Arrascaeta sofreu uma lesão na panturrilha durante o treino desta terça-feira e será submetido a exames para avaliar a gravidade do problema. A situação preocupa a seleção uruguaia, já que o meia do Flamengo corre o risco de ser cortado da Copa do Mundo caso a contusão seja considerada mais séria.
A informação, divulgada inicialmente pela rádio uruguaia Carve Deportiva, apontou que a permanência de Arrascaeta para a disputa da Copa do Mundo é incerta devido às condições físicas do jogador. Apesar das dúvidas, o meia foi incluído na relação oficial de numeração da seleção uruguaia com a camisa 10, número que utilizará caso esteja apto a atuar no torneio.
Arrascaeta passou por uma cirurgia na clavícula direita em maio, e desde então não entrou mais em campo. Apesar disso, a lesão que o tirou do treino na manhã desta terça não tem relação com o caso anterior.
Até quando pode ser cortado? Com todas as seleções convocadas, o regulamento da Copa do Mundo só autoriza mudanças 24 horas antes do início da primeira partida no torneio, com a justificativa de uma lesão ou doença grave do atleta. O atleta convocado no lugar deve obrigatoriamente estar na lista prévia de convocação.
"Um jogador indicado na lista final poderá ser substituído por um jogador da lista prévia apenas em caso de lesão grave ou doença, até 24 horas antes do início da primeira partida da sua equipe na Copa do Mundo FIFA 26. Quaisquer exceções deverão ser aprovadas pela FIFA", segundo o regulamento.
Estreia do Uruguai A estreia do Uruguai acontece contra a Arábia Saudita no dia 15 de junho, às 19h (de Brasília). Além das duas seleções, Espanha e Cabo Verde compõem os outros integrantes do Grupo H.
Até mesmo as menores nações do planeta podem ter o grande sonho de disputar uma Copa do Mundo, como a que acontece daqui a poucos dias. Só que o caso das Ilhas Kiribati é diferente. Ainda muito distante de transformar isso em realidade, a seleção local luta contra o tempo e faz uma súplica para conseguir a classificação antes que o país desapareça do mapa.
O Kiribati fica no meio do Oceano Pacífico. Um país arquipélago, ou seja, composto por um conjunto de ilhas. Neste caso são 33. A maioria (21) é desabitada, mas a principal, Tarawa do Sul, sofre de superpopulação. As Ilhas Kiribati costumam ser a primeira nação da Terra a celebrar o Ano Novo, dada a sua localização no planeta e o fuso horário.
Só que a calmaria de águas claras, atóis de coral e areia branca de Kiribati é ameaçada pela elevação do nível do oceano. Por causa das mudanças do clima, provocadas pelo homem, o país corre o risco de ser engolido pelo mar — seu ponto mais alto é de apenas 81 metros.
O mesmo acontece com outras nações da região do Pacífico, que já são afetadas por enchentes, erosão do solo e deslocamentos forçados. As temperaturas nos mares de lá estão subindo muito mais rápido do que as médias globais, de acordo com dados da ONU.
Kiribati pode ser tomado pelo oceano em 10 ou 15 anos, deixando mais de 100 mil pessoas sem ter onde viver.
Diante desse cenário de futuro incerto, em que a Copa do Mundo de 2030 pode ser a última chance das Ilhas Kiribati celebrarem o futebol como uma nação, a federação de futebol do país (KIFF) fez um apelo à comunidade internacional. Convidou dirigentes, técnicos e ex-jogadores de todo o mundo a ajudarem no desenvolvimento do esporte por lá, e assim constituir uma comissão técnica capaz de classificar Kiribati ao torneio daqui a quatro anos. Para 2026, não há mais tempo.
— O aumento do nível do mar já está afetando a vida cotidiana em Kiribati. Muitos campos estão localizados a apenas alguns metros do nível do mar. Estamos enfrentando um fantasma. Erosão se tornou cada vez mais comum. Além de infraestrutura, as mudanças climáticas estão afetando a moradia das pessoas, que são obrigadas a se mudar. Em Kiribati, o futebol é mais do que esporte. É uma forma da comunidade se manter conectada, compartilhar uma causa, ter identidade — contou Eriati Reebo, presidente da federação de futebol do país, ao ge.
O objetivo da KIFF é, com a ajuda de pessoas relevantes do futebol, aumentar a visibilidade das consequências da crise do clima para a vida de comunidades vulneráveis do Pacífico. O esporte mais popular do mundo seria capaz de sensibilizar pessoas de outros lugares.
