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A OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu, nesta segunda-feira (30), manter o nível máximo de alerta para a pandemia da Covid-19, exatamente três anos depois de ter declarado a doença como urgência de saúde pública internacional.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, seguiu as recomendações do comitê de urgência sobre a Covid-19, composto de diversos especialistas, que se reuniram na última sexta-feira, de acordo com comunicado divulgado hoje. A OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu, nesta segunda-feira (30), manter o nível máximo de alerta para a pandemia da Covid-19, exatamente três anos depois de ter declarado a doença como urgência de saúde pública internacional.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, seguiu as recomendações do comitê de urgência sobre a Covid-19, composto de diversos especialistas, que se reuniram na última sexta-feira, de acordo com comunicado divulgado hoje. Tedros Adhanom também destacou o avanço no combate à doença. "Enquanto entramos no quarto ano da pandemia, não há dúvidas de que estamos numa situação muito melhor do que há um ano, quando a onda da Ômicron atingiu o pico", disse.

"Mas, desde o começo de dezembro, os reportes semanais de mortes mostraram aumento. Nas últimas oito semanas, mais de 170 mil pessoas perderam sua vida para a Covid-19. E isso se refere apenas às mortes registradas; sabemos que o número real de óbitos é muito maior", completou. O diretor-geral da OMS admitiu que não se pode "controlar o vírus da Covid-19", mas assegurou que é possível identificar vulnerabilidades nas populações e nos sistemas de saúde. "Isso significa vacinar 100% dos grupos de risco, significa ampliar o acesso a testes e o uso de antivirais, significa tomar medidas específicas do contexto de quando houver um aumento nos casos, significa manter e expandir parcerias entre laboratórios e, por fim, significa lutar contra as notícias falsas", advertiu.

Emergência de saúde pública internacional

A OMS declarou a Covid-19 uma emergência de saúde pública internacional exatamente no dia 30 de janeiro de 2020 e, a cada três meses, se reúne para reavaliar a situação.

No fim do ano passado, a agência sanitária afirmou ter a expectativa de que pudesse encerrar as emergências de Covid-19 e mpox neste ano.

Até agora, conforme os números oficiais da organização, houve 669 milhões de casos da doença em todos os países que disponibilizam dados, sendo que mais de 67,8 milhões de pessoas não resistiram às consequências da Covid-19. No Brasil, são mais de 36 milhões de casos e quase 700 mil mortes desde o início da pandemia. Os dados mais recentes, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que a doença matou 3.938 pessoas em dezembro, com média de 131 a cada dia.

A doença ainda está longe de ser um problema solucionado no país e no mundo, o que é motivo de preocupação da OMS. A avaliação do comitê não depende de critérios fixos e preestabelecidos, mas de uma interpretação dos especialistas de acordo com os dados mais recentes de números de casos, mortes, vacinas e novas variantes.

R7 com AFP

O anúncio do DSP (Departamento de Saúde Pública) do estado de Massachusetts (EUA) sobre dois casos de gonorreia com resistência ou resposta reduzida a antibióticos deixaram o país e a autoridades sanitárias internacionais em alerta na última semana.

O problema já é objeto de preocupação de médicos há muitos anos e parece estar se tornando uma realidade. A gonorreia é a segunda IST (infecção sexualmente transmissível) mais frequente nos Estados Unidos, atrás apenas da clamídia, e a falha dos antibióticos tradicionais no tratamento pode fazer com que se dissemine uma supergonorreia.

"Esta é a primeira vez que resistência ou resposta reduzida a cinco classes de antibióticos foi identificada na gonorreia nos Estados Unidos. [...] No geral, esses casos são um lembrete importante de que as cepas de gonorreia nos EUA estão se tornando menos responsivas a um arsenal limitado de antibióticos", alertou o órgão sanitário estadual.

A cepa da bactéria Neisseria gonorrhoeae identificada nos EUA já havia sido reportada recentemente no Reino Unido e na Ásia.

Não se trata de uma doença mais severa, com sintomas (veja abaixo quais são) mais exacerbados, mas sim de uma doença que, em tese, poderia durar muito mais tempo.

Embora o primeiro paciente tenha sido tratado com sucesso com injeção intramuscular do antibiótico ceftriaxona 500 mg, a equipe submeteu a amostra a análises laboratoriais.

Foi, então, que se descobriu que a bactéria apresentava resistência às cefalosporinas (ceftriaxona, cefixima, cefoxitina) e azitromicina, além da ciprofloxacina, penicilina e tetraciclina, antibióticos comumente usados no tratamento de gonorreia.

