Márcio Vidal, presidente do América-MG, disse que irá até a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedir o reconhecimento do Torneio Quadrangular de Belo Horizonte de 1948 como título de Campeonato Brasileiro.
“Nesse mesmo ano, teve um torneio em Belo Horizonte, com os maiores times do Brasil, e o América foi campeão. Então, a gente vai pedir esse reconhecimento. Vamos ver o que a CBF vai falar”, afirmou em coletiva realizada na última terça-feira.
Em 2023, a CBF criou precedentes para que movimentos como esse acontecessem. No ano em questão, a entidade reconheceu o Atlético-MG como primeiro Campeão Brasileiro pela conquista da Copa dos Campeões de 1937.
O presidente do clube mineiro ainda usou de exemplo o Vasco, que foi reconhecido como campeão sul-americano após a conquista do Campeonato Sul-Americano de Clubes de 1948.
“Temos um título da Série A não reconhecido, ainda. É uma luta que eu ainda vou ter pela frente, que é o título de 1948. Todo mundo sabe que em 1948, o Vasco foi reconhecido campeão sul-americano com um torneio pequeno, que é o que tinha na época”, finalizou Márcio Vidal.
O Vasco acertou a contratação do zagueiro uruguaio Alan Saldivia, de 23 anos. O clube carioca chegou a um acordo com o Colo-Colo, do Chile, pela compra de 50% dos direitos econômicos do defensor. O jogador deve desembarcar no Rio de Janeiro nos próximos dias para ser oficializado como reforço.
Alan Saldivia estava na mira do Vasco desde agosto do ano passado. O jogador era considerado uma das prioridades da diretoria para aumentar as opções do setor defensivo e sempre contou com o aval do técnico Fernando Diniz, que o considera um defensor com qualidade na saída de bola, característica fundamental para o seu estilo de jogo. O reforço disputará a titularidade com Carlos Cuesta e Robert Renan.
A vontade do zagueiro de atuar no futebol brasileiro favoreceu o desfecho positivo das tratativas. Ele chega em um momento importante, já que Lucas Oliveira, uma das opções da comissão técnica para o setor, acertou sua transferência para o Mirassol. Maurício Lemos não faz parte dos planos e também deve ter sua saída confirmada nos próximos dias.
Além de Saldivia, o Vasco deve confirmar em breve a contratação do meia Johan Rojas, do Monterrey. O colombiano de 23 anos chamou atenção pela versatilidade no ataque e chega em São Januário por empréstimo de uma temporada, com opção de compra ao final do vínculo.
A diretoria também está de olho em possíveis saídas para a próxima temporada. Os laterais Paulo Henrique e Lucas Piton receberam sondagens de clubes do exterior, mas nenhuma proposta oficial foi apresentada até o momento. O atacante Rayan, destaque da equipe ano passado, está na mira de grandes times da Europa e não tem sua permanência confirmada.
O Corisabbá, de Floriano, que neste ano de 2026 está de volta à elite do futebol do Piauí, após ser campeão da Série B em 2025, estará recebendo para o terceiro amistoso desde o mês de dezembro a representação da cidade de Altos.
A partida será no Estádio Tiberão e, conforme a organização do jogo, deve começar às 20h Nas últimas partidas amistosas, o Cori venceu o Oeirense, no Estádio Gerson Campos, em Oeiras, por 3 × 0 e, em seguida, empatou com o Dourados comandado pelo Lucimar Feitosa em 01 × 01, no Tiberão.
O Dourados é o atual campeão do Campeonato Baronense de Futebol, edição 2025, evento organizado pela gestão Gleydson Resende e pelo vice Ant|ônio Carlos. A competição deu mais de R$ 50 mil em premiação.
Os grandes clubes do Rio de Janeiro toparam o risco e vão mesmo disputar ao menos as primeiras rodadas do Campeonato Estadual com formações alternativos. Os principais jogadores estão se reapresentando aos poucos e o mais provável é que os titulares só comecem aparecer a partir da terceira rodada, depois de duas semanas de treinos. E até aí, tudo bem. A questão é que como a fórmula de premiação do Carioca deste ano privilegia desempenho esportivo, periga ver um clube do bloco dos chamados pequenos superar Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo no dinheiro arrecadado — fato inédito na história recente do campeonato.
Simplesmente, porque a fórmula de distribuição do dinheiro pago pelos patrocinadores estabeleceu sempre cota fixa para os quatro grandes, com, no máximo, bônus pela conquista do título. Como há 59 anos o título é conquistado por um dos quatro, sobram migalhas para serem repartidas entre os menores. Desta vez, não: basta que um dos grandes tropece na fase de classificação às quartas de final para haver a eliminação de um deles, passando ao menos um pequeno às semifinais. Isso significará um desastre financeiro de até R$ 15,5 milhões na conta de um grande e incremento de, no mínimo, R$ 5,5 milhões na conta de um dos pequenos.
Assim: são dois grupos com seis clubes que se cruzam em jogos só de ida. Os oito classificados recebem R$ 1 milhão e se pegam na quartas: primeiro do A contra o quarto do A; segundo do A contra o terceiro do A — repetindo-se no Grupo B. Presume-se que os dois grandes de cada grupo estarão nos primeiros lugares, evitando o cruzamento na fase seguinte, que vale ao vencedor do confronto os tais R$ 5,5 por chegar à semifinal. Lembrando que nos últimos três anos, pela fórmula dos pontos corridos, houve a presença de um pequeno entre os semifinalistas — com Nova Iguaçu e Flamengo na final edição de 2024.
Ou seja: corre-se o risco de Vasco, Botafogo ou Fluminense ficarem nos R$ 7,6 milhões e até mesmo o Flamengo parar nos R$ 11,5 milhões — cota fixa mais R$ 1 milhão da classificação. Ok: pode somar mais R$ 1 milhão de bônus pelo título da Taça Guanabara. De qualquer forma, seria a primeira vez que um pequeno arrecadaria algo próximo dos quatro grandes. Portanto, é bom que os “times alternativos” se liguem na missão.