescura”, mas um sinal de que o organismo está reagindo de forma mais intensa aos estímulos ao redor.

O que é misofonia e como diferenciá-la de outros quadros?

Um dos termos mais citados quando se fala em irritação com sons pequenos é a misofonia, nome usado para descrever uma reação emocional muito forte e específica a certos ruídos repetitivos, como mastigar, respirar alto, digitar ou bater o pé no chão. Nesses casos, o som funciona como um gatilho quase imediato para irritação intensa ou necessidade urgente de se afastar do ambiente.

A misofonia não está ligada ao volume do som, mas ao tipo de ruído e ao significado que ele ganha para a pessoa, muitas vezes envolvendo sons de familiares ou colegas de trabalho. É importante diferenciá-la de quadros como hiperacusia (sons em geral parecem mais altos) ou condições neurológicas e psiquiátricas, o que exige avaliação profissional para entender melhor a origem do incômodo.

Quais fatores podem aumentar a irritação com ruídos do dia a dia?

A irritação com barulhos pequenos costuma ser potencializada por um conjunto de fatores emocionais, ambientais e físicos, e nem sempre é apenas o som em si que incomoda. Aspectos da rotina, do nível de estresse e de saúde mental podem deixar o sistema nervoso mais vulnerável aos estímulos sonoros.

Entre os fatores que frequentemente contribuem para esse aumento de sensibilidade auditiva e emocional, destacam-se:

Estresse prolongado: períodos de muita pressão mantêm o organismo em estado de alerta constante.

Privação de sono: noites mal dormidas reduzem a tolerância a estímulos e elevam a irritabilidade.

Ambientes barulhentos: ruído constante, como trânsito ou escritórios abertos, aumenta a fadiga mental.

Ansiedade e sobrecarga sensorial: excesso de estímulos visuais, sonoros e digitais facilita o esgotamento.

Como lidar com a sensibilidade a barulhos pequenos?

Quando o incômodo com sons discretos começa a prejudicar concentração, convívio social ou bem-estar, algumas estratégias práticas podem ajudar a reduzir o impacto. Ajustar o ambiente, usar fones com cancelamento de ruído e combinar regras de convivência sonora em casa ou no trabalho são medidas simples que podem trazer alívio.

Também é útil identificar gatilhos específicos e cuidar de fatores gerais de saúde, como sono e manejo do estresse, recorrendo a técnicas de relaxamento e, se necessário, à ajuda profissional. Em casos persistentes ou muito intensos, psicólogos, psiquiatras e otorrinolaringologistas podem investigar causas e indicar terapias voltadas ao manejo da ansiedade, reestruturação de pensamentos e avaliação de possíveis alterações auditivas ou neurológicas.

Catraca Livre

Sentir a barriga estufada após o almoço é mais comum do que parece e, muitas vezes, está ligado à digestão lenta ou à combinação de alimentos pesados.

Nesse contexto, escolher a fruta certa para consumir após a refeição pode fazer toda a diferença. Algumas opções ajudam o sistema digestivo a funcionar melhor, reduzem gases e promovem uma sensação de leveza ao longo do dia. Além de serem fontes naturais de vitaminas, fibras e antioxidantes, determinadas frutas possuem enzimas e compostos que facilitam a digestão.

A seguir, veja quais são as melhores frutas para comer depois do almoço e como cada uma contribui para evitar o estufamento.

Mamão

O mamão é uma das frutas mais indicadas para o pós-almoço, pois contém papaína, uma enzima que auxilia na digestão das proteínas. Além disso, suas fibras ajudam a regular o intestino, prevenindo a sensação de barriga inchada e desconforto abdominal.

Abacaxi

Rico em bromelina, o abacaxi favorece a digestão e reduz a sensação de peso após refeições mais fartas. Consumido com moderação, ele contribui para diminuir gases e ainda possui ação anti-inflamatória, beneficiando todo o sistema digestivo.

