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cortejoTeve início por volta das 8:15h da manhã de hoje, 07, o cortejo de despedida ao ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho, saindo da funerária na avenida Miguel Rosa. Há várias coroas de flores ao lado do corpo.

O veículo dos Bombeiros percorre mais de 25 ruas e avenidas de vários bairros da capital. Segue pela Frei Serafim e passará em frente a sede da Prefeitura de Teresina.

Sob aplausos, o corpo deixa a funerária para o início do cortejo.

cartazesfirminoA deputada Lucy Soares, viúva de Firmino Filho, acompanha o cortejo no primeiro carro atrás dos Bombeiros. Visivelmente abalada, ela chora compulsivamente.

O cortejo segue primeiro para a avenida Frei Serafim. Os motoristas fazem um buzinaço em homenagem ao prefeito.

Carro e motos acompanham o cortejo. Populares choram, fazem homenagens. Muita comoção.

O cortejo com o corpo do ex-prefeito de Teresina, Firmino Filho, chegou agora há pouco ao Palácio da Cidade, sede da Prefeitura. Populares fazem homenagens com aplausos e soltando balões.

lucysoaresChorando, a viúva de Firmino, Lucy Soares, disse que vai continuar o legado político de Firmino. “Muito lindo a homenagem, mas não vai trazê-lo de volta. Vamos continuar com seu legado”.

A funcionária mais antiga da prefeitura, Marilda Figueiredo, que tem 28 anos que trabalha no Palácio da Cidade, participará das homenagens. Ele irá entregar uma das coroas de flores quando o cortejo chegar à sede da Prefeitura.

Para Marilda Figueiredo, Firmino Filho será lembrado como um homem humano.

"Só lembranças boas. Só tenho a agradecer a Deus a oportunidade de ter trabalhado com ele. Agradeço o tempo que vivi ao lado dele. Ele era excelente para nós. Os funcionários tinham uma boa relação com ele. Ele era muito humano. Sabia trabalhar com o povo. Ele amava o povão. Não tenho palavras. Era excelente. Ele era religioso e temível a Deus. Gostava muito de orações. Sempre presente nas missas", afirmou.

Outra servidora que trabalhou 16 anos com Firmino, Francisca Maria dos Santos, auxiliar de serviços gerais, também prestará homenagem ao prefeito.

"Eu não sei nem o que dizer. Foram 16 anos de convivência. Uma pessoa especial. Ajudava a todos. A tristeza e muito grande. Nesse momento só queremos agradecer a ele por tudo", afirmou.

Na frente da prefeitura, servidores estão com cartazes e balões brancos esperando o cortejo.

 

cv

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante reunião no último sábado (3), que vai ajudar o Brasil no combate à pandemia da Covid-19. As informações são de Jamil Chade, do UOL.

“Discutimos como a situação é séria no Brasil e ele (Queiroga) começou descrevendo a situação que é realmente terrível, e o que ele gostaria de fazer (…) Concordamos no caminho a seguir”, disse Tedros.

O diretor da OMS disse que novas reuniões vão ser feitas para detalhar as ações que vão ser tomadas. A nova postura marca uma mudança da relação da entidade com o governo de Jair Bolsonaro, que sempre criticou a organização.

Uma das medidas que vão ser adotadas pela OMS está o envio de técnicos para ajudar na produção de vacinas no País.

 

IstoÉ

O patamar elevado de novos casos de covid-19 diariamente no Brasil já sinaliza o aumento do número de mortes nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde encontra obstáculos para concretizar as previsões de entregas de vacinas — houve redução em março e agora em abril.

Em março, pior mês da pandemia no país até agora, o Ministério da Saúde, sob a gestão de Eduardo Pazuello, havia prometido entregar 46 milhões de doses de vacina, mas foram enviados 20,3 milhões a estados e municípios. Enquanto isso, houve um acréscimo de 2,16 milhões de casos em apenas um mês (média de 66,7 mil novas infecções por dia), além de 65,8 mil vidas perdidas (média de 2.122 óbitos/dia).

Para abril, a promessa de entregar 47,3 milhões de doses também já foi revista. Agora, devem ser apenas 25,5 milhões, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Isso representa quase 54% da previsão inicial.

