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A Universidade Federal do Piauí promoveu, na manhã desta quinta-feira (26), a cerimônia de abertura do I Simpósio de Medicamentos e Produtos Naturais em Doenças Neurodegenerativas (SIMNED). Realizado no auditório do Centro de Tecnologia (CT), o evento segue até esta sexta-feira (27) e reúne pesquisadores e estudantes de diversas áreas para discutir avanços científicos, estratégias terapêuticas e o potencial de substâncias naturais no enfrentamento de doenças como o Alzheimer.

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Em exercício da Reitoria, o vice-reitor Edmilson Moura destacou a importância da realização de eventos científicos na Instituição como estratégia para ampliar conhecimentos e fortalecer parcerias. “Promover eventos científicos na UFPI é fundamental para fortalecer parcerias e ampliar as trocas de conhecimento. Ao reunir especialistas de diferentes instituições, criamos um ambiente propício ao debate, à apresentação de propostas e ao diálogo com o nosso corpo técnico, o que contribui diretamente para o enriquecimento acadêmico e institucional”, afirmou.

Ele também enfatizou o compromisso da Universidade com a discussão de temas transversais e de impacto social. “A iniciativa evidencia o compromisso da Universidade com temas que impactam diretamente a sociedade, como as doenças neurodegenerativas, buscando contribuir para soluções que atendam às demandas da população”, completou.

A coordenadora do evento, professora Antônia Laíres, explicou que o simpósio tem como principais objetivos ampliar o acesso à informação e aproximar a Universidade da comunidade. “Em 2019, Teresina registrou um dos maiores números de casos de Alzheimer. Por isso, é fundamental levar informação à população e mostrar como a UFPI tem atuado por meio da pesquisa. A conscientização, a formação e a valorização do que produzimos aqui são essenciais”, destacou.

A docente também reforçou a importância de valorizar a pesquisa e a produção acadêmica na Universidade. “Muitas vezes, a relevância da pesquisa científica e da atuação de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado não é plenamente compreendida pela sociedade. Nosso papel é justamente mostrar o impacto direto desse trabalho na vida das pessoas”, pontuou.

A professora Christiane Mendes, também coordenadora do evento, ressaltou que o simpósio surgiu a partir de pesquisas desenvolvidas no próprio estado. “Percebemos a necessidade desse debate a partir de uma pesquisa clínica com cerca de 1.300 idosos com Alzheimer, na qual identificamos interações medicamentosas e dificuldades na adesão ao tratamento”, explicou.

Ela acrescentou que o evento reúne diferentes abordagens científicas. “Além dos estudos clínicos, desenvolvemos pesquisas pré-clínicas e com produtos naturais, buscando alternativas que possam melhorar a função cognitiva dos pacientes. O simpósio reúne especialistas para discutir esses avanços e ampliar o conhecimento na área”, concluiu.

A estudante do curso de Química, Luana Jacobina, destacou a importância do simpósio para sua formação acadêmica e para a integração entre pesquisa e teoria. “É um evento muito relevante, pois articula a pesquisa com o aprofundamento em temas que já conhecemos, mas que nem sempre exploramos em detalhes. Essa integração é fundamental para ampliar o nosso entendimento”, afirmou.

Estiveram presentes na mesa de honra o professor Edmilson Miranda de Moura, vice-reitor da UFPI em exercício da Reitoria; o professor Fábio Barros Britto, vice-diretor do Centro de Ciências da Natureza (CCN); a professora Christiane Mendes Feitosa, coordenadora do SIMNED; o professor Ciro Gonçalves de Sá, gerente técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI); a professora Rita de Cássia Meneses Oliveira, representando o Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (PPGF); o professor Benedito Batista Filho, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ); e a professora Macília Pinheiro da Costa, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF).

Palestra Magna e convidado internacional

Um dos destaques do Simpósio é a apresentação da Palestra Magna por um pesquisador indiano, o professor Mahendra Rai, sobre "Integrando Nanobiotecnologia e Terapias Naturais na Luta contra Doenças Neurodegenerativas".

O professor palestrante destacou que sua apresentação aborda o potencial dos produtos naturais no tratamento de doenças neurodegenerativas. “Na minha palestra, vou tratar das doenças neurodegenerativas e do uso de plantas medicinais, com destaque para a Ayurveda e o desenvolvimento de nanoformulações. Também discutiremos os desafios, limitações e as perspectivas futuras desses produtos”, explicou.