Os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) recomendam altas doses de ceftriaxona para todos os casos de gonorreia.

O segundo caso foi identificado por meio de vigilância. Segundo o órgão sanitário "com base em seu genoma, provavelmente reduziu de forma semelhante [ao primeiro caso] a suscetibilidade à ceftriaxona e cefixima".

"O surgimento dessa cepa indica a evolução contínua de N. gonorrhoeae e a capacidade de desenvolver resistência ao tratamento antimicrobiano", complementa o DSP.

Os CDC ressaltam em seu site que "a gonorreia desenvolveu progressivamente resistência aos antibióticos prescritos para tratá-la".

Como os antibióticos da classe das cefalosporinas são atualmente os mais eficazes contra cepas desse tipo, o surgimento de novas mutações resistentes "complicaria significativamente a capacidade dos provedores de tratar a gonorreia com sucesso, uma vez que temos poucas opções de antibióticos simples, bem estudados, bem tolerados e altamente eficazes", observam os CDC.

“A descoberta dessa cepa de gonorreia é um sério problema de saúde pública que o DPH, os CDC e outros departamentos de saúde têm estado atentos para detectar nos EUA”, disse em comunicado a comissária de saúde pública da Massachusetts, Margret Cooke.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) faz frequentes alertas sobre o uso inadequado de antibióticos, que é o fenômeno responsável pela resistência antimicrobiana.

Em 2014, um relatório da entidade afirmava que nos países pobres as doses administradas são muito pequenas e nos países ricos o uso é excessivo.

O documento listava sete bactérias com potencial de se tornarem resistentes. Elas são responsáveis por doenças graves, como infecções hematológicas, diarreias, pneumonias, infecções urinárias e gonorreia. Gonorreia

A gonorreia é transmitida durante a relação sexual, inclusive oral, e pode causar infecção nos órgãos genitais, no reto e na garganta.

Os principais sintomas nas mulheres, de acordo com os CDC, incluem:

  • Sensação de dor ou queimação ao fazer xixi
  • Aumento do corrimento vaginal
  • Sangramento vaginal entre os períodos

Nos homens, os sinais que sugerem a infecção são:

  • Sensação de queimação ao fazer xixi
  • Secreção esbranquiçada, amarela ou verde que sai do pênis
  • Testículos doloridos ou inchados (menos comum)

Outros sintomas podem afetar homens e mulheres:

  • Coceira anal
  • Dor
  • Sangramento
  • Movimentos intestinais dolorosos

Em raros casos, a gonorreia pode se tornar uma infecção gonocócica disseminada (síndrome artrite-dermatite).

"Ela ocorre quando a infecção se espalha pela corrente sanguínea para outras partes do corpo, especialmente para a pele e as articulações. As articulações ficam inchadas, com sensibilidade ao toque e extremamente dolorosas e apresentam limitação na mobilidade. A pele por cima das articulações infectadas pode ficar vermelha e quente. As pessoas normalmente têm febre, sentem-se doentes de forma geral e desenvolvem artrite em uma ou mais articulações", descreve o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento.

Os pacientes também podem ter pequenas manchas vermelhas na pele, geralmente nos braços e pernas, que são ligeiramente dolorosas e podem estar cheias de pus.

"As infecções das articulações, da corrente sanguínea e do coração podem ser tratadas, mas a recuperação da artrite pode ser lenta", complementa o guia médico.

O uso de preservativo durante relações sexuais é uma das medidas que podem ajudar na prevenção da gonorreia.

Além disso, o rastreamento de parceiros sexuais após o diagnóstico da doença é fundamental para encerrar a cadeia de transmissão da bactéria.

R7

Verão é, sem dúvidas, a estação mais quente do ano. O período de altas temperaturas é também aquele reservado por muitas pessoas para viajar e aproveitar o merecido descanso. E, se é descanso, quer dizer que falta rotina e preocupações, até com a alimentação. Por isso, que a temporada exige tanto cuidado e atenção com a famosa intoxicação alimentar.

Também conhecida como gastroenterite, a doença precisa de mais atenção nas férias, entre outros motivos, por causa do calor excessivo. As altas temperaturas contribuem para a proliferação de bactérias e fungos, que aceleram a decomposição dos alimentos, principalmente os que são armazenados inadequadamente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 600 milhões de pessoas são intoxicadas no mundo todos os anos. A doença é uma condição de saúde e uma resposta do corpo após o consumo de alimentos ou água contaminados por microorganismos ou toxinas que causam a intoxicação, provocada por bactérias, fungos ou vírus. A bactéria mais comum é a salmonella, presente em carnes e ovos mal cozidos.

