A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) Campus Dra. Josefina Demes em Floriano realizará nos dias 02 a 07 de Dezembro a II Mostra do Projeto Explorando o Corpo Humano “A saúde em debate: dilemas e práticas na perspectiva da atividade física”, evento de extensão que está sob a responsabilidade da professora Leydiane Gleici Oliveira Medeiros e dos alunos do VI bloco do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física.
“Ressalta-se que a referida Mostra busca proporcionar aos profissionais e acadêmicos das áreas da saúde e educação conhecimentos teórico-práticos atualizados, bem como desenvolver nos mesmos, capacidade didático-metodológica para relacionar tais conhecimentos a sua prática profissional, consolidando assim o papel da Instituição junto à sociedade”, pontua a comissão organizadora. A programação contará ainda com minicursos, oficinas e noites culturais. As inscrições estão abertas.
É possível que, dentro de algum tempo, os fumantes tenham um novo aliado caso queiram abandonar o cigarro: um tratamento com pulsos magnéticos que estimulam determinadas regiões do cérebro. Em um novo estudo, treze sessões da técnica realizadas ao longo de apenas três semanas foram capazes de manter alguns fumantes longe do cigarro por pelo menos seis meses.
A técnica, conhecida como estimulação magnética transcraniana (EMT), é um procedimento não invasivo que usa pulsos magnéticos para estimular e alterar a atividade de áreas específicas do cérebro. Em 2012, o Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou o uso clínico desse tratamento para casos de depressões uni e bipolar, alucinações auditivas em esquizofrenia e em planejamento de neurocirurgias.
"Se você estimula regiões do cérebro que são associadas ao desejo por drogas, você pode mudar o circuito do órgão envolvido nessa dependência e, eventualmente, reduzir o tabagismo", diz Abraham Zangen, professor da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, onde o estudo foi realizado.
Participaram da pesquisa 115 pessoas que fumavam um maço de cigarros ou mais por dia e que já haviam tentado parar de fumar ao menos duas vezes sem sucesso. Elas foram divididas em três grupos: o primeiro passou por sessões de estimulação magnética cerebral de alta frequência; o segundo recebeu o tratamento de baixa frequência; e o terceiro foi submetido a um tratamento falso que não impactava a atividade cerebral.
Metade dos integrantes de cada grupo viu a imagem de um cigarro aceso antes do procedimento, assim, os cientistas poderiam saber a região cerebral exata que é ativada quando surge a vontade de fumar. O restante das pessoas de cada grupo não foi exposto a nenhuma imagem.
Efeitos: Depois de 13 sessões dos tratamentos, realizadas ao longo de três semanas, os melhores resultados foram observados naquelas pessoas que receberam estimulação de alta frequência e que olharam para a imagem de um cigarro antes do procedimento. Entre esses participantes, 44% haviam deixado de fumar após as três semanas de terapia e 36% continuavam longe do cigarro após seis meses.
Entre os participantes que receberam a estimulação com baixa frequência, e que não olharam para a imagem do cigarro, 28% abandonaram o vício quando o tratamento terminou. As conclusões do estudo foram apresentadas nesta terça-feira durante o encontro anual da Sociedade para Neurociência, em San Diego, nos Estados Unidos.
Os autores lembram que, embora o uso de estimulação magnética cerebral seja aprovado em países como Estados Unidos e Brasil, ele ainda não é autorizado para ajudar as pessoas a parar de fumar.
Pouco conhecida, a diabulimia é um transtorno que acomete, em sua maioria, mulheres jovens que têm diabetes tipo 1 e boicotam o tratamento com insulina para não engordar. Assim, elas agem de forma similar às que sofrem de bulimia -- e tentam compensar a ingestão alimentar com algo que leve à perda de peso, como a indução de vômitos, o uso de laxantes, ou a prática excessiva de atividade física.
Segundo a endocrinologista Claudia Pieper, consultora da ADJ Diabetes Brasil (Associação de Diabetes Juvenil), as jovens sabem que a hiperglicemia constante provoca perda de glicose na urina e emagrecimento.
"A diabulimia, na realidade, pode ocorrer devido a uma insatisfação com o peso adquirido quando se inicia uma insulinização mais intensiva. Com isso, elas simplesmente passam a omitir ou a diminuir a dose de insulina", explica a médica.
"Outras vezes, podem também forçar vômitos ou praticar atividade física em excesso", acrescenta.
O psiquiatra Adriano Segal, diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), esclarece que a diabulimia não é um transtorno alimentar reconhecido. Ela é classificada como Tasoe (Transtornos Alimentares Sem Outra Especificação).
"Trata-se de uma variação da bulimia nervosa, em pacientes com diabetes insulinodependente ou diabetes tipo 1, que deixam de usar adequadamente a insulina para evitar o eventual ganho de peso que o uso pode acarretar. O perfil geral parece bastante com o da bulimia nervosa, associada à presença da doença."
Por ser considerada uma variação, não se pode acertadamente falar em prevalência da diabulimia. Mas Segal diz que ela varia de 11% a 39% das pessoas com diabetes tipo 1. "Suas consequências são ainda mais graves do que as de sua inspiradora: lesões associadas ao diabetes 1 são graves e algumas, irreversíveis".
Primeiro caso
O primeiro caso de diabulimia foi descrito em 1973, nos Estados Unidos. Porém, hoje, com a ajuda da web, o transtorno vem aumentando, graças à troca de informações pelas redes sociais.
Segal, no entanto, vê um aspecto positivo: "O lado bom é que não só as informações deletérias estão disponíveis; as pessoas podem ser instigadas a procurar por notícias úteis".
