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O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou para download, nesta segunda-feira (6), o aplicativo MEC Livros com quase oito mil obras literárias disponíveis para leitura de forma gratuita.

livros

“Com isso, vamos fortalecer a leitura e levar a literatura a todo o povo brasileiro”, antecipou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelas redes sociais.

O aplicativo funciona como uma biblioteca pública online, com empréstimos de livros autorais, como lançamentos e os mais vendidos. Também serão disponibilizadas obras em domínio público para download no formato ePub.

Entre os autores estão obras de brasileiros como Clarice Lispector e Ariano Suassuna e estrangeiros como José Saramago e Gabriel García Márquez.

Além da leitura, o aplicativo também oferece experiências complementares ao usuário, como personalização, com opções de ajuste de fonte e contraste, uso de elementos de jogos na leitura e ainda notificações automatizadas. Duvidas também poderão ser consultadas a um agente de inteligência artificial (IA).

O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br.

Idiomas Ao anunciar o lançamento do aplicativo, o presidente Lula antecipou que também será lançado em breve o aplicativo MEC Idiomas, com a oferta de 800 aulas de inglês e espanhol, para aprendizagem bilíngue em formato autoinstrutivo.

Com a nova ferramenta, o estudante poderá percorrer seis níveis de aprendizado nos idiomas, do básico ao avançado. Nesse caso, as experiências serão melhoradas com o apoio do agente de inteligência artificial para prática de conversação, teste de proficiência, notificações e aulas de reforço.

“O objetivo é ser o primeiro ponto de contato digital entre o estudante de línguas iniciante e o idioma de sua escolha, acompanhando seu aprendizado até níveis mais avançados”, informou o MEC, por meio de nota.

De acordo com o MEC, a iniciativa demandará investimentos de R$ 1,68 milhão ao ano e poderá alcançar 16 mil estudantes por semestre.

Agência Brasil

Foto: © ElasticComputeFarm/Pixabay

 

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolve projetos de extensão que atuam no apoio a estudantes de escolas públicas, especialmente em comunidades populares, por meio de cursinhos preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As iniciativas, de caráter interdisciplinar, envolvem docentes e discentes de diferentes cursos de graduação e têm como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior, além de orientar jovens sobre a trajetória acadêmica.

educaçaosocial

Entre os projetos em atividade estão “Educação social, comunidades populares e inclusão”, coordenado pela professora Cecília Gonçalves, do Departamento de Nutrição (CCS); o “Cursinho Popular Pré-Enem Paulo Freire”, sob coordenação da professora Carla Silvino de Oliveira, do curso de História do Campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB), em Picos; o “Pré-Enem Popular Vale da Gurgueia”, coordenado pela professora Kelly Cristine Rodrigues, do curso de Ciências Biológicas do Campus Professora Cinobelina Elvas (CPCE); e o “Preparatório para o Enem na área de Ciências da Natureza”, coordenado pela professora Jussiara Candeira Spindola Linhares, do curso de Ciências Biológicas do Campus Amílcar Ferreira Sobral (CAFS), em Floriano.

Além dessas ações, a UFPI também contou com o projeto “Pense Enem”, coordenado pelo professor Antônio Kelson Vieira da Silva, do Departamento de Matemática (CCN), encerrado em 2024.

Cursinho Popular Pré-Enem Paulo Freire

Criado em 2009, o “Cursinho Popular Pré-Enem Paulo Freire” atende estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social, com foco na preparação para o Enem e no acesso ao ensino superior. Desde 2014, o projeto é coordenado pela professora Carla Silvino de Oliveira, consolidando-se como uma importante ação de extensão vinculada ao curso de História.

De acordo com a coordenadora, a iniciativa tem como eixo central a democratização do conhecimento e a redução das desigualdades educacionais. “O projeto busca preparar estudantes para o Enem, promovendo inclusão social e articulando educação, cidadania e transformação social”, destaca.

As atividades são organizadas a partir dos eixos de ensino, pesquisa e extensão. No ensino, são ofertadas aulas presenciais nas quatro áreas do conhecimento, além de redações e simulados. Na pesquisa, há grupos de estudo voltados a metodologias de ensino e inclusão educacional. Já na extensão, são promovidas atividades culturais, como cine-debates, oficinas e rodas de conversa.

Segundo a professora, os resultados são expressivos. “Observamos aumento nas aprovações no Enem, desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais e fortalecimento da permanência nos estudos. O projeto também contribui para a formação pedagógica dos graduandos que atuam como docentes”, afirma.

Entre os planos futuros, está a expansão territorial da iniciativa. “Iniciamos, em 2025, o Cursinho Itinerante em Santana do Piauí, com a perspectiva de ampliar para outras cidades da região, fortalecendo nosso compromisso com a democratização do acesso ao ensino superior”, conclui.

