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praiaA Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (28) que o coronavírus, o Sars-Cov-2, não tem características sazonais, como o da influenza, e fez um alerta sobre pensar em ondas quando se fala da pandemia de Covid-19.

Apesar de também se espalhar de pessoa a pessoa, o vírus Influenza se comporta de maneira sazonal, ou seja, circula com maior frequência entre as estações mais frias de cada ano. Além disso, a intensidade da circulação do Influenza pode mudar de ano para ano. Já o coronavírus não respeita uma sazonalidade e circula com grande intensidade independentemente da época e estação do ano.


Como o vírus não se comporta de maneira sazonal, a porta-voz da OMS, Margaret Harris, chamou a atenção sobre os riscos de transmissão do coronavírus durante o verão do Hemisfério Norte, e não apenas no inverno.

"As pessoas ainda estão pensando sobre estações do ano. O que todos precisamos ter na cabeça é que esse é um novo vírus e está se comportando de forma diferente", afirmou a porta-voz durante coletiva em Genebra, na Suíça. "Será uma grande onda", declarou Margaret Harris.
Ela fez ainda um apelo à vigilância para que aplique medidas para conter a transmissão que está se espalhando em grandes aglomerações.

Os casos de infecções pelo novo coronavírus já passam de 16, 4 milhões em todo mundo, e as mortes por complicações de Covid-19 passam de 645 mil, segundo balanço da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Os cinco países com maior número de registros são Estados Unidos, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, afirmou que "nas últimas 6 semanas, o número total de casos aproximadamente dobrou".

Na Ásia, o número de contaminações voltou a subir e está levando vários países a retomar bloqueios. Hong Kong voltou a impor restrições e o Vietnã isolou a cidade de Danang.

 

Reuters

Foto: Emilio Morenatti/AP

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltaram a subir no Brasil, segundo o levantamento do Sistema Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O boletim mais recente do Infogripe alerta que “a flexibilização das medidas de distanciamento social facilita a disseminação de vírus respiratórios e, portanto, pode levar a uma retomada do crescimento no número de novos casos”.

Entenda os números do Infogripe
A Fiocruz cataloga os casos somados em cada semana e daí extrai a média móvel.


Segundo o Infogripe, o pico de SRAG no Brasil foi no dia 2 de maio, com 15.873 registros.


Ao longo de maio, o número foi caindo e chegou a 12.784 pacientes na primeira semana de junho.


No mês passado, os casos semanais foram aumentando aos poucos e, na semana do dia 27, somaram 13.718.


Em julho, os registros oscilam, mas num patamar acima do anotado mês passado. No dia 11, foram 13.483 pacientes na 28ª semana epidemiológica.


Nem toda SRAG é Covid-19, apesar dos sintomas em comum. Mas, nesta pandemia, segundo o pesquisador e coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, a síndrome “está extremamente ligada” ao novo coronavírus.

Gomes explica ainda que a maioria dos pacientes com SRAG este ano testou positivo para o coronavírus.

Os dados do Infogripe também levam em conta pacientes que já tiveram diagnóstico confirmado para Covid-19 e outros com sintomas que podem indicar a presença do vírus.


Para Gomes, a volta do crescimento é uma “combinação de diversos fatores”.

“Tem o clima, tem a questão da flexibilização. O fato epidemiológico é que maior interação facilita a transmissão de doenças respiratórias”, afirmou o pesquisador.


Gomes cita ainda o processo de interiorização da Covid nos estados.

“Voltando a aumentar o número de casos, vamos ter umas três a quatro semanas até isso se traduzir em aumento de óbitos, porque é o tempo da pessoa se contaminar, agravar os sintomas e infelizmente vir a óbito”, emendou.

 

G1

 

Regras que proíbem a venda sem receita em farmácias de medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina foram publicadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As orientações estão na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 405/2020, publicada ontem no Diário Oficial da União . De acordo com a agência, a lista poderá ser revista a qualquer momento para a inclusão de novos medicamentos, caso seja necessário.

