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Um grupo de cientistas assinou uma petição, enviada à Organização das Nações Unidas e à Organização Mundial da Saúde, para alertar contra os perigos potenciais de fones de ouvido sem fio, como os AirPods, da Apple, e os Gear Icon e Galaxy Buds, da Samsung. De acordo com informações do jornal The Atlanta Journal-Constitution, os 250 especialistas que assinaram a petição acreditam que os fones de ouvido apresentam possíveis riscos de câncer devido à tecnologia Bluetooth.

A tecnologia usa ondas de rádio de frequência eletromagnética para transmitir dados. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer reportou recentemente que as essas ondas podem ser cancerígenas para humanos, especialmente quando usadas em um dispositivo tão próximo ao crânio do usuário.

Segundo os especialistas, altos níveis de exposição a ondas de frequência eletromagnética também podem causar problemas neurológicos e danos ao DNA. “Com base em pesquisas publicadas e revisadas por pares, temos sérias preocupações em relação à exposição onipresente e crescente de campos eletromagnéticos gerados por dispositivos elétricos e sem fio”, diz a petição.

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde em relação aos níveis de exposição às ondas eletromagnéticas dizem respeito a quantidades bem maiores do que as emitidas pelos fones de ouvido sem fio. Entretanto, os defensores da petição não acham que as recomendações são boas o suficiente.

“As várias agências que definem padrões de segurança não conseguiram impor diretrizes suficientes para proteger o público em geral, particularmente as crianças, que são mais vulneráveis ​​aos efeitos da EMF”, explica a petição. “Ao não agir, a OMS não está cumprindo seu papel de agência de saúde pública internacional proeminente.”

Sobre o risco de radiação, a Maçã diz que “os produtos da Apple são sempre projetados e testados para atender ou exceder todos os requisitos de segurança”, conforme afirmou Alex Kirschner, porta-voz da Apple, à WSB-TV de Atlanta em 2016, quando os AirPods foram lançados pela primeira vez.

 

WSB-TV Atlanta

prisaoventreA prisão de ventre está entre as inúmeras alterações causadas pela menopausa, devido à redução do hormônio estrogênio. A constipação atinge cerca de 30% da população, mas com prevalência entre as mulheres, ou seja, são elas que sofrem mais com o problema, que pode ser agravado com a idade. Conversei com a médica Sthela Maria Murad Regadas, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e professora associada de Cirurgia Digestiva na Universidade Federal do Ceará, onde fez mestrado e doutorado – além de ter realizado pós-doutorado na Cleveland Clinic Florida.

A especialista afirma que há dois aspectos diferentes relacionados à constipação, igualmente relevantes: “o primeiro se refere ao trânsito, isto é, o tempo que a pessoa leva sem evacuar, que não deve exceder três dias. O segundo ponto é a qualidade da evacuação, que envolve características como consistência e dificuldade de expulsão. São duas formas de apresentação do quadro, que podem estar associadas ou não, mas ambas impactam na qualidade de vida do paciente”.
Uma dieta rica em fibras – o ideal é ingerir de 20 a 30 gramas por dia – pode melhorar bastante o mal-estar. A doutora Sthela lembra que, além de estarem presentes em frutas e verduras, as fibras podem ser consumidas na forma sintética (as práticas barrinhas) ou em pó para ser diluído em água ou outros líquidos. “A fibra também tem um papel de proteção da parede do intestino”, explica, “por isso é tão importante na alimentação. E é fundamental ingerir bastante água, do contrário as fezes tenderão a ficar desidratadas e endurecidas”.

Segundo ela, o motivo de as mulheres serem propensas à prisão de ventre está relacionado a diversos fatores, inclusive a um padrão de comportamento feminino: “na fisiologia normal, o desejo de evacuar surge quando uma quantidade de 100ml a 120ml de fezes chega no reto, a parte final do intestino, que também é chamado de reservatório. É quando a pessoa sente a urgência de ir ao banheiro. No entanto, esse reservatório é complacente, ou seja, quando se posterga a evacuação, ele se distende e há uma acomodação do material. Muitas mulheres sofrem de constrangimento para evacuar, evitando a ida ao banheiro. O resultado é o acúmulo de fezes, que vão se ressecar, podendo levar a sangramentos”. A recomendação para evitar esses sintomas é seguir uma dieta rica em fibras e ingerir bastante líquido; se for preciso, são prescritos medicamentos que funcionam como reguladores intestinais. O exercício é um grande aliado contra a prisão de ventre, porque ativa o metabolismo e melhora a movimentação do intestino.


Constipação não é o único problema. De acordo com a médica, a incontinência fecal ocorre com mais frequência entre as mulheres e, infelizmente, ainda é um assunto tabu: “elas têm vergonha e não tocam no assunto no consultório. O problema é multifatorial, podendo surgir como consequência de muitas gestações, perda da tonicidade ou envelhecimento de tecidos. Embora não tenha cura, há diversas ações para melhorar a qualidade de vida da paciente”.

Há um sinal de alerta para homens e mulheres: sangue nas fezes (ou percebido no papel higiênico). Nesse caso, o especialista deve ser procurado imediatamente, para descartar doenças graves. A doutora Sthela enfatiza que a colonoscopia deve ser realizada a partir dos 50 anos, se o indivíduo não tiver nenhum sintoma; mas, se houver histórico familiar, a partir dos 40. Mesmo que o exame não tenha indicado alterações, o intervalo até o próximo check-up não pode passar de dez anos. Ela alerta que os mais idosos devem se submeter à colonoscopia: “se o paciente tem 75 anos ou mais, mas está hígido, deve realizar o exame. Estudos recentes demonstram um aumento de prevalência dos casos de câncer colorretal, mesmo antes dos 40 e acima dos 75 anos”.