Ele também ressaltou o potencial brasileiro para pesquisas na área. “Esta é uma área muito rica por causa da Amazônia, especialmente por conta da biodiversidade, com grande variedade de plantas medicinais. Isso representa uma oportunidade importante para os estudantes, que podem investigar essas substâncias e desenvolver novos produtos no futuro, contribuindo para o avanço da ciência e para o benefício da sociedade”, concluiu.

Acompanhe o cronograma e saiba mais sobre o evento aqui!

Ufpi

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizou reunião com a Secretaria de Estado da Educação do Piauí (SEDUC) para discutir a adequação de cursos e polos de Educação a Distância (EaD) ao novo marco regulatório da modalidade, instituído pelo Decreto Nº 12.456, de 19 de maio de 2025. O encontro, realizado no dia 18 de março, teve como objetivo alinhar estratégias relacionadas à oferta formativa, especialmente no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB), às novas exigências legais, além de fortalecer a parceria entre as instituições na formação de professores para a rede pública estadual.

A pró-reitora de Ensino de Graduação da UFPI, professora Gardênia Pinheiro, ressaltou a relevância do planejamento e da integração institucional nesse processo. Segundo ela, o novo marco regulatório reforça a necessidade de maior articulação entre universidades e sistemas de ensino. “O diálogo entre a Universidade e a Secretaria de Educação é essencial para garantir que a oferta de cursos pela UAB esteja alinhada às necessidades reais da rede pública, especialmente na formação de professores. Essa articulação permite que a expansão da EaD ocorra com responsabilidade, qualidade e compromisso social”, afirmou.

De acordo com o coordenador da UAB/UFPI e diretor de Governança da UFPI, professor Alexandre Medeiros, o momento exige mais do que ajustes acadêmicos. “A implementação do novo marco regulatório da educação a distância demanda um debate ampliado sobre sustentabilidade. É fundamental avançar na discussão sobre o modelo de financiamento e manutenção da modalidade, de modo a atender às novas exigências regulatórias sem comprometer a expansão e o compromisso social da Universidade”, destacou.

Já a coordenadora de Graduação da PREG, professora Marli Clementino, enfatizou o caráter estratégico da reunião para o fortalecimento da EaD no Estado. Para ela, o cenário atual exige planejamento e cooperação institucional. “Destaco o papel do diálogo entre a UFPI e a SEDUC como elemento central para compreender as demandas dos territórios, qualificar a oferta de cursos e fortalecer a formação de professores, contribuindo para uma atuação integrada e mais efetiva da educação pública no Estado”, concluiu.

Nova política de educação a distância

O Decreto nº 12.456/2025, que institui a nova política de Educação a Distância no país, redefine as regras para a oferta de cursos de graduação, com foco na qualidade da formação acadêmica. A normativa estabelece três modalidades de ensino: presencial, semipresencial e a distância. Também, são determinados os percentuais mínimos de atividades presenciais e síncronas, inclusive na EaD, além de tornar obrigatórias as avaliações presenciais.

O decreto também restringe a oferta totalmente a distância em áreas como saúde e licenciaturas, reforça a exigência de infraestrutura adequada nos polos e nas instituições e amplia os critérios de regulação e supervisão, com ênfase na qualificação do corpo docente e na mediação pedagógica. A medida busca equilibrar a expansão da EaD com a garantia de padrões mais rigorosos de ensino e aprendizagem no ensino superior brasileiro.

A Universidade Estadual do Piauí, UESPI, por meio da Universidade Aberta do Piauí, UAPI, do Núcleo de Educação à Distância, NEAD, e da Pró-Reitoria de Ensino e Graduação, PREG, em conformidade com a Lei nº 7.443, de 08 de janeiro de 2021, o Decreto nº 17.306, de 08 de agosto de 2017, art. 6º, inciso XV, e o Decreto nº 17.548, de 18 de dezembro de 2017, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com o resultado final do Processo Seletivo Simplificado, edital UAPI, NEAD, UESPI nº 003, de 2025, retificado II.

AVISO DE REMANEJAMENTO Nº 02 – REFERENTE AO EDITAL UAPI-NEAD-UESPI Nº 003-2025 – RETIFICADO II

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Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

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A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

Agência Brasil

Foto: © Sumaia Vilela / Agência Brasil