A luta contra o câncer infantil tem mostrado progressos, mas ainda existem muitos desafios, diz um estudo publicado pela American Cancer Society no periódico CA: A Cancer Journal of Clinicians, nesta sexta-feira. O relatório foi criado para informar a população e os médicos sobre os avanços e os desafios na prevenção e tratamento de tumores em crianças e adolescentes.
Em 2014, são esperados 15.780 novos casos de câncer e 1.960 mortes decorrentes da doença em pacientes de até 19 anos nos Estados Unidos, segundo a American Cancer Society. Estima-se que um em cada 285 americanos sejam diagnosticados com câncer antes dos 20 anos, e um em cada 530 adultos de 20 a 39 anos sejam sobreviventes da enfermidade.
Enquanto melhoras em técnicas de cirurgia, radioterapia e quimioterapia aumentaram a sobrevida dos pacientes, muitos sobreviventes têm alto risco de apresentar problemas de saúde a longo prazo, de acordo com o documento. Os tratamentos melhoraram, mas os estudos para entender as causas e maneiras de prevenir tumores em crianças e adolescentes avançam lentamente.
Os cientistas sabem pouco sobre a prevenção de tumores que acometem crianças, ao contrário dos que afetam adultos. Além disso, o diagnóstico infantil é muito mais difícil, porque os sintomas se confundem com os de doenças comuns.
"O progresso contra o câncer infantil foi enorme em alguns aspectos, mas isso não pode nos impedir de enxergar que o avanço foi decepcionante em outros e que o câncer continua sendo a segunda causa de morte em crianças", afirma Otis Brawley, médico chefe da American Cancer Society. "Há muito trabalho a ser feito para melhorar os resultados, reduzir os efeitos colaterais associados ao tratamento e compreender as causas moleculares que provocam os tumores infantis para poder preveni-los e diagnosticá-los mais precocemente."
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Pessoas idosas que sofrem de perda auditiva também experimentam uma taxa mais rápida de encolhimento do cérebro, de acordo com uma pesquisa feita na Universidade John Hopkins, em Baltimore, nos EUA. A perda auditiva na terceira idade também está associada a um risco de demência, quedas, internações e problemas de saúde mental. As informações são do Daily Mail.