A nutricionista Lilian Vieira, da plataforma Science Play, conta que três são as causas mais comuns de intoxicação: alimentos que foram mal armazenados, que podem estar fora do prazo de validade e que também foram mal preparados. “A nossa maior preocupação é com a desidratação. Os sintomas mais comuns são: náuseas, vômito, diarreia, dor abdominal leve e mal-estar em geral, que podem durar até 15 dias”, afirma.

Mas, calma. É possível curtir o verão e as férias sem se intoxicar com qualquer comida ou bebida. Para isso, algumas recomendações são feitas. “Vários alimentos podem estar contaminados, mas o que a gente precisa ter mais cuidado é com o consumo de carnes cruas ou mal passadas. A higienização de verduras e hortaliças também deve ser observada. Verificar se a embalagem está ou não em boas condições é outra forma de evitar problemas. Algumas dicas são: evitar comer ovos crus, maioneses caseiras, observar a procedência da água que vai na preparação de sucos ou drinks, porque muitos casos de intoxicação ocorrem por conta da água de algumas cidades e até mesmo de alguns países que se viaja”, detalha a nutricionista.

Para aquelas pessoas que não conseguiram evitar, Lilian orienta que seja feita uma dieta branda que não estimule o intestino para que a desidratação não seja agravada. “Além do repouso, é recomendada a ingestão de muitos líquidos, como a água, água de coco e adoção de uma alimentação leve, equilibrada e pobre em gorduras. É recomendado que o paciente procure ajuda médica em casos mais graves ou que ultrapassem o prazo de 15 dias”.

R7

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, anunciou na última quarta-feira (24) que o Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional se reunirá hoje para decidir se o problema da Covid-19 ainda constitui uma emergência mundial.

oms

A organização declarou em 30 de janeiro de 2020 a emergência de saúde pública de importância internacional e se reúne a cada três meses para reavaliar a situação.

No fim do ano passado, a agência sanitária afirmou ter a expectativa de que pudesse encerrar as emergências de Covid-19 e mpox neste ano.

Somados todos os países, foram constatados 669 milhões de casos da doença e mais de 67,8 milhões de mortos. Os dados mais recentes revelam uma média de 236.272 casos e 3.779 mortes nos últimos sete dias.

No Brasil, são mais de 36 milhões de casos e 696.603 mortes desde o início da pandemia. Os dados mais recentes, divulgados pelo Ministério da Saúde, mostram que a doença matou 3.938 pessoas em dezembro, com média de 131 a cada dia. Para efeito de comparação, o câncer de pulmão é a causa de morte de 28 mil pessoas e gera quase 30 mil casos por ano no Brasil. No pico da Covid-19 no país, entre março e abril de 2021, chegaram a morrer mais de 3.000 pessoas por dia.

Segundo a plataforma Our World in Data, o Brasil é hoje o 21º país do mundo com o maior número de mortes por milhão de habitantes: 3.240.

A doença ainda está longe de ser um problema solucionado no país e no mundo, o que é motivo de preocupação da OMS.

A reunião do conselho, portanto, deverá avaliar a atual situação global da Covid, que teve alta no número de casos nos últimos meses, após a mudança da política de contenção do vírus na China.

Os números mais preocupam que aliviam a OMS, já que mais de 170 mil pessoas morreram nos últimos dois meses em decorrência do coronavírus no mundo. “Embora sem antecipar o conselho do Comitê de Emergência, continuo muito preocupado com a situação em muitos países e com o número crescente de mortes”, afirmou à imprensa o diretor-geral da OMS.

Ele ainda destacou que a condição é melhor que a de três anos atrás, quando a pandemia começou, mas a situação vacinal da população de vários países ainda preocupa.

“Embora estejamos claramente em melhor condição do que três anos atrás, quando essa pandemia nos atingiu pela primeira vez, a resposta coletiva global está mais uma vez sob tensão. Poucas pessoas — especialmente idosos e profissionais de saúde — estão vacinadas adequadamente. Muitas pessoas estão atrasadas em seus reforços”, complementou.

A avaliação do comitê não depende de critérios fixos e preestabelecidos, mas de uma interpretação dos especialistas de acordo com os dados mais recentes de números de casos, mortes, vacinas e novas variantes.

No Brasil, a aplicação de vacinas contra a Covid atingiu 501.218.047 doses, sendo 181,8 milhões de pessoas com a primeira dose, 164,4 milhões com a segunda dose, 5 milhões com dose única, 103,4 milhões com primeiro reforço e 41,4 milhões com segundo reforço, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

R7

Foto: Denis Balibouse/Reuters