 

G1

Foto: divulgação

sarampoA Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora o sarampo no mundo inteiro e o Brasil ocupa o terceiro lugar em número de casos, ficando atrás apenas da Ucrânia e das Filipinas. A doença é muito contagiosa, mais do que ebola, tuberculose e influenza. O vírus pode ser contraído por alguém até duas horas depois de a pessoa infectada ter saído do local. O Bem Estar desta quarta (13) conversou com a virologista da Fiocruz Marilda Siqueira sobre o assunto.

O sarampo é transmitido pelo ar e infecta o trato respiratório, podendo matar crianças malnutridas e bebês que ainda são muito novos para serem vacinados. Uma vez infectado, não há um tratamento específico, por isso a importância da vacinação.

No Brasil, a região norte está entre as mais atingidas pelo sarampo. Atualmente, o Amazonas está entre os três estados do país com transmissão ativa do vírus do sarampo. Em Roraima e Pará foram registrados casos recentes da doença. O que mais preocupa é que a meta de cobertura vacinal não foi atingida na maioria dos municípios. No Amazonas, só 50% das cidades atingiram o índice.

Transmissão
O vírus possui alta capacidade de propagação. A transmissão acontece de uma pessoa para outra, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou mesmo respirar.

Sintomas
Os principais sintomas são:

Febre alta com manchas vermelhas no corpo (normalmente as manchas começam atrás do pescoço e atrás da orelha, depois aparecem no rosto e vão descendo para braços, tronco e pernas)
Tosse
Coriza
Conjuntivite
Eles podem ser confundidos com outras doenças, como a dengue. Por isso, é importante procurar imediatamente um serviço de saúde.
Como evitar a transmissão
Lave as mãos com frequência
Quando espirrar, coloque o braço para tampar o nariz. Jamais use as mãos
Como se proteger?
A vacina é a única forma de se proteger. Ela é disponibilizada gratuitamente pelo SUS em duas doses – tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), aplicada nos bebês aos 12 meses de idade, e tetra viral (as três doenças, acrescida da catapora), aos 15 meses.

E quem deve tomar a vacina? Crianças de 12 meses a cinco anos; crianças e adultos de cinco a 29 anos que ainda não se vacinaram (duas doses da tríplice com intervalo de 30 dias) e adultos de 30 até 49 anos (uma dose da tríplice).

E quem não deve? Casos suspeitos de sarampo, menores de seis meses, grávidas, pessoas imunodeprimidas e pessoas acima de 49 anos.

 

G1

Foto: Foto: Cristine Rochol/PMPA

vachpvA OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 80% das mulheres serão infectadas pelo HPV ao longo da vida. O vírus é o principal causador de câncer de colo de útero.

Embora a vacina esteja disponível pelo SUS para adolescentes, apenas 48% das meninas entre 9 e 15 anos completaram o esquema de duas doses, necessário para garantir a proteção, que devem ser ministradas com um intervalo de seis meses.

Mais de 10 milhões de adolescentes ainda precisam ser vacinados com a primeira e a segunda dose da vacina em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.
A vacina contra o HPV faz parte do calendário nacional de vacinação e, portanto, está disponível durante o ano inteiro nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A vacina utilizada no Brasil previne contra 4 tipos de HPV, o que representa proteção contra 70% dos cânceres do colo útero, 90% do câncer anal, 63% de câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais, segundo a pasta.

O Ministério informa que a vacina é segura e não aumenta o risco de eventos adversos graves.

Vacina é recomendada também a adultos

A vacina contra o HPV é oferecida na rede pública a meninas de 9 a 14 anos e a meninos de 11 a 14 anos, pessoas com HIV, e pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos.


“Apesar de estar disponível pelo SUS a apenas menores de 14 anos, a vacina também é recomendada para homens e mulheres entre 9 e 26 anos. Sabemos que até esta idade, a vacina diminui o risco de surgimento de câncer relacionado ao HPV. A vacina ensina ao nosso sistema imune a como atacar o vírus”, explica a oncologista Juliana Omineli, da Oncoclínica Centro de Tratamento, do Rio de Janeiro.
“Muitas mulheres acham desnecessária a vacinação por acreditar que, como já tiveram contato sexual, não teriam benefício. O que sabemos ser falso”, completa.

O vírus é transmitido sexualmente ou por contato pele a pele. A médica ressalta que a infecção pelo vírus geralmente não causa sintomas, mas, quando aparecem se manifestam por meio de verrugas e lesões no colo do útero, na boca e no pênis.
“Até hoje não há tratamento para a infecção por HPV. Temos a vacina como prevenção e os tratamentos de lesões causadas por HPV, como retirada cirúrgica e uso de alguns medicamentos”, afirma a oncologista.

Segundo ela, a presença do vírus é detectada pelo teste de HPV. Juliana afirma que o teste não substitui o exame de papanicolau. Apenas na rede pública da Indaiatuba, no interior de São Paulo, isso foi adotado, segundo publicado no Jornal da Unicamp.
O papanicolau detecta lesões no colo do útero e o teste de HPV é capaz de identificar a presença do vírus antes da manifestação de lesões.

O câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente em mulheres e o quarto que mais mata no Brasil. Pode ser prevenido com a vacina contra o HPV. A prevalência estimada do HPV no país é de 54,3 %, de acordo com estudo realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017.

A pesquisa, feita com 7.586 pessoas nas capitais do país, revelou que 37,6 % dos participantes apresentavam HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

 

R7

Foto: divulgação/MS