A situação deixa evidente que a doença está avançando mais rápido do que a vacinação em todo o país, segundo o médico e professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Eliseu Waldman.

"A vacinação faz parte de um conjunto de medidas. [...] Se tivesse uma vacinação mais célere, diminuiria pelo menos a mortalidade nas faixas etárias mais elevadas", explica.

Outro fator de atenção pontuado por Waldman é a possível sazonalidade do coronavírus. Na Europa, observou-se um recrudescimento da curva de novos casos — e posteriormente de óbitos — com a chegada dos meses de inverno.

O mesmo ocorreu na primeira onda no Brasil, em que os picos de casos e internações foram observados entre junho e agosto. "Eu temo que, se este vírus tiver uma sazonalidade, maio não vai ser muito bom, e junho e julho vão ser péssimos", observa. O governo contava com 8 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, mesmo sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que barrou a importação das doses após a planta da empresa Bharat Biotech não cumprir requisitos de boas práticas de fabricação.

O imbróglio envolvendo o pedido de uso emergencial da vacina russa Sputnik V — com documentação pendente — jogou um balde de água fria nos planos do ministério, já que o governo contava com 600 mil doses do imunizante disponíveis neste mês.

Na produção nacional, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Instituto Butantan também enfrentam dificuldades e cortaram parte das previsões de entrega.

O caso da Fiocruz é o mais preocupante, já que o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) chegou a estimar a entrega de 15 milhões de vacinas em março, mas foram somente 2,8 milhões.

O motivo foi um problema no processo de lacre dos frascos que paralisou a linha de produção por uma semana. Agora, a instituição alega que há dificuldades em transportar insumos da China para o Brasil, algo que também pode alterar o cronograma.

"De uma maneira geral, o Brasil está com problema de insumos para a indústria, não só a indústria farmacêutica. A informação dada à imprensa é que muitas empresas de transporte de cargas estão se recusando a fazer voos para o Brasil. Isso explica em parte essas sucessivas diminuições da preparação das vacinas pelo Butantan e pela Fiocruz. Provavelmente, um dos pontos mais importantes que abrange a questão das vacinas é regularizar o suprimento de insumos. Ou seja, se não tem companhias estrangeiras que não querem vir, temos que pegar as companhias nacionais e mandar buscar", acrescenta Waldman.

Diversas cidades tiveram que suspender as campanhas de vacinação nos últimos dias por falta de doses. "Cada vez que eu empurro para a frente [a entrega de vacinas], estou criando mais mortos", afirma o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, fundador e ex-diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Na avaliação do ex-diretor da Anvisa, os imprevistos ocorridos na Fiocruz precisam ser justificados. "A Fiocruz tinha que ser chamada para se justificar perante a sociedade, para entendermos qual é a chance de isso acontecer de novo daqui para a frente. Estamos vivendo uma situação extremamente grave. Não se pode dizer que vai fazer X e fazer X menos qualquer coisa a todo instante", argumenta.

 

R7

automedicamentoA automedicação, especialmente nesse momento de pandemia, tem preocupado autoridades sanitárias em todo o mundo. “É preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa prática, que pode causar reações graves, inclusive óbitos", alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em comunicado.

Ainda segundo a Agência, essa avaliação é feita a partir de critérios técnico-científicos, de acordo com o paciente e o conhecimento da doença: "todo medicamento apresenta riscos relacionados ao seu consumo, que deve ser baseado na relação benefício-risco. Ou seja, os benefícios para o paciente devem superar os riscos associados ao uso do produto”.

Para se ter uma ideia da dimensão e da gravidade do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada. Além disso, metade de todos os pacientes não faz uso dos medicamentos corretamente.

Notificação Para identificar novos riscos e atualizar o perfil de segurança dos medicamentos, a Anvisa lembra que é imprescindível que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem as suspeitas de eventos adversos, mesmo sem ter certeza da associação com o medicamento.

Os eventos devem ser notificados pelo VigiMed. “A qualidade dos dados inseridos no sistema é fundamental para subsidiar a análise pelas equipes especializadas. É importante identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote”, orienta a Anvisa.

Agência Brasil

 Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil