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O profissional em saúde Marcus Vinícius, diretor clínico do Hospital Clinicor, em Floriano-PI, numa entrevista Ivan Nunes, do Piauí Notícias, disse que dado as festividades do final de ano - 2021/2022, se esperava essa onda de casos crescentes de coronavírus que tem surgido nos últimos dias.

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Dr. Marcus cita sobre uma nova onda da COVID-19 e, faz um alerta para os cuidados que devem ser redobrados.

Ele não esqueceu de falar nas festas de confraternizações do final de ano que, contribuíram para o aumento dos casos. Ouça a entrevista cedida a Rádio Princesa FM.

Da redação

O risco associado à variante Ômicron do coronavírus continua muito alto, com novos registros de infecções registrados na última semana, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde).

examecovid

"Foram notificados mais de 21 milhões de novos casos, o maior número de casos semanais desde o início da pandemia", informou a OMS em seu relatório epidemiológico semanal sobre a Covid-19.

A agência observou que o número de novos casos cresceu 5% na última semana até domingo, em comparação com um aumento de 20% na semana anterior. "Um aumento mais lento na incidência de casos foi observado globalmente", completou a OMS.

Quase 50.000 novas mortes também foram registradas, semelhante à semana anterior, segundo a entidade, que ressaltou que a variante Ômicron continua a ser a dominante no mundo.

 "A epidemiologia atual do SARS-CoV-2 é caracterizada pelo domínio da variante Ômicron em escala global, a prevalência decrescente da variante delta e uma circulação muito baixa das variantes Alfa, Beta e Gama", explicou.

"Países que tiveram um rápido aumento nos casos de Ômicron em novembro e dezembro de 2021 tiveram ou estão começando a ver declínios nos casos", acrescentou.

No entanto, "com base nas evidências atuais, o risco geral associado à variante Ômicron permanece muito alto".

A OMS especificou que nas sequências de amostras coletadas nos últimos 30 dias, a Ômicron representou 89,1% dos casos, com 10,7% dos casos da variante Delta, outrora dominante.

AFP

Foto: Myke Sena/MS

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais sinais de Covid-19 são tosse persistente nova, perda de paladar e olfato e temperatura alta - no entanto, as pessoas que contraem a Ómicron experienciam uma ampla gama de sintomas, reporta o jornal britânico The Sun. Dados do Office for National Statistics (ONS) indicam que os sintomas mais comuns relatados incluem tosse, fadiga e dor de cabeça.

Estes variam dos três principais sintomas de coronavírus estabelecidos pela OMS, que não mudaram desde o começo da pandemia em março de 2020.

Se suspeita que tem Covid, é importante que faça um teste e siga as diretrizes de isolamento.

Embora, o grau de gravidade da doença varie, a maioria das pessoas que foram infectadas pela Ômicron comparam a experiência a uma simples constipação ou gripe.

Múltiplos estudos apontam que a Ômicron é mais suave do que outras estirpes, com o primeiro relatório oficial do Reino Unido revelado que o risco de hospitalização é 50 a 70% inferior ao da Delta - avança o The Sun.

Segundo as autoridades de saúde, a vacinação e a toma de doses de reforço é a melhor arma contra a Ômicron e a melhor hipótese que temos de superar a pandemia.

Todavia, mesmo que esteja vacinado, ainda pode contrair Covid e os especialistas dizem que há quatro sintomas que podem passar despercebidos - pois podem ser confundidos com outras condições. A saber:

Fadiga

Pode ser difícil distinguir se a fadiga é ou não causada pela Covid-19, visto que existem inúmeros fatores associados ao estilo de vida de cada um que podem estar por trás da sensação.

Estudos apuraram que fadiga está presente em 62% dos casos que testam positivo para o SARS-CoV-2.

O especialista em doenças infecciosas Sachin Nagrani explicou que a fadiga é definida como cansaço extremo resultante de esforço mental ou físico ou doença.

"Como um sintoma agudo, enquanto a nova fadiga pode ser um marcador precoce de uma infecção de Covid-19, também pode facilmente ser devida a outra causa".

"Também é importante lembrar que muitos casos de Covid-19 não têm sintomas, sendo uma razão pela qual o vírus continua a espalhar-se tão facilmente", disse à Good Housekeeping.

Sensação de dor

Nagrani salientou que a sensação constante de fadiga também pode deixá-lo dolorido.

Dores no corpo e dores musculares também foram relatados como sinais de Covid-19 - tal ocorre porque o corpo está constantemente a tentar combater o vírus.

Perda de apetite

A aplicação ZOE formulada para o estudo da Covid comparou previamente os sintomas relatados por pessoas que tinham testado positivo para as variantes de Delta ou Ômicron e detectou que muitas tinham perdido o apetite durante a infecção.

Especialistas disseram: "os relatórios também identificaram a perda de apetite e nevoeiro cerebral como sintomas comuns".

"Estes achados alinham-se com um pequeno lote de dados de voluntários que relataram que os seus resultados positivos de PCR eram infecções suspeitas ou confirmadas de Ômicron".

A análise não encontrou diferenças claras entre as estirpes Delta e Ômicron quando se tratava de infecções típicas.

Sensação de enjoo

A ONS afirma que os sintomas menos comuns relatados têm sido consistentemente dor abdominal, diarreia e náuseas ou vômitos.

Especialistas, no entanto, disseram que, embora náuseas ou vômitos possam não ser sinais-chave do vírus, podem surgir juntamente com outros sintomas.

Estudos têm demonstrado que as pessoas que sofrem de Covid-19 podem, por vezes, experienciar sintomas gastrointestinais.

Numa pesquisa publicada no Journal of Microbiology, Immunology and Infection, especialistas descobriram que náuseas e vômitos eram dois dos sintomas mais comuns que se manifestavam emparelhados com outros sintomas de Covid, como dor de garganta ou perda de olfato e paladar.

O estudo sugere que problemas como diarreia, náuseas e vômitos podem ser desencadeados pela infecção pelo novo coronavírus.

A razão pela qual as pessoas se sentem doentes, sugerem os cientistas, deve-se à forte resposta inflamatória do corpo à infeção pelo vírus.

Noticias ao Minuto

Pfizer e BioNTech anunciaram nesta terça-feira (25) que começaram um ensaio clínico para testar uma nova versão da sua vacina contra a Covid-19 para a variante ômicron.

O estudo avaliará 1.420 pessoas com idades entre 18 e 55 anos. Os voluntários são divididos em três grupos:

O primeiro envolve pessoas que receberam duas doses da vacina Pfizer/BioNTech entre 90 e 180 dias antes da inscrição e que receberão uma ou duas doses da vacina contra a ômicron. O segundo inclui pessoas que receberam três doses da vacina atual entre 90 e 180 dias antes do estudo e receberão outra dose da vacina original ou uma vacina específica contra a ômicron. O último grupo inclui pessoas que nunca foram vacinadas contra a covid e que receberão três doses da vacina específica contra a ômicron.

A diretora de pesquisa de vacinas da Pfizer, Kathrin Jansen, afirmou que embora os dados atuais mostrem que os reforços da vacina original protegem contra formas graves de ômicron, o laboratório prefere atuar com cautela.

“Permanecer vigilantes contra o vírus exige que identifiquemos novas abordagens para que as pessoas mantenham um alto nível de proteção, e acreditamos que desenvolver e investigar vacinas baseadas em variantes são essenciais em nossos esforços para atingir esse objetivo”, explicou Jansen.

Ugur Sahin, diretor executivo do laboratório alemão BioNTech, afirmou que a proteção da vacina original contra a Covid leve e moderada pareceu diminuir de maneira mais rápida no caso da ômicron.

"O estudo é parte de nossa abordagem científica para desenvolver uma vacina baseada em variantes que alcance um nível similar de proteção contra a ômicron como o registrado contra as variantes anteriores, mas com uma duração maior da proteção".

G1