Melão

Por ser composto majoritariamente por água, o melão é uma fruta leve e refrescante. Ele ajuda na hidratação, facilita o trânsito intestinal e evita a fermentação excessiva dos alimentos no estômago, o que reduz o estufamento.

Maçã

A maçã é rica em fibras solúveis, como a pectina, que auxiliam no equilíbrio da flora intestinal. Quando consumida após o almoço, ela contribui para uma digestão mais lenta e eficiente, evitando gases e desconfortos.

Pera

Assim como a maçã, a pera possui fibras que favorecem o funcionamento do intestino. Além disso, é uma fruta de fácil digestão, ideal para quem sente inchaço com frequência após as refeições.

Kiwi

O kiwi contém enzimas que ajudam a quebrar proteínas e facilita a digestão. Seu consumo após o almoço pode reduzir a sensação de peso no estômago e melhorar o conforto digestivo ao longo da tarde.

Ao incluir essas frutas na rotina pós-almoço, é possível perceber melhora na digestão e redução do estufamento de forma natural. Ainda assim, vale lembrar que cada organismo reage de maneira diferente, e o ideal é observar quais opções trazem mais conforto para o seu dia a dia.

Saúde em Dia

Dormir pouco faz mal ao coração —isso a ciência já reconhece há anos. O que vem ficando cada vez mais claro é que dormir demais também pode ser um sinal de risco.

sonou

Estudos populacionais e pesquisas com exames de imagem mostram que a relação entre sono e saúde cardiovascular segue uma curva em “U”: o risco de infarto, AVC e outras doenças cresce tanto entre quem dorme pouco quanto entre quem dorme em excesso.

No ponto mais baixo dessa curva, onde o risco é menor, aparecem de forma consistente as pessoas que dormem entre 7 e 8 horas por noite. É nesse intervalo que o organismo consegue manter melhor controle da pressão arterial, do metabolismo da glicose, da inflamação e do funcionamento das artérias.

Cardiologista do Hospital Quali Ipanema e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), João Luiz Frighetto explica que o impacto do sono sobre o coração não é direto, mas cumulativo.

“Dormir mal aumenta o risco cardiovascular porque se associa a hipertensão, diabetes e obesidade. Esses fatores acabam se somando ao longo dos anos”, afirma.

Sono entrou de vez na prevenção cardiovascular Durante décadas, dieta e atividade física dominaram o debate sobre prevenção de doenças do coração. Esse cenário começou a mudar nos anos 2000, quando grandes estudos populacionais passaram a mostrar que a má qualidade do sono se associava a maior risco de hipertensão, infarto, AVC e arritmias.

Professora livre-docente de Cardiologia pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Fatima Dumas Cintra explica que um marco importante foi um estudo publicado em 2005 que acompanhou pacientes com apneia obstrutiva do sono ao longo do tempo.

“Os autores demonstraram que indivíduos com apneia não tratada apresentavam maior incidência de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, como infarto e AVC”, detalha.

A consolidação desse conhecimento levou, em 2022, à inclusão do sono como um dos pilares da saúde cardiovascular no conceito Life’s Essential 8, da American Heart Association —ao lado de alimentação, atividade física, controle da pressão, do colesterol, da glicemia, do peso e do tabagismo.

Dormir pouco: um ataque silencioso às artérias Dormir menos de seis horas por noite provoca uma série de alterações biológicas que sobrecarregam o sistema cardiovascular. Há aumento da atividade do sistema nervoso simpático, maior liberação de hormônios do estresse, elevação sustentada da pressão arterial e pior controle do açúcar no sangue.

Esses mecanismos ajudam a explicar os achados de um estudo publicado em 2019 no Journal of the American College of Cardiology, que identificou maior presença de aterosclerose subclínica —placas de gordura nas artérias antes do surgimento de sintomas— em pessoas que dormiam pouco, mesmo sendo aparentemente saudáveis.