Ainda segundo a Anvisa, o objetivo da norma é impedir a compra indiscriminada de medicamentos que têm sido amplamente divulgados como potencialmente benéficos no combate à infecção pelo novo coronavírus, embora ainda não existam estudos conclusivos sobre o uso desses fármacos para o tratamento da doença.  A medida visa também manter os estoques destinados aos pacientes que já têm indicação médica para uso desses produtos, uma vez que os medicamentos que constam na resolução também são usados no tratamento de outras doenças, como a malária (cloroquina e hidroxicloroquina); artrite reumatoide, lúpus e outras (hidroxicloroquina); doenças parasitárias (nitazoxanida) e tratamento de infecções parasitárias (ivermectina).

Compra

A compra desses produtos em farmácias e drogarias será permitida apenas mediante apresentação da receita médica em duas vias. Cada receita terá validade de 30 dias, a partir da data de emissão, e poderá ser utilizada somente uma vez. A resolução será revogada automaticamente a partir do reconhecimento, pelo Ministério da Saúde, de que não mais se configura a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional.

Farmácias e drogarias

Conforme previsto na resolução, todos os medicamentos que contenham as substâncias listadas na norma estão sujeitos aos procedimentos de escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A escrituração dos medicamentos à base de hidroxicloroquina, cloroquina e nitazoxanida já era obrigatória desde a inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria 344/1998. Para os medicamentos à base de ivermectina, a entrada de medicamentos já existentes em estoque nas farmácias e drogarias antes da resolução não necessita ser transmitida ao SNGPC.

vacinamesesÓrgãos reguladores que geralmente trabalham dentro de seus próprios países ou regiões vão provavelmente harmonizar esforços em torno de potenciais vacinas contra a covid-19 para acelerar a aprovação uma vez que as imunizações se tornarem disponíveis, disse a cientista-chefe da (OMS) Organização Mundial da Saúde), Soumya Swaminathan, nesta sexta-feira (24).

Ao responder perguntas vindas de uma plataforma em rede social, Swaminathan também disse que os testes sobre a eficácia e segurança das vacinas -um processo que geralmente leva anos- pode ser acelerado para somente seis meses em meio à pandemia, caso os dados satisfaçam os reguladores e eles tenham informação suficiente para emitir registros.

Ainda assim, disse ela, a segurança será fundamental.

"Embora a velocidade seja importante, ela não pode acontecer ao custo da comprovação dos padrões de eficácia e segurança", disse ela.

"Não é o caso de que a primeira vacina será apressadamente injetada em milhões de pessoas sem estabelecer o fato de se realmente protege e se é suficientemente segura para uso em larga escala na população."

Existem mais de 200 potenciais vacinas contra Covid-19 em desenvolvimento, com cerca de uma dúzia sendo testadas em humanos e algumas delas entrando no estágio avançado de estudos em milhares de pacientes. Swaminathan citou as vacinas experimentais da Moderna, a que está sendo desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, a da chinesa CanSino Biologics e um projeto de desenvolvimento de vacina na Rússia.

Para que reguladores aprovem uma vacina, os desenvolvedores terão de acompanhar os voluntários dos ensaios clínicos por meses e demonstrar que há poucas infecções entre as pessoas que receberem a vacina na comparação com aqueles que receberam um placebo.

"Gostaríamos de ver a maior taxa de proteção possível --entre 80% e 90%-- isso seria fantástico", disse ela.

Swaminathan alertou que somente um pequeno número de potenciais vacinas contra a Covid-19 deve passar por todos os estágios de testes e ser aprovado para uso.

"Temos um conjunto bastante robusto de candidatas a vacina, o que é excelente, porque normalmente a taxa de sucesso... é de cerca de 10%", afirmou.

Indagada se o mundo poderia superar a pandemia de coronavírus sem uma vacina, Swaminathan disse que buscar a chamada estratégia de imunidade de rebanho seria mortal. Cerca de 60% de uma população precisa ser infectada para adquirir a imunidade de rebanho, disse ela, um patamar que faria com que muitas pessoas morressem da doença.

 

por Reuters - Internacional

Foto: Freepik