Nos dias de temperaturas elevadas, só mesmo um aparelho de ar-condicionado para dar um alívio
duradouro à sensação de calor. Quem pode, fica praticamente o tempo todo sob o ar gelado: em casa, no trabalho, na academia e dentro do carro. Até na hora de lazer ele se faz uma presença constante, seja em shoppings ou cinemas.
Muitas pessoas, porém, sentem que tanta exposição ao ar frio prejudica a saúde. Espirros, coriza, garganta irritada, sinusite e tosse são sintomas comuns. Nada disso é culpa do frio em si - em geral, são quadros agravados pelo uso inadequado do aparelho, dizem os médicos. Com uma manutenção periódica e cuidados simples, é possível aproveitar só o que o ar-condicionado tem de bom.
Em casa, com aparelhos pequenos, a manutenção costumar ser fácil – limpar e trocar o filtro conforme indicação do fabricante. Mas ela deve ser levada muito a sério. "Passamos de 90% a 98% da vida em ambientes fechados. Por isso é importante que cuidemos da qualidade do ar nesses locais", afirma Fábio Morato Castro, presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).
Quem sentir que o ar está muito seco, recomenda o médico, deve usar uma bacia de água para devolver um pouco da umidade ao ambiente (os umidificadores costumam deixar o ambiente com umidade em excesso, o que também é ruim).
Dessa forma, o ar-condicionado pode ser usado sem outras restrições. E ele oferece vantagens extras, além de aplacar o calor. "O ressecamento torna o ambiente hostil aos ácaros e fungos, o que é positivo para quem tem alergia a eles. Outra vantagem é que o frio afasta os pernilongos", disse Castro.
Friozinho compartilhado
Em ambientes coletivos, como nos escritórios, em geral é preciso cobrar dos chefes ou dos responsáveis pela segurança do trabalho por uma boa manutenção. Se for um sistema central, além de trocar os filtros é preciso limpar as tubulações para garantir um ar de qualidade e livre de contaminações.
"Hoje já existem filtros muito potentes. Os aviões, por exemplo, usam filtros do tipo Hepa e têm uma taxa de recirculação do ar (o ar interno é trocado pelo ar externo) de 50%. Se estiver tudo em ordem, alguém gripado pode sentar a duas poltronas de distância e o vírus não chega a você", afirma Jairo Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
Outro problema comum nos ambientes coletivos é encontrar uma temperatura que agrade a todos. O recomendado pelo pneumologista é fixar a temperatura entre 20 ºC e 24ºC. Não que sentir um pouco de frio provoque algum problema de saúde para a maioria das pessoas, mas há, sim, gente que é extremamente sensível a mudanças de temperatura. "Há casos de pacientes que começam a espirrar só de tomar um copo d'água gelada. Essas pessoas devem ser abordadas de forma diferente", recomenda Araújo.
Segundo o médico, o ideal é posicionar as pessoas mais sensíveis longe das saídas de ar. "Para não se tornar a 'chata' do escritório, ela pode procurar um supervisor de segurança do trabalho, alguém com autoridade para pedir uma redistribuição", afirmou.
A academia também inspira atenção especial com a hidratação. "A pessoa se sente confortável por causa do ar-condicionado, mas o ar fica seco e ela está perdendo água com o exercício. Beber água é fundamental", alerta Araújo.
Conheça as principais doenças relacionadas ao uso inadequado do ar-condicionado:
Infecções respiratórias: o ar-condicionado pode levar a um ressecamento das mucosas do sistema respiratório, o que prejudica a defesa contra vírus e bactérias que causam resfriados e gripes, por exemplo. Isso pode ser contornado com uma boa hidratação, uso de soro fisiológico nas narinas e colocando uma toalha molhada ou bacia de água por perto para devolver a umidade ao local. Quando há alguém doente no ambiente, a pouca circulação do ar também aumenta os riscos de os demais serem contaminados. O ideal é evitar ficar próximo a pessoas doentes e usar aparelhos de ar-condicionado que promovam a renovação do ar.
Uol
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