A consultora da ADJ explica que a correlação entre transtornos alimentares e diabetes está ligada à insatisfação com a imagem corporal e ao desejo de perder peso. Também são comuns pensamentos obsessivos sobre comida e a crença de que o diabetes impede um autocontrole.
"Para piorar, pessoas com diabetes têm uma possibilidade única de manipular por vontade própria (deliberadamente) a dose de insulina para perder peso", afirma a médica, que acaba de lançar o livro "Diabulimia: uma combinação perigosa" (Editora Editora AC Farmacêutica).
Complicações
Pieper explica que, quando o paciente com diabetes apresenta o transtorno, há o aparecimento de complicações agudas e crônicas decorrentes dos constantes níveis elevados de glicemia. "Com a falta de insulina necessária, os níveis de glicose aumentam no sangue e o excesso passa a ser eliminado pela urina. Como consequência, ocorre a utilização de outras reservas de energia do organismo, como gordura e músculos".
De forma mais imediata, pode ocorrer a cetoacidose diabética - descompensação aguda do diabetes -, que envolve hiperglicemia e desidratação. É alto o risco de hipoglicemias graves quando as pacientes deixam de se alimentar corretamente ou quando fazem exercícios em excesso, mesmo mantendo o esquema de insulina prescrito.
As hipoglicemias graves podem causar internações de repetição, puberdade atrasada e complicações crônicas precoces. Casos do transtorno em pessoas com diabetes tipo 2 são menos comuns, mas também existem. A endocrinologista diz que isso é mais comum em mulheres que entram na menopausa e costumam engordar. "Elas têm tendência a apresentar transtornos alimentares e fazem como as mais jovens, que manipulam a dose de insulina".
Tratamento
Segal explica que o tratamento deve se debruçar sobre a normalização dos hábitos alimentares, da atividade física e do uso da insulina, além de levar em conta outras doenças (como depressão, por exemplo) que podem estar associadas. "Endocrinologista, psiquiatra e nutricionista são a 'equipe mínima' adequada", aconselha.
Quanto à duração do tratamento, o psiquiatra diz que não há estudos específicos, mas, provavelmente, deverá ser crônico. "Se a pessoa com diabulimia se comportar como a que tem bulimia, o transtorno será recorrente e o estado de alerta permanente é a melhor pedida. Mas, novamente, não há pesquisas suficientes sobre o tema ainda".
Alterações em células específicas da retina podem ajudar a diagnosticar e acompanhar a progressão do alzheimer, segundo uma nova pesquisa conduzida por cientistas americanos.
O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que afeta os neurônios. Seu sintoma primário é a perda da capacidade de memória. A equipe de pesquisadores descobriu que camundongos com a doença perderam espessura na camada das células oculares.
Como a retina é uma extensão direta do cérebro, eles acreditam que a perda de neurônios retinais pode estar relacionada à diminuição de células do cérebro devido ao alzheimer. As descobertas foram reveladas durante uma conferência de neurociência ocorrida nos Estados Unidos.
A equipe prevê que, futuramente, os oftalmologistas, munidos dos devidos aparelhos, consigam detectar o mal de Alzheimer durante um exame de vista periódico. Segundo o estudo dos cientistas, alterações nas células da retina também poderiam ajudar a detectar o glaucoma - que leva à cegueira - e que é considerado uma doença neurodegenerativa similar ao alzheimer.
Scott Turner, diretor do programa de transtornos de memória do Centro Médico da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, afirmou: " A retina é uma extensão do cérebro, por isso faz sentido que os mesmos processos patológicos encontrados no cérebro de alzheimer também sejam observados no olho. "
Turner e sua equipe analisaram a espessura da retina em uma área que anteriormente não havia sido investigada. O estudo incluiu camada nuclear interna e a camada de células ganglionares da retina (um tipo de neurônio encontrado na retina).
Eles concluíram que uma perda de espessura ocorreu apenas em camundongos com mal de Alzheimer. A camada de células ganglionares da retina foi reduzida à metade de seu tamanho e a camada nuclear interna diminuiu em mais de um terço.
"Nossa descoberta sugere uma nova compreensão do processo da doença em seres humanos e pode levar a novas formas de diagnosticar ou prever a doença de alzheimer que poderiam ser tão simples como um exame de vista", explicou Turner.
Não-invasivo
Turner acrescentou que, eventualmente, os tratamentos desenvolvidos para frear a progressão do mal de Alzheimer também poderiam ser usados para tratar o glaucoma.
"Esperamos que isso se traduza em pacientes humanos e suspeitamos que o afinamento da retina, assim como o afinamento cortical, ocorre muito antes do início do processo de demência", disse Tuner à BBC News.
"Porém, estudos em humanos ainda são necessários para comprovar nossa tese. O problema é que os biomarcadores principais da doença de alzheimer são muito caros ou invasivos. Já um exame minucioso da espessura da retina - por tomografia de coerência ótica - seria um procedimento barato e não-invasivo".
A causa do mal de Alzheimer , uma das principais causadoras da demência, ainda é desconhecida.
Apesar de ainda não haver cura, médicos acreditam que o tratamento precoce do alzheimer é a maneira mais eficaz para evitar a perda de memória, seu principal sintoma.
Para Laura Phipps, do Alzheimer Research UK, centro de pesquisa para a doença baseado no Reino Unido, há cada vez mais evidências ligando a perda de células da retina ao mal de Alzheimer.
"Diagnosticar a doença de alzheimer com precisão pode ser uma tarefa difícil. Por isso, é vital para continuar investindo em pesquisa para melhorar os métodos de diagnóstico", afirmou Phipps.