As Ilhas Kiribati já expressaram formalmente à confederação de futebol da Oceania (OFC) o interesse de estarem mais integradas à estrutura do futebol internacional. O país é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), mas não faz parte da Fifa. Assim, ainda não tem como disputar a classificação para a Copa do Mundo.
Só que o processo de filiação é complexo, e depende de requerimentos administrativos, financeiros e de infraestrutura. É necessário ter uma organização federativa bem estruturada, competições domésticas, calendário, programas de desenvolvimento, e infraestrutura esportiva adequada. O isolamento geográfico e recursos limitados deixam o cenário desafiador para Kiribati, basicamente.
Essa pequena nação do Pacífico até tem uma seleção, e a maioria dos jogadores vive na capital Tarawa. Outros moram no exterior, em países como Fiji, Nova Zelândia e Austrália, para onde várias comunidades kiribati migraram, seja por trabalho, estudo ou pelas mudanças do clima.
— A ideia atrás do projeto é simples: começar uma conversa global, mais do que simplesmente pedir para participar da Copa. O objetivo é chamar a atenção para a urgência da realidade enfrentada por países como Kiribati. A Copa do Mundo de 2030 representa uma oportunidade única para alertar sobre a piora do clima no Pacífico. O que acontece quando uma nação inteira desaparece, mas sua população, cultura e sonhos ainda existem? — questionou Eriati Reebo.
A Seleção Brasileira já está em solo norte-americano para a disputa da Copa do Mundo. Na manhã desta terça-feira, por volta das 9h (de Brasília), a delegação desembarcou em Newark, no estado de Nova Jersey, onde iniciará a reta final de preparação para o torneio, que começa no próximo dia 11 de junho.
Ancelotti agora tem o grupo completo em mãos. Os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães, além do atacante Gabriel Martinelli, já estão nos Estados Unidos e irão se juntar aos companheiros após participarem da final da Liga dos Campeões no último sábado. Capitão do PSG, Marquinhos conquistou o título europeu, enquanto os dois jogadores do Arsenal ficaram com o vice-campeonato.
Antes da viagem, a Seleção se despediu dos torcedores brasileiros com uma goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, em amistoso disputado no Maracanã. Vini Jr., Casemiro, Danilo, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Rayan balançaram as redes na última apresentação da equipe em território nacional antes do Mundial.
Após a partida, os jogadores passaram pela sede da CBF, onde visitaram o museu da Seleção Brasileira, e embarcaram rumo aos Estados Unidos na noite de segunda-feira. Já em Nova Jersey, a delegação seguiu para Basking Ridge, cidade que servirá como base durante este período de preparação.
Já instalada nos Estados Unidos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti realiza nesta terça-feira seu primeiro treinamento no CT Red Bull. O foco agora é o amistoso diante do Egito, marcado para sábado, às 19h (de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland, último compromisso antes da estreia na Copa do Mundo.
O Brasil estreará na Copa do Mundo, no dia 13 de junho, contra o Marrocos, com seu uniforme principal: camisa amarela, shorts azuis e meias brancas. O rival vestirá sua tradicional camisa vermelha.
A combinação brasileira será a mesma utilizada no amistoso de domingo, contra o Panamá, no Maracanã.
Já no dia 19, o Brasil enfrentará o Haiti com seu uniforme dois: camisa e shorts azuis e meias pretas. O goleiro brasileiro vestirá um chamativo uniforme magenta.
O último jogo da fase de grupos, contra a Escócia, obrigará a Seleção a vestir shorts brancos – com camisa amarela e meias brancas.
Veja a combinação de cores do uniforme da Seleção nos três jogos da fase de grupos da Copa:
A Fifa publicou o esquema de cores para todas as partidas da fase de grupos da competição, que começa no dia 11 – com o México, time da casa, vestido de verde e a seleção da África do Sul toda de amarelo.
Segundo o regulamento da Copa do Mundo, a escolha é feita pela Fifa e sempre que possível prioriza o uniforme principal. A entidade determina as cores pelo que considera um “contraste claro” que não cause confusões em campo.
O documento afirma também que, em casos específicos, as seleções podem ser obrigadas a “misturar” seus uniformes principais com outros alternativos – como no caso do Brasil contra a Escócia, quando será necessário vestir calções brancos.