Para Elzo Mattar, cardiologista e coordenador geral da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), o problema é que esses danos costumam evoluir de forma silenciosa.

“O sono curto pode elevar pressão, inflamação e alterar o metabolismo mesmo em pessoas jovens. Os efeitos não aparecem de imediato, mas se acumulam ao longo dos anos”, diz. Por que dormir demais também entra na curva de risco Se dormir pouco faz mal, dormir demais não significa, necessariamente, proteção. Uma meta-análise publicada em 2022 na revista Frontiers in Cardiovascular Medicine, que reuniu dados de cerca de 3,8 milhões de participantes, mostrou que o sono prolongado —acima de nove horas por noite— também se associa a maior risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, quando comparado ao intervalo de 7 a 8 horas.

Na avaliação dos especialistas, esse excesso raramente é a causa direta do problema. “Na maioria das vezes, dormir demais é um marcador de outras condições, como depressão, sedentarismo, inflamação crônica ou distúrbios do sono, especialmente a apneia”, explica Fatima.

Os estudos apontam alguns caminhos mais concretos para essa associação. Um deles é a maior prevalência de apneia obstrutiva do sono entre pessoas que dormem muitas horas.

Nesses casos, o sono é longo, mas não é reparador: há múltiplas interrupções da respiração, quedas repetidas de oxigenação, picos de pressão arterial e ativação inflamatória durante a noite —mecanismos diretamente ligados ao risco cardiovascular.

Outra explicação consistente é o vínculo entre sono prolongado e inflamação sistêmica. Pesquisas observacionais mostram que pessoas que dormem mais de nove horas tendem a apresentar níveis mais elevados de marcadores inflamatórios, como proteína C-reativa, inflamação que contribui para a disfunção endotelial e o avanço da aterosclerose.

Além disso, o sono excessivo aparece com mais frequência em indivíduos com menor nível de atividade física, maior fragilidade clínica e mais doenças crônicas, fatores que, isoladamente, já aumentam o risco de eventos cardiovasculares.

Em idosos, por exemplo, dormir muito pode refletir perda de autonomia, sarcopenia e pior condição cardiometabólica.

Há ainda evidências de associação entre sono prolongado e alterações do sistema nervoso autônomo, com maior predominância do tônus parassimpático, o que pode favorecer arritmias, como a fibrilação atrial, especialmente em populações vulneráveis —um fenômeno descrito em estudos observacionais sobre sono e ritmo cardíaco.

Qualidade e regularidade também contam A ciência do sono vem mostrando que não basta olhar apenas para o número de horas dormidas. A fragmentação do sono —acordar várias vezes à noite— pode ser tão prejudicial quanto dormir pouco.

Cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, Cristiano Pisani explica que cada despertar noturno provoca um pequeno “choque” no sistema cardiovascular.

“Há surtos repetidos de ativação do sistema nervoso simpático, com aumento da frequência cardíaca e da pressão. A longo prazo, isso se associa a hipertensão e arritmias, como a fibrilação atrial”, afirma. Além disso, dormir e acordar em horários muito irregulares desorganiza o ritmo circadiano —o relógio biológico— e se associa a maior inflamação e pior controle da pressão arterial, mesmo em quem dorme um número aparentemente adequado de horas.

Os especialistas são unânimes em dizer que problemas persistentes de sono não devem ser normalizados. Ronco alto, pausas respiratórias durante a noite, sonolência excessiva durante o dia, cansaço ao acordar e insônia frequente são sinais de alerta.

“Nessas situações, investigar o sono pode fazer diferença real na prevenção de infarto e AVC”, diz Elzo Mattar.

Checklist básico de sono saudável para o coração Dormir, em média, de 7 a 9 horas por noite. Manter horários regulares para dormir e acordar. Evitar telas, cafeína e álcool à noite. Dormir em ambiente escuro, silencioso e confortável. Procurar avaliação médica em caso de ronco, apneia ou sonolência excessiva.

G1

Foto: Adobe Stock