Pré-Enem Popular Vale da Gurgueia

O “Pré-Enem Popular Vale da Gurgueia”, desenvolvido no Campus Professora Cinobelina Elvas, em Bom Jesus, atende estudantes da região sul do Piauí, com foco na preparação para o Enem e outros processos seletivos.

Criado em 2007, o projeto envolve professores, técnico-administrativos e estudantes da UFPI e atende municípios como Bom Jesus, Currais, Palmeira, Cristino Castro, Santa Luz e Redenção do Gurguéia.

Em 2025, a iniciativa foi contemplada pelo Programa Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), do Ministério da Educação (MEC). Para a coordenadora, professora Kelly Cristine Rodrigues, a política pública representou um avanço significativo. “Pela primeira vez, um programa governamental reconhece e fortalece os cursinhos populares como estratégia de democratização do acesso ao ensino superior”, afirma.

Entre os impactos, destacam-se a redução da evasão, impulsionada por auxílio permanência, e a melhoria das condições pedagógicas, com produção de materiais didáticos e qualificação das aulas.

Apesar dos avanços, o projeto enfrenta desafios, como dificuldades de acesso ao campus, ausência de transporte público e a necessidade de conciliar estudo e trabalho por parte dos alunos. “Também lidamos com a heterogeneidade do público e defasagens de aprendizagem, o que exige estratégias pedagógicas diferenciadas”, explica.

Para os próximos anos, a proposta é ampliar ações pedagógicas e de acolhimento, com reforço em simulados, oficinas de redação e apoio psicossocial, consolidando o projeto como espaço de formação cidadã.

Preparatório para o Enem na área de Ciências da Natureza

O projeto “Preparatório para o Enem na área de Ciências da Natureza”, desenvolvido no Campus Amílcar Ferreira Sobral, em Floriano, oferece suporte gratuito a estudantes com dificuldades nas disciplinas de Biologia, Química e Física, áreas tradicionalmente desafiadoras no Enem.

A iniciativa teve início em 2019 e surgiu a partir da demanda de estudantes do ensino médio e egressos da rede pública. “Identificamos uma grande dificuldade nessas áreas e, com o apoio dos graduandos, estruturamos o projeto para oferecer um ensino qualificado à comunidade”, explica a coordenadora, professora Jussiara Candeira Spindola Linhares.

As aulas ocorrem aos sábados, em sistema de rodízio entre as disciplinas, e são ministradas por estudantes da UFPI, sob supervisão docente. Além do conteúdo acadêmico, o projeto aborda temas como saúde mental, especialmente na aula inaugural.

A ação também contribui para a aproximação entre a Universidade e a educação básica. “Os estudantes têm a oportunidade de vivenciar o ambiente universitário antes mesmo do ingresso, o que fortalece o vínculo com a Instituição”, destaca a professora.

Os resultados incluem aumento no ingresso ao ensino superior e retomada dos estudos por parte de alunos que estavam afastados da rotina acadêmica. A expectativa é ampliar o número de participantes e fortalecer a formação docente dos graduandos envolvidos.

Educação social, comunidades populares e inclusão

O projeto “Educação social, comunidades populares e inclusão” é uma ação extensionista interdisciplinar voltada a estudantes do ensino médio da rede pública, com foco em jovens de comunidades populares. A iniciativa busca contribuir para a democratização do acesso ao ensino superior e fortalecer o vínculo entre Universidade e sociedade. O projeto tem expectativa de iniciar suas atividades em abril deste ano.

Coordenada pela professora Cecília Gonçalves, a ação conta com a participação de estudantes dos cursos de Serviço Social, Nutrição e Direito. A proposta surgiu a partir de discussões no âmbito do Programa de Educação Tutorial (PET Integração), especialmente com base em experiências com práticas de redação para o Enem em escolas públicas.

Segundo a coordenadora, a iniciativa favorece a aproximação entre a Universidade e os estudantes. “A proposta contribui para que esses jovens compreendam melhor o papel da universidade, reflitam sobre suas trajetórias acadêmicas e percebam a relação entre formação e inserção social. Essa aproximação fortalece os laços entre a Instituição e as comunidades populares”, afirma.

A docente também destaca os impactos formativos do projeto. “Há uma troca de saberes entre universitários e jovens de origem popular, o que contribui para uma atuação mais qualificada nos movimentos sociais e para o reconhecimento dos conhecimentos produzidos nesses espaços”, ressalta.

A estudante Grazyely de Fátima Campos Teles, do curso de Serviço Social e integrante da organização, enfatiza a importância do planejamento. “O processo de preparação é fundamental, pois envolve definição de cronograma, levantamento de dados e alinhamento com a realidade dos estudantes. Já estamos na fase de organização das atividades e definição do local de realização”, explica.

Ela também destaca as expectativas em relação ao impacto social da ação. “A expectativa é muito positiva, principalmente pelo contato direto com a comunidade externa e pelo potencial transformador da iniciativa”, finaliza.

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Divulgado resultado definitivo da avaliação biopsicossocial do concurso público de Floriano

A Prefeitura de Floriano divulgou na sexta-feira, 3 de abril, o resultado definitivo da avaliação biopsicossocial do concurso público municipal para provimento de cargos efetivos. A etapa faz parte dos editais retificados nº 01 e 03/2025, contemplando vagas nas áreas de Educação e Geral.

De acordo com a organização do certame, os candidatos que apresentaram contestação ao resultado preliminar já podem conferir o parecer final por meio da área do candidato, disponível no portal oficial da banca organizadora, o Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB), no endereço eletrônico http://www.idib.org.br.

O resultado final do concurso público está previsto para ser divulgado no dia 7 de abril, concluindo mais uma fase do certame que visa fortalecer o quadro de servidores efetivos do município e aprimorar a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.

pmf

O Piauí consolidou, em 2025, um dos maiores avanços do país na alfabetização infantil e passou a ocupar posição de destaque nacional no Indicador Criança Alfabetizada (ICA), do Ministério da Educação. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estado saltou da 10ª para a 4ª colocação no ranking nacional de alfabetização na idade certa, ao elevar de 59,82% para 77% o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental na rede pública. Os dados também mostram que o Piauí alcançou 94% de taxa de participação, o 2º melhor índice do Brasil, reforçando a consistência do desempenho estadual.

alfabetizaçao

O avanço se reflete diretamente nos resultados municipais: 20 cidades piauienses alcançaram 100% de crianças alfabetizadas na idade certa, enquanto outras 16 já atingiram índices entre 95% e 100%, totalizando 36 municípios com 95% ou mais de alfabetização. O resultado é fruto do fortalecimento do regime de colaboração entre Estado e municípios, com ações articuladas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio do Programa Piauiense de Alfabetização na Idade Certa (PPAIC), e em parceria com o Pacto pelas Crianças do Piauí.

Coordenado pela Seduc, o PPAIC alcança os 224 municípios piauienses, envolvendo mais de 2.700 escolas e cerca de 211 mil estudantes, com foco na formação de professores e gestores, distribuição de material didático, avaliações, monitoramento contínuo e apoio técnico às redes municipais.

Ao comentar o resultado, o governador Rafael Fonteles destacou que a conquista deve ser celebrada, mas também servir de referência para que todo o estado avance no mesmo ritmo. “O Piauí foi o estado que mais avançou nesse indicador, chegando a 77% de crianças alfabetizadas, o 4º melhor indicador do Brasil. Agora, nossa meta é ainda mais ousada: alcançar 95% em todos os municípios ainda este ano”, afirmou.

A primeira-dama e coordenadora do Pacto pelas Crianças do Piauí, Isabel Fonteles, também ressaltou que o desempenho é resultado de uma mobilização coletiva.“Esse resultado demonstra o compromisso dos municípios com a educação e o cuidado com o desenvolvimento das crianças”, afirmou.

Entre os municípios que atingiram 100% de alfabetização estão Antônio Almeida, Bela Vista do Piauí, Belém do Piauí, Bom Jesus, Buriti dos Montes, Caldeirão Grande do Piauí, Cristino Castro, Demerval Lobão, Floresta do Piauí, Francinópolis, Fronteiras, Ipiranga do Piauí, Júlio Borges, Morro Cabeça no Tempo, Palmeira do Piauí, Porto Alegre do Piauí, Riacho Frio, Santo Antônio dos Milagres, São João da Canabrava e Vila Nova do Piauí. Também se destacam, entre 95% e 99,99%, municípios como Curimatá, Cocal, São João do Arraial, Jurema, Jacobina do Piauí, Murici dos Portelas, São José do Peixe, São João da Serra, Campo Grande do Piauí, Sebastião Leal, Padre Marcos, São Miguel do Tapuio, Água Branca, Novo Santo Antônio, Cocal dos Alves e Olho D’Água do Piauí.

Para o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, o resultado confirma que a alfabetização na idade certa se consolidou como uma política pública estratégica e permanente no Piauí.“O avanço do Piauí no Indicador Criança Alfabetizada é resultado de um trabalho integrado, com forte regime de colaboração entre Estado e municípios, liderado pela Seduc por meio do PPAIC, com investimento em formação, monitoramento e apoio pedagógico contínuo. Os municípios que alcançaram 100% e aqueles que já estão acima de 95% mostram que estamos no caminho certo e que é possível avançar ainda mais”, destacou.

Mais da metade dos municípios piauienses já superou a marca de 80% de crianças alfabetizadas, patamar que corresponde à meta nacional prevista para 2030. O objetivo do Governo do Estado é transformar o avanço atual em um novo padrão de excelência para toda a rede pública, ampliando o número de municípios com 95% ou mais de crianças alfabetizadas na idade certa.

Seduc